22 de dezembro de 2016

Unidade do concelho - Milheirós de Poiares

Anda por aí uma certa algazarra sobre a questão da integração, ou não, da freguesia de Milheirós de Poiares no município vizinho de S. João da Madeira. Não é de agora esta pretensão ou intenção de parte da população milheiroense, mas parece que recentemente houve desenvolvimentos, nomeadamente com o município de S. João da Madeira a aprovar a aceitação caso se decida superiormente pela alteração do mapa administrativo. Segundo notícias, em Setembro passado foi entregou no Parlamento uma petição com cerca de 5.300 assinaturas solicitando a anexação no município vizinho de S. João da Madeira, pretensão que terá que ser analisada.

Sinceramente, não tenho opinião formada nem partido tomado quanto a este assunto, porque há argumentos válidos de ambas as partes. No entanto, tome-se a decisão que se tomar, será conveniente e de bom senso que dentro do possível seja pela vontade expressa da larga maioria da população e não pela demonstrada pelo referendo local em 2012 em que 46% dos eleitores se abstiveram de votar o que me parece significativo face à importância do assunto. É certo que em teoria uma abstenção pode significar uma aceitação mas também o contrário.

Quanto ao município da Feira e tomada de posição em defesa da preservação da identidade e limites territoriais, nomeadamente do seu presidente, Dr. Emídio Sousa, é obviamente legítima e tem que ser feita, não só como dever mas como obrigação.

Parece-me que, contudo, bem mais grave que esta situação que é pontual e episodicamente trazida à actualidade, e até aqui inconsequente, foi a reforma administrativa que pelo país inteiro deu lugar a algumas uniões de freguesia, quase todas elas contra a vontade das populações e em condições que até ao momento reconhecidamente nada trouxeram de positivo. Essa sim, porque imposta e ao arrepio das populações, foi uma machadada na história e identidade intrínseca das freguesias afectadas. E pelo que se viu, então foram muito poucos os municípios e figuras do panorama político a lutar para que a “excelentíssima cagada” do Sr. Relvas não fosse avante.

Mas esta é apenas a minha humilde e insignificante opinião.


A. Almeida - 21 de Dezembro de 2016

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