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02/10/2026

Raimundos em Guisande


O nome Raimundo, não sendo muito vulgar, já teve em Guisande bastantes exemplos. Na actualidade, conheço ou estou a lembrar-me de apenas três: O Raimundo da Barrosa (na foto), o Raimundo da Lama e ainda, também da Lama, o Raimundo Cesário Almeida, que herdou o nome de seu avô paterno.

Na actualidade o nome Raimundo é muito pouco usado. Entre jovens e crianças serão mesmo raros.

Fica, de seguida, uma lista dos que até ao momento consegui alguns dados.


Raimundo José Gomes de Almeida - Barrosa

Da Casa do Loureiro.

Nasceu em 23 de Novembro de 1809 e faleceu em 23 de Janeiro de 1897.

Filho de Domingos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de São José Loureiro da Silva.

Neto paterno de Domingos Francisco de Almeida Vasconcelos e de Clara Angélica Rosa.

Neto materno de Manuel Gomes Loureiro e Tomázia Rosa da Silva Jesus

Casou em 7 de Setembro de 1844 com Joana Rosa de Almeida, filha de Manuel António dos Santos e Maria Pinta (de Almeida), neta paterna de Manuel António dos Santos e de Josefa Maria e neta materna de Agostinho José Pinto e de Bernarda Maria.

Faleceu a esposa em 17 de Outubro de 1870. Não deixaram filhos.

Teve muitos irmãos, incluindo o meu trisavô paterno Domingos José Gomes de Almeida. Outros: Margarida, Inês, António, Joaquim Maria Felizarda, Ana Felizarda, José Gomes de Almeida (Padre do Loureiro), Maria Felizarda, Rita Felizarda e António Joaquim Gomes de Almeida.


Raimundo de Pinho – Casaldaça.

Nasceu em 20 de Setembro de 1816.

Filho de Raimundo Franciso de Pinho e Maria Rosa de Jesus.

Neto paterno de Manuel Francisco de Pinho e de Maria Francisca.

Neto materno de José Pinto Leite e de Ana Maria, da Igreja – Lobão.

Casou com Maria de Jesus.

Teve muitos filhos e filhas.


Raimundo Caetano Henriques - Reguengo.

Nasceu em 14 de Julho de 1833.

Filho de Manuel Caetano Henriques e de Maria Joaquina.

Neto paterno de Caetano José Hneriques e de Custódia Maria.

Neto materno de Pinho e Ana Ferreira, do casal - Gião.


Raimundo Gomes de Almeida - Barrosa

Da Casa do Loureiro. Meu bisavô paterno.

Nasceu em 19 de Janeiro de 1849 – Faleceu em 10 de Dezembro de 1905

Filho de Domingos José Gomes de Almeida e de Joaquina Rosa de Oliveira.

Neto paterno de Domingos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de São José Loureiro da Silva.

Neto materno de Manuel José de Matos e Maria Rosa de Jesus.

Foi seu padrinho o seu tio paterno Raimundo José de Almeida e sua mulher Joana Rosa de Almeida.

Casou com Delfina Gomes de Oliveira.


Raimundo Pereira Magalhães - Gândara

Nasceu em 11 de Março de 1869

Filho de Francisco Pereira Magalhães e de Bernardina Marques.

Neto paterno de Manuel Pereira de Magalhães e de Maria Clara, Neto materno de João Alves de Pinho e de Maria Marques.


Raimundo Soares - Casaldaça

Nasceu em 22 de Setembro de 1869.

Filho de Tomás Soares e de Margarida de Pinho.

Neto paterno de Francisco Soares de Pinho e de Maria Rita.

Neto materno de Raimundo de Pinho e de Maria Rosa.


Raimundo de Almeida de Leite Resende - Barrosa

Nasceu em 24 de Fevereiro de 1872.

Filho de António Leite Resende e de Maria Felizarda de São José Gomes de Almeida.

Neto paterno de José leite Resende e de Teresa Maria de Jesus.

Neto materno de Domningos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de São José Loureiro da Silva.

De filhos: Maria da Anunciaçãao de Leite Resende, António (1.º de nome), António (2.º de nome), Maria e Maria da Conceição Leite Resende, esta que casou com Arnaldo Borges da Silva Neto, pais da Maria Isaura da Conceição Resende Borges, da Casa do Loureiro, que casou com o Dr. António Ferreira de Sá.

No seu tempo foi uma figura importante na freguesia, tendo feito parte da vereação da Câmara Municipal.

Era conhecido como Sr. Raimundinho.


Raimundo de Pinho - Casaldaça.

Nasceu em 27 de Julho de 1872.

Era filho de José de Pinho e de Maria de Jesus.

Era neto paterno de Raimundo de Pinho e Maria Rosa.

Era neto materno de João da Silva e de Bernarda Maria.


Raimundo - Casaldaça.

Nasceu em 12 de Fevereiro de 1873. Faleceu em Leça da Palmeira em em 21 de Maio de 1966.

Filho de Manuel de Almeida e de Maria Rosa.

Neto paterno de Tomázia de Almeida.

Neto materno de Raimundo de Pinho e de Maria Rosa.

Casou em Santa Cruz do Bispo - Matosinhos, em 19 de Outubro de 1895, com Maria Francisca de jesus de 20 anos, da Maia, filha de Julião Francisco da Rocha e de Ana Maria de Jesus.


Raimundo Gomes de Almeida - Cimo de Vila.

Irmão do meu avô paterno, Joaquim Gomes de Almeida.

Nasceu em 1 de Setembro de 1880.

Filho de Raimundo Gomes de Almeida e de Delfina Gomes de Oliveira.

Neto paterno de Domingos José Gomes de Almeida e de Joaquina Rosa de Oliveira.

Neto materno de António José de Oliveira e de Joana Gomes, de Casal do Monte - Romariz.

Faleceu solteiro, de um acidente de afogamento quando passava a cavalo pela presa das Crogas em Cimo de Vila e caíu.


Raimudo Gomes de Almeida - Barrosa.

Nasceu em 30 de Julho de 1881.

Irmão de meu trisavô paterno.

Filho de José Gomes de Almeia e de Joaquina Ferreira Linhares.

Neto paterno de Domingos José Gomes de Almeida e de Joaquina Rosa de Oliveira.

Neto materno de Domingos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de São José Loureiro da Silva.


Raimundo Leite de Oliveira - Reguengo

Nasceu em 31 de Agosto de 1881 e faleceu em 18 de Junho de 1905.

Filho de António Joaquim Reis Oliveira e de Maria Felizarda Gomes de Almeida.

neto patreno de Manuel de Oliveira e de Ana Joaquina.

Neto materno de António Leite Resende e de Maria Felizarda de São José Gomes de Almeida.


Raimundo Gonçalves - Casaldaça.

Nasceu em 31 de Maio de 1883.

Filho de António Gonaçalves (natural de Fermedo - Arouca) e de Teresa Rosa de Jesus.

Neto paterno de Manuel Gonçalves e de Joaquina Vieira (de Carvalhal Redondo - Fermedo - Arouca).

Neto materno de Manuel António da Mota e de Margarida Rosa dos Santos


Raimundo José da Fonseca - Cimo de Vila.

Era meu bisavô materno. Nasceu em 17 de Outubro de 1884 e faleceu em 17 de Novembro de 1929, muito jovem, apenas com 45 anos.

Era filho de António José da Fonseca e de Maria de Oliveira, do lugar do Carvalhal, freguesia de Romariz.

Por sua vez, era neto paterno de Manuel José da Fonseca e de Margarida Rosa de Jesus e neto materno de Manuel Ferreira da Silva e Ana Maria d´Oliveira (todos estes meus tetra-avôs maternos)

Tinha 22 anos quando casou em 9 de Maio de 1907, com Margarida da Conceição (minha bisavó), de 21 anos de idade, filha de António Caetano de Azevedo e de Maria da Conceição, do lugar das Quintães - Guisande.


Raimundo Ferreira Coelho.

Nasceu em 22 de November de 1888. Faleceu em 6 de Maio de 1959 com 70 anos.

Filho de José Ferreira Coelho e de Maria Henriques de Jesus.

Casou em 10 de Fevereiro de 1916 com Maria Rosa da Conceição, filha de Francisco Moreira dos Anjos e de Rosa Maria da Conceição.

De irmãos: Eusébia Henriques de Jesus, Maria Henriques de Jesus, Albina,


Raimundo da Silva - Lama

Nasceu em 25 de Novembro de 1892.

Filho de Maria Joaquina da Silva, viúva de José Pereira da Silva.

Neto maetrno de Manuel Ferreira Coelho de Joaquina da Silva.


Raimundo Lopes - Fornos.

Nasceu em 10 de Junho de 1896.

Filho de António Lopes (pedreiro, natural de Fafião - Romariz) e Maria Rosa de Jesus, rendilheira, de Fornos.

Neto paterno de Bernardino José Lopes e de Ana Maria da Silva.

Neto materno de Manuel José da Mota e de Maria Rosa.


Raimundo José Pinto.

Nasceu em 26 de Fevereiro de 1910.

Filho de Manuel José Pinto, de Canedo, e de Ana Maria dos Santos.

Neto paterno de Manuel José PInto e de Bárbara de Jesus.

Neto materno de José Custódio dos Santos e de Maria de Jesus, da Lama.


Raimundo Franscico da Silva – Casaldaça.

Nasceu em 2 de Janeiro de 1909 e faleceu em 1 de Julho de 1998.

Filho de Manuel Francisco da Silva e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva (de Rossas – Arouca) e de Maria Alves de Almeida.

Neto materno de José Custódio dos Santos e Maria de Jesus (do lugar da Lama).

Irmãos: Américo, Josefina, Ana, Idalina, maria da Conceição, Abel e Cristina.


Raimundo Francisco da Silva - Casaldaça

Nasceu em 29 de Julho de 1910.

Filho de Joaquim Francisco da Silva e de Maria Rosa da Conceição

Neto paterno de João Francisco da Silva e de Maria Joaquina dos Santos

Neto materno de incógnito e de Rosa Margarida dos Santos

Casou em 28 de Novembro de 1942 com Ferreira Baptista, de Lobão.

Era o pai de, entre outros do Valdemar e Américo Baptista da Silva (do Reimão).

Foi ferreiro de profissão e teve oficina em Casaldaça.


Raimundo Ferreira de Almeida - Barrosa

Nasceu em 17 de Novembro de 1911.

Filho de Domingos Ferreira de Almeida e de Joaquina Ferreira Linhares.

Neto paterno de António Joaquim Gomes de Almeida e de Joaquina Antónia de Jesus.

Neto materno de José Gomes der Almeida e de Margarida Ferreira Linhares.


Raimundo Gomes da Conceição - Lama

Nasceu em 15 de Dezembro de 1932

Filho de Bernardino Gomes Henriques e de Maria da Conceição.

Neto paterno de Joaquim Gomes da Conceição e de Ana Rosa.

Neto materno de incógnito e Maria de Jesus.

A sua avó Maria da Conceição era irmã de Maria Rosa da Conceição, mãe de Raimundo Francisco da Silva.


Raimundo Ferreira de Almeida - Barrosa

Nasceu no lugar do Reguengo em 10 de Dezembro de 1952.

Filho de Justino Ferreira de Almeida e de Adelina Rosa de Oliveira.

Neto paterno de Domingos Ferreira de Almeida e Joaquina Ferreira Linhares.

Neto materno de José Barbosa da Silva (do Grilo) e de Ana Rosa de Oliveira.

Casou em Lobão em 13 de Agosto de 1977 com Idalina Fernandes da Conceição (falecida)

De irmãos, entre outros, a Maria Zélia Ferreira de Almeida, que foi sua madrinha de Baptismo, a Eugénia Ferreira de Almeida, o Albino António Ferreira de Almeida e o Fernando Ferreira de Almeida.

Ferreiro de profissão.


Raimundo Cesário de Almeida - Lama

Nasceu em 24 de Novembro de 1956.

Filho de António Ferreira de Almeida e de Maria Adelina de Almeida.

Neto paterno de Raimundo Gomes de Almeida e de Brasilina Ferreira Coelho.

Neto materno de Domingos Ferreira Gomes de Almeida e de Emília Rosa de Jesus.

Casou nas Caldas de S. Jorge em 12 de Dezembro de 1987 com Zélia Maria Correia Pinto.

De irmãos, o Domingos Alcino, António, Maria Adélia, José, Armindo Jorge e Victor Fernando.


Raimundo Gomes de Almeida - Fornos

Filho de Joaquim Gomes de Almeida e de Maria Rosa de Oliveira

Casou com Brasilina Ferreira Coelho, filha de Custódia da Rocha.

Esta Brasilina faleceu em 13 de Abril de 1937 com 33 anos de idade. Quando faleceu, o marido estava ausente em parte incerta no Brasil.

De filhos, uma Maria Adelaide e o António Ferreira de Almeida (Almeida da Lama), este que casou com Maria Adelina de Almeida.


Raimundo Ferreira de Pinho - Fornos

Filho de José de Pinho e de Maria Rosa de Jesus.

Casou com Jerónima de Jesus, de Pigeiros, filha de Bernardo Henriques da Mota e de Luíza Maria de Jesus.

Raimundo Franscico da Silva – Casaldaça.

Nasceu em 2 de Janeiro de 1909 e faleceu em 1 de Julho de 1998.

Filho de Manuel Francisco da Silva e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva (de Mansores – Arouca) e de Maria Alves de Almeida.

Neto materno de José Custódio dos Santos e Maria de Jesus (do lugar da Lama).

Irmãos: Américo, Josefina, Ana, Idalina, maria da Conceição, Abel e Cristina.


Quanto à origem e significado:

As origens e o significado do nome Raimundo remetem à Antiguidade germânica, tendo evoluído através da Idade Média e consolidado a sua presença na Península Ibérica.

Etimologia e Significado

O nome Raimundo deriva do germânico antigo Raginmund (ou Regenmund), composto pela união de dois elementos fundamentais:

Ragin (ou regin): Significa "conselho", "decisão divina" ou "sabedoria".

Mund: Significa "proteção", "defesa" ou "protetor".

Deste modo, o significado etimológico original é "protetor sábio", "aquele que protege através do conselho" ou "conselheiro protetor".

Evolução Histórica e Difusão

Raízes Germânicas: O nome era utilizado por vários povos germânicos, refletindo virtudes militares e de liderança associadas à sabedoria na tomada de decisões e à proteção do clã.

Forma Latina: Com a expansão na Europa medieval, o nome foi adaptado para o latim como Raimundus.

Fixação Ibérica: A introdução e popularização do nome em Portugal e em Espanha ocorreram durante a Idade Média, impulsionadas por trocas dinásticas, ligações nobiliárquicas e pela veneração de figuras religiosas — com destaque para São Raimundo Nonato e São Raimundo de Peñafort.

Variantes e Formas Afins

Espanhol e Italiano: Raimundo (espanhol), Raimondo (italiano).

Francês e Inglês: Raymond.

Alemão: Raimund.

Formas Curtas ou Derivadas: Na península, deu origem a patronímicos e apelidos históricos conhecidos, como Ramires.

Ronaldo e Jesus? Deixem para lá isso!


Já o disse e escrevi: tenho feito um esforço para ignorar o futebol, o clubístico e mesmo o nacional. Não por não gostar, mas porque já não tenho idade para perder tempo e ganhar preocupações e arrelias com algo que não passa de um entretenimento para nós, adeptos, e de um negócio de milhões para os clubes, dirigentes, agentes, jogadores e treinadores. Creio, até, que todos ganham dinheiro com o futebol, menos os adeptos. Afinal de contas, alguém, de uma forma ou outra, tem de pagar os ordenados e as comissões milionárias. Só o tempo que demorei a escrever este bocado de texto, do início até aqui, foi o suficiente para o Ronaldo já ter facturado uns bons milhares.

Em consonância com este meu desligamento,  ainda bem que assim é, porque, por estes dias, vejo que o futebol tem estado no topo das preocupações de quase toda a gente. Com a novela de Cristiano Ronaldo, a selecção e o treinador Jorge Jesus, a imprensa já não fala do problema dos preços dos combustíveis; temas importantes como as guerras, que estão a fazer do mundo uma panela de pressão prestes a explodir, tornam-se secundários, e até a triste política portuguesa tem sido relegada para terceiro plano. Rendas, greves, falta de habitação, tudo é secundário. Até já quase nem se fala do ministro da Administração Interna nem do singular assalto ao gabinete do Chega.

Apetecia-me também escrever longas cartas — abertas e fechadas — a toda essa gente, ao Ronaldo e companhia, para criticar as birras, os egos desmedidos e a falta de senso em admitir que a idade é uma coisa tramada e que acaba por nos retirar capacidades, por mais que nos enganemos a nós próprios com treinos, ginásios, suplementos, vitaminas, cirurgias estéticas, implantes de mamas, de dentes, de cabelo, de lábios, de nádegas, e eu sei lá que mais.

Mas, para além disto, e já me alongo, seria perder tempo, chover no molhado e dar corda a quem já a tem toda. Não há pachorra.

Tanto se me dá que o Ronaldo abandone o futebol e a seleção hoje, amanhã ou daqui a dez anos, que saia pela porta pequena ou pela grande, pela janela ou postigo, levado ao colo, que lhe beijem as mãos, o cu, ou lhe façam uma estátua de ouro e diamantes, ou que lhe reservem um lugar no Panteão. É igual ao litro. 

Ronaldo, Cristiano ou CR7, ficará para a história da bola, indiscutivelmente, da nossa e da mundial, como um futebolista de topo, que se esforçou, trabalhou, bateu recordes e fez dessa profissão um modo de vida que lhe rendeu fama e proveito, tanto dinheiro que jamais conseguirá contar nota a nota durante o tempo de vida que lhe restar.  Tornou-se conhecido no mundo, talvez mais do que os descobridores ou  inventores do fonógrafo, da electricidade, da rádio, da televisão, da penicilina, da fissão nuclear, da máquina a vapor, da esferográfica BIC, da Gilette ou corta-unhas. Alguém que discute como ciência as regras do futebol sabe quem foi Thomas Edison, Alexander Fleming, Alexander Graham Bell, Nikola Tesla, Otto Hahn e Fritz Strassmann? Pois, se fosse o Ronaldo, Messi, Maradona, Eusébio ou o Pélé...

Ronaldo tem tudo: saúde, dinheiro, família, uma esposa que dizem jeitosa, ainda é novo para tudo, mesmo que se engane a si próprio ao pensar que também o é para o futebol. Indiscutivel o seu sucesso e status! Desdizê-lo é como alinhar na teoria de que o homem ainda não pôs os pés na lua ou que as grandes pirâmides de Gizé foram erigidas com a ajuda de extra-terrestres. Mas fazer dele um deus, haja bom senso!

Não obstante, Portugal tem imensos talentos e génios em todas as profissões, nas artes, na cultura, na medicina e na engenharia, mas que não vendam camisolas, carros, perfumes ou champô anti-caspa. Esses serão ilustres desconhecidos. No geral, o país quer é bola e só reconhece quem é da coisa. A arte e a cultura é um pontapé de canto, a ciência é um penalti e a literatura é a lei do off-side. A escrita de Camões, de Eça, de Camilo, de Torga ou Pessoa são preteridas pelo "O Jogo" "Record" ou "A Bola".

Posto isto, que sejam felizes o Ronaldo, o Jesus, o Proença e toda a gente, tanto quanto desejo para mim e para os meus; mas, por favor, desliguem a televisão e não deem importância a esta novela. A vida é mais que isto. Tem coisas bem mais interessantes, tanto para nos preocuparem como para nos alegrarem. Um bom livro, uma poesia, uma ilustração, uma caminhada pela Freita ou um bacalhau ou bife no Zé de Ver.

Do Ronaldo e quejandos, estou cheio! Antes uns enchidos, um bom vinho e um saboroso queijo.

01/10/2026

Harmonia



Avanço sereno

pelo caminho esguio,

onde na sua berma 

toda a erva medra

e reluz a florzinha.


É como um aceno

Da luz no pavio

A luzir na casita erma,

Entre muros de pedra

Onde faz ninho a avezinha.


Que simplicidade,

Meu Deus,

Ver ali poesia:

É felicidade

Aos olhos meus,

Tão plena harmonia.

Já não há Verão

 


A serra despe-se do manto verde

e desnuda-se diante do céu,

toldada numa luz que se desvanece.


No chão,

as folhas mortas,

as pedras ásperas,

são a única riqueza do caminho.


O homem passa, devagar.

Leva no rosto cansado

a mesma sombra das árvores,

a dureza dos penedos pacientes,

o brilho do orvalho matinal.


Há frio nos campos,

há silêncio nos muros,

há uma videira esquecida

ainda presa à esperança.


Tudo cai.


A folha,

o fruto,

o dia,

a vida.


Só a terra permanece,

escura e paciente,

a guardar no ventre

o que há-de nascer.


E talvez viver seja isto:


com as folhas cair

sem deixar de acreditar

na primavera

que há-de vir.

30/09/2026

Contar mortos


No silêncio das noites, sem dormir, impaciente, porque lá fora não se ouve cão a ladrar ou galinheiro a despertar, o Tavares dá por si a fazer um inventário de ausências. Perde-se a contar e a rever os mortos da aldeia, aqueles que desde criança conheceu. Não por uma necrofilia melancólica, mas por um sobressalto da memória: percebe, quase estarrecido, que os nomes gravados no mármore dos seus jazigos e as sombras que habitam a sua lembrança já são em tal número que bastariam para erguer um povoado inteiro.

A sua aldeia sepultada rivaliza agora, em dimensão e pulso, com a aldeia dos vivos. Daria para fundar uma comunidade paralela, uma terra com o seu próprio padeiro, o seu barbeiro, o ferreiro, o calceteiro, o trolha e o pedreiro, as suas mulheres à porta a espreitarem a rua, os seus velhos a discutir as coisas da terra e do gado, no balcão do tasco ou no adro da igreja. Ali estão eles, todos reunidos num silêncio absoluto, a olhar para o lado de cá do muro.

Esta constatação traz consigo uma lucidez desconcertante sobre a perenidade da existência. O Tavares observa a urgência absurda com que nos consumimos diariamente. Discutimos por frações de tempo, exasperamo-nos com prazos falhados, acumulamos invejas, ressentimentos e azedumes, planeamos o próximo ano como se o amanhã fosse um contrato irrevogável assinado com o universo. Vivemos com a ilusão arrogante da eternidade, esbanjando a luz do dia em preocupações insignificantes, enquanto os que partiram nos recordam - em voz baixa - a fragilidade do nosso chão, a efemeridade da nossa existência.

Eles também já tiveram pressa. Também tiveram reuniões adiadas, desavenças por um portelo, um rego foreiro, um muro, partilha de terrenos, noites mal dormidas por dívidas ou caprichos. Hoje, repousam na terra que um dia calcaram com a mesma convicção ingénua com que nós a calcamos agora.

Contar os mortos da aldeia não é um exercício de tristeza, mas um resgate de perspectiva. Diante da vasta aldeia invisível que se ergueu ao seu lado, a vida quotidiana desmascara-se na sua pequenez. Resta-lhe a urgência do que é essencial: olhar para o céu, escutar quem fala connosco, desarmar os rancores e reconhecer hoje que a única verdadeira urgência é saber estar vivo no breve instante em que a luz ainda nos pertence. 

Amanhã pode ser tarde.


[ilustração: adptada por IA]

29/09/2026

Américos em Guisande

Neste apontamento, partilho alguns dados relativos a pessoas com o nome Américo associadas à freguesia de Guisande. Embora possam existir outros registos, estes são aqueles sobre os quais, até ao momento, consegui recolher informação.

Américo Fonseca Gomes de Almeida - Cimo de Vila - Casaldaça

Eu próprio. Nascido na década de 1960. Casado na década de 1980.

Nascido no lugar de Cimo de Vila.

O segundo de oito filhos de António Almes de Almeida e Eugénia Alves da Fonseca.

Neto paterno de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz.

Neto materno de Américo José da Fonseca e Lúcia Alves Moreira.

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Américo José da Fonseca - Cimo de Vila

Meu avô materno e padrinho de baptismo.

Nasceu em 20 de Março de 1919, filho de Raimundo José da Fonseca e de Margarida da Conceição.

Neto paterno de António José da Fonseca (filho de Manuel José da Fonseca e Margarida Rosa de Jesus) do lugar do Carvalhal - Romariz, e de Maria de Oliveira (filha de Manuel Ferreira da Silva e Ana Maria de Oliveira).

Neto materno de António Caetano de Azevedo (filho de Francisco Caetano dos Santos e Ana Joaquina dos Santos) e de Maria Gomes da Conceição.

De irmãos teve o Joaquim, o Alexandrino, o Manuel, o Justino e a Laurinda.

Casou em primeiras núpcias em 5 de Agosto de 1939, com Lúcia Alves Moreira, de Estôze, e depois da morte desta, com Maria Isabel Moreira Barbosa, de Alfena - Ermesinde, de um conhecimento que ali travara em trabalho.

Da primeira esposa teve como filhos, Manuel Alves da Fonseca, José Indes da Fonseca (falecidos), Alcina Alves da Fonseca e Eugénia Alves da Fonseca (minha mãe). Ainda uma falecida em menor, de nome Adelaide.

Da segunda esposa, Maria Isabel, minha madrinha de baptismo, não teve filhos.

Viveu no lugar de Cimo de Vila - Faleceu em Julho de 2001.

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Carlos Américo Lopes Santos - Fornos

Meu afilhado. Nasceu em 197?

Filho de António de Oliveira Santos (meu primo) e Maria da Conceição Alves Lopes, casados em 6 de Fevereiro de 1966. Viveram em Fornos e na Barrosa.

Neto paterno de Manuel dos Santos e Delfina de Oliveira.

Neto materno de Joaquim José Lopes e Maria Alves Cardoso.

Sei que casou e vive há anos pela zona de Setúbal.

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Américo Pereira dos Santos - Casaldaça

Conhecido como Américo da “Labercas”

Nasceu em 21 de Dezembro de 1950.

Filho de Rosa Amélia Pereira dos Santos e de pai incógnito.

Neto materno de Margarida Pereira dos Santos e Manuel da Costa Bento

Foi jogador guarda-redes do Guizande Futebol Clube.

Casou na freguesia do Souto em 15 de Janeiro de 1978 com Elisa Alves da Cunha.

Ficou viúvo e voltou a casar em Cucujães em 12 de Abril de 1986 com Maria Isabel Pinho Brandão.

Esteve e emigrado em França e de há anos vive em Cucujães - Oliveira de Azeméis.

De irmãos de mãe, conheço o Abel, que casou em vive por Canedo, o João, que casou e viveu na Teixugueira, já falecido, e ainda a Maria da Conceição que casou com Domingos Pereira da Mota e viviam em Duas Igrejas – Romariz.

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Américo Baptista da Silva – Casaldaça

Conhecido como Américo do Reimão.

Nasceu em 28 de Agosto de 1944.

Filho de Raimundo Francisco da Silva e Maria Ferreira Baptista, esta de Lobão.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva (de Mansores – Arouca) e Maria Rosa da Conceição.

Casou em 17 de Abril de 1971 com Margarida Ferreira da Mota (já falecida).

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Américo Paulo Ferreira Baptista – Casaldaça

Nasceu em 8 de Fevereiro de 1972.

Filho de Américo Baptista da Silva e Margarida Ferreira da Mota.

Neto paterno de Raimundo Francisco da Silva e Maria Ferreira Baptista

Neto materno de António Ferreira da Mota e Maria Alves da Mota.

Casou com a Marília. De irmãos, o Laurentino, o Licínio e Carla Maria (falecida).

Está emigrado na Suiça mas com habitação em Casaldaça.

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Américo Ferreira da Conceição - Casaldaça.

Nasceu em 27 de Fevereiro de 1948.

É um dos filhos de Mamede da Conceição e Elvira Ferreira dos Santos. Outros irmãos, o Armando, o Miguel e o David.

Neto paterno de Manuel Pereira de Oliveira e de Rita Joaquina de Jesus.

Neto materno de Manuel Ferreira Coelho (regedor) e de Maria dos Santos.

Casou o Américo em Lobão com a Deolinda de Sousa Marques. Vivem no Casal – Gião.

Figura muito conhecida por durante mais de 25 anos ter explorado o estabelecimento “O Meu café” em casaldaça – mítico ponto de encontro e convício sobretudo pelas décadas de 1980 e seguinte.

Foi ainda presidente da Direcção do Guizande F.C. na época 1980/1981.

Américo Pedrosa das Neves – Casaldaça

Era conhecido pela alcunha de Américo do Credo, alcunha que se transmitiu aos filhos.

Nasceu em 27 de Novembro de 1906. Faleceu em S. João da Madeira em 19 de Maio de 1992.

Filho de António Oliveira Neves e Margarida Pedrosa das Neves.

Casou em 23 de Novembro de 1933 com Ermelinda Ferreira da Conceição, filha de Manuel António da Mota e Eusébia Henriques de Jesus.

De filhos, o Américo, a Maria das Ascenção (que casou com o Custódio Alves dos Santos), a Irene, o Joaquim, a Alcina, a Madalena e a Arminda.


Américo Neves – Casaldaça

Nasceu em 2 de Setembro de 1947.

Casou em 8 de Dezembro de 1974 com Margarida Cândida Sequeira Pinto. Têm uma filha, a Liliana Pinto Neves.

Filho de Américo Pedrosa das Neves e Ermelinda Ferreira da Conceição.

Vive por Vila Nova de Gaia.

Américo Custódio Gonçalves - Estôze

Nasceu em 6 de Dezembro de 1889

Filho de José Custódio Gonçalves e Rosa Maria de Jesus (da Mota).

Neto paterno de Custódio Gonçalves (de Duas Igrejas) e Maria Rosa de Jesus (de Estôze.

Neto materno de Manuel Alves da Mota e Micaela Rosa de Jesus.

Casou em 12 de Dezembro de 1938 com Bebiana Gonçalves Pinto de Almeida, de Milheirós de Poiares.

De filhos, a Elvira, Joaquim, Eduardo e Maria da Anunciação.


Américo das Neves Fonseca – Fornos

Nasceu em 26 de Janeiro de 1938.

Filho de meu tio materno Manuel José da Fonseca e Ermelinda Pedrosa das Neves.

Neto paterno de Raimundo José da Fonseca e Margarida da Conceição.

Neto materno de António de Oliveira Neves e Margarida Pedrosa de Jesus.

Casou em Cantanhede em 17 de Agosto de 1948 com Maria Helena Marques.


Américo Francisco da Silva – Casaldaça

Nasceu em 12 de Agosto de 1907. Faleceu em 17 de Novembro de 1985.

Filho de Manuel Francisco da Silva (de Chave - Arouca) e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva e de Maria Alves de Almeida.

Neto materno de José Custódio dos Santos e Maria de Jesus (do lugar da Lama).

Casou em 21 de Março de 1942 com Gracelina Alves Moreira (esta irmã da minha avó materna).


Américo Moreira da Silva – Casaldaça

Nasceu em 26 de Maio de 1944.

Filho de Américo Francisco da Silva e Gracelina Alves Moreira.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto materno de Manuel Francisco Alves Júnior e Rosa Moreira dos Santos.

Casou em França, em 2 de Março de 1974 com Maria Ernestina Sá Santos.


Américo Dias de Paiva – Casaldaça

Nasceu em 21 de Agosto de 1915.

Filho de Francisco Dias de Paiva e Margarida Augusta da Conceição.

Neto paterno de Jerónimo de Paiva (de Louredo) e de Maria Teresa de Oliveira (de S. Jorge). Era neto materno de António de Pinho e de Maria de Jesus (de Guisande).

Teve muitos irmãos, como o António, Miquelina, Rufino, José (primeiro de nome), José (segundo de nome), Joaquim (o Pisco), Bernardo, Manuel, Rosária e Alberto.


Américo Marques de Paiva - Gândara

Naceu em 25 de Outubro de 1918. Faleceu bebé em 14 de Agosto de 1919.

Filho de José Marques de Paiva e Alice Nicolina Gomes.

Neto paterno de António Marques de Paiva e Hoaquina Rosa de Jesus.

Neto materno de Tomázia Gomes de Oliveira.


Américo Caetano dos Santos – Casaldaça.

De momento não pesquisei dados adicionais.

Terá nascido pelo final do séc. XIX.


Américo Francisco de Almeida

De momento não pesquisei dados adicionais.


Américo Ferreira Fernandes - Fornos

Seria de Mansores – Arouca e vivia no lugar do Fronos pela década de 1950.

Filho de Manuel Joaquim Fernandes e Francelina Ferreira.

Era casado com Arminda Rosa Moreira.


Américo José Alves da Silva - Reguengo

Nascido em 1967.

Filho de Diamantino Alberto Alves da Silva e Eva da Silva.

Neto paterno de Manuel Alves da Silva e Maria Amélia de Oliveira.

Neto materno de José Pereira da Silva, de Vila Maior, e Albertina da Silva Ribeiro, de Canedo

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Américo Augusto da Conceição – Quintães.

Seria natural de Romariz mas casou em Guisande com Alexandrina da Conceição (a Pazada), do lugar das Quintães. Esta era filha de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição. Era irmã da minha bisavó materna, Margarida da Conceição.

Era filho de José Maria e de Carolina Augusta da Conceição.


Américo Eugénio Gomes da Silva – Outeiro

Nasceu em 197?

Filho de António Ribeiro da Silva (António do Canto) e Maria Idília Gomes de Pinho

Irmão de Custódio Carlos, Maria do Carmo, Maria de Fátima e Alda Maria.

Solteiro, vive no lugar do Outeiro.


Américo Ferreira Vendas – Quintães

Nasceu em 196?

Natural de Lobão.

Casou em Guisande com Maria Madalena de Bastos Monteiro.

Na década de 1980 foi jogador do Guisande Futebol Clube na posição de avançado.


Américo Alves da Mota – Fornos

Nasceu em 14 de Maio de 1936.

Filho de Jerónimo Alves da Mota e Felismina Rosa de Oliveira.

Neto paterno de Jerónimo Alves da Mota e Rita Henriques da Silva.

Neto materno de Rufino Pinto Leal e Maria Rosa de Oliveira.

Casou em Romariz, em 18 de Janeiro de 1964 com Maria Belíssima de Jesus.


Américo Pinto dos Santos - Fornos

Nasceu em 24 de Janeiro de 1914.

Filho de Jerónimo dos Santos e Amélia Maria de Oliveira.

Neto paterno de José Caetano dos Santps e Maria de Jesus.

Neto materno de António Caetano Pinto e Maria Joaquina de Oliveira.

Casou em 8 de Agosto de 1974 com Maria Angelina Oliveira Gomes. Com a esposa foram os doadores do terreno do campo de futebol no Reguengo.

De entre outros, era irmão da Cristina, que foi casada com o Hoaquim do Coelho, do Delfim e do Manuel, este que foi regedor em Guisande.


Américo Pereira da Silva - Fornos

Nasceu em 30 de Novembro de 1917.

Filho de Manuel Pereira da Silva e Bernardina Pereira de Jesus.

Neto paterno de José Pereira da Silva e Maria Joaquina da Silva

Neto materno de António Alves da Mota e Custódia Pereira dos Santos.

Ficou conhecido como "O Grande de Fornos", afamado matador de porcos, tal omo o seu irmão Dominhos (Ti Domingos do Repolho), este que viveu em Cimo de Vila.


Américo Ferreira Coelho - Fornos

Nasceu em 28 de Novembro de 1888.

Filho de António Ferreira Coelho (professor primário) e Maria Francisca da Silva.

Neto paterno de Joaquim ferreira Coelho e Maria Joaquina de Jesus.

Neto materno de António Ferreira Pinto (de Canedinho-Gião) e Francisca Joaquina da Silva.

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Quanto à origem e significado:

O nome Américo deriva do germânico antigo Amalrich, composto por dois elementos principais: Amal: Significa "trabalho", "esforço", "atividade" ou, num sentido mais nobre, "coragem" e "perseverança" (associado também à dinastia ostrogoda dos Amalos). Rich: Significa "príncipe", "senhor", "poderoso" ou "governante". Assim, o significado etimológico original é "o príncipe trabalhador", "governante enérgico" ou "poderoso pela sua atividade e coragem". Evolução Histórica: Origem Germânica e Nórdica: O nome surgiu entre os povos germânicos e difundiu-se na Europa medieval sob variantes como Amalric e Aymeric. Forma Latina e Italiana: Na Idade Média, o nome foi latinizado para Americus. Foi através desta forma que se fixou na península Itálica como Amerigo. A Rotação Geográfica (América): O navegador italiano Américo Vespúcio (Amerigo Vespucci) popularizou mundialmente o nome na viragem do século XV para o século XVI. Os cartógrafos alemães Martin Waldseemüller e Matthias Ringmann utilizaram o seu primeiro nome para batizar o Novo Mundo como "América" no mapa-múndi de 1507, considerando-o o descobridor do continente. Variantes e Difusão: Variantes em outras línguas: Amerigo (italiano), Aymeric ou Emeric (francês), Emerich (alemão), Emmerich (húngaro). Uso em Portugal e no Brasil: O nome consolidou-se na língua portuguesa através da herança latina e ibérica, mantendo um uso tradicional e sóbrio.

28/09/2026

Clarificação dos limites da freguesia de Guisande

Na próxima Quarta-Feira, dia 30 de Setembro, pelas 20:30 horas, vai reunir a Assembleia de Freguesia de Guisande.

Entre os pontos habituais de aprovação da acta anterior, informação sobre as actividades da Junta de Freguesia e situação financeira, o ponto 3 prevê a apreciação, discussão e votação de moção sobre as conclusões do estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Assembleia, acerca dos limites da freguesia de Guisande.

A Assembleia de Freguesia indicou o meu nome para fazer parte do grupo de trabalho para elaborar o relatório e recomendações que agora vão a apreciação.

Confesso que era minha vontade não fazer parte, e a quem me convidou com antecedência, tinha manifestado a intenção de não participar. Não obstante, o meu nome lá foi apresentado e escolhido.

Apesar desta situação, que não desejava, pela consideração que tenho pela Assembleia e por todos os seus membros, entendi não desconsiderar e lá acedi a apresentar ao grupo a versão do relatório segundo o meu entendimento da situação quanto à clarificação dos limites de freguesia em alguns pontos.

Repito, é o meu entendimento e do que resulta dos meus conhecimentos. Não tem de ser a versão oficial. Outros, mesmo que fora do grupo de trabalho, poderão ter outras opiniões e dados e factos que desconheço.

A minha reserva em aceitar, decorre precisamente de saber que nestas coisas nem sempre há concensos e tantas vezes se tiram conclusões erradas, precipitadas e com base apenas em percepções e achismos. Além do mais já tenho "dado para certos peditórios", com boa vontade e amor à causa, e por vezes a paga tem sido alguma desconsideração. Daí que, tantas vezes, seja melhor ficar de fora. Adiante!

Por conseguinte, serve este apontamento para dizer que é o meu simples contributo e apenas isso. Se virá ou não a ser considerado bem como a partir dele adoptadas as recomendações, é assunto que já me escapará.

Apesar disso, acho que, de modo particular quanto à situação com a freguesia de Caldas de S. Jorge, na zona do lugar de Azevedo, alguma coisa deve ser feita para chamar "o seu a seu dono", mesmo que em versão minimalista face aos limites históricos, mesmo que por mais transtornos que possam causar a alguns. Reclamar e tomar posse do que é nosso não deve ser encarado como coisa menor. Pelo contrário, dar sinais opostos, de ambiguidade, cedência e algum laxismo, é que não ajuda.