" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

12/07/2026

Paróquia com novo ciclo


As comunidades paroquiais de Guisande, Pigeiros e Caldas de S. Jorge, foram, neste fim e princípio de semana, confrontadas com a triste e inesperada notícia da decisão do Bispo do Porto em mudar o seu pároco Pe. António Jorge para outra comunidade inter-paroquial (três paróquias de Paços de Ferreira). 

Tal como tive a oportunidade de expressar o meu sentimento em relação a essa decisão, na reunião de Quinta-Feira, 9 de Julho, em que o pároco deu a conhecer a sua partida aos elementos dos conselhos pastorais paroquiais, pessoalmente senti um “murro no estômago”,  triste e decepcionado, porque num contexto e tempo em que tal não era previsível de todo, depois de um período de aprendizagem e conhecimento mútuos, com as comunidades por si e em conjunto, já a dar frutos. No geral, sentia-se uma saudável e interessada união entre as comunidades e o pároco e este já a conhecer relativamente bem as suas ovelhas e características próprias. 

É certo que todos sabemos e procuramos compreender o problema estrutural que é a insuficiência de sacerdotes, e que tal panorama tenderá a agravar-se nos próximos anos, mas estas decisões e mudanças sem aparentes motivos, levam ao desânimo das comunidades, a constantes recomeços nas suas dinâmicas. Se bem repararmos, nestas decisões de mudanças de pároco, muitas vezes trocando apenas as peças, as comunidades nunca são tidas nem achadas e ficam sempre do lado de fora. O que pensam e qual o seu sentimento, são coisas que parecem não preocupar o Bispo. Soam, pois, a falso, certos discursos da hierarquia da Igreja e das Dioceses numa tentativa de mais envolvimento das comunidades e dos leigos, incluindo a tão falada sinodalidade, porque depois, na prática, são tomadas estas decisões unilaterais, incompreensíveis e injustificadas, a quebrar ritmos e crescimento.

Por conseguinte, confrontados com estas decisões e mudanças, e sem sabermos o que nos espera, por melhores que sejam as referências a quem virá como substituto, todos nós temos diferentes formas de encarar e lidar com elas. Uns, verão o copo meio cheio, outros, meio vazio, ou seja, com mais ou menos optimismo e pessimismo, aceitação e decepção, outros, também é certo, com indiferença.

No meu caso, e nestas coisas cada um tem o seu sentimento, esforço-me em procurar compreender ambos os lados, bem como as dificuldades da Diocese e do Bispo mas não fico impedido de ficar profundamente decepcionado, porque neste caso em concreto, nada, vezes nada, parece-me justificar a saída do Pe. António Jorge, porque com as comunidades em harmonia e cooperação e já a frutificarem mesmo ao nível da inter-paroquialidade, mesmo que, é certo, ainda com caminho para fazer.

Quando o Bispo não tem em conta nem em consideração os paroquianos, mudando as peças do xadrez em lances incompreensíveis, também não pode esperar dos mesmos uma compreensão cega.

Posto isto, espero, de facto, que o novo pároco seja bem acolhido, que seja capaz de entender e compreender as particularidades de cada uma das paróquias, que queira retomar o que de positivo já foi construído, que não desvalorize nada, que não haja uma perda de qualidade e regularidade dos serviços, nomeadamente nas celebração nas festividades, Sábados e Domingos, mas por minha parte pretendo passar a ser apenas uma ovelha sem compromissos, atenta mas discreta.

Cada um, por si, terá o entendimento que quiser. Por mim, considero que se fechará um ciclo e começará outro. Como no Estado, um novo governo exige novos ministros. 

Ao Pe. António, que aprendi a respeitar e a valorizar pelo seu rigor nos serviços e organização, fica o meu agradecimento pessoal, pela confiança em mim depositada em algumas tarefas que me incumbiu de colaborar, e faço votos sinceros que seja capaz de enfrentar com ânimo um novo recomeço pastoral e que também ali, nas suas novas paróquias, seja aceite e valorizado e tenha um trabalho profícuo, pastoral, espiritual e social.

 Ficará, certamente, na boa memória da maior parte de nós, mesmo que numa vivência que foi curta. Obrigado. Pe. António!

10/07/2026

Datas e enterramentos

 


Com a data de 4 de Outubro de 2010, em artigo publicado no jornal "Terras da Feira", o correspondente Sr, Mário Baptista, aborda algumas datas relacionadas à nossa igreja matriz e interroga se 1910, foi mesmo o ano de construção do cemitério paroquial e se antes disso onde eram enterrados os mortos, se dentro da igreja ou se no adro?

De facto, o cemitério foi realizado em 1808/1909 e concluído por 1910. Antes disso os enterramentos era feitos no adro envolvente à igreja matriz e desde que os sepultamentos foram proibidos no interior da igreja, o que aconteceu por decreto do governo liberal em 1835.

Do que consegui pesquisar, o primeiro enterro no adro aconteceu em 2 de Agosto de 1833, por isso até antes da lei, de um José Jacinto, de 46 anos do lugar da Leira. Foi sepultado em frente da cruz que estava junto à porta-travessa do lado norte.

Apesar disso, posteriormente ainda encontrei alguns enterramentos dentro da igreja, especialmente de crianças, mas a partir de 1837 começaram a generalizar-se no adro, até porque as autoridades agiam sobre os párocos que não cumprissem as determinações legais.

Perante o incumprimento generalizado do decreto de 1835, uma vez que a população e o clero resistiam à mudança por motivos de tradição religiosa e estatuto social, o governo de António Bernardo da Costa Cabral reforçou a proibição com novas penalizações e regulamentos sanitários através da Lei de 28 de novembro de 1845.

Por conseguinte, em Guisande, os enterramentos no adro da igreja decorreram durante quase 70 anos. É pois, tal como o cemitério, solo sagrado.

09/07/2026

Reunião do Conselho Pastoral Inter-Paroquial

Hoje, pelas 21:00 horas, no Salão Paroquial das Caldas de S. Jorge, reunião inter-paroquial com os elementos delegados dos diferentes grupos e movimentos no Conselho Pastoral. ´

Na ordem de trabalhos, a preparação da agenda do próximo ano pastoral e uma importante comunicação do pároco Pe. António Jorge.

Causas perdidas...

 


No melhor pano...

 


A Comissão da Festa do Viso para esta edição de 2026, é malta do melhor, dedicada e incansável nas diversas situações de angariação de fundos e será certamente assim até ao final da festividade.

Apesar disso, pessoalmente lamento que não tivesse alguma sensibilidade ou atenção no modo como fez ou mandou fazer o cartaz oficial da festa. Não discutindo a composição gráfica (porque gostaremos ou não), não posso deixar de lamentar a falha crassa da omissão da referência à freguesia. De facto, GUISANDE deveria constar e em letra destacada.  

A imagem de Nossa Senhora da Boa Fortuna usada é discreta, apenas em rosto e em menor tamanho que o artista pimba José Malhoa. Há valores e princípios que não deveriam ser trocados ou beliscados. Por outro lado, num pecado que não é inédito, volta a usar-se uma figura de Santo António que não corresponde às imagens existentes na capela ou na igreja. Continua a repetir-se esta falha. Esperemos que não aconteça o mesmo nas pagelas.

Um cartaz deveria ser sempre muito cuidado, sobretudo nos elementos que se consideram obrigatórios e identitários, como a imagem dos santos a quem se dedica a festa bem como o nome da freguesia. Mesmo a capela poderia constar.

Posto isto, e quanto ao programa, parecendo modesto, será o possível para os nossos recursos. Apenas de destacar que o Rancho Regional da Vila de Lobão, sem beliscar a sua qualidade, parece ter contrato vitalício com a nossa festa pois tem sido recorrente (em 2022, 2023, 2024 e agora em 2026). Creio que, dentro do possível, devia-se dar atenção à diversidade e por isso contratar com frequência um mesmo grupo não parece ser a melhor opção. De resto, o que não faltam é outros ranchos, mesmo ao perto.

Em resumo, nada belisca o trabalho e dedicação da Comissão de Festas, mas é pena que certos pormenores sejam deixados ao acaso ou à falta de sensibilidade. Não havia necessidade.

08/07/2026

Espaço de referência

É certo que nem sempre de forma regular — por vezes com números mais modestos —, mas este espaço regista, com frequência, entre 1.000 e 2.000 visualizações diárias. Pode parecer um valor modesto, mas é, na verdade, bastante significativo para uma página dedicada a assuntos de âmbito local e que publica conteúdos que nem sempre encontram divulgação noutras plataformas. É igualmente um espaço que não encontra paralelo na quase totalidade das freguesias do nosso concelho.

Com base nestes indicadores, a que se juntam os muitos sinais de reconhecimento que vou recebendo por outras vias, creio que este se tornou, de facto, um espaço de referência para a nossa comunidade, tanto para quem vive na freguesia como para os nossos emigrantes porque uma forma de acompanhar grande parte do que vai acontecendo na nossa terra nas suas diferentes vertentes.

Naturalmente, nem tudo é aqui publicado. Importa reconhecer que este espaço não tem a responsabilidade nem a obrigação de funcionar como um jornal diário, dando conta de tudo o que acontece. Em alguns casos, porque determinados assuntos são considerados pouco relevantes ou de reduzido interesse geral; noutros, simplesmente por falta de tempo.

Seja como for, os números demonstram que este espaço mantém um nível de visitas bastante expressivo, revelando que há muitas pessoas interessadas em acompanhar a actualidade da freguesia e em manter viva a ligação à nossa comunidade. É quase um serviço público, diria, e alguns dizem-mo pessoalmente. Mesmo quem o não diz, talvez por inveja, reconhece-o.

Olhares - Merdopontos - E não saímos disto

 


Não há volta a dar. Lixo, lixo, mais lixo. Aqui, na Leira, também nos outros locais de ecopontos que mais não são que merdopontos. 

Quando a falta de civismo de gente badalhoca se junta à incapacidade, insuficiência ou inoperância do sistema de recolha, dá nisto. Durante dias, por vezes continuando nos fins de semana. Algo tem de ser feito. O quê e como? Que o decida e faça quem tem responsabilidades.