17 de junho de 2021

Tempo da ceifa

Parece que não, mas as eleições autárquicas estão já aí ao virar da esquina. Por cá, nada mexe quanto a obras. O povo tem fome mas a caixa do milho está cheia.

Além do mais, está no tempo de ceifar porque o trigo e o centeio já pendem nas valetas. Na envolvente do edifício da habitação social já há amoras.

Neste estado de letargia, é como quem vai ao dentista arrancar os sisos. Ficam os buracos mas a anestesia cria a ilusão de que não doeu. E...parecendo que não, ficamos com mais juízo.

Já agora, o Fernando Farinha, o "miúdo da Bica" participou numa revista à portuguesa, a "Boa vai ela". É sempre bom saber até porque entre fados e fodas há apenas uma questão de semântica. Se homófona, se paronímia, pouco interessa se fodidos estamos.

11 de junho de 2021

Sem cerejas mas com dignidade

 



Isto de se ser melro novo numa cerejeira sem cerejas, não é fácil. Mas não faltam opções: Ervilhas, favas, nêsperas, amoras, etc. Para quem não vive de rendimento mínimo, o jovem melro lá vai levando a vida com dignidade. E tem que comer porque está a deitar corpo e é preciso alanrajar o bico e enegrar as penas.

7 de junho de 2021

...e no final ganha a Alemanha

Final do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21: Alemanha, 1 Portugal, 0. 11 contra 11, fintas e rodriguinhos, e no final ganha a Alemanha. 

É certo que a rapaziada fez uma excelente campanha, mas a sorte que tiveram contra a Espanha na meia-final fazia adivinhar que pela terceira vez ficariam "a ver navios".

Para a próxima há mais!

3 de junho de 2021

Pobreza num regime democrático? Oh, não!

Há dois anos o presidente da nossa república, Prof. Marcelo, alertava para a existência de mais de dois milhões de portugueses em situação de pobreza. Repetiu a dose por estes dias em visita ao Banco Alimentar, onde exortou os demais portugueses (sendo que ficamos a saber se os ricos ou os menos pobres) a serem solidários e ajudar aquela instituição para que por sua vez possa apoiar quase meio milhão de famílias.

No meio desta realidade, não me espanta a dimensão da mesma; espanta-me que ainda se passe a ideia de que esta situação de pobreza era uma das características marcantes do antigo regime, coisa que, como se sabe e para quem já não se lembra, terminou há quase meio século.

Afinal de contas, esta nossa democracia madura e sólida, com instituições fortes e estáveis, ainda não conseguiu sanar essa coisa chamada pobreza. 

Mas vamos fazendo de conta que tudo está bem e malhar no ferro frio ajuda a disfarçar as verdadeiras causas. É que democracia e liberdade são coisas bonitas e necessárias mas não enchem a boca a quem tem fome nem sustentam as muitas necessidades de uma família tipo, padronizada por excesso de consumismo, encargos insustentáveis e uma pesada carga fiscal, aliada a uma política que incentiva o parasitismo e subsidiodependência antes de premiar o trabalho e o empreendedorismo.

30 de maio de 2021

Isto é gozar com as pessoas

O assunto da ordem do dia e dos últimos dias, que não tem passado despercebido, até porque toda a comunicação tem feito disso importante notícia de abertura, como se nada houvesse de mais importante no planeta, mostrando adeptos ingleses em pleno convívio e farra sem respeito pelas elementares regras de segurança face à pandemia Covid-19, parece merecer uma opinião mais ou menos consensual de muita gente, de anónimos a especialistas de Saúde, quanto ao desrespeito, incoerência e incongruência face ao que é pedido aos portugueses. 

Ainda ontem, enquanto toda aquela anarquia acontecia em vários pontos da cidade do Porto, a Protecção Civil enviava SMS aos portugueses a lembrar a obrigação do uso da máscara, do distanciamento social e a proibição de consumo de bebidas alcoólicas no espaço público. 

Cada um ajuizará com bem entender, mas para mim, e creio que para muitos, mais do que uma recomendação a ter em conta, essa SMS é uma pura provocação e ofensa pela incoerência e dualidade que revela. Isto é a brincar com as pessoas e fazer das mesmas anjinhos. 

Anda-se a obrigar as pessoas a regras mais ou menos apertadas, a proibir convívios familiares, a limitar número de pessoas em restaurantes e depois permite-se essas excepções, por mais importantes que sejam para a economia. Se o caso é a importância económica, então que se abram de forma plena todos os sectores.

Mas, no fundo, tudo está bem, porque apesar da bolha ter rebentado como um grande peido, se se fizer uma sondagem amanhã, o Governo e o partido que o sustenta estará mais uns pontos à frente nas intenções de voto.

Já cantava a Ana: "Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti".

Freita - Mais uma vez a visita ao S. Pedro











Novamente o PR16  de Arouca - S. Pedro Velho. 

26 de maio de 2021

A feira das vacinas

As últimas notícias e testemunhos têm dado conta de alguma ou mesmo muita falta de organização nos processos de vacinação contra a Covid-19. Multidões à espera durante horas, apesar de em teoria todos terem uma hora marcada previamente.

Mesmo em Santa Maria da Feira a coisa também tem andado mal. Na era da digitalização em que já não se dá um peido sem que o mesmo possa ser registado e controlado por uma qualquer app, ainda subsistem algumas coisas bem à moda antiga e na base do "tudo à molhada e fé em Deus". Ainda por estes dias, não havia vacinas para os utentes agendados.