6 de novembro de 2013

Festa do Viso 2014 – Sim ou não?

 

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Não sabemos se é ou não oficial, pelo que na verdade não temos qualquer confirmação, mas vai-se comentando pela freguesia que a realização da Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, popularizada como Festa do Viso, na sua edição de 2014, estará em causa já que da Comissão de Festas, nomeada em meados de Setembro, haverá um ou outro elemento a recusar a assumir a função o que por arrasto leva a que os restantes se sintam incapacitados de levar a cabo a tarefa.


Assumir ou não assumir, independentemente da força das razões de cada um, é naturalmente uma situação legítima que se deve respeitar. Efectivamente não é algo que seja obrigatório. É verdade que é uma organização do interesse de uma comunidade em que estamos inseridos e de certa forma é um acto de cidadania, mas convenhamos que é uma opção que a cada um diz respeito.


Aparte disso, se infelizmente se vier a confirmar, será naturalmente muito triste que a festa, uma tradição com mais de meio século de história, se deixe de fazer por recusa de alguém. Recordo que no ano em que a organizamos (2004), um dos elementos também recusou a nomeação e a festa fez-se na mesma e apesar de um reconhecido como excelente programa, que entre outros incluiu duas bandas de música, um rancho folclórico do Alto Minho e a presença no programa de artistas nacionais como José Cid e Paulo Bragança, no final ainda foi entregue à Comissão Fabriqueira uma verba de cerca de dois mil euros resultante do saldo positivo.

É verdade que outras festas similares realizadas em freguesias da região, maiores e com mais poder económico, foram sendo deixadas cair desde há vários anos, mas no que respeita ao orgulho na manutenção das suas tradições, cada terra que fale por si. A freguesia de Guisande pode nem ter muitas tradições mas esta da Festa do Viso sempre foi motivo de bairrismo e carinho. A prova disso é que mesmo tendo em conta a dimensão da freguesia, temos realizado festas com um nível e qualidade que a colocam entre as melhores do concelho.


Será, pois, lamentável que esta possibilidade possa vir a concretizar-se. É verdade que a festa tem vindo a ser realizada com um orçamento elevado para as nossas possibilidades e até devido ao contexto de dificuldades económicas do país que afecta directamente cada um de nós, mas não há dúvida que será possível manter a organização da festa mesmo que se baixe substancialmente o seu orçamento. É certo que a baixar-se o orçamento inevitavelmente a festa perderá qualidade e atractividade para com quem nos costuma visitar, mas essa será uma situação perfeitamente realista e será compreendida por todos. Fazemos o que podemos e a mais não somos obrigados.

Seja como for, mesmo numa decisão lógica de se cortar substancialmente no orçamento, mesmo que na ordem dos 50%, sendo possível organizar uma festa com um programa modesto mas com menos responsabilidades, a verdade, porém, é que não havendo princípio de vontade e disposição por parte da Comissão de Festas nomeada, no todo ou em parte dos seus elementos, a festa então estará mesmo em causa. Se as coisas seguissem a normalidade como tem acontecido até aqui, estaria já a funcionar há várias semanas a iniciativa de angariação de fundos através do popular sorteio do presunto bem como neste mês de Novembro deveria iniciar-se o peditório à freguesia e feita a recolha da esmola da eira. Também seria norma estar já a tratar-se do contrato da Banda de Música e do restante programa musical. Ora, para já, não têm sido dados sinais de que isso esteja a acontecer o que poderá confirmar o que ainda não foi confirmado.

Vamos acreditar que a Comissão de Festas vai mesmo assumir na sua totalidade a função para que foi nomeada e a ser assim certamente que contará com o apoio de todos. É uma responsabilidade e canseira, certamente, mas no que toca a apoios não estarão sós.

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