07/08/2026
Caminhos dos Corgos, limpo
Finalmente foi limpo o antigo caminho dos Corgos, noutros tempos a principal ligação entre as freguesias de Guisande e Pigeiros. Na actualidade é muito utilizado por praticantes de BTT e mesmo em corrida (por mim próprio). Todavia, sobretudo no troço em Pigeiros, porque com mais humidade, os silvados já estavam a obstruir a passagem.
Segundo informações, terá sido da responsabilidade de uma brigada de limpeza florestal de Arouca em protocolo com a Câmara Municipal da Feira e respectiva Protecção Civil. Teve papel importante no pedido e apoio directo, a Junta de Freguesia de Pigeiros, apesar da maior parte do troço se localizar em território de Guisande. Bem haja!
Este caminho, teve, pois, uma importância no passado e por aqui, em atalho, passavam mercadores e mercadorias da zona vareira para o porto de Carvoeiro, em Canedo, para serem expedidos para a cidade do Porto, nomeadamente sal, cal e telhas.
Mesmo pelo final da década de 1930 e princípio da seguinte, era por este caminho que, diariamente, o antigo pároco de Guisande, Pe. Francisco Gomes de Oliveira, percorria entre Guisande e Pigeiros, no tempo em que acumulou a paroquialidade de ambas as freguesias. Também por ali, na parte de Guisande, entre a Leira e Estôze, pelo século XVIII existiu um lugar chamado de Corgos, que grosso modo seriam três ou quatro casebres, de que agora não há vestígios. Nos velhos assentos paroquiais da nossa freguesia há referência a esse lugar e às famílias que ali moravam.
Importa agora, que ambas as Juntas recolham o muito lixo por ali depositado, bem como façam uma limpeza periódica de modo a não deixar a vegetação tomar proporções que depois obrigará a mais tempo, trabalho e, naturalmente, mais custos.
Entretanto, digo eu, deveria ser apresentada a conta aos proprietários confinantes.
A capela do Viso pelo olhar e arte de crianças
Um inocente desenho da capela do Viso por crianças da escola primária. Foi rabiscado em 13 de Novembro de 2000, num trabalho de grupo pela Marcela, Inês e Liliana. Vão, pois, quase 26 anos.
Esqueceram-se da cruz no arco da sineta, mas é um pormenor. No resto está lá tudo, até a inscrição na fachada referente ao centenário da capela aquando das obras de requalificação em 1969.
As informações dadas sobre a capela, são curiosas, algumas imprecisas e outras que não correspondem, mas convenhamos que seria demais exigir saberes de historiador a crianças. Apesar disso, à distância temporal, não deixa de ser uma interessante curiosidade.06/08/2026
Livro sobre a capela e a festa do Viso - A ultimar
Está concluída a escrita do meu livro sobre a capela do Viso e sua festa. Já falei sobre o assunto aqui embora, como era previsível, sem qualquer retorno quanto ao que pedi, ou seja, informações, fotografias e documentos que pudesse ser do interesse do livro.
Estou agora em processo de paginação e revisão. Aproveitarei parte do tempo de férias (quando nelas entrar) para adiantar. Conto que esta etapa fique pronta pouco depois.
Apesar disso, deste adiantamento, confesso que à data não tenho ideia de quando passarei à fase da publicação. Será livro para mais de 300 páginas, com várias delas a cores, pelo que mesmo que para uma impressão de 100 exemplares, o valor será significativo para o fazer apenas à minha conta, mesmo que o possa fazer. É ponto assente que apesar do interesse comunitário do trabalho, não pedirei apoios a ninguém, pelo que fica tudo em aberto. Eventualmente, antes da publicação farei uma recolha de quem terá interesse na sua compra e ajustar a tiragem em função do número de reservas. Naturalmente que não pretendo ganhar um cêntimo com a publicação, mesmo que fosse legítimo, pelo que qualquer venda será a preço de custo.
Outra possibilidade, será a futura Comissão de Festas interessar-se pela sua participação e angariar depois algum dinheiro com a venda. Mas é, naturalmente, uma possibilidade abstracta, pois nem sequer foi nomeada e assumida a futura Comissão de Festas.
Seja como for, o livro está escrito, agora é ultimar a paginação, revisão e capa. Logo depois se verá. Que mais não seja, imprimirei para mim próprio apenas uma dezena de exemplares.






























































































