" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

24/02/2021

O Senhor Malato

O Senhor Malato é figura conhecida do público, principalmente daquele que assiste na nossa RTP a programas de entretenimento, de enchimento de chouriços e de venda de chamadas telefónicas de custo acrescentado. Ele é polivalente e pau para toda a colher. Ele tanto apresenta feiras de enchidos como natais dos hospitais como a festa das vindimas. Em resumo, goste-se ou não, ele é popular. 

O Senhor é tão popular que até em Monforte, sua terra de nascimento, no Alentejo, à falta de melhor motivo, deram-lhe nome de uma praça. Mas o Senhor Malato parece que é mal agradecido, e indignado por uma grande parte do povo alentejano ter votado no Senhor André Ventura, na eleição para as presidenciais, vai daí e reagiu histericamente dizendo que "...O Alentejo é uma vergonha. Gente sem memória! Sou lisboeta, a partir de hoje”.

Mas sem memória porquê? O que mudou de substancial para que invoque a perda de memória. Não terá sido o contrário, o recuperar da memória de uma povo e de uma região que 50 anos passados sobre a revolução de Abril continua com os mesmos problemas? Em que continua a ser a terra dos montes e das quintas onde os senhores malatos, resolvidos nas suas vidinhas, ali regressam numas escapadinhas das lisboas nuns fins-de-semana para umas festarolas e tainadas?

Ora, a propósito, um seu conterrâneo, indignado por este despeito, lançou uma petição online para requerer na Câmara local a retirada do seu nome da praça. A Câmara apreciou a coisa e apesar dos milhares de assinaturas, optou por manter a praça com o nome de tão ilustre celebridade mesmo que esta se tenha envergonhado do seu povo e que passe a ser um genuíno alfacinha. Antes não desagradar a um que agradar a milhares, terá entendido.

Em resumo, o Senhor Malato é daqueles que se mostra contra o preconceito, defende a democracia, os seus valores e o direito ao ser diferente e ao pensar diferente, e não porque seja homossexual assumido, mas porque tem esse direito. Mas, em contrapartida, na realidade, o Senhor Malato indigna-se com quem pensa diferente, com quem não vê só à esquerda, com quem vê para além do politicamente correcto.

Com tudo isto o Senhor Malato borrou a escrita. Não havia necessidade, se bem que, lá diz a publicidade,  "o algodão não engana".

22/02/2021

Passeio higiénico

E pronto!...O que antes era uma simples caminhada, coisa que deve ser tão natural ao humano quanto o respirar, na semântica dos tempos modernos está classificada como de "passeio higiénico". Para muitos, este "higiénico" refere-se à higienização da mente, do lado psicológico, para outros, mais à letra, é a possibilidade de aproveitar o ensejo para libertar uns valentes peidos e se, em local adequado, arriar um substancial cagalhão, seja em forma de rosca ou de fogaça, atrás de uma qualquer mouta. Claro que depois convém lavar o "olho" e as mãos ou a higienização ficará comprometida.

São, pois, tempos modernos estes em que de facto importa higienizar porque mais do que o vírus que por aí anda, temos que nos desinfectar de bactérias e parasitas como mamadous e ascêncios, bem mais perigosos que pulgas e piolhos. Para estes a coisa já não vai lá com Quitoso. 

19/02/2021

Centro Social - Assembleia Extraordinária - 05 de Março de 2021

 

Sessão Extraordinária marcada para 05 de Março de 2021 pelas 20:30 horas nas instalações da associação no Monte do Viso.

Pretende-se a alteração a alguns dos artigos dos estatutos da associação de modo a coaduná-los com as exigências regulamentares relativamente a IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Particular).

16/02/2021

Porque amanhã, peixinho

 


Carnavaladas

Há coisas que comentadas e analisadas num contexto próprio, ganham mais substância. Ora como hoje é dia de Carnaval, e parece que nele ninguém leva a mal, será justo recordar aqui alguém, no caso a Sr.ª Directora da Direcção Geral de Saúde, Dr.ª Graça Freitas, que há cerca de um ano, quando a pandemia se instalava em Portugal, dizia taxativamente que era contraproducente o uso de máscara e que agora, com um sorrisozinho algo idiota, venha a aconselhar o uso de não de uma mas de duas, ou seja, dose dupla.

Este paradoxo, a juntar ao "estamos preparados", chavão então repetido pelo Governo e pela ministra da Saúde,  ficarão para a História como sinais de muitas decisões e considerações erradas e errôneas e que em muito ajudaram a explicar que o país tenha passado de exemplo "milagroso" ao top dos países com piores resultados no lidar da pandemia.

Diz-se que o positivo dos erros é a possibilidade de aprendermos com eles, mas no caso, infelizmente, parece que somos todos fracos alunos, a começar por quem nos vai liderando.

13/02/2021

Por mim, não!

Falo apenas por mim, pois claro, mas já não há paciência para ouvir tanto o presidente da república como o primeiro ministro a dar lições de moralidade sempre que renovam esta coisa banalizada do estado de emergência. 

Ver gente bem na vida, bem resolvida, melhor governada, com bons salários, melhores reformas, e com serviços de saúde disponíveis sempre que tossem ou espirram, a dar conselhos a quem na verdade sofre na pele os efeitos desta pandemia e desta desgovernação, dá que pensar.  A sua credibilidade é reduzida, mas cada um que lhes dê a que quiser. Por mim, pouca ou nenhuma, para além do óbvio respeito institucional que merecem, mesmo que fracotes.