02/02/2026

Nota de falecimento - Maria Alice da Silva


Faleceu Maria Alice da Silva, de 88 anos de idade. Nasceu em 30 de Abril de 1937.

Conhecida como "Alice do Neto", era natural da Barrosa - Guisande, e encontrava-se há bastantes anos no Lar em S. Paio de Oleiros. Tardiamente viveu durante alguns anos com José Correia, na Rua Jardim de Infância, lugar de Fornos, sendo que de tal união não houve filhos.

As cerimónias fúnebres serão amanhã, Terça-Feira, 3 de Fevereiro de 2026, com funeral pelas 11:00 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7.º Dia na próxima Sexta-Feira, 6 de Fevereiro, pelas 18:30 horas na igreja matriz de Guisande.

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que descanse em paz!

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A Maria Alice era filha de Delfim Alves da Silva e de Amélia da Conceição. Tem uma irmã, ainda viva, a Maria Angelina, nascida em 7 de Novembro de 1938, viúva de Manuel Ferreira Linhares, este que faleceu em Maio de 2020. 

A Maria Alice era neta paterna de António Alves da Silva e de Margarida Rosa de Jesus, esta de Duas Igrejas. Era neta materna de Joaquim Alves Santiago e de Maria Joaquina da Conceição.

Era bisneta pelo lado paterno de Manuel Alves da Silva e de Maria Jesus Soares, esta de Fiães, e de António Ferreira de Passos e de Rosa Maria de Jesus, de Duas Igrejas.

23/01/2026

Um exagero exagerado

Anda tudo extremado! Não é novidade! Também a eleição presidencial, agora resumida a dois candidatos, parece-me que está nesse caminho, muito por responsabilidade da comunicação social que já não conhece a ética, deontologia e isenção, valores do verdadeiro jornalismo. Mas este há muito que está defunto.

Também eu me considero moderado e a votar no próximo dia 8 de Fevereiro será, sem hesitações, em quem me parece como tal. Mas daí a colocar-se a questão como de uma luta ou batalha em que está em causa a democracia, só porque com duas personalidades com diferentes pontos de vista e posicionamentos, é exageradamente exagerado. Desde logo porque estamos nela, na democracia, e a eleição será democrática e os eleitores é que decidirão. Ou não queremos que sejam os eleitores a decidir?. Afinal a democracia não é isso? Respeitar a decisão da maioria do povo, mesmo que contrária às nossas posições e a favor de candidatos ou partidos com quem não alinhamos? Ou somos ou não somos.  

Não obstante, se atentarmos em países onde nos últimos anos têm vencido candidatos e partidos conotados com a direita mais extremada, nem a democracia deixou de existir  nem as economias têm recuado, até antes pelo contrário. Veja-se o caso da Itália e Argentina.

Por conseguinte, no que se refere aos efeitos destas presidenciais, não venham com histórias de diabos e papões. A nossa democracia é adulta, mesmo que com intervenientes acriançados e medíocres. Tem regras, tem mecanismos, tem bases sólidas que a garantem. O povo, no geral, ainda consegue saber o que quer. Se, de algum modo, parece juntar-se a quem se extrema, é tão somente porque está descrente nas soluções que se perpetuam há 50 anos.

Mesmo que o suposto papão André Ventura vença, o que será difícil mas não impossível, daqui a umas semanas estará a jurar defender e fazer cumprir a Constituição, mesmo que deseje a sua alteração. Eu próprio a considero caduca em alguns pontos, e nem é de surpreender, pois passaram já 50 anos sobre a sua implementação e de lá para cá o mundo e a sociedade deram muitas voltas. Em vários aspectos é a nossa Constituição de matriz revolucionária e por isso caduca nalgumas questões. Mas isso são outras contas e cabe ao ao povo e aos partidos legitimados pelos votos a decidirem essas questões dentro das regras democráticas. Nem mais nem menos.

Respeite-se, pois, mesmo que a contragosto, o resultado da eleição que se avizinha. Não vejo, de todo, que no actual quadro a democracia esteja em perigo, porque a democracia é a livre escolha e, mesmo que pobre, há escolha. 

Para além de tudo, convenhamos, o cargo em eleição, é pouco mais que decorativo, bem diferente dos regimes presidencialistas como a França e Estados Unidos. Até acho que Ventura, na redoma de presidente ficará  limitado na sua acção face à que tem enquanto deputado e líder de um partido. Ali fará mesnos estragos, parece-me.

Em todo o caso, espanta que os nossos habituais acérrimos defensores desta democracia muito particular, tão preocupados com o futuro da nossa democracia caseira,a propósito de uma eleição livre e democrática, não se imponham nem se manifestem no que se passa na Rússia, Venezuela, Coreia do Norte, China, etc. Aparentemente, para os paladinos lusos da democracia, nesses países tudo funciona dentro das boas regras da democracia, direitos, liberdades e garantias. Nada que lhes tire o sono.

Viva a democracia, mas também o bom senso!

Rabiscos - Rua de Estôze

 


21/01/2026

Rabiscos - Escola Primária do Viso - Anos 60

 


A escola primária do Viso, conforme aspecto na década de 1960. De lá para cá foi mudando, na sua configuração, nomeadamente ao nível do telhado, mas sobretudo por ter sido esvaziada da sua função de estabelecimento de ensino. 
Do mal o menos, foi integrada no Centro Cívico no contexto do Centro Social S. Mamede de Guisande.

19/01/2026

Nota de falecimento - Joaquim Mário Alves

 


Faleceu Joaquim Mário Alves, de 49 anos. Natural de Guisande, do lugar do Outeiro, filho de Joaquim Alves e Ermelinda da Conceição Alves. Vivia no lugar do Lago - Caldas de S. Jorge.

Cerimónias fúnebres em Lobão, conforme os horários na pagela abaixo.

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que descanse em paz!



Nacionalmente sem surpresas

 


Nacionamente sem surpresas esta eleição presidencial. Mesmo que um pouco, por constatar que em Guisande, André Ventura vale tanto, e em Lobão,  Louredo e Canedo, ainda mais. Mas é o que é e decidem os eleitores.

Nacionalmente, dizia, tudo dentro do previsível, mesmo a insignificância eleitoral de uma esquerda radical desfazada da realidade, que não acerta o rumo face aos desaires e hecatombes sucessivas em anteriores actos eleitorais, que mesmo falando afanosamente em nome dos trabalhadores, da classe operária, da defesa da democracia e da constituição, o mesmo povo, na hora de votar, remete-os à insignificância eleitoral e política.  Muitos dos valores que apregoam, também eu os defendo e considero. O mal, creio, estará na ortodoxia ideológica e na forma enviesada como os defendem.

Tudo expectável, pois, até mesmo na constatação de um candidato de um partido do sistema valer menos que um bobo da corte e de um candidato que teve menos votos que as as assinaturas que  o validaram como tal, numa demonstração de que, como alguém já escreveu "... a legislação que rege as candidaturas está esclerosada e não serve a democracia nem os portugueses. Uma eleição para o primeiro representante da República, único eleito por sufrágio universal, directo e presencial, não pode ser um concurso de feira para palhaços."

No resto, não acredito que a próxima eleição seja entre a esquerda e a direita. Se fosse, André Ventura já estava eleito. Mas não! Parece-me, será sobretudo entre o radicalismo e a moderação e bom senso. Quando muito, entre as alas mais à esquerda ou à direita do tradicional eleitorado da AD. 

Seja como for, com mais ou menos moralismos, decidirá, como sempre, bem ou mal, o povo. Para além disso, convenhamos, o presidente da república será sempre uma figura menor, pouco mais que um corta-fitas, agindo com mais ou menos discrição, mais  ou menos bom senso, o comum e o político. 

Não obstante, reconheço que, para muitos eleitores, mais moderados, será uma tentação em votar em André Ventura no sentido de remetê-lo a um papel secundário, que é sempre o de presidente da república, assim esvaziando, em muito, o papel do Chega no plano legislativo. Ventura  quer e almeja o poder, não a representação a que se resume o cargo do mais alto magistrado da nação.

A ver vamos o que nos reservará o dia 8 de Fevereiro.!

18/01/2026

Festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião

 


Cumpriu-se hoje o voto expresso pela paróquia de S. Mamede de Guisande em 1918. Assim, teve lugar a festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião, com inicío pelas 9:00 horas, com concentração na capela do Viso, seguindo-se a procissão até à igreja matriz onde de seguida decorreu a Eucaristia solene.



 Uma palavra de apreço a todos quantos colaboraram para a dignificação do cumprimento deste secular voto à intercessão de Nossa Senhora das Dores e do Mártir S. Sebastião.

Foi em 13 de Outubro de 1918 que a nossa comunidade, alarmada com o flagelo da peste que assolava a região e a freguesia, bem como a guerra que decorria na Europa, decidiram, o pároco Pe. Abel Alves de Pinho e o povo, fazer um voto ao mártir e a Nossa Senhora das Dores, para nos livrarem de tais males.

Assim foi lavrado o voto que consistia em guardar o dia 20 de Janeiro e fazer nesse dia uma festa religiosa só dentro da Igreja, com missa cantada. À tarde far-se-ia a exposição do Santíssimo. Se por qualquer circunstância a festa não pudesse realizar-se no próprio dia 20 de Janeiro seria no Domingo seguinte.

O povo devia confessar-se na véspera e comungar nesse dia. Antes da missa devia-se fazer a procissão da capela do Viso à Igreja e rezando no percurso a coroa das dores e a ladainha. Tal procissão nunca poderia ter música a acompanhar.

O voto deveria ser recomendado cumprir aos vindouros.

Assinaram o voto um conjunto de várias pessoas devotas, concretamente 38, sendo delas 5 mulheres. No grupo de pessoas que assinaram o voto, está lá o meu avô paterno, Joaquim Gomes de Almeida.

É certo quer alguns aspectos do voto, como o caso do dia, foram sendo alterados ou adaptados, mas no essencial a paróquia continua fiel no cumprimento do voto assinado pelos nossos antepassados.