18/02/2026

Quarta-Feira de Cinzas

 


Cozidus Carnavalensis

 





Ontem foi assim. Nada como nos tempos antigos, então de porcos sebados na casa, mas ainda assim com qualidade, pois que as carnes de origem caseira, salgadas e  fumadas com rigor. 

Nota de falecimento - Armandina da Conceição e Santos

 


Porque a viver fora há muitos anos, entre nós passou praticamente despercebido o falecimento de Armandina da Conceição e Santos, no passado dia 13.

Nasceu em Casaldaça, em 21 de Fevereiro de 1937, por isso com 88 anos. Vivia em Fiães. 

Era filha de José Ferreira dos Santos e Maria da Conceição Ferreira da Silva. Neta paterna de Margarida de Jesus. Neta materna de Venância Ferreira da Silva e de Maria Ferreira da Silva.

Era viúva de Joaquim Coelho de Oliveira, com quem casou em 13 de Abril de 1957.

De irmãos em Guisande, já falecidos, o António do Venâncio, a Idalina (esposa do Domingos Sá), a Diamantina (Tina da Gândara, da Casa Neves) e a Maria Isaura (do Vicente).

Foi a sepultar no dia 13, em Fiães.

Paz à sua alma! 

17/02/2026

Pensamento da semana

A propósito das calamidades que varreram o país de norte a sul, com milhares de pessoas e empresas ainda em estado de choque, sem electricidade e sem água, com instalações destruídas e casas alagadas ou desmoronadas, vítimas mortais directas e indirectas, alguém sabe dizer se os eventos carnavalescos foram adiados ou cancelados, em sinal de solidariedade e pesar?

A propósito, ou não, recordo a berreira que se fez quando aqui há uns meses não se adiou uma certa festa no Pontal, enquanto algumas terras sofriam com os incêndios.

Do que consegui ver, claro que não. Apenas o de Torres Vedras foi cancelado, sendo que por dificuldades operacionais. No resto, farra e euforia. Talvez  porque, no Carnaval ninguém leva a mal. 

Pimenta no cuzinho dos outros, no nosso é refresco.

16/02/2026

Livro sobre o Guizande Futebol Clube


Conforme tenho partilhado na rede social Facebook, no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje", está em processo de impressão o livro que escrevi sobre a história do nosso clube.

Numa etapa do processo, já tenho o livro de prova em mãos. Um livro de prova serve para avaliar de forma física os aspectos do livro, desde os acabamentos aos aspectos gráficos e mesmo revisão ou correcção de erros e imprecisões detectadas numa análise e leitura atenta quanto possível.

Mesmo assim, a erradicação do erro é uma tarefa quase impossível, sobretudo num livro com 322 páginas. Mas creio, no geral, o resultado final não desmerecerá. Ademais, só não falha nem erra quem nada faz.

Posto isto, só para partilhar que o processo está em andamento e se nada de imprevisível ocorrer, teremos, eu e o clube, o livro em mãos lá para o final do mês.

Depois o processo seguirá à responsabilidade do clube que, querendo, organizará a sessão pública da sua apresentação e fará a sua venda colhendo todos os proventos.

Vamos, eu e aqueles que têm algum interesses por estes coisas (e muitos não terão), aguardar o curso do proceso que, acreditem, é trabalhoso, cansativo e de responsabilidade.

Felizmente, quer por parte do clube, quer por parte de quem vai suportar os custos da publicação, e que a seu tempo e no local próprio serão divulgados, a coisa torna-se mais incentivadora.

Para já, para não quebrar algum efeito de surpresa, fica aqui apenas um vislumbre da coisa.

A ilustrar a capa do livro, uma fotografia de uma das boas equipas de meados da década de 1980.

Facebook - Grupo privado "Guisande: Ontem e hoje" - Regras

 


OBJECTIVOS E REGRAS DO GRUPO FACEBOOK "GUISANDE: ONTEM E HOJE"

OBJECTIVOS:

- Dar a conhecer, valorizar e partilhar coisas relacionadas ao passado da nossa freguesia e paróquia, nomeadamente do seu património colectivo, material e imaterial, e suas gentes.

Também lugar a coisas do presente, mas preferencialmente enquadradas nesse contexto de ligação ao passado. Não obstante, por princípio, e mesmo que eventual e excepcionalmente e sempre que o administrador considere relevante, não pretende ser um espaço de notícias ou divulgação de acontecimentos do dia-a-dia. Para isso há outros espaços abertos, incluindo na minha página pessoal. Não é um espaço institucional pelo que não tem quaisquer obrigações nesse contexto.

REGRAS:

1-Grupo pessoal, privado, aberto a guisandenses, naturais ou residentes ou com ligações familiares justificadas.

2-O Administrador poderá aceitar membros não guisandenses, se por si reconhecidos e que comportem mais valia.

3-Reserva de admissão e moderação de publicações e comentários.

4-Não se aceitam comentários descontextualizados e desrespeitosos com o autor ou membros do grupo.

5- Não se aceitam publicações fora do objectivo do grupo nem promoções e publicidade a negócios.

6 - Por princípio as publicações estão reservadas apenas ao Administrador. Eventuais partilhas de assuntos ou documentos dos membros serão bem-vindas, mas deve ser solicitadas previamente por Mensagem Privada.

7-A adesão ao Grupo implica a total aceitação destas regras e outras complementares

Nota: O Facebook tem limite de caracteres no texto referente às descrição das regras dos grupos, por isso aqui se complementam, com outros princípios que devem ser respeitados:

A - Todos os membros têm direito a reagir, comentar de forma contextualizada a cada artigo ou assunto, mas sempre num registo construtivo, de complementaridade, cordial e respeitoso.

B - Comentários despropositados, irónicos, com sarcasmo, indelicados ou contundentes, podem ser eliminados e os autores suspensos ou desvinculados do grupo, mesmo sem aviso prévio.

C - O administrador quando publica determinados assuntos, nomeadamente sobre pessoas e dados familiares numa perspectiva documental e genealógica, não tem que ser exaustivo ou com qualquer outra obrigação, já que cada artigo ou apontamento resultam da sua vontade, da sua disponibilidade, memória, conhecimento e detenção de dados. Por conseguinte este grupo não é um arquivo nem uma biblioteca.

D - O administrador, susceptível a lapsos ou falhas, está naturalmente receptivo a sugestões de correcção de erros, de informações incorrectas ou gralhas, desde que feitas de forma construtiva e respeitadora.

E - Quem depois de ter aderido, saír e desvincular-se de livre vontade e por iniciativa própria, não voltará a ser admitido, mesmo que volte a pedir a adesão. Qualquer excepção tem de ser devidamente fundamentada e previamente aceite.

Estas regras, creio serem legítimas, equilibradas e de bom senso comum. Naturalmente que ninguém é obrigado a concordar com elas, pelo que nesse caso, não concordando, será preferível desvincularem-se do grupo ou nem aderirem.

Merdificação e trends

Nestes tempos em que a "merdificação" das redes sociais é ponto assente, começo a pensar nas vantagens dos poucos que, não tendo qualquer montra digital, não têm as suas vidas expostas, escarrapachadas aos olhares curiosos e escrutinadores dos demais. Assim, fora do universo familiar próximo e do círculo limitado de amigos, ninguém tem de saber em que dia fazemos anos, onde vamos passear, comer ou divertir-nos. Ninguém precisa de saber se temos cães ou gatos, qual o nosso clube ou o nosso partido e posicionamento político.

Num tempo em que a privacidade quase não existe, cultivá-la e preservá-la é um bem inestimável e já uma raridade. De facto, tendo eu próprio esta página numa rede social,  e dispenso todas as demais, por falta de tempo ou "pachorra" para instagrams, tiktoks, xis e afins, começo a medir as vantagens de estar "in" ou "out", dentro ou fora. E estando dentro, pelo menos em grupos privados e com algum controlo sobre trolls.

Na essência, enquanto ferramenta, as possibilidades das redes sociais, como o Facebook, são positivas  e até excepcionais. Não obstante, pouco ou nada é usado nesse sentido. Exceptuando poucos bons exemplos, no geral é uma quitanda de banalidades, laranjas sem sumo. É gente a alinhar em trends, marias a irem com as outras, a exibir egos redondos e vaidadezinhas;  são cães e gatos desaparecidos, a constatação óbvia de que está a chover ou a dar sol, o Manel e o Tono a destilarem ódio contra o Ventura, o Chico e o Quim contra o Montenegro, o Zeca contra o Sócrates e amigos do sistema; o Mário e o Mariano a mostrarem as entradas a matar dos jogadores do Benfica contra o Porto e vice-versa, ambos a reclamam roubos, bandalheiras, favores e desfavores da arbitragem. Enfim, um micro-cosmos fiel da sociedade.

Sem moralismos, mas numa reflexão que a todos deve importar, talvez valha a pena fazermos um esforço para usar estes espaços virtuais a favor de coisas que realmente interessem: sem alinhar em tendências infantis, sem ruído e inutilidades, com mais foco naquilo que realmente somos e temos de positivo, na arte, na cultura, no bem fazer social e comunitário, no que é natural e não artificial. 

Difícil? Concerteza que sim!