6 de agosto de 2013

Terminou a Festa do Viso 2013

 

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Está terminada mais uma edição da Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, popularmente conhecida como Festa do Viso.

Foram quatro dias de animação. Na Sexta-Feira com o banda Tekos a dar bom espectáculo, com o arraial quase cheio, seguramente numas das melhores “casas” das sextas. Já no Sábado, com o grupo Kibanda a animar o espaço, foi um autêntico barrete, com má qualidade e incompetência. Para esquecer e corrigir quem tal recomendou.

No Domingo, o programa religioso com a Missa Solene pelas 11:30 horas celebrada pelo padre Januário, dos Missionários da Boa Nova, do Couto-Cucujães. Velhinho, mas ainda um excelente pregador. Foi uma missa cheia de profundidade e bem participada. Pena que não tenha sido possível ser celebrada ou concelebrada por um dos padres responsáveis pela paróquia.

Uma palavra de apreço para a Banda Marcial do Vale, que assegurou o acompanhamento musical da missa, com muita qualidade e competência. Provavelmente um dos melhores serviços que ao longo dos anos passaram pela Capela do Viso em dias de festa.

Como aspecto negativo, a posição que escolheram para os andores de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António durante a missa, colocados na parte de cima da capela, na zona dos homens, ocupando quase todo o espaço e “roubando” pelo menos uma dúzia de lugares sentados. Não havia necessidade de se inventar, ainda por cima para pior.

Da parte da tarde, pelas 18:00 horas, a procissão solene, já com a presença do padre Agostinho e acompanhado pelo padre Benjamim. Uma bonita procissão, com 15 andores a percorrer o percurso dos últimos anos. O tapete de flores estava simples e sem deslumbrar. Já se fez melhor, mas quando as coisas não são organizadas com tempo não se pode esperar qualidade. Deu para perceber que esteve muita gente forasteira a assistir ao longo do percurso. Um dos aspectos negativos a registar, o habitual barulho e falatório das pessoas envolvidas na preparação da procissão dentro da capela. Pouco ou nenhum respeito pelo local, com muita gente a falar, quase  a berrar. Seria positivo adoptar-se uma cultura de silêncio e de respeito para com o local e para com o propósito da procissão, que é o de uma manifestação de fé e devoção e não um desfile de vaidades e barulho. Também o andamento da procissão, intermitente, com muitas paragens, não foi o melhor.

Quanto à Banda Marcial do Vale, cumpriu excelentemente no acompanhamento da Missa Solene e da Procissão. Já no palco, esteve igualmente bem mas, para quem como eu prefere um reportório clássico, não apreciei sobremaneira, pois manteve uma das suas conhecidas características que é a de usar e abusar de reportório ligeiro, sendo que naturalmente que há goste. Mas  percebe-se isso pois é uma Banda com muita gente jovem, apesar de estar a celebrar os seus 100 anos de existência, no que é de louvar e parabenizar.

À noite, lugar reservado ao folclore, com um grupo do Baixo Minho, o de Pevidém-Guimarães. Bom folclore mas com uma actuação curta deixando o resto da noite a cargo do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços – Soure – Coimbra. Sem dúvida um folclore diferente do que habitualmente assistimos na nossa região  mas incapaz de prender o interesse da assistência até ao final da noite.

Já na segunda-feira, o cabeça-de-cartaz, Dário, antecedido pela cantora Flôr e as suas bailarinas, todas meio-despidas. Esta Flôr, que já começou tarde, esteve meio-murcha da voz, mas a cumprir nomeadamente na parte que toca a “encher-chouriços”. Neste tipo de artistas a qualidade do físico vale 90% pelo que neste aspecto cumpriu até porque teve a ajuda das duas acompanhantes, as “floretes” numa bela coreografia de nádegas.

Quanto ao Dário, deu para perceber que teve um acompanhamento musical  em que a Banda dava apenas uns toques, já que o resto da estrutura musical estava programada. Desconhecia de todo o artista e já depois de o ver anunciado no cartaz da festa vi-o numa esporádica intervenção no programa Verão Total na RTP. Muito pequenino e magrinho, com pouco presença em palco e uma voz pouco deslumbrante, de resto muito abafada pela potência da banda sonora. Como sempre, as meninas do coro e da gaita (tocavam trompete e saxofone) deram uma preciosa ajuda no desvio de atenções já que eram um bom cenário. No essencial, o artista dado como principal cumpriu mas sem deslumbrar até porque a Festa do Viso já nos habituou a bem melhor. Noite com boa casa e com o melhor tempo das quatro noitadas no que ajudou a venda de bebida nas tascas.

Relativamente ao já apetecido fogo de artifício, que traz muita gente ao arraial, manteve a qualidade e quantidade dos últimos anos, sendo que a falta de fundo musical retirou algum encantamento. Houve uma interessante surpresa, com um girândola de fogo-preso com o formato da fachada da capela mas a produzir muito fumo e  com curta duração, o que retirou alguma visibilidade a quem assistia em posição mais afastada. Mas valeu a ideia e a originalidade.

Quanto ao cartaz, enquanto elemento gráfico, uma observação: Tamanho grande mas pouca qualidade no design e na impressão, para além de conter algumas gaffes, a maior de todas com a representação de um Santo António que não é de todo cá da freguesia. Não havia necessidade pois na paróquia, tanto na capela como na igreja, existem duas imagens oficiais deste santo. Há erros que se podem compreender mas outros por tão crassos, são inexplicáveis, mas certamente sem qualquer intenção..

No essencial, ainda sem o conhecimento da contabilidade final, que se espera que positiva, e cuja divulgação deverá acontecer publicamente lá para o final do mês de Agosto, está de parabéns a Comissão de Festas já que em tempos de dificuldades soube manter um dinamismo activo, com muito empenho e que como saldo geral organizou e proporcionou uma festa equilibrada, com boa qualidade, a não desmerecer de edições passadas e a orgulhar os guisandenses, presentes e ausentes. Parabéns!

Terminada que está a Festa do Viso 2013, este é um resumo do que foi, sendo que, como é óbvio, reflecte uma opinião e visão pessoais e pode perfeitamente ser discutível.

 

Actualização: Apresentadas e fechadas as contas, a Comissão apresentou um saldo negativo, assumido pelos seus elementos. É pena e é triste que quem prometeu não tenha cumprido a sua promessa. A Comissão de Festas teve um trabalho e empenho meritórios, com muito esforço e dedicação e não mereciam, para além da canseira e responsabilidade, ter que suportar com o próprio bolso o prejuízo.

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