16/05/2026
07/04/2026
Almoço do Juíz da Cruz - 2026
Ontem, Segunda-Feira de Páscoa, realizou-se o tradicional almoço do Juíz da Cruz, que neste ano de 2026 foi o Sr. Pedro Baptista Alves.
Tal como nos dois anteriores anos, o evento decorreu no restaurante "Cruzeiro", em Fiães. Marcaram presença cerca de uma centena de convivas, incluindo o Pe. Benjamim Sousa e o pároco Pe. António Jorge, que se juntou um pouco mais tarde.
06/04/2026
Cada um que responda
A Páscoa, na boa e secular tradição cristã, é, sem dúvida, a mais importante das celebrações e aquela que deve corresponder a uma alegria não material, mas espiritual, por todo o seu significado e simbolismo. Por conseguinte, são naturais e compreensíveis todas as manifestações desse júbilo, nas mais diferentes formas. Nos tempos actuais, muito marcados e até dependentes das redes sociais, é igualmente natural que muitas pessoas partilhem momentos pessoais, em família e em comunidade, ligados a essa alegria.
São assim frequentes e recorrentes as partilhas que vão desde felicitações de uma boa e feliz Páscoa até às iguarias colocadas nas mesas: o assado de cabrito ou de vitela, o pão-de-ló, os doces e bolos, etc., etc. Tudo coisas boas, bonitas e saborosas, que de facto comprovam o sentido de alegria que ainda se associa à Páscoa, à ressurreição de Jesus.
Apesar disso, sem moralismos, até porque, talvez, já algo ultrapassado face às tendências e modos de vivência actuais, pergunto-me se, em cada 100 pessoas que partilham a Páscoa nesses moldes, cinco delas participaram em alguma cerimónia religiosa durante a Quaresma, se percorreram esse caminho de introspecção e preparação espiritual, se na Semana Santa participaram em alguma das celebrações - na Quinta-Feira Santa, na Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia - ou se apenas, ou nem sequer, na missa do próprio dia de Páscoa?
Cada um e cada uma responderá por si, mas, pelo que se vai vendo e constatando, nomeadamente na nossa comunidade, parece-me que, no geral, a forma como vivemos a Páscoa e tudo o que a antecede, se tornou muitas vezes um mero formalismo, uma tradição sobretudo material. Coisas de igreja e de padres, de orações e contemplações mais profundas, dispensam-se. O assado, esse sim, é tradição, antiga, da casa e da familia! Esse é que conta!
Pessoalmente, não concebo celebrar a Páscoa, a ressurreição do Senhor, sem a vivência desses momentos fundamentais da nossa espiritualidade, até para a sacralizar. Contudo, muitos há que, não ligando patavina a essa dimensão, seguem a vida como se nada fosse, dormindo descansados com isso. Entre uma celebração religiosa e um jogo de futebol ou um qualquer evento, social ou desportivo, a escolha é fácil, demasiado fácil.
Em resumo, em tudo, nestas questões, cada um falará por si e, de um modo ou de outro, encontrará uma justificação pessoal para a sua fé, ou para a sua “fezada” e a encontrar a habitual justificação de que não é por isso que são melhores ou piores dos que fazem por participar nas cerimónias religiosas alusivas (e com certeza que não). Mas, numa reflexão mais profunda, parece-me que andamos, de facto, muito afastados do essencial e vivemos estas realidades com a mesma profundidade com que festejamos um Carnaval ou um jogo de futebol. Não há como não dizê-lo. Isto é bom? É mau? Indiferente? Cada um que responda por si.
Continuação de um feliz e santo tempo pascal!
18/02/2026
Cozidus Carnavalensis
11/02/2026
18/01/2026
Festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião
Cumpriu-se hoje o voto expresso pela paróquia de S. Mamede de Guisande em 1918. Assim, teve lugar a festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião, com inicío pelas 9:00 horas, com concentração na capela do Viso, seguindo-se a procissão até à igreja matriz onde de seguida decorreu a Eucaristia solene.
Uma palavra de apreço a todos quantos colaboraram para a dignificação do cumprimento deste secular voto à intercessão de Nossa Senhora das Dores e do Mártir S. Sebastião.
Foi em 13 de Outubro de 1918 que a nossa comunidade, alarmada com o flagelo da peste que assolava a região e a freguesia, bem como a guerra que decorria na Europa, decidiram, o pároco Pe. Abel Alves de Pinho e o povo, fazer um voto ao mártir e a Nossa Senhora das Dores, para nos livrarem de tais males.
Assim foi lavrado o voto que consistia em guardar o dia 20 de Janeiro e fazer nesse dia uma festa religiosa só dentro da Igreja, com missa cantada. À tarde far-se-ia a exposição do Santíssimo. Se por qualquer circunstância a festa não pudesse realizar-se no próprio dia 20 de Janeiro seria no Domingo seguinte.
O povo devia confessar-se na véspera e comungar nesse dia. Antes da missa devia-se fazer a procissão da capela do Viso à Igreja e rezando no percurso a coroa das dores e a ladainha. Tal procissão nunca poderia ter música a acompanhar.
O voto deveria ser recomendado cumprir aos vindouros.
Assinaram o voto um conjunto de várias pessoas devotas, concretamente 38, sendo delas 5 mulheres. No grupo de pessoas que assinaram o voto, está lá o meu avô paterno, Joaquim Gomes de Almeida.
É certo quer alguns aspectos do voto, como o caso do dia, foram sendo alterados ou adaptados, mas no essencial a paróquia continua fiel no cumprimento do voto assinado pelos nossos antepassados.
Juíz da Cruz 2026
No final da celebração de hoje, dedicada a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião, no cumprimento de um voto da freguesia de Guisande, que data de 1918, foi feita a passagem de testemunho do Juíz da Cruz, de Carlos dos Santos Almeida para Pedro Baptista Alves.
O Carlos desempenhou a função com interesse, dignidade e responsabilidade e certamente que se espera a mesma dedicação do Pedro. Assim, sendo, votos de que seja um mandato bem conseguido e que no final do mesmo o possa resumir a orgulho e sentido de dever cumprido.
15/01/2026
Voto a S. Sebastião
Ao contrário do que se possa pensar, o cumprimento da devoção ao Mártir S. Sebastião na nossa freguesia de Guisande, não tem a ver com a promessa feita a nível do concelho. Tem voto próprio, do qual aqui se partilha parte do documento.
Foi em 13 de Outubro de 1918 que a nossa comunidade alarmada com o flagelo da peste que assolava a região e a freguesia, decidiram, o pároco Pe. Abel Alves de Pinho e o povo, fazer um voto ao mártir e a Nossa Senhora das Dores, para nos livrarem de tal mal.
Assim foi lavrado o voto que consistia em guardar o dia 20 de Janeiro e fazer nesse dia uma festa religiosa só dentro da Igreja, como missa cantada. À tarde far-se-ia a exposição do Santíssimo. Se por qualquer circunstância a festa não pudesse realizar-se no próprio dia 20 seria no Domingo seguinte.
O povo devia confessar-se na véspera e comungar nesse dia. Antes da missa devia-se fazer a procissão da capela do Viso à Igreja e rezando no percurso a coroa das dores e a ladainha. Tal procissão nunca poderia ter música a acompanhar.
O voto deveria ser recomendado cumprir aos vindouros.
Assinaram o voto um conjunto de várias pessoas devotas, concretamente 38 pessoas sendo delas 5 mulheres.
A terminar, importa considerar que na nossa igreja de Guisande a imagem do mártir S. Sebastião é anterior à de Nossa Senhora das Dores. Não se sabe ao certo quando é que a imagem de Nossa Senhora das Dores foi adquirida mas por 1758 sabe-se que ali não existia, ao contrário da imagem do mártir, que já então existia.
24/12/2025
Um Santo e Feliz Natal!
Em vésperas do dia grande, centrado na figura plena do Natal, o Jesus Menino, que para nós continua a nascer, votos de um Feliz e Santo Natal a todos os que por aqui passam com regularidade e com interesse.
Num tempo em que a IA vai dando de mãos beijadas o que se lhe pede, fica aqui um simples rabisco, próprio, sem filtros, a fazer jus à simplicidade. Natal é, também isso, simplicidade, sem nada de supérfluo a ofuscar.
Um Feliz e Santo Natal!
22/12/2025
17/12/2025
14/12/2025
Ceia de Natal 2025 - Grupo Solidário
Fantástica Ceia de Natal a que ontem teve lugar no nosso Centro Cívico, cada vez mais o lugar de eleição para os eventos comunitários. É já uma tradição com uma dezena de anos, organizada pelo Grupo Solidário de S. Mamede de Guisande.
Casa cheia, maioritariamente com os nossos mais velhos, mas igualmente com jovens e crianças.
Parabéns ao Grupo, nomeadamente à sua principal responsável, a Conceição Resende. Parabéns a todos quantos fizeram parte da equipa, na cozinha, na serventia, na animação, etc. A caldeirada tradicional estava deliciosa e em quantidade.
O Pe. António, mesmo que aterefado com as coisas da comunidade inter-paróquial. nomeadamente a preparação do Crisma que acontecerá na nossa freguesia no próximo dia 20 de Dezembro, pelas 17:30 horas, mesmo que já tarde, ainda conseguiu marcar presença e jantar.
Uma palavra de carinho para todos aqueles mais velhos que, por doença ou outras dificuldades, não puderam participar, querendo. Certamente que para a próxima.
Ficamos já a contar com a edição de 2026. Falta muito, é certo, mas das coisas boas ficamos com vontade que cheguem depressa.
Na foto acima, simbólicamente e representando todos os demais que marcaram presença, dois dos mais velhos, a Ti Irene Gonçalves dos Santos e o Ti Abel Fonseca. Oxalá que daqui a um ano ainda possam participar.
01/01/2025
Farrapada
Por cá, dizemos que a coisa é "farrapada". Há quem diga "farrapo velho", "roupa velha", "farrapo", "farrapado", "farrapeira", migas", etc.
Todos sabemos que este tradicional prato resulta do aproveitamento no dia seguinte dos restos da "caldeirada de natal".
Sei também que mesmo dentro da nossa freguesia ela é preparada de diferentes modos. Há quem apenas aqueça numa panela e a sirva.
Cá por casa, dos restos reduzem-se as batatas a bocados pequenos e o bacalhau é todo limpo e lascado e as couves também reduzidas em bocados. De seguida, junta-se broa de milho, desfeita também aos bocados pequenos, e numa sertã, aos poucos, é feito o aquecimento e devidamente volteada para ficar uniforme. Daqui resulta uma "farrapada" enxuta, solta, uniforme que, servida em largas travessas de barro, se come com agrado, acompanhada de um bom vinho tinto.
É importante que a "farrapada" seja mesmo resultante da caldeirada da véspera, pelo que tem que se cozinhar em quantidade adequada a que sobre. Confeccionar para acrescentar no próprio dia é batota com as batatas e não é a mesma coisa, pois não.
Concerteza, como disse, será diferente noutras casas e cada um gostará à sua maneira. Por mim, esta é a melhor de todas.





















.jpg)





























