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30 de junho de 2020

O Silva não gosta do Big Brother 2020

O Silva tem um problema com a grelha de canais na MEO. Como normalmente procura aceder aos documentários, pela proximidade de posição clicava no 99. Ía logo directo ao RTP Memória, que muito apreciava, e depois um pouco para baixo ou para cima aparecia o que ele queria. Canal História, Odisseia, Discovery, etc.

Agora, o Silva dá logo de caras com esse lixo televisivo, que muitos apreciam, chamado BIG Brother 2020. Diz que já pensou em mudar de operadora, para a NOS, mas parece que esse vírus também anda por lá, algures na posição 12, mas pelo menos longe do tão querido 99 do Silva.

Para o ajudar, sugeri que abra uma petição pública para arredar o BIG Brother para a posição 357821 ou então que faça um pedido à MEO para o colocar algures entre os canais do trupa-trupa que por lá fica em boa companhia.

10 de junho de 2020

Brincar aos aviões



Confesso, saloiamente, que nunca estive num aeroporto  nem pus os pés dentro de um avião. O mais próximo disso terá sido algures numa Festa do Viso de outros tempos em que por lá se instalava um carrocel de aviões.
Por conseguinte, até ao momento, a necessidade de viajar de avião tem sido tão dispensável como uma dor de dentes.
Arrelia-me, pois, com fundamento, que a maioria dos nossos Governos tenham na TAP um autêntico poço sem fundo onde o dinheiro de todos nós, incluindo dos que nunca viajaram de avião, como eu, é ali despejado à tripa farra, de forma desmedida a pretexto, dizem eles, da importância estratégica da coisa para o país e da diáspora. Se querem a minha opinião, que tal estratégia se foda e mais quem apregoa isso!.
A coisa é tão simples quanto isto: Quem viaja, por férias ou trabalho,  que pague os custos inerentes. Não pode nem deve beneficiar de borlas, de descontos ou de passagens pagas abaixo do preço de custo. Não é pedir muito. Apenas que funcione a lei do mercado. 
Mas como nestas coisas vamos todos de anjinhos, o nosso Governo prepara-se para lá meter mais umas pázadas de dinheiro (+ 1200 milhões). E digam o que disser, porque nestas coisas as desculpas são sempre muito tecnicamente rebuscadas para enganar parvos, será dinheiro sem retorno e os prejuízos e a dívida, como a nossa pública, continuarão a galopar.
Já não há paciência para estes desmandos. Se não tem viabilidade a TAP, administrem-lhe a eutanásia e desliguem as máquinas. Não faltarão outros aviões. Nem que seja algures num carrocel.

7 de junho de 2020

Manifs

As manifestações, certas manifestações, são do caraças. Sabemos como funcionam até porque têm clientes certinhos a fazer lembrar o dono do "O MEU CAFÉ"  que mesmo sem o ver já tirava o café para o Ti Manel que dali a exactos vinte segundos entraria na tasca e apresentar-se-ia no balcão. Muitos anos a virar frangos.

Com "certas" manifs, às tantas ficamos sem saber se é puro folclore, um instinto gregário, um "Maria vai com as outras" ou se de facto há alguma propósito de verdade em cada um dos participantes .
É que, como diz o outro, "se fosse para cavar batatas não apareciam tantos". Ou como dizia ainda outro, "duas horas a sachar milho e a limpar matos, amaciariam muitas ideologias". 

Fazem-me, ainda, lembrar o inesquecível sketch humorístico com o saudoso Óscar Acúrcio na frente de uma manifestação a reclamar em uníssono "-Queremos trabalho! Queremos trabalho!." Às tantas, alguém de fora dirige-se a ele a diz: - Ó amigo, pode vir que eu arranjo-lhe trabalho!. - Ao que ele responde: - "Ó amigo, com tanta gente aqui e você vem logo ter comigo? Foda-se!".

Mas a malta gosta é de pândega, de bandeiras e slogans, de desconfinar, e como os filhos da Ínclita Geração, há rituais necessários e qualquer cidade serve para servir de Ceuta e acrescentar mais um degrau nos currículos porque mais tarde há-de fazer jeito.

30 de abril de 2020

Maio, maduro Maio

Amanhã temos o 1º de Maio. E logo numa sexta! Dizem que é o Dia do Trabalhador. Será que o trabalhador precisava mesmo de um dia? Por mim podiam mudar o nome do feriado, para Dia de Folga do Trabalhador. 
Claro está que para a coisa funcionar deveria, como o Carnaval, ser uma data móvel, relacionada à lua, de modo a ser sempre à semana. Não há nada mais frustrante de que o Dia do Trabalhador calhar ao Sábado ou Domingo.

Outra sugestão: Em vez do Dia do Trabalhador, poderiam mudar a designação para Dia das Centrais Sindicais, ou Dia do Funcionário Público ou de empresas do Estado. Afinal, trabalhadores à moda antiga, com estatuto, carreiras, escalões, direitos e garantias, incluindo boas reformas, praticamente só no sector público. É certo que mesmo assim queixam-se, mas é por aí. No sector privado o estatuto do trabalhador anda na penúria e se fosse permitido uma larga maioria de empresas só faria contratos de uma semana ou mesmo para um dia, como antigamente os lavradores que andavam ao "jornal", os "jornaleiros".
Finalmente o Dia do Trabalhador é uma designação desactualizada e de acordo com a moderna terminologia, deveria ser antes o  Dia do Colaborador. Para a coisa ficar ainda melhor, cada profissão deveria ter também direito ao seu dia e ao seu feriado, tipo Dia do Afiador de Tesouras ou Dia do Picheleiro.

Pensem nisso! 

26 de abril de 2020

Chapeladas


Abstenho-me de comentar a colocação de coroas de flores pelas Juntas de Freguesia nos cemitérios, desde logo porque considero que o encerramento de cemitérios, sobretudo em pequenas aldeias, é um exagero exagerado, não obstando à importância do cumprimento de regras básicas. 

Em todo o caso, porque me parece que de um modo geral as Juntas estão desaparecidas em combate, pelo menos aqui em Guisande não se dá por ela quase há três anos, também se poderia pensar em colocar coroas fúnebres em muitas das nossas ruas, autenticamente mortas, tal é o seu estado de degradação. Mesmo em Gião, hoje passei pela Rua das Cavadinhas e ontem na Costa Má, no Vale, pela Rua da Fonte, e parece-me mau de mais, mesmo considerando que estamos em quarentena. Definitivamente, de um modo geral o conceito de Uniões de Freguesias está a precisar de ventiladores ou mesmo de uma coroa fúnebre na porta de cada sede.

Mas isto sou eu, o Chapeleiro Louco a exagerar, porque nada disto parece ser verdade e na Rua do Outeiro acabei de passar pelo Gato de Cheshire enquanto vou a caminho de uma reunião com a Raínha de Copas.

21 de abril de 2020

Frei João de cravo na lapela


"Da imprensa: A líder parlamentar do PS,  defendeu hoje a importância reforçada de assinalar o 25 de Abril no parlamento em período de emergência, considerando que as críticas feitas têm uma motivação "ideológica" e não de defesa da saúde pública."

Perante tais considerandos de Ana Catarina Mendes (Ferro Rodrigues não diria melhor), não temos hipótese para com estes democratas. Basta-lhes colocar um cravo vermelho na lapela para que fiquem dotados de super-poderes, quais super-heróis detentores de toda a reserva da boa ideologia, a do lado certo da História. Os outros, os não alinhados, são todos uns arruaceiros, uns fascistas, ideologicamente impuros. 

Felizmente, podemos sempre optar entre o assistir à celebração e aos discursos sempre tão entusiásticos quanto previsíveis e o ir ao mato arriar o calhau, porque liberdade é também poder baixar as calças, não para gestos de subserviência, para tão fisiologicamente apenas cagar.

Deixem, pois, que o Frei João pregue aquilo que não toma como exemplo. Celebrações da Páscoa, missas, funerais, não? Celebrações políticas e revolucionárias, com políticos muito bem remunerados, com boas pensões, vitalícias, sim, concerteza!

19 de abril de 2020

A democracia é um canivete suíço.


Eu não sei se partidos e figuras como o CHEGA e André Ventura vão subir nas intenções de voto com o contexto da pandemia e das crises que dela já veio e virão. É assunto que me merece tanta preocupação como saber quem vai ser o campeão do nosso futebol. Mas sei, ou pelo menos parece-me na minha modesta opinião, que se sim, figuras e personalidades como as de Ferro Rodrigues têm dado um importante contributo. O homem tem feito pela vida para que cheguemos todos para lá.

Em todo o caso, como o recado que o nosso presidente da Assembleia da República não resistiu a dar a um representante do CDS, que se mostrava contrário à cerimónia presencial da celebração do 25 de Abril, é apenas a democracia a funcionar e  a cerimónia vai ter lugar, doa a quem doer, porque a maioria dos deputados assim o determinou. 

Nada, pois, a obstar. Afinal, Ferro Rodrigues, como Trump, Bolsonaro e outros que tais, podendo estar em lados opostos e com funções diferenciadas, são frutos da mesma democracia, na mesma dose de cretinice ou no mesmo extremismo. Como num canivete suíço, mostram diferentes garras mas acomodam-se todos, aconchegadinhos no mesmo corpo.

16 de abril de 2020

Portugal inteiro


De algum modo procurando compreender quem não concorda, parece-me que esta história do norte e do sul, a propósito de um legenda infeliz por parte da TVI, que num trabalho jornalístico relacionou uma maior incidência de Covid-19 no norte de Portugal com uma população "com menor educação, mais pobre e envelhecida", tem de algum modo mostrado muito do que somos, uns exagerados, para o bem e para o mal, reagindo muitas vezes de forma desproporcional e num seguidismo de "a Maria vai com as outras". Porventura, digo eu, tendo sido infeliz, a TVI não merecia tanta importância e destaque.

Criticamos os países do norte da Europa por criticarem os do sul, por os catalogarem com o cliché de apenas gostarem de "siestas", vinho e mulheres, mas quando a coisa nos toca, lá vêm posições de críticas a Lisboa e ao sul, porque o norte é que trabalha, porque Lisboa é que gasta, mouros, corruptos, etc.

Em resumo, para além da gaffe da TVI, que por ela já pediu desculpas, parece-me que muitas das reacções de um modo geral se nivelaram por baixo, desde logo porque mesmo admitindo que o fez de forma infeliz e irreflectida e sem medir as consequências e devia saber que se vivem tempos em que um peidinho nas redes sociais se torna rapidamente num trovão seguido de tempestade da grossa, a TVI não representa, de todo, o sul nem o seu pensamento quanto ao norte. E nestas coisas de ofender gratuitamente, sem procurar expor posições fundamentadas e racionais, somos todos uns ases. Em suma, mesmo acreditando na boa fé da TVI, creio que se pôs a jeito e não havia necessidade. Mas também não foi caso para reacções tão fundamentalistas e agressivas.

Por outro lado, estas aparentes divisões, que não fazem qualquer sentido 900 anos depois do estabelecimento da nação por D. Afonso Henriques e sua prole, mostram que muita gente não reconhece de que massa se faz um país, mesmo que territorialmente pequeno como Portugal. São as suas diferentes idiossincrasias, as diversas culturas e delas as características próprias, moldadas por diferenças geográficas, em suma, a diversidade, que fazem a riqueza de um país, de uma nação. 

Andamos bairristicamente a cantar virtudes de cada uma das nossas pequenas aldeias, porque os de Guisande consideram-se diferentes e melhores do que os de Lobão, das Caldas e de Louredo, e vice-versa, e depois vimos para aqui com estas reacções despropositadas e mesmo desproporcionais que em muito desautorizam quem pretende falar com alguma moralidade.

Mas haja alguma tolerância porque é disto que a casa gasta, e num tempo propício à paranóia, estas quezílias servem para alimentar os fazedores de "memes" e frases feitas.

Somos todos Portugal e este é feito, se quisermos, por Norte mas também por Centro, Sul e Ilhas. Somos e devemos ser um Portugal inteiro!

16 de fevereiro de 2020

Máquina do tempo...


A Rua do Outeiro, a Rua das Barreiradas e a Rua da leira, vão ser pavimentadas, mas primeiramente a máquina tem que ser reparada. :-)
A clássica máquina de espalhar alcatrão, uma verdadeira máquina do tempo. 

14 de fevereiro de 2020

Fé e esperança pela caridade


Vamos já a caminho de dois anos sobre a aprovação da re-delimitação das Àreas de Reabilitação Urbana - ARU, no concelho de Santa Maria da Feira.
As ARU têm o seu enquadramento no Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro, na redação que lhe confere a Lei n.º 32/2012, de 14 de Agosto, Regime Jurídico da Reabilitação Urbana e estão publicitadas pelo Aviso n.º 15661/2018, de 30 de Outubro. Em suma, passaram já dez anos sobre as linhas orientadores, ainda do tempo do inefável José Sócrates.

Os objectivos inerentes às ARU estão definidos no art.º 3º do Decreto-Lei. A saber:

A reabilitação urbana deve contribuir, de forma articulada, para a prossecução dos seguintes objectivos:
a) Assegurar a reabilitação dos edifícios que se encontram degradados ou funcionalmente inadequados;
b) Reabilitar tecidos urbanos degradados ou em degradação;
c) Melhorar as condições de habitabilidade e de funcionalidade do parque imobiliário urbano e dos espaços não edificados;
d) Garantir a protecção e promover a valorização do património cultural;
e) Afirmar os valores patrimoniais, materiais e simbólicos como factores de identidade, diferenciação e competitividade urbana;
f) Modernizar as infra-estruturas urbanas;
g) Promover a sustentabilidade ambiental, cultural, social e económica dos espaços urbanos;
h) Fomentar a revitalização urbana, orientada por objectivos estratégicos de desenvolvimento urbano, em que as acções de natureza material são concebidas de forma integrada e activamente combinadas na sua execução com intervenções de natureza social e económica;
i) Assegurar a integração funcional e a diversidade económica e sócio-cultural nos tecidos urbanos existentes;
j) Requalificar os espaços verdes, os espaços urbanos e os equipamentos de utilização colectiva;
l) Qualificar e integrar as áreas urbanas especialmente vulneráveis, promovendo a inclusão social e a coesão territorial;
m) Assegurar a igualdade de oportunidades dos cidadãos no acesso às infra-estruturas, equipamentos, serviços e funções urbanas;
n) Desenvolver novas soluções de acesso a uma habitação condigna;
o) Recuperar espaços urbanos funcionalmente obsoletos, promovendo o seu potencial para atrair funções urbanas inovadoras e competitivas;
p) Promover a melhoria geral da mobilidade, nomeadamente através de uma melhor gestão da via pública e dos demais espaços de circulação;
q) Promover a criação e a melhoria das acessibilidades para cidadãos com mobilidade condicionada;
r) Fomentar a adopção de critérios de eficiência energética em edifícios públicos e privados.

As ARU de Santa Maria da Feira integram entre muitas outras, duas na freguesia de Guisande, uma delas designada de Área Central de Guisande abrangendo grosso modo a Rua de Fornos e os troços poente da Rua 25 de Abril e Rua do Cruzeiro, e a segunda designada de Lugar da Igreja/Guisande, englobando os lugares da Igreja, Quintães e Viso.

Todo o programa vertido no referido Decreto-Lei, para além dos bonitos objectivos, é de algum modo complexo e, salvo algumas excepções mais centrais e marcadamente urbanas, quer-nos parecer que a maioria nunca sairá do papel, não passando de um leque de boas intenções.

Desde logo, antes das intervenções nos espaços e edificados privados, e da implementação de medidas que levem os proprietários a aderir ao programa, este deverá assentar numa estruturação viária e requalificação dos espaços públicos e estes obviamente andarão ao ritmo de vontades políticas mas sobretudo das finanças do município, até porque não nos parece que as Juntas, por incapacidade ou por inacção, venham a ser as locomotivas destes processos de requalificação urbana.

Algumas das obras que se vão vendo pelo concelho e que se possam enquadrar nas ARU são quase sempre resultado de esforço e investimento da Câmara. Se não forem as Juntas e a Câmara, não se espere que sejam os proprietários a dar grandes passos até porque a dinâmica imobiliária pode até estar num ciclo positivo mas é sempre imprevista e instável.

Pela parte que toca a Guisande, será surpreendente que alguma coisa aconteça de concreto nos próximos tempos. Basta dizer que o mandato da actual Junta já passa da sua metade, quase dois anos e meio, e de uma receita que em números redondos no anterior sistema administrativo podia equivaler a 250 mil euros para os cofres da Junta, está quase todo por aplicar. Nada de substancial foi feito quanto a obras e melhoramentos para além de algumas limpezas episódicas. Espera-se pelo último fôlego do mandato.

A ser assim, estes planos como as ARU devem ser vistos com a devida distância e não será de esperar grandes obras nos tempos próximos. Mesmo os espaços centrais, como Fornos, Monte do Viso e Igreja, zonas caracterizadoras da freguesia estão ambos num estado lastimável, com pisos  das ruas degradados, passeios inexistentes ou em péssimas condições, mal iluminados, sujos, enfim, desprezados e sem perspectivas de obras dignas de nome.

Mas vamos ter fé e esperança nalgum assomo de caridade de quem realmente pode e deve impulsionar as ARU. Pode parecer um trocadilho com as três virtudes teologais, mas nestas coisas temos mesmo que esperar alguns milagres.


6 de fevereiro de 2020

Idade das trevas


Quando fiz parte da Junta, realizei largas dezenas de reportes de falhas de iluminação na rede pública, quer a pedidos de moradores quer por iniciativa própria. Foram voltas e voltinhas à freguesia, de noite, a contar lâmpadas como quem conta gambuzinos. Na altura ainda vigorava o poupadinho sistema de "poste sim, poste não", no que a juntar às situações de avarias e lâmpadas fundidas, a freguesia vivia num estado de semi-apagão. Caminhar de noite pelas nossas ruas era uma aventura para machos.

Depois supostamente terminou a "idade das trevas" em que em teoria todas as lâmpadas em todos os postes foram ligadas. Mesmo depois de estar fora de qualquer responsabilidade, com algum sentido de cidadania, e amor à camisola, continuei a reportar situações de lâmpadas sem luz, quer por email quer usando o sistema da EDP Distribuição. Mas, regra geral, era chover no molhado, mesmo apesar de reiteradas comunicações. Muito poucas situações foram solucionadas. Em face disso, perante essa espécie de "estamo-nos cagando"  por parte dos senhores da luz, acabei por desistir. 

Não surpreende, pois, que actualmente na freguesia sejam dezenas de postes sem luz. Mesmo nos últimos dias e mesmo semanas, como ainda hoje, parte  do lugar de Casaldaça continua ás escuras. São pelo menos 6 postes seguidos sem luz, incluindo toda a zona do largo de Casaldaça. Uma por outra, como a que está defronte do Café Progresso, lá se lembra das suas responsabilidades de vez em quando dar à luz. Uma espécie de "ilumino se me apetecer". Também a rua da urbanização de Linhares está toda desligada. Na Rua da Zona Industrial, da Utilibébé à rotunda são pelo menos três postes seguidos. E muitos outros locais onde está bem escurinho.

Por isso que fazer? Que fazer quando mesmo no uso de cidadania a preocupação e resposta, ou falta dela,  de quem tem a obrigação é de indiferença. Perante esse "estamos-nos a cagar" dos senhores da luz, a melhor resposta será, porventura, "vão-se foder !".

30 de dezembro de 2019

Fábulas, lobos e mentiras

Não sei se o Sérgio Conceição deu um murro nas fuças do Pedro Ribeiro, treinador do Belenenses SAD. Aquele disse que não. Este terá dado a entender que sim. Alguns média corroboram. Em suma, um deles estará a mentir.
Decida quem tiver que decidir em face do que se vier a apurar, e nem sempre se consegue apurar o que realmente aconteceu, mas com um tão rico historial de arrelias e maus fígados, o treinador do F.C. do Porto arrisca-se a que, como na analogia da fábula de Esopo em que o pequeno pastor mente gritando que é lobo, corre o risco de, com excepção da nação portista, ninguém acreditar nele, já que o povo tem como ditado certo, "Na boca do mentiroso, o certo é duvidoso."

19 de dezembro de 2019

Roubo de metano...


Há muito que se desconfiava que a freguesia de Guisande andava a ser visitada por alienígenas e têm surgido relatos de avistamentos de naves voadoras não identificadas, principalmente ali para os lados das Curujeiras, a sobrevoar o viaduto da A32 fazendo com que muitos casais de namorados para ali vão de noite só para ver as luzes a piscar, na esperança de deixarem cair um filtro de óleo ou um jerricã alienígena. 

Quem se lembra, no Monte do Viso, ali pelos anos 80, já lá poisou um OVNI. Não da constelação de Orion, de Cão Maior ou Andrómeda, mas parece que dos lados de Fajões, nas bordas de Cesar. 
Mas agora a avaliar pela feliz foto do Antunes Limoeiro, foi apanhado em flagrante um OVNI verdadeiro e precisamente no momento em que com o seu raio azul brilhante e sugador roubava metano dos baldes do lixo do arraial. E segundo  o Limoeiro, meio cientista, metano de primeira qualidade pois resultado de fermentação de fraldas de bébé e outros tesouros orgânicos com pelo menos dois anos. Felizmente as cornetas da capela do Viso resistiram a tão elevada carga electromagnética e lá vão resistindo a dar o toque das horas à freguesia e o assunto tem sido discutido aos balcões onde se fala de ciência com a facilidade de quem fala de futebol, enquanto se bebem umas minis e paralelos.

Como seria de esperar, com o combóio TGV das redes sociais, esta foto está a surpreender tanto os especialistas da NASA como os cientistas da freguesia. 

No próximo Domingo esperam-se, como dizia o Américo, que não eu, mas o Conceição, camionetas de excursões, com turistas ávidos de curiosidade e com a esperança de ver repetido o avistamento. Concorrência ao Perlim, pois há tanta gente a acreditar no Pai Natal como nos Ovnis.

10 de dezembro de 2019

Cantem,cantem os anjos...


Perante certas alarvidades, logo a começar o dia, principalmente daquelas que, ditas solenemente por alguém com supostas responsabilidades, pretendem fazer das pessoas mentecaptos, apetecia dizer das boas, mas, porque a quadra é propícia à serenidade, mais vale fazermos de conta que somos anjinhos. Como diz o ditado, "lavar cabeça a burros dá trabalho e gasta sabão". Ora nem mais!

24 de novembro de 2019

O milagre da multiplicação ou...não há cofre como o da D. Adelaide

Há alturas em que temos que vestir aqueles vestidinhos de tule coloridos, incluindo as asinhas, indispensáveis, e fazermos figura de anjinhos, tal qual aquelas adoráveis criancinhas que ornamentam as cerimónias de comunhões e procissões solenes. 

Nesse papel, de anjinhos, em que com elevada candura em tudo acreditamos, incluindo no Pai Natal, no Harry Potter e no Luís Montenegro, podemos então ler e reler as conclusões da investigação no chamado Caso Marquês, nomeadamente os últimos interrogatórios do juiz Ivo Rosa ao José Sócrates, transcritos e escarrapachados nas edições do jornal “Correio da Manhã”, podemos supor e pressupor que o homem está inocente, que tudo aquilo é uma enorme e “injuriosa” cabala do Ministério Público contra o pai do Magalhães, e das acusações e indícios não fazermos quaisquer julgamentos e juízos de valor. 

Em suma, Sócrates, sua mãezinha, primos e amigos, são todos gente séria e honesta, dignos de figurar nos melhores compêndios de moral e civismo. A seu tempo a Justiça pronunciar-se-á, mas já antevemos que daquela enorme tripa que é a investigação, quando muito vão escapar dois ou três peidinhos. 

Mas deixando essas coisas da Justiça de lado, e cinjindo-nos ao que parece em tudo isto ter mais relevo, é a narrativa do José Sócrates quanto às explicações e justificações para o vendaval de dinheiros que foi gastando à grande e à francesa, ora no seu modesto dia-a-dia, ora em Paris, ora em férias de Verão ou Inverno na neve. Concluímos que a sua mãezinha tem um grande cofre  onde o dinheiro nasce e multiplica-se como ratos em esgoto, à conta de uma enorme herança que ninguém sabe de onde veio. Um cofre cujo fundo deve ser um poço sem fundo,  onde, a exemplo daqueles macacos espertos que espetam um pauzinho num castelo de térmitas e quando o retiram vem carregadinho de bichinhos gordos e nutritivos, sempre que lá se mete a mão,  vem um pacote de 10, 20 ou 50 mil euros entalados entre os dedos. E ao contrário de qualquer outro ordinário cofre, o da D. Maria Adelaide tem a vantagem de estar sempre cheio, inesgotável, um pouco como o cofre do Tio Patinhas.

Como se isso não bastasse de sorte para o nosso ex-primeiro ministro, tem ainda outra dose de sorte de ter um amigo de mãos super largas, uma espécie de Bom Samaritano sempre a postos para abastecer de “fotocópias” o nosso ilustre Sócrates, seja para pagar luxuosas férias seja para pagar apartamentos e outras minudências que para esta gente, são coisas triviais. Ao Sócrates, para não dar ares de deselegância e de chupista, bastava-lhe  pagar os jantares e os cafés para ficar desobrigado de tanta fraternidade do patrão da Lena.

Em resumo, mesmo continuando o nosso papel de ângélicos anjinhos, ficamos assoberbados de inveja terrena de alguém que tem a sorte de lhe sair o euro milhões todos os dias, seja recorrendo ao cofre da mãezinha seja do amigo Carlitos. Movimentos que totalizam milhões e tudo sem um registo de movimento bancário de onde para onde. Tudo em dinheirinho vivo, daquele que não fala. Gente da categoria de Sócrates, o cartão de crédito serve só para pagar cafés. O resto, é como um dos antigos vaqueiros, um monte de notas no bolso.

É de alguém se roer de inveja. Ora como já sabemos que a D. Adelaide não vai abrir mão do cofre milagreiro que não multiplica rabos de sardinha nem restos de pão, mas euros e títulos do tesouro, alguém saberá o contacto do Carlitos? É que dava jeito ter um amigo desses e sendo ele tão generoso, nem daria conta de nos ajudar com uns 10 de mil de "fotocópias"de vez em quando, tanto mais que se aproxima o Natal e dava jeito para distribuir prendas.

14 de novembro de 2019

Siga...sempre em frente


Uma estrada plana, macia, a direito, sem curvas, sem RETENÇÕES. É este o modelo de Ensino que se pretende, onde tanto passa o aluno dedicado como o cábula e o mandrião, o atinadinho, como o indisciplinado?

Siga, sempre em frente, mesmo que 2+2 sejam 22. De resto, o chumbo é coisa poluente.

21 de outubro de 2019

A ver as horas


Ouvimos há pouco, nas notícias, que um professor da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, em Alvalade - Lisboa, contratado precariamente como substituto, agrediu um aluno, pelo que foi preso, interrogado e remetido aos calabouços. 
Pela parte do Ministério da Educação, parece que o homem está suspenso e numa suspensão que se estende a todos os estabelecimentos. Ou seja, como professor público, já foste. Irradiado. Fica-se a aguardar pela indemnização ao agredido.

Claro que nada justifica o comportamento agressivo do professor, já que o aluno, certamente alguém cumpridor, disciplinado, infringiu a chata da regra que lhe tinha sido recomendada de não usar o telemóvel, e se recusou a entregar, só porque, impaciente, queria ver as horas. O que de resto será  normal pois os alunos usam e abusam do telemóvel na escola apenas para ver as horas, porque tem mais pinta que aquela coisa que foi inventada para tal,  o relógio. Mensagens, whatapps, facebooks, jogos e outras coisas, a rapaziada não gosta. Só mesmo para ver as horas.

Todos sabemos que vão longe os tempos dos professores partirem a cana e a palmatória no lombo, cabeça e mãos dos alunos. Era uma selvajaria. O que agora está na moda, na lógica do 8 para o 80, , é precisamente o contrário e as notícias das agressões de alunos a professores são mais que muitas e na generalidade já deixaram de ser notícia. Mas sendo mais que muitas estas situações, não há memória de alunos detidos nem suspensos de toda a actividade escolar e irradiados em todas as escolas do país e remetidos para um mestre de trolha ou pedreiro.

Nada como o equilíbrio nestas coisas e a nossa actual justiça é mesma "ceguinha" e todos são tratados com equidade.

Mas, fora a ironia, e nada justificando o comportamento do prof, os professores no entanto que se aguentem, porque quanto à perda de autoridade e vítimas de abusos das pobres criancinhas e adolescentes, não são mais que os polícias, que mesmo de pistola à cinta, fartam-se de apanhar nas ventas e ai deles se chegam a roupa ao corpo dos pobres e indefesos agressores.

Tempos modernos.

Pedro "Lambreta" Soares


"Para se coçar os "tomates" não é preciso tirar as calças"

Poderá não ser um provérbio que se aplique entre gente de boa moral, mas tem em si toda uma carga de verdade.
Mas perguntarão: - E onde tem aplicação?

Assim de repente, na recente notícia de que o centrista Pedro Mota Soares, que ficou famoso por ir de Vespa à tomada de posse de ministro da Solidariedade, Trabalho e da Segurança Social, no Governo do PSD-CDS, ter assumido a liderança da Associação dos Operadores de Comunicações Electrónicas (Apritel) para o triénio 2019-2022. 

De acordo com nota distribuída à imprensa, o ex-deputado do CDS diz que assume o cargo "... com grande entusiasmo, dedicação e sentido de compromisso, com o objectivo de contribuir para destacar a importância social e económica do sector das comunicações electrónicas em Portugal já que elas vão ser a chave para a economia e a sociedade do futuro e, por isso, é fundamental reforçar o diálogo com todos os 'stakeholders' do sector e elevar a associação ao patamar de interlocutor indispensável em todas as matérias relativas às comunicações electrónicas".

Dito e feito desta maneira, será de pensar que Pedro Mota Soares é um expert em comunicações electrónicas. Mas onde raio terá tido tempo e espaço para nelas se tornar profissional, já que no alto dos seus 45 anos (nasceu em 1974) tem estado ligado à carreira política desde os 25 anos e pouco tempo terá tido sequer para exercer advocacia de carreira quanto mais especializar-se em algo ligado ao sector das comunicações electrónicas?

Mas a resposta é bem simples: Foi um político e governante e é desses que as empresas ou associações gostam e querem. Exemplos não faltam, desde saídas para a banca e empresas com ligações ou interesses na máquina do Estado.

Vá lá saber-se porquê, mas como para se coçar os ditos cujos, não é necessário baixar as calças ou mesmo as cuecas, também não será preciso muito para que um político vá para líder ou administrador de uma qualquer coisa sem que para ela esteja vocacionado.O Soares, apesar de novo, é apenas mais um.

Em todo o caso, vamos, de boa fé, acreditar que ele é mesmo um experimentado génio nessa tal coisa de comunicações electrónicas.

29 de setembro de 2019

As faces da moeda e outras gretas


O Azevedo considera que a adolescente Greta sueca está a ser uma revolucionária dos tempos modernos e que tem marcado a diferença pelos ideais sobre a defesa do planeta contra as alterações climáticas, ralhando em altas tribunas contra os senhores do mundo, acusando-os de inacção e indiferença.

Por sua vez, o Tavares, sabe que a Suécia é terra de boas gretas e apesar de conhecer melhor a outra, encontra virtudes na Greta mais nova, e sobretudo pelo facto de ter despertado consciências, mas considera que é sobretudo um produto mediático e que interessa a gente manipuladora que a rodeiam. Passada a novidade e o impacto das redes sociais, tudo voltará à normalidade;

A Isabelina tem louvado nas redes sociais o papel do hacker Pinto, achando que o rapaz de cabelo à ouriço-cacheiro tem prestado um valioso serviço contra os corruptos e a corrupção, desvalorizando a forma e os meios como o "pirata" acedeu às informações privadas;

Por sua vez, o Resende considera que os meios não justificam os fins, sobretudo numa sociedade que valoriza e defende o direito à privacidade, seja na casa ou no computador ou telemóvel de cada um. E que a corrupção deve ser combatida com outras medidas mas nunca baseadas num crime menos criminoso.

O Rodrigues tem tecido violentas críticas contra um jogador de futebol adversário por um "arraial de porrada" por suposta "boa escola", que terá remetido um seu jogador para o lote de lesionados, esquecendo-se todavia, que esse mesmo "arruaceiro" poucos dias antes saíu de sua casa com a cabeça rebentada;

Por sua vez o Albino critica o Rodrigues e o seu clube por beneficiar de "cegueira" de um árbitro que não viu o suposto "arruaceiro" sair de cabeça rebentada com uma cotovelada adversária, aludindo à velhinha sentença de ser fácil ver um mosquito nos olhos dos outros e não sermos capazes de ver um camelo nos nossos.

O Moisés tem criticado a indústria da criação de vacas como uma das mais poluentes do planeta, e que o bicho entre o arrotar, peidar e cagar, polui mais que um automóvel, louvando a peregrina medida da Universidade de Coimbra de banir o consumo de carne de vaca. Por ele, irradiam-se as vaquinhas da Freita, do Gerês e do Barroso, mesmo que com isso se despovoem territórios interiores já quase desertos.

Já a Amélia considera que o Moisés até tem alguma razão, porque de facto é substancial o contributo dos ruminantes para o aquecimento global, mas critica-o por esquecer-se que o número de veículos em todo o mundo, mesmo em Portugal, é imensamente superior ao de número de cabeças de gado. Só em Portugal estima-se que existam 1 milhão e 500 mil ruminantes de grande porte enquanto que o número de veículos anda na ordem dos 6 milhões.

Por outro lado, o impacto da indústria automóvel não é o só o que sai do escape mas de toda a indústria produtiva associada. Para além disso, nos Estados Unidos, onde a criação de gado é industrial e massiva, bem como o consumo da respectiva carne, um estudo supostamente credível diz que se todos os americanos eliminassem totalmente o consumo de carne de vaca o impacto do efeito estufa associado reduzira no país apenas 2,6%. É alguma coisa mas obviamente insignificante.

Em resumo, em todas estas importantes questões, e outras que sejam, nem uns nem outros terão toda a razão nem nenhum deles terá a supremacia da verdade e da moral. Algures o bom senso diz que no meio é que está em virtude. O problema é mesmo o extremismo que há sempre nos dois lados, nos dois pontos de vista. Afinal uma moeda tem sempre dois lados e não é porque se atirada ao ar caír duas ou três vezes seguidas com a mesma face para cima, a outra deixa de existir.

Assim sendo, tudo é legítimo e tudo é discutível, mas dificilmente os nossos ideais, ideologias, clubismos, fanatismos ou fundamentalismos nos levarão a concordar com os outros. 

No caso da questão da actualidade quanto à necessidade urgente de concretizar medidas que pelo menos minorem os efeitos do aquecimento global, infelizmente poucos resultados darão e desde logo porque as acções nesse sentido têm que ser globais e coordenadas e não será por um pequeno país como Portugal que a coisa se salvará ou por uma universidade cortar no consumo de milhares de quilos de bifes e hamburguers, ou por uma criança se deslocar num luxuoso e caríssimo veleiro em vez de avião numa viagem da Europa a Nova Iorque.

Todos percebemos a verdadeira questão, mas esta necessidade urgente e extrema não é pólvora que tenha sido inventada por uma Greta, por mais louvável que possa ser na sua iniciativa e impacto provocado.

Mas a ver vamos, e oxalá que de facto pelo menos as consciências passem a ser outras, mais abertas, e que as futuras gerações de políticos sejam capazes de encontrar pontos de equilíbrio e sobretudo usar as boas tecnologias para reduzir ou minorar impactos da massificação da indústria e do consumo.
Seja como for, estes pontos de reflexão, são, também eles, apenas um dos lados da moeda.

20 de setembro de 2019

Mal e porcamente...


Uma das coisas que arrelia nas redes sociais, é a constatação de que a generalidade dos utilizadores escreve mal, e muitas vezes porcamente. E escreve mal não por alguma dificuldade técnica com os teclados, mas porque realmente não sabe escrever em bom português.
Pode, a malta, até falar um português mais ou menos correcto mas não o sabe traduzir para a escrita. Mesmo descontando o condicionalismo de se escrever através de um minúsculo teclado num qualquer telemóvel, o que origina algumas gralhas, essa não é, de todo, uma desculpa e justificação.

Todos estamos sujeitos ao erro, à gralha ou mesmo a um incorrecto uso das elementares regras da gramática, e trocar um "houve" por um "houveram", mas de forma grosseira, consistente e recorrente, é que doí e faz mossa no Camões.
O que mais espanta, é a naturalidade de quem escreve mal, não se envergonhando ou inibindo de "postar", como se fosse a coisa mais natural do mundo. 

Confesso que fosse assim tão inadaptado a escrever bom português, preferia não escrever. Não que quem escreva mal e porcamente não consiga expressar o que pretende dizer ou transmitir mas porque, diabo, está em causa a forma como tratamos a nossa língua mãe. É que, bem ou mal, a generalidade de quem frequenta as redes sociais corresponde às novas gerações e por isso não há quem não tenha frequentado a escola. Paradoxalmente, é nas gerações mais velhas que se encontram os melhores exemplos de bem escrever.

Mas é apenas uma arrelia e esta reflexão pode até nem ser do agrado de quem escreve mal, o que não é minha  intenção. Antes deveria servir de reflexão e, quiçá, ponto de partida para voltar a pegar nos livros, no compêndio de gramática, dicionário, etc. Enfim, ler, ler muito e escrever. É que entre o muito que mal se vai escrevendo há calinadas de bradar, ou mesmo de fazer rir.

Nesse aspecto, como noutros, claro, tenho saudade redobrada da boa prosa e do bom escrever de alguns "cotas" da nossa praça social, como, por exemplo, do saudoso Pinto da Silva.
Felizmente ainda encontramos bons exemplos de bem escrever, mas apesar de todas as facilidades e ferramentas ao alcance do dedo, como dicionários e, nomeadamente, correctores (até incorporados nas tecnologias de comunicação, como um simples ou complexo telemóvel, o erro persiste e, diga-se, é triste verificar a rapaziada nova a dar "tiros" com fartura na nossa língua.

Por mim, longe de ser perfeito na escrita,  penso, todavia, que o que vou escrevendo não me envergonha;  e não de agora, mas desde que aprendi a ler e a escrever na escola primária pelas professoras Lúcia  e Eugénia. E já lá vão uns anitos.

Para terminar, vamos lá verificar se este texto também tem erros ou falhas gramaticais. Acredito que sim.