" Eu e a minha aldeia de Guisande: Opinião" "" Eu e a minha aldeia de Guisande
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22/02/2026

Racismo e macacada


Racismo no futebol? Não me parece. Nos casos mediáticos, creio haver uma sobrevalorização em tudo o que mexe ou parece. Desrespeito mútuo, falta de cultura, atitudes provocantes e provocatórias, isso sim. Nada justifica o racismo, genuíno ou provocatório, como nada justifica o clima persistente e recorrente de más atitudes, entre adeptos, atletas mas também entre os clubes e seus dirigentes. Os maus exemplos tendem a ser seguidos.

Para além de tudo, supostamente chamar macaco a um futebolista, seja ele branco, amarelo ou negro, para além do desrespeito ao próprio, pode ser uma ofensa aos próprios macacos. Cada macaco no seu galho, mesmo que o futebol assim não passe de uma macacada.

Macacos me mordam se não é isto!

17/02/2026

Pensamento da semana

A propósito das calamidades que varreram o país de norte a sul, com milhares de pessoas e empresas ainda em estado de choque, sem electricidade e sem água, com instalações destruídas e casas alagadas ou desmoronadas, vítimas mortais directas e indirectas, alguém sabe dizer se os eventos carnavalescos foram adiados ou cancelados, em sinal de solidariedade e pesar?

A propósito, ou não, recordo a berreira que se fez quando aqui há uns meses não se adiou uma certa festa no Pontal, enquanto algumas terras sofriam com os incêndios.

Do que consegui ver, claro que não. Apenas o de Torres Vedras foi cancelado, sendo que por dificuldades operacionais. No resto, farra e euforia. Talvez  porque, no Carnaval ninguém leva a mal. 

Pimenta no cuzinho dos outros, no nosso é refresco.

16/02/2026

Merdificação e trends

Nestes tempos em que a "merdificação" das redes sociais é ponto assente, começo a pensar nas vantagens dos poucos que, não tendo qualquer montra digital, não têm as suas vidas expostas, escarrapachadas aos olhares curiosos e escrutinadores dos demais. Assim, fora do universo familiar próximo e do círculo limitado de amigos, ninguém tem de saber em que dia fazemos anos, onde vamos passear, comer ou divertir-nos. Ninguém precisa de saber se temos cães ou gatos, qual o nosso clube ou o nosso partido e posicionamento político.

Num tempo em que a privacidade quase não existe, cultivá-la e preservá-la é um bem inestimável e já uma raridade. De facto, tendo eu próprio esta página numa rede social,  e dispenso todas as demais, por falta de tempo ou "pachorra" para instagrams, tiktoks, xis e afins, começo a medir as vantagens de estar "in" ou "out", dentro ou fora. E estando dentro, pelo menos em grupos privados e com algum controlo sobre trolls.

Na essência, enquanto ferramenta, as possibilidades das redes sociais, como o Facebook, são positivas  e até excepcionais. Não obstante, pouco ou nada é usado nesse sentido. Exceptuando poucos bons exemplos, no geral é uma quitanda de banalidades, laranjas sem sumo. É gente a alinhar em trends, marias a irem com as outras, a exibir egos redondos e vaidadezinhas;  são cães e gatos desaparecidos, a constatação óbvia de que está a chover ou a dar sol, o Manel e o Tono a destilarem ódio contra o Ventura, o Chico e o Quim contra o Montenegro, o Zeca contra o Sócrates e amigos do sistema; o Mário e o Mariano a mostrarem as entradas a matar dos jogadores do Benfica contra o Porto e vice-versa, ambos a reclamam roubos, bandalheiras, favores e desfavores da arbitragem. Enfim, um micro-cosmos fiel da sociedade.

Sem moralismos, mas numa reflexão que a todos deve importar, talvez valha a pena fazermos um esforço para usar estes espaços virtuais a favor de coisas que realmente interessem: sem alinhar em tendências infantis, sem ruído e inutilidades, com mais foco naquilo que realmente somos e temos de positivo, na arte, na cultura, no bem fazer social e comunitário, no que é natural e não artificial. 

Difícil? Concerteza que sim!

10/02/2026

PDM - Em discussão - Um plano castrador, um mapa verde mas sem esperança

 

Depois de vários anos de atraso, a proposta de 2.ª revisão do PDM - Plano Director de Santa Maria da Feira, está em período de discussão pública, que decorre de 13 de fevereiro a 27 de março. O município já promoveu uma sessão de esclarecimento, em 5 de Fevereiro, em Lourosa, e tem agendada uma segunda para amanhã, dia 11, no auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira,  às 20h30.

Comparativamente à versão em vigor, desde 2015, com as sucessivas actualizações por adaptação, nomeadamente de 2021, a actual proposta, parece-me, é penalizadora, diria mesmo, castradora.

Numa altura em que está na ordem do dia a falta de habitação, e logo espaços para a fomentar, para a nossa freguesias são reduzidas as zonas urbanas.  E de forma incompreensível, já que essas reduções ocorrem em arruamentos principais da freguesia, centrais, e alguns deles dotados com todas as infra-estruturas. Onde hoje é possível edificar, depois da alteração deixará de o ser.

É a todos os níveis um paradoxo porque confrontado com a crise na habitação até foi feita uma Lei dos Solos que permite em determinados contextos e condições o uso de solos rústicos para habitação. Ora, então, porquê estar a fazer o contrário, desclassificando urbanos para rurais? A supressão de espaços urbanos à face da Rua Nossa Senhora de Fátima, entre a Gândar e Fornos, Rua Cónego Ferreira Pinto (entre a Farrapa de Cima e Farrapa de Baixo, e Rua do Viso, ainda Rua da Estrada Velha, do lado norte, etc, são alguns dos exemplos. 

Resulta daqui o óbvio, a freguesia fica castrada nas possibilidades de crescimento futuro e não tarda a não haver terrenos disponíveis para edificação. Parece-me, pois, a todos os níveis, um plano penalizador, que acentua o atraso desta região do nordeste do concelho.

Não sei o que pensa fazer a nossa Junta de Freguesia nesta curta janela de oportunidade, mas importaria que ainda fosse capaz de propor a reversão de algumas situações, nomeadamente aquelas mais flagrantes e descaradas sob um ponto de vista de bom senso e razoabilidade. 

Não obstante, não custa a acreditar que já de pouco valerá, porque na sua larga maioria, as propostas que ao longo dos tempos foram apresentadas, foram desconsideradas, porventura nem apreciadas.

Estamos, pois, condenados à habitual indiferença e certas palavras que se fazem ouvir e imprimir em altura de eleições traduzem-se em meras banalidades, ocas, sem qualquer consequência.

Somos, assim, um mapa muito verde mas sem esperança.

09/02/2026

Presidenciais 2026 - 2.a volta

 


Para quem gostava de comer bifes, um capão, cabrito ou polvo, o menú apresentava apenas pescada e petinga. A fome obriga a escolhas e quando não se tem cão caça-se com gato. 

Nesta analogia, e neste contexto culinário, porque a política tantas vezes não passa de mestres da culinária a darem receitas, cujos resultados nem sempre funcionam, o povo, aquele que se dispôs a votar, como eu, teve de escolher entre pescada e petinga. Alguns, poucos, nem uma coisa nem outra, e limitaram-se a comer as azeitonas e tomar café.

No final, ganha sempre a democracia e só os iluminados que a viam em perigo é que devem ter saído do restaurante de barriga cheia, mesmo a abarrotar. Em todo o caso, para a eleição de um presidente que pouco mais é que uma figura decorativa, António José Seguro, das opções a sufrágio, era o que mais se adequava. 

Não será o presidente de todos os portugueses, porque uma boa fatia da população não o escolheu por verdadeira convicção, mas será, seguramente, dos que o elegeram.  Será, assim, também o meu presidente.

23/01/2026

Um exagero exagerado

Anda tudo extremado! Não é novidade! Também a eleição presidencial, agora resumida a dois candidatos, parece-me que está nesse caminho, muito por responsabilidade da comunicação social que já não conhece a ética, deontologia e isenção, valores do verdadeiro jornalismo. Mas este há muito que está defunto.

Também eu me considero moderado e a votar no próximo dia 8 de Fevereiro será, sem hesitações, em quem me parece como tal. Mas daí a colocar-se a questão como de uma luta ou batalha em que está em causa a democracia, só porque com duas personalidades com diferentes pontos de vista e posicionamentos, é exageradamente exagerado. Desde logo porque estamos nela, na democracia, e a eleição será democrática e os eleitores é que decidirão. Ou não queremos que sejam os eleitores a decidir?. Afinal a democracia não é isso? Respeitar a decisão da maioria do povo, mesmo que contrária às nossas posições e a favor de candidatos ou partidos com quem não alinhamos? Ou somos ou não somos.  

Não obstante, se atentarmos em países onde nos últimos anos têm vencido candidatos e partidos conotados com a direita mais extremada, nem a democracia deixou de existir  nem as economias têm recuado, até antes pelo contrário. Veja-se o caso da Itália e Argentina.

Por conseguinte, no que se refere aos efeitos destas presidenciais, não venham com histórias de diabos e papões. A nossa democracia é adulta, mesmo que com intervenientes acriançados e medíocres. Tem regras, tem mecanismos, tem bases sólidas que a garantem. O povo, no geral, ainda consegue saber o que quer. Se, de algum modo, parece juntar-se a quem se extrema, é tão somente porque está descrente nas soluções que se perpetuam há 50 anos.

Mesmo que o suposto papão André Ventura vença, o que será difícil mas não impossível, daqui a umas semanas estará a jurar defender e fazer cumprir a Constituição, mesmo que deseje a sua alteração. Eu próprio a considero caduca em alguns pontos, e nem é de surpreender, pois passaram já 50 anos sobre a sua implementação e de lá para cá o mundo e a sociedade deram muitas voltas. Em vários aspectos é a nossa Constituição de matriz revolucionária e por isso caduca nalgumas questões. Mas isso são outras contas e cabe ao ao povo e aos partidos legitimados pelos votos a decidirem essas questões dentro das regras democráticas. Nem mais nem menos.

Respeite-se, pois, mesmo que a contragosto, o resultado da eleição que se avizinha. Não vejo, de todo, que no actual quadro a democracia esteja em perigo, porque a democracia é a livre escolha e, mesmo que pobre, há escolha. 

Para além de tudo, convenhamos, o cargo em eleição, é pouco mais que decorativo, bem diferente dos regimes presidencialistas como a França e Estados Unidos. Até acho que Ventura, na redoma de presidente ficará  limitado na sua acção face à que tem enquanto deputado e líder de um partido. Ali fará mesnos estragos, parece-me.

Em todo o caso, espanta que os nossos habituais acérrimos defensores desta democracia muito particular, tão preocupados com o futuro da nossa democracia caseira,a propósito de uma eleição livre e democrática, não se imponham nem se manifestem no que se passa na Rússia, Venezuela, Coreia do Norte, China, etc. Aparentemente, para os paladinos lusos da democracia, nesses países tudo funciona dentro das boas regras da democracia, direitos, liberdades e garantias. Nada que lhes tire o sono.

Viva a democracia, mas também o bom senso!

19/01/2026

Nacionalmente sem surpresas

 


Nacionamente sem surpresas esta eleição presidencial. Mesmo que um pouco, por constatar que em Guisande, André Ventura vale tanto, e em Lobão,  Louredo e Canedo, ainda mais. Mas é o que é e decidem os eleitores.

Nacionalmente, dizia, tudo dentro do previsível, mesmo a insignificância eleitoral de uma esquerda radical desfazada da realidade, que não acerta o rumo face aos desaires e hecatombes sucessivas em anteriores actos eleitorais, que mesmo falando afanosamente em nome dos trabalhadores, da classe operária, da defesa da democracia e da constituição, o mesmo povo, na hora de votar, remete-os à insignificância eleitoral e política.  Muitos dos valores que apregoam, também eu os defendo e considero. O mal, creio, estará na ortodoxia ideológica e na forma enviesada como os defendem.

Tudo expectável, pois, até mesmo na constatação de um candidato de um partido do sistema valer menos que um bobo da corte e de um candidato que teve menos votos que as as assinaturas que  o validaram como tal, numa demonstração de que, como alguém já escreveu "... a legislação que rege as candidaturas está esclerosada e não serve a democracia nem os portugueses. Uma eleição para o primeiro representante da República, único eleito por sufrágio universal, directo e presencial, não pode ser um concurso de feira para palhaços."

No resto, não acredito que a próxima eleição seja entre a esquerda e a direita. Se fosse, André Ventura já estava eleito. Mas não! Parece-me, será sobretudo entre o radicalismo e a moderação e bom senso. Quando muito, entre as alas mais à esquerda ou à direita do tradicional eleitorado da AD. 

Seja como for, com mais ou menos moralismos, decidirá, como sempre, bem ou mal, o povo. Para além disso, convenhamos, o presidente da república será sempre uma figura menor, pouco mais que um corta-fitas, agindo com mais ou menos discrição, mais  ou menos bom senso, o comum e o político. 

Não obstante, reconheço que, para muitos eleitores, mais moderados, será uma tentação em votar em André Ventura no sentido de remetê-lo a um papel secundário, que é sempre o de presidente da república, assim esvaziando, em muito, o papel do Chega no plano legislativo. Ventura  quer e almeja o poder, não a representação a que se resume o cargo do mais alto magistrado da nação.

A ver vamos o que nos reservará o dia 8 de Fevereiro.!

02/01/2026

A caminho de caminho

Neste concelho vibrante, o troço da estrada que liga Canedo à Corga de Lobão (que seja ao Casal-Gião) está a caminho de ser um caminho. Buracos, mais que muitos. Não há suspensão que resista e pagamos nós impostos e IUC para isto.

As redes sociais de algumas Juntas parecem almanaques, Seringadores e Bordas d´Água, agora a falar do tempo, de podas e de jardinagem, mas o essencial, que não dá likes, é omitido. Não virá daí algum mal ao mundo, mas aos contribuintes pelo menos importa que as estradas sejam equipamentos funcionais, transitáveis e não geradores de despesas nas oficinas automóveis, para além dos riscos de acidentes com o constante desviar das ratoeiras. Como se já não bastassem as tampas de saneamento mal executadas, temos agora os buracos.

Importa, pois, se não for pedir muito, que se faça alguma coisa para resolver estas situações. A desculpa fácil será dizer que a EN 223/222 é da responsabilidade do Estado, mas outras há, que sendo do município não estão com melhor cara e mesmo em Guisande há bons (maus exemplos). Os que não forem capazes de resolver estas situações, em prazos razoáveis, não merecem os cargos que ocupam.

18/12/2025

Displicência e impunidade

De Cucujães têm sido lidas várias queixas quanto às deficientes condições de diversas ruas, situação que levou a própria Junta de Freguesia a dar publicamente conta do problema, alertando para os cuidados a ter na circulação e para que, em caso de acidentes, incidentes ou danos provocados por buracos, seja contactada a GNR, de modo a despoletar eventuais processos de indemnização.

Muitos dos populares que se manifestam apontam, entre outros motivos, a indiferença da Câmara Municipal, mas também responsabilizam as obras da E-Redes e da Indáqua.

Esta situação associada à Indáqua não é novidade. Mesmo aqui, no nosso concelho e freguesia, é visível a degradação de várias ruas, ou de partes delas, com intervenções feitas à trouxa-mocha, ora com ressaltos, ora com buracos. São vários os casos, e só quem não percorre as nossas ruas é que não se apercebe dessa realidade.

Para além de tudo, mais do que o desleixo da empresa - para a qual fazer bem e em tempo custa dinheiro - custa compreender a indiferença da Câmara Municipal e a sua incapacidade de actuar e de obrigar à correcção dessas situações. 

Assim sendo, os problemas arrastam-se e agravam-se, e alguns só foram resolvidos após anos. É lamentável esta displicência e esta impunidade, sobretudo quando, no que toca a cobrar, somos um dos concelhos que mais paga pela água, bastando um único dia de atraso no pagamento de uma factura já elevada para que, no mês seguinte, sejam cobrados juros de mora.

É o que temos! A penumbra do vibrante que não entre nas redes sociais.

06/12/2025

Jantar de Natal do Guizande F.C. - 2025


Realizou-se ontem, 5 de Dezembro, no espaço Angellus, em Caldas de S. Jorge, o Jantar de Natal do Guizande F.C.

Tendo em conta o horário marcado, o jantar principiou muito tarde. De facto e definitivamente, o cumprimento de horários não faz parte da nossa cultura.

Quanto à parte gastronómica, tendo em conta o valor pago por pessoa, esteve muito bom, com excelente serviço e comida variada e bem preparada, incluindo entradas e sobremesas. Muito bom!

A animação, um dejá-vu do ano anterior,  mas também, por mim, dispensava-se.

Quanto ao resto, é essencialmente um convívio e confraternização da equipa, dirigentes, atletas e familiares, incluindo os filhos, muito animados com a presença do tradicional Pai Natal, muito bem interpretado pelo Alcino Almeida. 

O resto dos convivas, de um modo geral ficam por ali um pouco desgarrados ou em grupinhos. No meu caso, será apenas uma percepção pessoal,  senti-me um pouco deslocado. Parece-me que faltou ali algum elemento agregador.

Apesar de tudo, é um justo convívio para o clube e seus intervenientes. É merecido e ajuda a reforçar o espírito de equipa, fundamental neste tipo de colectividades.

Bem haja à organização, nomeadamente ao presidente do clube Vitor Henriques! Votos pessoais de um feliz e Santo Natal a toda a estrutura do clube e atletas.

Guizande sempre!




04/12/2025

Civismo, ou se tem ou não

 



É "bater no ceguinho", "chover no molhado", "virar o disco e tocar o mesmo". Há gente que ainda tem uma mentalidade de "homens das cavernas" mas até estes nem chegariam a este ponto, porque então não havia plásticos nem outras modernices que só fazem crescer o desperdício e aumentar o lixo.

Este problema é recorrente, mesmo diário, e afecta todas as freguesias. O cenário vê-se por todo o lado.

Neste caso em particular, pela proximidade à nossa igreja (e ela ali a espreitar e a brilhar) deslocava-se para um local onde o impacto visual fosse menor. O ideal era colocar à porta de quem faz isto mas aí não havia contentores para todos.

Não resolvia a falta de civismo, é certo, mas também não o agravaria, já que quem faz isto há muito que perdeu a vergonha. Pelo menos tirava-se dali este "triste souvenir".

Câmaras de vigilância poderia resolver, ou não, mas este país é avesso a soluções fáceis.

30/11/2025

À volta com as voltas dos livros


Como tenho partilhado por aqui e nos meus espaços nas redes sociais com alguns amigos, estou a finalizar o livro com apontamentos à volta da história do nosso Guizande Futebol Clube. Está no processo final de revisão e já pedi à editora para actualizar o orçamento. Tinha-o pedido há cerca de um ano, mas de lá para cá o projecto foi crescendo em conteúdo e, por conseguinte, no número de páginas. Se não surgir à última hora algo de significativo que justifique a sua integração, serão 315 páginas, num formato de 16 x 23 cm.

Se os planos não se alterarem, há uma pessoa que se comprometeu a financiar os custos da impressão. A edição será entregue ao clube, que assim se responsabilizará pela sua venda e todos os ganhos serão para si. De minha parte, para além de reservar meia dúzia de exemplares, nada mais quero, nem um cêntimo.

Se tudo correr bem, espero que a publicação ocorra logo pelo início do ano, pelo que em princípio a sua apresentação pública ocorrerá no primeiro trimestre de 2026.

Escusado será dizer que, para poupança nos custos editoriais, todo o processo tem sido feito por mim, incluindo a paginação, revisão e estudo da capa. Esse trabalho poderia ser entregue à editora mas teria, obviamente, um custo acrescido. Menos custo, mais trabalho.

Em resumo, o filho está quase para nascer e desejo que a sua conclusão não se arraste mais do que o previsto até porque entre o início do projecto já vão uns dois anos, porque o cansaço que exige, obrigou a pausas retemperadoras. Adiante!

Para além deste livro, que se junta aos dois que já havia publicado, ambos com um carácter mais pessoal, tenho outro praticamnte escrito, este sobre apontamentos monográficos da nossa  freguesia e paróquia de Guisande, e que também deverá andar pelas 300 páginas. Está escrito, faltam os cansativos processos de paginação e revisão e depois a contratação da impressão. 

Este livro e sua impressão, vai ter de ser suportado por mim. Depois, quanto à sua distribuição, verei se a cobrar pelo menos os custos de produção ou se apenas distribuído gratuitamente . Veremos. Será um trabalho interessante porque abordará documentos, datas, factos e figuras e será diferente e complementar à monografia escrita em 1936 pelo Dr. António Ferreira Pinto. Será uma forma de preservar apontamentos que, de outra forma, ficariam dispersos e até perdidos ou esquecidos no futuro. 

Para este projecto não prometo prazos, mesmo que já praticamente escrito. Provavelmente, se lá chegado, quando entrar na reforma.

Para além destes dois projectos, que de facto pretendo deixar, tenha tempo e oportunidade, tenho outras ideias e muito conteúdo para outros trabalhos. Por exemplo, tenho vontade de escrever um pequeno livro à volta de apontamentos sobre a nossa capela do Viso, incluindo o levantamento topográfico, desenho de plantas e fachadas,  bem como de histórias e documentos à volta  da Festa do Viso. Creio que também será um documento interessante. Todavia, neste momento ando algo desapontado com algumas situações e desconsiderações, pelo que vai ter de esperar por melhores dias.

Também gostaria de escrever ( e já tenho muita coisa escrita, incluindo a transcrição dos estatutos originais) e publicar algo sobre a nossa secular Irmandade e Confraria de Nossa Senhora do Rosário que daqui a 8 anos completará 300 anos.

Ou seja, ideias não faltam, mas vai faltando alguma vontade e além do mais, mesmo que nada espere, da experiência com o meu último livro, apesar de algumas bonitas palavras de ocasião e boas intenções, das entidades locais, nada se pode esperar e algumas promessas simplesmente caíram no esquecimento. Nada de surpreender.

É o que é! Nestas coisas ou somos nós próprios a fazê-las ou então não se fazem. Estar à espera de incentivos e apoios de quem tem prioridades em coisas vistosas, é melhor esperar sentadinho numa cadeira com uma almofada a aconchegar o traseiro, porque acoisa é para demorar e não aconteça ganhar calo.

Posto isto, siga que é para a frente que se caminha e um passo de cada vez. Partilho estes sentimentos sobretudo a pensar nos poucos amigos que, de uma forma ou outra, mais pessoal, pública ou privada, têm manifestando o seu apoio e incentivo.

25/11/2025

Luzes e foguetório

  


Todos nós, creio, deslumbramo-nos com o fogo de artifício e as iluminações de Natal. Nos tempos que correm, desde a mais pequena aldeia à maior cidade, gastam-se fortunas nestas manifestações visuais.

Como exemplo, o foguetório previsto para a Madeira, um dos locais de eleição para quem pretende celebrar a passagem de ano, estima-se que vai custar 182 mil euros por minuto nas duas próximas passagens de ano.

O Governo Regional garantiu de uma só assentada não um, mas dois espectáculos, sem qualquer desconto: mais de 2,9 milhões de euros (IVA incluído) por apenas 16 minutos (oito em cada ano).

Literalmente é dinheiro dos contribuintes queimado, estourado. É assim na Madeira e em todo o Portugal. Assiste-se, de facto, a uma febre de estourar milhares e milhares em poucos minutos. E se Madeira ou noutras cidades até há algum retorno económico, seja lá o que isso queira dizer, mas no geral, terminado, o espectáculo, fica o fumo e o escuro e nada nos bolsos dos contribuintes.

Também gosto de ver, mas, sinceramente,considero, no geral, um exagero de dinheiro mal gasto, porque esvai-se em minutos. Mesmo as iluminações natalícias não ficam baratas.

É certo que, no caso das pobres juntas de freguesias, estas podiam ser mais comedidas, com uma iluminação mais simbólica que aparatosa, mas ninguém vai por aí e de ano para ano assiste-se a um crescimento de despesas, tanto mais que os autarcas parecem perceber que na percepção dos seus eleitores conta mais o vistoso do que o proveitoso. 

Não espanta, pois, que se comece a dar prioridade a eventos de entretenimento, que dão nas vistas e nas redes sociais colhem gostos a potes. Quanto ao essencial, as ruas em bom estado e limpas, o ambiente preservado, as obras e melhoramentos,  podem ir esperando.

É o que temos e parece que de facto falta coragem para a simplicidade e a discrição. Se os outros fazem, também nós temos de fazer e não ficar atrás  e cada vez maior. Hoje um pinheiro de 20 metros para o ano de 50 e por aí fora. Ainda agora em Águeda, um Pai Natal em pose de estar sentado numa sanita, a crescer, a crescer. Com jeitinho e ambição há-de ficar com a altura da Torre Eifel. 

É esta a mentalidade que vai vigorando e não estou a ver que possa mudar. Um absurdo e um despesismo em grande e de resto contra todo o espírito do verdadeiro Natal que defende valores de simplicidade e humildade. Não aprendemos nada!

Hoje em dia, o autarca que for reservado ou contido nos gastos supérfluos mas vistosos, tem os dias contados e nunca será popular. Pão e circo é cada vez mais o lema do nosso poder local.

24/11/2025

Sem circo, agora trabalha-se

 



A tenda está montada mas não há circo. Esse durou mais de meio ano com uma estrada interrompida ao trânsito, a penalizar os moradores da Rua do Sebastião, em Cimo de Vila, e com pavimentação por concluir. 

Agora a tenda é para trabalho e o assunto está a ser resolvido e espera-se que entretanto seja reaberta a estrada e de seguida a conclusão da pavimentação.

Bem sei que estas coisas não se decidem em dois dias nem se resolvem numa semana, quiçá num mês, mas o tempo que decorreu foi notoriamente exagerado.

Em todo o caso, está a ser feito o trabalho, ainda bem, e mais semana menos semana espera-se que fique a coisa resolvida, como tem de ser.

22/11/2025

Ouvidos de mercador






Em Agosto passado, falei deste assunto aqui. 

Mas antes, em Abril, tinha-o partilhado no meu Facebook. Depois em Maio, reportei devidamente o assunto e o local à Junta da União de Freguesias de Lobão Gião, Louredo e Guisande. Não obtive qualquer resposta nem o assunto mereceu atenção a ponto de ficar resolvido.

Hoje voltei a passar ao local, e, sem surpresa, a situação não só se mantém como foi agravada.

É certo que neste momento, ainda bem, a realidade administrativa é outra, mas de facto lamenta-se que este assunto, até pela importância que tem, não tenha merecido qualquer desenvolvimento. É o que é!

É certo que uma qualquer Junta de Freguesia nem terá responsabilidades, nem competências nem meios suficientes para acudir a todas estas situações de pura falta de civismo, de lamentáveis atentados contra a natureza e meio ambiente, e em Guisande são várias, mas tem pelo menos a obrigação de se preocupar com o assunto e por meios próprios ou contactando as entidades que se considerem mais capazes e responsáveis, procurar resolver a limpeza e tomar medidas que dificultem o acesso aos prevaricadores.

Posto isto, ficam aqui estes postais na expectativa de que não passe mais meio ano sem que alguém se incomode.

Bem sei que estas coisas não são vistosas, não colhem likes e passam ao lado de quem apenas dá hossanas, aleluias e vivas a eventos recreativos  e de entretenimento, mas, caramba, há mínimos.

Bem sei, ainda, que o nosso monte de Mó passou de uma vasta zona florestal para uma triste floresta de torres e cabos, mas, pelo menos, se não for pedir muito, que se cuide do pouco que sobrou. Ou só há olhos e barriga para os passadiços do Uíma?

18/11/2025

Em pratos limpos


As multas deviam ser pesadas para os partidos ou coligações que não removem a propaganda eleitoral logo depois do acto eleitoral. Mas não é assim e, com laxismo ou indiferença, nalguns locais permanecem por meses, até anos, a dar um ar decrépito e até ridículo para os que, com ares sorridentes mas amarelecidos, continuam por ali a prometer mudanças, a distribuir esperanças, a argumentar capacidades e competências.

Do mesmo modo, passadas várias semanas sobre várias desagregações de freguesias, eleições e tomadas de posse das novas juntas, algumas já com páginas nas redes sociais a bombar, dando conta de tudo e um par de botas, ainda estão online páginas das já extintas uniões de freguesias, mesmo que, na maior parte dos casos, sendo páginas cheias de nada, e que raramente cumpriram os propósitos para que foram criadas, algumas delas com dinheiros esbanjados quando, com igual propósito e eficácia, se poderiam ter páginas alternativas, capazes, eficientes e desenvolvidas a custo zero.

Por conseguinte, seria um acto de higiene suspender imediatamente todos os resquícios online do que foram as uniões de freguesias, até porque, no geral, não passaram de projectos falhados e indesejados para além de se colocar a questão de quem é que nesta fase sobre elas tem legitimidade para as manter e acessar?

Fosse eu presidente de uma Junta de freguesia desagregada, já teria exigido a suspensão da página da respectiva união e a eliminação dos respectivos domínios e endereços electrónicos associados.

Alguns exemplos de pratos por limpar no nosso concelho:

https://uf-lglg.pt/

https://www.uf-caldaspigeiros.pt/

https://www.uf-canedovaleevilamaior.pt/

https://www.ufsm.pt/

14/11/2025

Olhares - A merecerem um olhar

 


Triste figura. O da Leira e os demais não estão melhores. Escapam os dois na Rua de Fornos porque suportes de publicidade paga. Porventura já nem se justificará a sua função, mas importará que, entretanto, alguém olhe para estes pobres e decrépitos e vandalizados abrigos de passageiros. No mínimo remetê-los à sucata.
Quanto ao de Casaldaça, mesmo que velho, mal construído e a meter dó, é pedir responsabilidades a quem contribuíu para a sua derrocada. Não vi, mas houve quem visse.

13/11/2025

Afinar a mira até ao momento Eureka!

É nas pequenas coisas que descobrimos as grandes, como que a partir de uma pequena chave abrirmos a porta de uma gande sala, repleta de surpresas, boas e más.

Tantas vezes, na poeira dos dias e das coisas mundanas, superficiais, procuramos significado apenas nos grandes acontecimentos, nas conquistas, sucessos e mudanças marcantes. Mas, na verdade, são os detalhes que levam às grandes descobertas, como a centelha de fogo, a faísca que despoleta a explosão.

Simulteaneamente, por detalhes, descobrimos que afinal muitas das coisas que temos como certas, fidedignas, inabaláveis, afinal não passam de embarcações de noz, que ao primeiro teste, ao primeiro sopro do vento, à exigência do primeiro teste, baloiça, vira-se e afunda-se.

É assim nas coisas do dia-a-dia, mas também com as pessoas, com as relações, em que temos de perceber pelas pequenas coisas, pelos ínfimos sinais, de que é tempo de ajustar a bússola, ajustar a mira para o que de facto interessa. Não surpreende, por isso, que cheguem ao fim tantos casamentos, seja por grandes questões ou conflitos insanáveis, mas quase sempre por coisas pequenas, por pintelhos, por grãos de areia que incomodam o andar.

Em resumo, a vida é uma constante lição onde sempre aprendemos. É como um inventor a caminho da grande descoberta, em que, por tentativa e erro, vai afinando, ajustando, deixando de lado a peça que parecia ter sentido e perfeito encaixe mas afinal desnecessária, redundante, até ao clique final, até ao momento Eureka!.

05/11/2025

O princípio de uma nova finalidade


Conforme previsto e divulgado, decorreu ontem, Terça-Feira, 4 de Novembro de 2025 a sessão de instalação e tomada de posse dos órgãos de poder local para a freguesia de Guisande, decorrente dos resultados eleitorais de 12 de Outubro passado. 

O processo decorreu com normalidade, sem sobressaltos, e com o formalismo à altura do acto.

Como se esperava, o Dr. Rui Giro foi proposto e eleito como presidente da mesa da Assembleia de Freguesia, coadjuvado por Dr.ª Inês Bastos e Vera Encarnação, como 1.ª e 2.ª secretárias.

O Partido Socialista não apresentou listas à mesa da Assembleia e votou mesmo a favor das listas proposta pelo PSD. Sendo certo que face à sua posição de minoria não teria qualquer efeito prático, mas foi uma postura bonita e interpretada como voto de confiança e de sentido de união. Gostei e todos apreciaram. 

Deste modo, a Junta de Freguesia ficou com a seguinte composição: Johnny Almeida, como presidente, Patrícia Almeida, como secretária e Daniele Oliveira, como tesoureiro.

Por sua vez a Assembleia de Freguesia ficou com a seguinte composição: Pelo PSD: Dr. Rui Giro, Dr.ª Inês Bastos, Vera Encarnação, Fernando Almeida e Ricardo Santos.

Pelo PS: Celestino Sacramento, Liliana Monteiro, Alcides Conceição e António Ribeiro.

Depois da tomada de posse o Dr. Rui Giro usou da palavra e na sua alocução realçou a importância do acto e da data e algumas palavras à volta do processo da desagregação, suas dificuldades, entraves e incertezas mas em que foi possível obter a desejada desagregação da união de freguesias e da consequente independência de Guisande. Entre as várias considerações, enalteceu o papel fundamental do Celestino Sacramento, que desde o início do processo até ao seu final, se manteve firme, mesmo contra a orientação seguida pelo seu partido, e fiel na sua convicção e compromisso para com a freguesia de Guisande, no que mereceu uma ampla salva de palmas dos presentes. Foi justo e merecido.

Nas suas palavras, o presidente da Assembleia Geral teve ainda a simpatia de mencionar a minha pessoa, enaltecendo e valorizando o meu papel no processo da desagregação, mesmo que de forma indirecta, sobretudo nas posições que fui tomando ao nível das redes sociais e de internet. Confesso que não estava à espera desse reconhecimento, e porventura terá sido exagerado, porque o papel importante e decisivo foi dele próprio, da bancada do PSD e do Celestino Sacramento. Foram todos eles os obreiros da nova realidade em que as quatro freguesias, incluindo a nossa de Guisande, almejaram por via legal retomar a sua independência. O seu a seu dono.

Depois da intervenção do Dr. Rui Giro, que de algum modo foi positiva e empolgante e tendente a elevar o nosso orgulho de freguesia independente, usou da palavra o presidente da Junta de Freguesia, Johnny Almeida. Foi mais breve e naturalmente com algum nervosismo justificado pela importância e responsabilidade do momento, mas foi sucinto e objectivo. Agradeceu a todos, a começar pela sua família, aos presentes, aos eleitos e também aos elementos da oposição e sobretudo ao Celestino Sacramento, voltando a destacar o seu papel no processo da desagregação.

Finalmente, a título excepcional e justificado pela importância do acto e do seu significado, o presidente da mesa da Assembleia deu a possibilidade ao público presente de usar da palavra. Ninguém mais mostrou essa vontade, mas eu próprio aproveitei a oportunidade concedida para dirigir algumas palavras, desde logo agradecer os elogios que me foram dirigidos pelo Dr. Rui Giro e pelo Johnny Almeida, mas também para voltar a realçar o reconhecimento ao Celestino Sacramento pelo seu papel na independência de Guisande, exprimindo-lhe o agradecimento e consideração pela sua acção e que como tal a freguesia nunca esquecerá o seu papel, a sua atitude e convicção. É certo que perdeu as eleições em 12 de Outubro, mas não era esse seu papel que estava em julgamento. O seu papel na desagregação bem como o seu passado como autarca e presidente de Junta em dois mandatos nunca será esquecido e a freguesia ser-lhe-á sempre reconhecida. A história futura da freguesia mencionará a sua figura e o seu papel.

De um modo geral procurei ser positivo, mesmo agradecendo ao cessante presidente da Junta da União de Freguesias, Sr. David Neves, que também marcou presença. Certamente que nem tudo correu bem, nem mesmo a sua posição face à desagregação foi no sentido favorável, mas no fundo tomou as acções que no seu entendimento julgou serem as mais certas. Por conseguinte, mesmo que em desacordo com algumas questões, mesmo na gestão, foram sempre em contexto político e nunca pessoal. Todos os que tomaram parte na Junta e na Assembleia de Freguesia durante os 12 anos de vigência da União de Freguesias, procuraram fazer o seu melhor e de acordo com as suas convicções e cada um na justa medida das suas competência, mas sempre num contexto difícil, porque numa união desequilibrada, com um vasto território e uma numerosa população, com muitas necessidades e com recursos limitados e mesmo insuficientes.

Um ciclo fecha-se, um novo recomeça, com uma nova finalidade em vista, o de recuperar tempo perdido e proximidade dissolvida bem como a erosão dos valores que nos definem como comunidade e identidade. 

A união de freguesias, no que resultou e não resultou, é já passado. Importa agora, a cada uma das quatro freguesias, seguir em frente, cada uma com as suas próprias capacidades e limitações, na certeza de que voltam a ser donas das suas acções.

Em resumo, todo o acto e momento foram positivos e marcantes e mesmo histórico, e todos os que ali estiveram presentes, como intervenientes ou como meros assistentes, farão parte desse bocado da nossa história.

De realçar a presença de várias pessoas das outras freguesias como Lobão, Louredo e Gião. Marcou também presença o vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, o Dr. Mário Jorge Reis.

A fechar, mesmo admitindo que nem todos vi ou fixei, notei a falta de algumas pessoas , desde logo alguns elementos não eleitos que fizeram parte das listas concorrentes às eleições de 12 de Outubro, sobretudo por parte do PS. Considero que ficaria bem e bonito que tivessem estado presentes, pelo carácter institucional do acto mas até em apoio aos seus colegas. Também registei a ausência de alguns ex-autarcas da nossa freguesia. Teria sido bonito que marcassem presença. Mas, naturalmente, cada um é dono da sua vontade e pode ter havido motivos pessoais e legítimos que se devem respeitar. Mas, sim, seria positivo e significativo que tivessem estado presentes.

Fica assim feito o resumo, numa pespectiva pessoal, do que foi um acto marcante e significativo para a nossa freguesia. Agora é seguir em frente e desejar que as coisas corram bem à Junta de Freguesia porque isso será bom para a comunidade.

De minha parte, como também ali disse perante todos, e já o tenho escrito, estou disponível para colaborar no que me for possível e solicitado, como já o fiz no passado, mas também serei atento, crítico e elogioso quando entender justificar-se.



04/11/2025

Crescimento / interesse

 


Continua com consistência o número de visitas diárias a este espaço. Como se pode perceber pelo gráfico acima, a maior parte dos dias tem tido visitas acima do milhar e com alguns picos significativos, um deles acima das 3 mil visitas e outro superior a 5 mil visitas (5401).

Para quem não está por dentro destas realidades, estes números são significativos porque trata-se de um espaço pessoal e sobretudo de interesse relativo e local. 

Mesmo os artigos que de quando em vez vou partilhando na minha página do Facebook, ainda que com poucas ou sem reacções, como gostos ou comentários, na realidade habitualmente expressam-se em centenas de visualizações.

Por tudo isto, é notório e incontestável que muitos guisandenses reconhecem neste espaço um certo serviço público, o que não deixa de ser verdade, mas tenho-o como aquilo que realmente é, um espaço pessoal, sem obrigações de deveres para além disso, mas que vai ao encontro do interesse e acompanhamento de muitos guisandenses e vizinhos, nomeadamente na nossa comunidade emigrante.

Fico grato aos muitos que passam por aqui diariamente e que desse modo vão dando estímulo à sua continuação e regularidade nas publicações.

Resta acrescentar que a este espaço soma-se o grupo privado na plataforma Facebook, designado de "Guisande: Ontem e hoje", onde procuro também partilhar assuntos do passado e presente da nossa freguesia e comunidade e que no momento conta com 391 membros, naturais, residentes ou com ligações justificadas à freguesia. Não é, pois, para todos, mas apenas para os que cumpram esses critérios. Por isso, têm sido largas dezenas os pedidos de adesão que não tenho aceite. O objectivo não é ter muitos membros, mas apenas conhecidos e interessados no que ali vou partilhando. Nem mais, nem menos.