Ontem, Domingo, dia maior da nossa festa, ao fundo do monte, a obter registos fotográficos da procissão solene que passava, vi que há gente que não caminha mas, antes, arrasta-se.
Entre outros, vi que uma senhora, com uns saptos de tacões de altura generosa, ao passar sobre a roseta (na imagem), arrastou os pés. Um dele torceu e pouco faltou para caír ou para uma entorse.
Eu, que, umas três horas antes, com vários outros e outras, ali tinha ajudado a elaborar aquele figura decorativa, fui levado a pensar que seria um castigo para quem por onde passa, sem cuidado, deixa um rasto. Mas não! Por um lado a Senhora da Boa Fortuna não é dada a aplicar castigos, mas antes a ajudar a perdoar, para além de que, os tapetes de flores têm esta particularidade de, apesar do esforço e canseira de quem os faz, pouco depois e em pouco tempo são desfeitos pelo passar das procissões.
Bem pior, é ver que, ainda antes da procissão, várias pessoas atravessam sem cuidado e aos poucos vão arrastando flores e desfazendo os tapetes e arranjos. Algumas vezes por descuido, outras tantas por insensibilidade e desrespeito.




































