cialis
freguesia de G U I S A N D E: Notícias


Artigo de Opinião - Assembleia de Freguesia - Sessão de 21 de Abril de 2012
Publicada por: redactor - Quarta 09 Maio 2012 - 07:34:54
No passado dia 21 de Abril teve lugar mais uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Guisande.
Mais uma vez assistiu-se a um espetáculo lamentável com insultos pessoais e loucuras por parte do Sr. Tesoureiro Elísio Monteiro, perante a passividade do Sr. Presidente da Mesa, que cada vez mais mostra que não foi talhado para este lugar de responsabilidade e autoridade.

O Sr. presidente da Junta, com um estilo surpreendente, tem vindo a mostrar dotes políticos que jamais suspeitaria. No entanto apenas estudou o pior da política e por isso nesta sessão da Assembleia só vimos ares de arrogância, petulância, sobranceria, inverdades, sinais de incompetência e, finalmente, demagogia em dose colossal.

Com o final de mandato a aproximar-se, logo ao virar da esquina, já ninguém lhe retirará o rótulo de pior Presidente de Junta de sempre em Guisande. Mas esse prémio pelos vistos não o satisfaz e nesta reunião deixou claro que deseja ser o último porque, de forma algo surpreendente, disse que não iria fazer absolutamente nada para evitar que Guisande desaparecesse como freguesia, empurrando tal decisão para o presidente da Mesa da Assembleia.
Triste, muito triste. Guisande merecia outro tratamento por parte do seu Presidente de Junta e só demonstra o seu pouco amor e apego à nossa freguesia.

Na qualidade de membro da Assembleia, pela importância que o assunto deve merecer, decidi pedir à Mesa a marcação de uma sessão extraordinária para debater a questão da Reforma Administrativa. Todavia, este pedido foi negado.

Espero que o Sr. Joaquim Almeida tenha noção da responsabilidade que lhe cabe neste processo pois não pode, como Pilatos, lavar as mãos. Se a freguesia de Guisande acabar, e espero sinceramente que isso não venha a acontecer, saberemos a quem pedir responsabilidade por ter assobiado para ao lado.
Esta sessão ficou marcada pela alteração ao orçamento para 2012, com a redução dos apoios previstos para as colectividades, nomeadamente em 50% no subsídio atribuído ao Guisande F.C., em 100% ao Centro Social e 50% à Associação “O Despertar”. Comentários para quê?
A este respeito, interviu o presidente do Guisande F.C., o Sr. José Peixoto, que fez ver que estes cortes significarão o fim do clube. A isto respondeu o presidente da Junta que “efetivamente pretendia com estes cortes intervir na gestão do clube”. Sim, o leitor leu bem, a Junta faz ver que não gosta da Direção do clube e portanto há que cortar-lhes as pernas, “virando o bico ao prego” nos apoios que tinham sido orçamentados.

Ainda sobre esse assunto foi possível assistir a algo sobrenatural e inexplicável. O presidente da Mesa da Assembleia tomou a palavra e dirigindo-se à Junta pediu-lhes que pelo menos não retirassem o dinheiro para o apoio ao futebol e pediu portanto que a proposta da Junta fosse alterada nesse sentido. A Junta recusou e manteve a proposta. Para espanto de todos os presentes o Sr. Joaquim Almeida, que momentos antes tinha defendido a alteração da proposta, dizendo que não concordava com a redução do subsídio, acaba por, alegremente, votar a favor da proposta de corte da Junta, renegando assim a sua própria posição. Resumindo, não se percebe de todo esta incoerência e este volte-face.

Entretanto, também foram aprovadas as contas relativas ao exercício de 2011. Neste capítulo ficou patente a ignorância do presidente e do tesoureiro da Junta quanto ao destino que tinha sido dado ao dinheiro. Nenhum soube responder às perguntas ficando-se assim sem saber em que obras é que o dinheiro tinha sido aplicado e quanto em cada uma.

Sobre as contas nada de substancial me apraz dizer, até porque apesar da clamorosa incompetência que tem sido demonstrada por esta Junta desde o seu primeiro dia de actividade, a seriedade da mesma nunca será posta em causa por mim. Não deixo, contudo, de reparar que em contraste com os cortes efectuados às colectividades, para o apoio ao desporto, acção social e cultura, esta Junta permite-se gastar folgadamente 11 euros de gasóleo por dia, ou seja cerca de 300 euros por mês, em voltinhas, voltas e revoltas dadas pela carrinha “mágica”, sem qualquer registo, controlo e justificação de quilometragem, destinos, passageiros, etc. Como não podia deixar de ser, este exorbitante gasto ficou por esclarecer e justificar, como convém a quem não gosta de rigor.


- Luis Bastos - Membro da Assembleia de Freguesia de Guisande
enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Inundações, azelhices e incompetências
Publicada por: Américo Almeida - Quinta 26 Abril 2012 - 07:04:46

A situação que se vem verificando na Rua da Igreja (mas também noutros lugares, como no Outeiro), sempre que tem chovido, com inundações da estrada e algumas habitações, com água e lamas, tem uma grande dose de responsabilidade da actual Junta de Freguesia a qual, por omissão, desleixo ou incompetência, nunca foi capaz de acompanhar devidamente as obras de construção da auto estrada A32 no que ao desvio e canalização de águas diz respeito. Se tivesse agido em defesa da freguesia e dos seus cidadãos, como lhe competia, teria exigido em devido tempo medidas e acções tendentes a resolver ou minorizar as consequências ou, na falta delas, responsabilizar a empresa. Não o fez e as consequências estão à vista, com inundações, destruição e assoreamento de infra-estruturas como represas e regos. Perante tamanho desleixo, a empresa fez tudo à tripa-farra, sempre com soluções rápidas, ligeiras e economicistas.

Dizer-se que esta situação de inundações no lugar da Igreja já acontecia no passado só pode ser uma demonstração de ligeireza, ignorância ou porventura de má-fé, com a agravante destas afirmações serem proferidas em locais de responsabilidade como é uma Assembleia de Freguesia.
Quem tiver dois dedos de testa e quiser percorrer as zonas circundantes da auto-estrada, perceberá facilmente os estragos que têm sido provocados.

Perguntarão os menos atentos, o que é que estará a concorrer para estas situações? Muito simples: A construtora, porque alterou a topografia natural dos terrenos e encostas da vertente poente do Monte da Mó, com desaterros e aterros, canalizou para pontos específicos as águas que de forma natural tinham linhas de escorrimento dimensionadas pela própria natureza. Ao concentrar em alguns pontos as águas de outras zonas a nascente e a sul, para além do aumento do caudal devido à área impermeabilizada com a plataforma da auto-estrada, provocou um sobre-dimensionamento e capacidade de escoamento, como aconteceu nas zonas do Outeiro, Corgas, Sabugueiro e Fontelas. Nalguns casos dirigiu águas para zonas sem qualquer linha de água natural ou regato, permitindo o escorrimento de águas e sedimentos para terrenos privados.

A agravar todo o excesso de águas, há o efeito do escorrimento de sedimentos das diversas encostas e taludes e aterros ilegais que foram sendo feitos de forma económica, nomeadamente no Outeiro e Cimo de Vila. Consequências: Represas, regos e caminhos assoreados e terrenos privados repletos de lamas e areias.

Só não vê nem admite esta realidade quem é cego ou não quer ver. Mas uma visita guiada poderá tirar todas as dúvidas.

Falta ainda concluir que, apesar de tudo, ainda não tivemos chuvas torrenciais pelo que se a empresa não for responsabilizada e obrigada a fazer obras, as coisas tenderão a piorar.

enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Visita Pascal em Guisande
Publicada por: Américo Almeida - Segunda 16 Abril 2012 - 03:26:52
No passado Domingo de Páscoa, como convidado pelo Juiz da Cruz, Alberto Reis, tive o privilégio de voltar a integrar um dos três compassos pascais que percorreram as casas da freguesia, renovando-se a tradição de a elas e às famílias que nelas habitam, levar o anúncio de Cristo Ressuscitado.

Já o tinha feito no ano anterior, também como convidado do então Juiz da Cruz, António Ribeiro, e para o ano, se Deus quiser, será já no papel de próprio Juiz da Cruz que voltarei a fazer a volta.

Como se poderá imaginar, a função acaba por ser um pouco cansativa, mas deveras gratificante. Só participando no compasso, e se possível percorrendo os diferentes lugares da freguesia é que se pode avaliar a importância que as famílias dão a este dia de Páscoa e ao simbolismo da Visita Pascal com Cristo a entrar e a abençoar as suas casas e as famílias. Essa é a primeira e mais significativa alegria que se vislumbra nas pessoas, mesmo que, como em alguns casos, um ou outro dos presentes esteja doente ou debilitado pela idade.

Outro aspecto importante que salta à vista, é o momento de união, reencontro e partilha das famílias, mesmo que, por vicissitudes da vida, nem todos estejam presentes. À volta de cada mesa mais ou menos generosa, pintalgadas de amêndoas coloridas e salpicadas de alecrim e rosmaninho, há pessoas de várias gerações, com velhinhos, adultos, jovens, adolescentes e muitas crianças; vi muitas crianças, quase em todas as casas, o que de facto, junto com as amêndoas, dão um colorido especial ao dia e ao encontro.

Para além destes aspectos mais importantes, é claro que há a generosidade das pessoas e das mesas, em que se nota que em cada casa há uma característica marcante, um tradição muito própria, seja num vinho seleccionado e guardado para a ocasião ou um doce especial, seja num presunto, salpicão, rojões ou orelheira caseiros, a verdade é que é quase impossível recusar e ficar indiferente a tanta alegria e generosidade das pessoas, tanto nas casas mais abastadas como nas mais humildes.

Quanto à forma como decorreu o compasso, é verdade que aqui e ali ouviram-se "críticas e recados" ao atraso que se verificou, em média cerca de uma hora, mas tal deveu-se ao horário e duração da missa, que fugiu muito à forma abreviada habitual. De todo o modo, no que ao compasso em que participei diz respeito (por Igreja, Quintães, Viso, uma casa na Barrosa e outra em Fornos, e depois na parte da tarde por Estôse, Outeiro e Cimo de Vila, terminando na casa da Glória “do Menina”) estou certo que todos ficaram agradados e os largos minutos que dispensamos a cada casa, mesmo agravando o atraso, foram bem empregues.

Gostei da partilha de todas as casas e famílias mas, de um modo especial do lugar de Estôze. Abriram-se muitas casas e em todas elas a presença sentida de uma alegria e partilha autênticas.

Com tudo isto, com este simples testemunho, e com a responsabilidade de ser o Juiz da Cruz eleito para o próximo ano, quero acreditar que a actual fórmula (3 Cruzes durante o Domingo de manhã e de tarde) é suficiente e está devidamente enraizada e as famílias e suas partilhas a ela estão devidamente adaptadas. Pensar-se em alterar esta situação poderá vir a desequilibrar sem grandes proveitos uma regra que já dura há uns bons anos. Como bem sabemos, a freguesia não tem crescido, pelo que o número de casas/famílias a visitar se tem mantido estável. Por isso, começando um pouco mais cedo, e mesmo que se acabe pelo findar do dia, é possível manter este ritmo e dispensar a cada casa/família uma visita com uma duração razoável de modo a poder partilhar convenientemente e com dignidade a generosidade e alegria oferecida por cada uma delas.

De minha parte, e estou certo que sentido de parte de toda a comitiva restante e do próprio Juiz da Cruz, o Alberto Reis, o nosso muito obrigado pela recepção que nos dispensaram.

Bem Hajam e até para o ano se Deus quiser!
enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Manifestação Nacional em defesa das freguesias
Publicada por: Américo Almeida - Sábado 31 Março 2012 - 02:36:26



Será que a nossa Junta de Freguesia estará representada, como se impunha?


ANAFRE

CARTAZ NACIONAL



enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Grupo de Jovens - Festa de Carnaval 2012
Publicada por: Américo Almeida - Sábado 18 Fevereiro 2012 - 05:19:21




Festa, tradição, bailarico e muita diversão, é este o fantástico Carnaval que o Grupo de Jovens tem para ti.

No dia 18 de Fevereiro, a partir das 20h30, vem viver um Carnaval diferente na nossa companhia no Salão Paroquial de Guisande.
Mascara-te a rigor com toda a tua originalidade e podes ainda ganhar um prémio, no nosso desfile de máscaras. Para uma noite bem animada o Grupo de Jovens vai apresentar uma recriação do antigo Carnaval de Guisande, sempre com muito humor, acompanhada da tão popular Queima do Mastro.

Garantimos ainda muita música para aquecer, sem esquecer os comes e bebes, que muito jeito vão dar para teres energia e cantares ao melhor nível no Karaoke que promete animar a noite. Não fiques em casa, contamos com a tua presença.

Todos são bem-vindos, a entrada é gratuita, não faltem!!
enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Juiz da Cruz para 2014
Publicada por: Américo Almeida - Segunda 09 Janeiro 2012 - 02:42:44

No último Sábado, um pouco antes da missa vespertina de Dia de Reis, como manda a tradição, foi escolhido o Mordomo da Cera que será o Juiz da Cruz no ano de 2014. 

A sufrágio foram os nomes de António Freitas de Almeida Oliveira, do lugar do Viso, e Eduardo Conceição Gomes da Silva, do lugar do Outeiro, ficando este o mais votado.

É verdade que a tradição continua a cumprir-se mas já de forma muita frouxa e a despertar pouco interesse. 
É mais ou menos sabido que vários potenciais candidatos a serem propostos e escolhidos como Juiz da Cruz, manifestaram já a vontade de não quererem assumir tal cargo pelo que têm pedido formalmente para ficarem de fora da escolha. Pelo canal do disse-que-disse, foram já vários a fazê-lo.

Esta vontade deve ser respeitada, obviamente, mas não deixa de ser um sintoma de que cada vez mais as nossas tradições estão a perder força e o sentido comunitário (de que falava no artigo sobre o Sarau de reis, organizado pelo Grupo de Jovens) a desfazer-se.

Outrora ser eleito Juiz da Cruz era um motivo de júbilo e orgulho. Mas também é verdade que nesses tempos as pessoas tinham outra fibra e sentiam verdadeiramente a sua freguesia e paróquia e aquilo que representavam para ela. Ora, de um modo geral, mesmo sabendo-se que felizmente ainda há boas excepções, hoje em dia já ninguém quer assumir responsabilidades e entrar em despesas à conta da freguesia ou paróquia e fogem das canseiras como o diabo da cruz.

Neste contexto, não há muito fazer e quando a freguesia está em franco declíneo é natural que também perca a sua identidade. Hoje em dia temos guisandenses nascidos e criados na própria freguesia mas o seu contributo comunitário é tão significativo como se vivessem em Fornos de Algodres ou em Vila Franca de Xira. Como diria o povo na sua antiga sabedoria, fazem tanta falta a este sentido de identidade como uma viola num enterro.

Apesar de ser assim, sempre respeitando as boas excepções, que ainda existem, temos que compreender que é uma situação quase normal se considerar-mos o longo período de ausência de uma referência firme e dinamizadora na paróquia bem como o período de mudanças que temos estado a atravessar. Durante todo esse tempo (mais de uma década) fomos um pneu com um furo a esvaziar muito lentamente mas qua agora está quase-quase com o ferro da roda a bater no chão da estrada.

Oxalá que as coisas possam reverter e que a câmara deste nosso pneu ainda tenha remédio para ser consertada. Não vai ser fácil mas pelo menos haja esperança e, novamente como diz o povo, mais vale poucos mas bons do que muitos e fracos.
enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Sarau de Reis 2012 - Grupo de Jovens de Guisande
Publicada por: Américo Almeida - Domingo 08 Janeiro 2012 - 08:49:49


Ontem dia 7 de Janeiro, pelas 21:00 horas no Salão Paroquial, o Grupo de Jovens de Guisande promoveu o Sarau de Reis, com momentos de teatro e música, com alegria, humor e boa disposição.
Veja aqui um slider que preparamos com os principais momentos do espectáculo.


RELATIVAMENTE AO APOIO E ADERÊNCIA DO PÚBLICO E DA COMUNIDADE:

Frequentemente queixamo-nos que os jovens de hoje são uma geração à rasca e que nos enrascam e em função disso antevemos um futuro pouco colorido para a sociedade em geral.
Todavia, quando temos entre nós, na nossa comunidade, um grupo de jovens activos e dinâmicos congregados num espírito de amizade e cimentados nos valores cristãos e da Palavra do Evangelho, quando somos chamados a demonstrar o nosso incentivo e apoio a esses mesmos jovens, normalmente é com indiferença que acolhemos o seu apelo e poucos são os que trocam um jogo de futebol, o morninho da lareira, uma festinha de anos ou um programa de televisão por esse apoio, por essa presença.

Foi o que aconteceu agora com o Sarau de Reis, que o grupo de Jovens de Guisande levou a efeito no  Salão  Paroquial, neste Sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 21:00 horas.
Apesar da divulgação atempada, poucos foram os que marcaram presença, nem mesmo a maior parte dos familiares dos jovens e por isso o velhinho Salão Paroquial, que noutros tempos abarrotava de assistência, mesmo a pagar bilhete, não teria sequer meia casa, naturalmente para tristeza dos jovens que com empenho e sacrifício, roubando horas ao seu trabalho e estudo, se empenharam por dar à comunidade uns momentos de alegria e partilha da sua juventude.

Somos o que somos, e, já o temos, dito, Guisande há muito que perdeu o sentido comunitário. Não tenhamos ilusões. Pior do que isso, por algumas amostras, tudo indica que as coisas só vão piorar. Neste sentido, é quase um contracenso que tenhamos um grupo de jovens que acredita que ainda pode mudar mentalidades. Oxalá que sim, mas este Guisande cada vez está mais triste e desmotivador e dá pena constatar que, apesar de ainda haver bons exemplos, a mediocridade começe a ganhar espaço e batalhas.
enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Artigo de Opinião - Assembleia de Freguesia - Sessão de 23 de Dezembro de 2011
Publicada por: redactor - Terça 27 Dezembro 2011 - 10:25:33
No passado dia 23 de Dezembro, na qualidade de elemento eleito, tive a oportunidade de participar em mais uma sessão da Assembleia de Freguesia de Guisande.

Infelizmente as sessões deste importante órgão autárquico da nossa freguesia, tornaram-se em algo muito difícil de descrever, tal a confusão que ali reina. O que lá pode ser visto é algo entre a comédia e a tragédia. O senhor presidente da Junta continua a demonstrar desconhecimento de todos os assuntos, passando a sessão a dar a voz ao senhor tesoureiro para que seja este a esclarecer as questões levantadas. Uma vez por outra, lá o manda calar, alto e bom som.

Perante esta situação, que é recorrente, não deixo de perguntar: - Quem está realmente à frente da Junta da Freguesia de Guisande? Quem é na realidade o seu presidente? O que foi eleito como tal, a quem compete a responsabilidade de gerir o órgão executivo e estar devidamente esclarecido e por dentro de todos os assuntos ou, pelo contrário e como parece, o seu tesoureiro, com todas as limitações que se lhe reconhecem?

Quanto ao senhor tesoureiro, continua igual a si mesmo. Pese o empenho e voluntarismo que se lhe reconhece, a consistência e efeitos práticos da sua acção em prol da freguesia e do seu desenvolvimento e dinamismo é reduzida ou quase nula. Quanto aos seus dotes oratórios e capacidade de se exprimir com clareza e objectividade, todos sabem que é uma autêntica nulidade, e basta dizer que do muito que falou pouco ou nada percebi, e creio que o mesmo em relação a quem tomou parte na sessão.

Relativamente ao papel da Mesa da Assembleia, um reparo, particularmente para a senhora secretária, que teve o atrevimento de incluir na acta da sessão anterior uma apreciação pessoal sobre a minha pessoa, fazendo um juízo de valor quanto à forma como abordei um assunto, ao invés de se limitar, no uso das suas competências e responsabilidades, a descrever apenas os factos passados. Fê-lo como redactora e como analista e não como membro da assembleia. É uma situação lamentável, amadora e indescritível. É algo que nunca tinha visto numa acta, e que não prestigia quem o fez. É um precedente perigoso. Sobre este aspecto em particular, quero agradecer publicamente a posição assumida pelo senhor presidente da Assembleia de Freguesia, que tomando noção desta lamentável situação, responsavelmente pediu desculpa pelo sucedido.

Espero que situações destas não voltem a acontecer. Haja brio profissional e bom desempenho num cargo desta natureza. Adjectivar posições e acções que ocorrem no âmbito do exercício de uma actividade política, como é as sessões da Assembleia de Freguesia, e expressá-las numa acta por mero arbítrio, é um mau princípio que se deve combater sob pena de se vulgarizar e pessoalizar o debate político.

Outro apontamento, algo muito interessante de assistir foi o desinteresse mostrado pelo senhor presidente da Junta sobre a reforma da administração local proposta pelo Governo, ou seja a possibilidade de a freguesia de Guisande deixar de existir como tal. Simplesmente não quer saber, nem quer promover um debate em Guisande, nem sequer na assembleia de freguesia mostrando que para além de muito justamente ser considerado como o pior presidente de freguesia de todos os tempos, quer ainda ficar para a história com o último. Bem, é uma ambição pessoal que se deve respeitar, mas, quando estão em jogo importantes interesses para a freguesia, francamente esperava-se uma abordagem mais séria, responsável e empenhada.

Outro assunto: Levantei a questão da situação das represas do Sabugueiro e da Mina, na zona de Cimo de Vila, já quem têm sido destruídas pela acção dos escorrimentos de águas e cascalho das encostas do perímetro da auto-estrada A32. As represas do Sabugueiro estão simplesmente destruídas e a represa da Mina está com o caminho público, que passa mesmo ao lado, a uma cota superior, em estado danificado pelo que pode representar um perigo para quem ali passa. A tragédia e o acidente acontecem de forma menos improvável. A esta questão feita com sentido de preocupação, o resumo da resposta foi simples e directa: Não querem saber.
É absolutamente inacreditável o desinteresse demonstrado por quem deveria estar na linha da frente a defender os interesses da freguesia e dos guisandenses.

A Junta de Freguesia também não quer saber do caminho público que, devido à auto-estrada, desapareceu, e que ligava a zona do campo de futebol ao lugar do Reguengo, como se mostrou totalmente despreocupada com as inundações provocadas em casas do lugar da Igreja, devido a entupimentos por escorrências das encostas da auto-estrada. Estas questões foram colocadas por moradores que, perante as respostas, ficaram esclarecidos quanto à capacidade dos elementos desta Junta. Também mostraram total indiferença pela mudança da posição dos marcos de limitação de freguesia, no lugar do Reguengo.

Outra situação caricata foi a afirmação do senhor presidente da Junta sobre a situação do ferro no estaleiro: Quando abordado por mim sobre o facto de este se encontrar pousado no chão com os inconvenientes daí resultantes, inclusive multa por poluição do solo, a resposta foi simples:  - Não se encontra no chão, mas sim sobre um suporte. Para contrariar esta resposta, abaixo publico uma foto que foi tirada no dia seguinte à realização da sessão da assembleia, em que se comprova que de facto o ferro está pousado directamente no solo. Se o senhor presidente da Junta quando fala é para dizer coisas destas, sem qualquer rigor, efectivamente mais vale passar a palavra ao tesoureiro, mesmo que vá dar ao mesmo e ninguém perceba. Tive já a oportunidade de entregar uma cópia desta foto ao senhor presidente da assembleia.

Outro assunto da sessão, a Junta teve a oportunidade de apresentar o Orçamento, onde ficou patente a falta de criatividade e empenho do actual elenco. Prevê-se um final de mandato ainda mais pobre de que o início. Quando se pensava que já tínhamos batido no fundo de uma má gestão, foi-nos dito que ainda era possível ir mais longe. Viva a mediocridade! Parece ser esse o lema da actual Junta de Freguesia de Guisande.

Pelo meio ainda se falou da questão das dívidas da anterior Junta de Freguesia. Mais uma vez ficou patente a argumentação sólida e fundamentada do ex-presidente da Junta, o senhor Joaquim Santos, que de forma definitiva deixou claro que isso não aconteceu. Não foi contrariado nem podia ser, porque é sabido que a anterior Junta efectivamente deixou as contas em dia. Todavia, como tem sido norma, apesar de mais do que esclarecida e sem argumentação em contrário, esta questão irá continuar a ser usada como arma de arremesso, o que se lamenta.

Em resumo, foi mais uma sessão da assembleia de freguesia, marcada pela pobreza do debate e pela incapacidade de respostas objectivas e esclarecedoras por parte dos elementos do executivo. Fazer parte da oposição nesta Assembleia de Freguesia é quase como “chover no molhado”, mas não é por isso que deixaremos de assumir as nossas responsabilidades, levantando com clareza e frontalidade as questões que dizem respeito ao interesse da freguesia e dos guisandenses.


Luís Bastos, membro da Assembleia de Freguesia de Guisande eleito pelo PSD




enviar e-mail para alguém   Imprimir Página!  
Ir para página       >>  

Página sobre a freguesia de Guisande - Concelho de Santa Maria da Feira