19 de novembro de 2013

À portuguesa

 

A selecção nacional de futebol apurou-se para a fase final do Mundial de Futebol que decorrerá no Brasil no próximo ano.
Não resolveu a questão de forma directa, como lhe competia, num grupo globalmente fraquinho, perdendo pontos em jogos com as "potências" Israel e Irlanda, pelo que, de resto como tem sido norma, a coisa teve que se resolver numa eliminatória de play-off, com a Suécia a calhar em sortes.
Desejou-se a Islândia ou mesmo a Roménia pelo que temia-se o confronto com a equipa do país das louras, pela sua frieza de processos e consistência táctica e pela qualidade da sua vedeta, Zlatan Ibrahimovic, nascido na Suécia mas filho de pai bósnio e mãe croata.


No jogo da primeira mão em Lisboa, Portugal venceu escassamente por 1-0, golo de Ronaldo. Não sendo nada de mais, sabia-se que neste tipo de jogos a eliminar em que os golos marcados fora têm extrema importância, o golo solitário, sem resposta, era o menos mau, mesmo que pouco garantido. De todo o modo esperava-se que este segundo jogo de conclusão da eliminatória fosse bem mais perigoso. Mas não foi. Bastou assistir ao primeiro quarto de hora de jogo para se ver que a Suécia não ía lá porque Portugal dominava mesmo sem ser dominador. Na primeira parte Ronaldo falhou como não costuma falhar e o "cepo" do Hugo Almeida falhou como costuma falhar.


Na segunda parte, Portugal entre a ganhar, logo depois de a Suécia ter falhado a oportunidade de abrir o activo, no que nos valeu o joelho do Patrício. Logo de seguida a reviravolta pelos suecos, com falta do Zlatan sobre o "inocente" Bruno Alves e a tremideira da barreira de "meninas". Em poucos minutos os vikings deram ao volta ao jogo e colocaram-se a um golo do apuramento. Felizmente para nós, o empolgamento dos nórdicos e a nossa  tremideira duraram poucos minutos pois Ronaldo em contra-ataque fez por duas vezes o que melhor sabe fazer e voltou a virar o resultado a nosso favor.

A Suécia, afinal mostrou-se uma equipa vulgar, muito expectante, sem iniciativa e com uma defesa à altura de uma terceira divisão. Já lhe conhecemos melhores tempos. Não é por acaso que mesmo com a sua vedeta dos Balcãs este seja o segundo Mundial falhado. Teve azar de encontrar o melhor Portugal desta fase de apuramento. Tivesse apanhado o Portugal do jogo com a Irlanda ou com Israel e as contas teriam sido outras.


Assim terminou mais um apuramento para uma grande competição futebolística e o papel de bestas que fizemos na fase de grupos pasou para o de bestiais com o apuramento. Bem à portuguesa.
Verdade se diga, tivesse Portugal jogado ao nível destes últimos dois jogos e a coisa teria sido um passeio na fase de grupos. Mas não! É sina lusitana este apego ao desmazelo das coisas, o deixar tudo para a última hora.

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