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23 de novembro de 2020

Vendedores de supositórios

Começa a não haver paciência para certas façanhas e recorrentes "chover no molhado". Deve ser da idade. Talvez por isso, declarações ao país tanto pelo presidente Marcelo Sousa como pelo primeiro ministro António Costa, merecem-me a mesma consideração que os intervalos publicitários para venda de Calcitrim ou Mangostão +. Muda-se de canal quanto mais rápido melhor. 

Nada contra as pessoas em causa, mas apenas por uma questão de higiene mental, tanto mais nestes tempos em que não convém de todo ficar doente.

 

5 de novembro de 2020

Os Chicos espertos e os Betos burros

O Chico e Xica são um casal remediado mas feliz. Os filhos são a pinta dos pais. Não trabalham, vivem de apoios sociais, de cabazes de Páscoas e  Natais, de cursos e formações (estão quase doutores) e de expedientes que lhe permitem um contacto regular com a GNR (sem sequências e consequências), têm habitação do Estado, pagam uma renda simbólica, quando pagam, têm benefícios nas contas da água, gás e electricidade, que pagam quando pagam. Estão nos escalões inferiores de tudo quanto é para pagar e nos máximos de quanto é para beneficiar.

Vão à tasca todos os dias, tomam pequeno almoço, e todas as demais refeições. Em resumo, não são ricos mas remediavelmente remediados.

Já o Beto e Berta, trabalham, pagam impostos, pagam um IMI semestral que dá para pagar a renda de dois anos do Chico e da Xica, pagam a creche, a prestação do crédito à habitação, com altos juros e pagam pela medida grande tudo quanto seja taxa. Viram-se e reviram-se para poder fazer face a estas despesas só porque cometeram a asneira de quererem viver do seu trabalho e suor e ter algo a que chamar seu, no que modernamente se diz, empreendedores

Em resumo, cada vez mais nas contas deste nosso querido Portugal, os Chicos e as Xicas são os espertos da equação e já os Betos e as Bertas, burros, trabalham, pois claro, para ajudar os Chicos e as Xicas. 

Chamam a isto Estado Social, em que o Governo cada vez mais tira aos Betos para dar aos Chicos. O problema do país será quando os Betos e as Bertas perceberem que não os podendo vencer, decidam ou sejam forçados a juntarem-se aos Chicos e Xicas. Então, teremos um país perfeito, todo povoado por Chicos, os espertos.

15 de outubro de 2020

Ó Costa, o crime ainda compensa


Já todos percebemos que o Governo se prepara para obter receitas extraordinárias, algumas delas com a aplicação de multas de trânsito e coimas decorrentes da pandemia. Só nas multas de trânsito, Costa e os seus acólitos preveem para 2021 um aumento de 5500% em relação a 2020.

Já percebemos que o Governo se prepara igualmente para lançar para o cano de esgoto o direito da privacidade, defesa e protecção de dados, ao pretender obrigar os cidadãos a instalar uma aplicação que lhes vigia os passos bem como a obrigar as autoridades a consultarem os dados e a terem acesso ao telemóvel e daí aplicar coimas pesadas caso não se mostrem "cumpridores". Apesar do entendimento negativo da Comissão Nacional de Protecção de Dados, a coisa pode vir  mesmo a avançar. Para já vão dizendo que "é uma tentativa". Veremos ate onde vai a tentação.

Tudo isto parece surreal, digno de um grande Big Brother, não da TVI mas de George Orwell já previsto em 1949. De resto, é apenas uma especulação, mas COVID rima com PIDE.

Pela sua natureza e violação dos direitos salvaguardados na Constituição, a coisa ainda vai fazer correr alguma tinta, mas o mais certo é que a maioria dos cidadãos aceitem estas medidas como gado manso e inocente a caminho do matadouro.

Paradoxalmente, o Governo e as autoridades desleixam-se no combate à corrupção e fuga aos impostos. Basta dizer que, no nosso concelho, e certamente nos demais, há, diria, milhares de habitações habitadas e sem licença de utilização e prédios que nas Finanças ainda pagam IMI de apenas terreno para construção quando na realidade já têm habitações em utilização plena há dezenas de anos. 

Mais tarde, quando por algum arrepio de consciência, tais proprietários decidirem declarar a construção, vão ser "castigados" com o pagamento do IMI dos últimos quatro anos. Ora para quem durante 10, 15 ou 20 anos ou mais esteve nesse incumprimento, o crime e o incumprimento compensam. Porque pagar 100, 130 ou 150 euros anualmente durante vinte anos,  convenhamos, que é diferente de pagar 300, 400, 500 ou mais. Como diria o Guterres "...é só fazer as contas".

Mas é assim que as coisas vão indo. O crime fiscal ainda vai compensando. É sempre mais fácil ir à carteira de quem é manso e cumpridor.

12 de outubro de 2020

Estranhos tempos


Sabemos que as coisas não têm andado bem no que toca ao nosso SNS - Sistema Nacional de Saúde. Nunca andaram e temos essa percepção na justa medida da importância que lhe damos.

Sabemos que esta situação de pandemia associada à Covid-19 veio complicar e trocar as voltas ao sistema. De um inicial "estamos preparados", com o aumento dos casos de infecção, cedo se percebeu que a suposta "preparação" assentou em canalizar os meios para essa nova narrativa, descurando-se quase por completo todas as restantes ocorrências de saúde. Os números têm sido divulgados com o adiamento, cancelamento de milhares de actos médicos, desde consultas e exames a tratamentos e cirurgias. Ninguém sabe ao certo, ou não quer saber ou que se saiba, quantos mortos decorreram deste desleixo ou mudança de paradigma do SNS. Sabe-se, isso sim, que para além dos "importantes" casos de mortes associados à Covid-19, há milhares de mortes acima da média de idênticos períodos de anos transactos. Mas quanto a isso assobia-se, como se o cancelamento de todos os actos médicos não possam corresponder a aumento efectivo de falecimentos. 

Esta percepção geral é de quem está por fora e vai analisando as coisas com base nas notícias e números e mesmo de testemunhos de terceiros. Mas na primeira pessoa a coisa tem um impacto ainda mais avassalador. Ainda ontem, decorrente de um caso de urgência médica num hospital da nossa zona, percebi que no geral as pessoas são tratadas quase abaixo de cão (e estes são cada vez mais bem tratados), não por desrespeito dos funcionários, mas pelas limitações e protocolos impostos pela tal narrativa do medo e do SNS a funcionar quase exclusivamente para a pandemia.

Mesmo num dia de aparente baixa afluência, um Domingo, percebia-se que as pessoas, familiares e acompanhantes são cartas fora do baralho, enxotadas para o exterior, para o sol, frio vento ou chuva, sem cadeiras, sem condições. Fico na certeza de que são melhor tratados e atendidos aqueles estrangeiros que de forma ilegal e clandestina arribam às praias do Algarve. 

Quanto a informações, só de duas em duas horas a quem tem que esperar numa fila no exterior e sujeitos às agruras do tempo. Lá dentro, para os doentes, a atenção é reduzida quanto baste. São diagnosticados sem grandes atenções, exames, quando muito uma rápida análise ao sangue e despachados se possível pelo próprio pé.

Mas os serviços, tal como tudo quanto é repartição pública ou ligada à administração do estado e autarquias, estão-se a dar bem com este atendimento quanto baste, por marcação, sem alaridos, sem pressões, sem multidões. Os utentes, os contribuintes, como carneiros, têm estado açaimados neste sistema a conta gotas e não surpreenderá que daqui a algum tempo se percam as estribeiras e as coisas possam ficar feias com pequenas revoluções e desordem popular. 

Mas por ora é assim, mesmo que o "papagaio-mor" da nação vá agoirando que porventura "será preciso repensar o Natal". Se calhar temos é que repensar em mudar quem por ora nos vai dando ordens. Vamos, pois, estando todos a marcar passo e expostos a serviços mínimos mesmo no que de mais essencial temos, o direito à assistência médica e hospitalar. Podemos morrer à vontade. Conveniente será que não por Covid porque isso gera alarme.

Já agora, pensei que quem dá entrada nas urgências com sintomas que podem estar associados à Covid-19 tivesse que efectuar o teste, mas, afinal, não. A pressa, essa velha inimiga da perfeição, é demasiada. Siga! Próximo!

Estranhos estes tempos em que revoluções precisam-se.


[foto: fonte]

29 de setembro de 2020

A cultura do "mete-me nojo"


Há dias, o inefável e bom português André Vilas Boas, que foi treinador de sucesso no F.C. do Porto, disse para quem quis ouvir, que "lidava mal com o sucesso do Benfica", o que até é normal para um adepto rival, mas pior e mais sórdido do que isso, disse que "se assistir a um jogo do Benfica na final de uma prova europeia, quero que perca". Ou seja, demonstrou o seu bom patriotismo e portugalidade. Siga.

Por estes dias, diz quem viu, que o antigo jogador e capitão do mesmo F.C. do Porto, Rodolfo Reis, disse num programa televisivo onde é paineleiro, que "tudo no Benfica lhe metia nojo". Isto é, não só o seu presidente Luis Filipe Vieira, suspeito de envolvimento em alguns crimes fiscais, como também, directores, técnicos, sócios e adeptos, mesmos aqueles de tenra idade. Até mesmo eu, simples adepto, daqueles que até quase nunca vê os jogos, meto nojo ao Rodolfo, como lhe metem nojo todos aqueles demais adeptos que nem o conhecem, dos de mais tenra idade aos mais velhos. Metemos-lhe nojo só por sermos adeptos de um outro clube que não o seu.

É triste, é lamentável, é mesmo doentio. E seria igualmente se fosse alguém do Benfica a ter esta postura pública para com qualquer outro clube. 

Mas, mesmo que não generalizando, há muitos que se orgulham desta "cultura à Porto", não aquela que faz do clube um grande clube e vencedor, que é, mas da cultura do desrespeito, da ofensa e do anti-desportivismo. Ora se isso é sinal de grandeza, estamos conversados. Por aí, será bom que todos os demais clubes, a começar pelo Benfica, sejam pequeninos.

Há coisas que se dizem, pedras que se atiram, que depois já não são esquecidas só porque a conselho de um  advogado manhoso se pretenda "virar o bico ao prego", ou depois de uma entrada de leão, uma saída de sendeiro.

Há pessoas assim, vulgares, ordinárias mesmo que tenham a realeza no nome. Não pode valer tudo, tanto mais quando se tem memória tão curta.

16 de setembro de 2020

Percepção de que isto é uma brincadeira

 


É a todos níveis incompreensível que, com as empresas a trabalhar em pleno, as escolas a reabrirem, os transportes, comércio e serviços a funcionar, mesmo que com os ajustamentos, medidas e regras a cumprir, as entidades como repartições públicas de finanças, conservatórias, tribunais, câmaras municipais, notários, etc, continuem a funcionar a conta gotas, com restrições de todo injustificadas, limitando e restringindo as actividades que deles carecem.

O presidente da república, referindo-se à eventual realização das cerimónias do 13 de Outubro, em Fátima, falou de um tal "sentido de percepção" dos portugueses quanto à situação. 

Ora a percepção que podemos ter relativamente à forma como os referidos serviços estão a ser limitados a quem deles necessita, é de uma total incompreensão e injustificação e até mesmo segregação.

No fundo é com este tipo de contradições e diferenciação de tratamentos que fazem de tudo isto uma espécie de brincadeira, numa multiplicidade de diferentes realidades quando, afinal, a pandemia é a mesma.

Assim a nossa percepção é de que os nossos governantes continuam a fazer o que melhor sabem, o brincar com o povo.

15 de setembro de 2020

O Eldorado da badalhoquice a bombar

 





Quando na Junta, tive a oportunidade de reportar algumas das situações de descarga de lixos, incluindo de construção civil e de oficinas de reparação automóvel, na zona do viaduto da A32, próximo do campo de futebol do Guisande F.C. Consegui até reunir matrículas e facturas. O assunto passou para o presidente que terá dado seguimento para a GNR.

Infelizmente, parece que a preocupação e o reporte deu em águas de bacalhau e as situações, então no início, mantiveram-se e até agravaram-se de lá para cá, como demonstram as fotos acima que alguém me fez chegar, informando que não apenas sob o viaduto mas também no estradão que liga a Cimo de Vila.

Importa que quem com alguma autoridade e responsabilidade procure investigar, limpar e promover medidas que impeçam ou dificultem esta situação, para além, claro, de alguma vigilância com frequência pelas autoridades.

De resto, para além do lixo e resíduos, situações de venda e consumo de droga e cenas para maiores de 18 anos são ali comuns e frequentes. Digamos que o local é um Eldorado da badalhoquice, nalgumas situações gerando insegurança para quem por ali passa para trabalhar nos campos ou matos ou mesmo em simples caminhadas.


Já agora, fica de seguida o relatório que reportei à Junta em 14 de Março de 2016 sobre a situação então verificada sob o viaduto da A32:

- Depósito de lixos:

Tomei conhecimento que debaixo do viaduto da A32 a nascente do Campo de Jogos em Guisande, está a ser depositado lixo e resíduos. A situação ainda não é grave mas devia-se pelo menos sinalizar a zona.

Há lá um foco de poluição, com a agravante de ter sido vazado para a linha de água, com resíduos de uma oficina automóvel, nomeadamente, filtros, pára-brisas, elementos do painel de navegação, espelhos, etc.

Tinha lá matrículas partidas, mas consegui juntar como um puzzle uma delas, pelo que poderá ser um elemento de identificação caso a autoridade se interesse. Também recolhi numa caixa de fornecimento de peças aparentemente proveniente da Alemanha, com factura dirigida a uma oficina localizada em Vila do Conde, chamada Auto Covelo. Há o nome e a direcção e na Net pode-se encontrar o contacto telefónico.

Penso que esta situação será de notificar à GNR para, querendo, procurar identificar o responsável. É inadmissível e injustificada a poluição com este tipo de detritos. facilmente se contacta a oficina em causa e intimida-se a mesma a vir efectuar a remoção do lixo já que há ali indícios de que a ligam à situação.

Anexo fotografias das situações. 14 de Março de 2016.

13 de setembro de 2020

Sementes de azia e rancor


Não! Parece-me, que o que está propriamente em causa não é o Luís Filipe Vieira, o António Costa, o Fernando Medina, o Fernando Seara e muitos outros, figuras mais ou menos públicas, por fazerem parte da lista de honra de uma candidatura à presidência de um clube. O que está em causa não são as suspeitas e acusações à vida privada ou empresarial de senhor Vieira, que, até saber, de nada e por nada foi condenado. Parece que o que está em causa, para a generalidade dos inquisidores, é mesmo o Benfica, o rancor e azia ao clube, os mesmos que levam figuras como o portuguesíssimo Vilas Boas a dizer que não quer o Benfica, clube português, a vencer na Europa, sob pena de ficar furioso, doente e mal disposto. Bem sei que disse que preferia ser sincero do que hipócrita. Porventura um racista dirá o mesmo e não é isso que o justificará.

Em suma, pode-se questionar ou mesmo regulamentar se figuras com cargos públicos devem ou não exercer ou abdicar do tão simples direito à sua liberdade de expressão e de vida social e particular, a ponto de fazerem parte ou não de uma comissão de honra de uma candidatura de um qualquer clube, nacional ou de bairro, de que são simpatizantes ou sócios, mas, à falta dessa clara definição, o que por ora se vai exacerbando é mesmo o rancor e até certos laivos de ódio a um clube. O mesmo ódio e rancor que levam à beatificação de alguém que nos assalta e divulga a nossa privacidade num aparente vale tudo desde que depois da porta arrombada nos descubram alguns esqueletos e vídeos pornográficos no armário, tão somente porque numa das casas assaltadas está um clube rival.

E isso obviamente não é bom e dá pena, para mais numa altura em que se organizam manifestações e derrubam estátuas por outras coisas consideradas de desrespeito e ofensa às liberdades e garantias de cada um e de cada uma.

Pessoalmente, benfiquista que bateu palmas e torceu por um clube rival nas competições europeias, desde a final de Viena em 1987, fico arreliado com esta santa inquisição, mas percebo que vai sendo disto que a casa gasta. 

Bem vistas as coisas, as misteriosas sementes que por aí dizem que nos chegam vindas da China à caixa de correio, porventura não serão mais que as sementes de tais ódios e rancores clubísticos. E parece que há quem as lance em boa terra a ponto de já poderem estar a dar fruto.

A senhora doutora fumadora e esmagadora


Na semana passada estive em tribunal como testemunha, mesmo sem saber por quem indicado, e ao fim de um ano, finalmente, lá fui ouvido e aviado em pouco mais que cinco minutos. 

Num processo de pouco mais que lana caprina, onde no final a coisa se devia resolver com umas chibatadas aplicadas em quem por tão pouca palha incomoda sua alteza sereníssima a D. Justiça, o que de mais importante retive, foi, não na sala de audiências, mas no exterior, onde os diversos personagens, autores, réus, testemunhas e advogados esperavam como cães sarnentos, porque por ora, e sabe-se lá até quando, as salas de espera e zonas de recepção de entidades ligadas à administração, são pingarelhos obsoletos. Mas dizia, nesse deambulatório, duas senhoras advogadas afastaram-se do grupo para um pouco ao lado fumarem o seu cigarrito. É que defender gente, sobretudo sacanas e toda a espécie de "filhos da puta", deve dar um stress do caralho. Mas com o cigarrito a meio, uma delas, ao ser chamada, interrompeu o prazer e lançou a coisa ao chão, esmagando-a com uma precisão cirúrgica e treinada com a ponta do seu salto alto. Lá ficou no meio da praça meio cigarro a expirar, esmagado pelo tacão impiedoso.

Bom (mau) exemplo, pensei eu, vindo de alguém que devia conhecer e cumprir melhor o que com leis e regulamentos se pareça, tanto mais que agora lançar a beta no chão pode dar multa pesada. Apeteceu-me chamá-la à atenção e até tratá-la por "senhora doutora", mas podia processar-me, e voltar ali àquela coisa trituradora de tempo e paciência, chamada tribunal, é coisa que dispensarei por uns tempos. 

22 de julho de 2020

Matilhas e manadas


Confesso que não conheço a realidade concreta do canil DZG de Canedo, que dizem ilegal e edificado numa zona de Reserva Ecológica, onde supostamente (salvo uma auto-estrada) não se pode construir um galinheiro). Ouço dizer que não tem condições, que não tem as ideais mas as possíveis, que não é tão feio e mau como o pintam, que seria possível fazer melhor com mais ajudas, etc. Certo é que há muita desconfiança e muitos dizem que a coisa da Berta deveria estar fechada.

Em todo o caso, para além do problema da incapacidade de recolher e tratar condignamente os animais, que é geral, e que de facto começa a ser um problema grave, porque se percebe que os animais, no caso cães e gatos, merecem ser tratados com respeito e dignidade e não como uma coisa qualquer numa qualquer China, e por outro lado não são criadas por parte do Governo condições para o seu controlo e apoios concretos às adopções responsáveis. 

Como exemplo, o Silva até tem condições e gostava de adoptar dois ou três cães, mas do último que teve, coitado, o Ticas, porque latia, como qualquer cão, o vizinho tanto reclamou que a coisa parou em Tribunal e este deu razão ao vizinho do Silva e o Ticas lá teve que ir à vida. Por isso, o Silva, por causa do animal do vizinho, lá teve que se contentar em ter como companheiro doméstico um periquito, se bem que em vez de o ouvir cantar, o Silva preferia que cagasse na cabeça do vizinho.

Mas, realmente onde queria chegar, para além de tudo, esta agora mediatizada questão a envolver o canil de Canedo, a reboque do trágico e lamentável incidente num canil ilegal em Santo Tirso, que escusado será pormenorizar porque tem sido notícia constante dos alertas CM, demonstra em muito que uma grande parte da nossa sociedade está longe de agir por causas concretas a partir de atitudes com pés e cabeça e em que cada um pense por si. O que está na moda é o efeito "maria vai com as outras", ou efeito manada, seja para partir montras, provocar distúrbios, derrubar estátuas ou dar uma coça em alguém que não consiga dar frango estufado aos cães nem os acomode num hotel canino. 

Esta gente, ditos activistas, age por impulso e desde que seja para fazer crescer uma multidão para aparecer nas notícias, estão lá, na manada, a vociferar impropérios e a espetar o dedo nos narizes dos polícias ou guardas da GNR. Tão pior que dar maus tratos a animais é tratar mal as pessoas e não me parece que seja dar uma tareia a alguém que a coisa se resolva. Infelizmente o mau trato concreto a pessoas e à falta de condições de muita gente, não geram estas manifestações gregárias e enfurecidas. Os animais merecem todo o respeito e tratamento com dignidade e estima mas quando estes passam a ser tratados como pessoas e as pessoas como animais, algo vai mal, Não porque os primeiros não devam ser bem tratados, obviamente, mas porque alguns valores começam a ser subvertidos.

Mas voltando à mediatização do assunto do canil de Canedo, do que vi na TV, parece que apesar da ilegalidade da coisa, a mesma ía sendo tolerada, mas frente aos microfones e câmaras, parece que muita gente foi enfiando o rabinho no meio das pernas. Afinal ninguém quer assumir responsabilidades. A culpa, coitados, será dos cães e gatos por existirem.

Vida de cão.

1 de julho de 2020

Subserviência parôla


Subserviência parôla, esta dos portugueses aos estrangeirismos. 
Terão nos seus países, espanhóis, franceses, ingleses e alemães e outros que tais,  um símbolo "Limpo & Seguro"? 
Poder-se-á até ter algum compreensão com quem argumenta que esta coisa é "para inglês ver", mas o mal está generalizado mesmo em nomes de coisas, espaços e eventos de uso comum dos indígenas lusitanos.
De resto, no que se refere ao selo em questão, não se entende minimamente porque não tem a componente da tradução, já agora, "para português ver".

Globalização não deve ser sinónimo de desconsideração pela língua pátria, ainda tanto mais que o português, língua, não é propriamente um idioma falado por apenas escassos milhares de pessoas. Mesmo que com contradições (desde o 4º ao 7º nas tabelas por aí), parece que estamos seguramente entre as 10 línguas mais faladas globalmente. 

Em consonância, um pouco mais de orgulho e valorização não faziam nenhum mal.

30 de junho de 2020

O Silva não gosta do Big Brother 2020

O Silva tem um problema com a grelha de canais na MEO. Como normalmente procura aceder aos documentários, pela proximidade de posição clicava no 99. Ía logo directo ao RTP Memória, que muito apreciava, e depois um pouco para baixo ou para cima aparecia o que ele queria. Canal História, Odisseia, Discovery, etc.

Agora, o Silva dá logo de caras com esse lixo televisivo, que muitos apreciam, chamado BIG Brother 2020. Diz que já pensou em mudar de operadora, para a NOS, mas parece que esse vírus também anda por lá, algures na posição 12, mas pelo menos longe do tão querido 99 do Silva.

Para o ajudar, sugeri que abra uma petição pública para arredar o BIG Brother para a posição 357821 ou então que faça um pedido à MEO para o colocar algures entre os canais do trupa-trupa que por lá fica em boa companhia.

29 de junho de 2020

Os extremismos gostam de caviar

Se depender do meu voto, André Ventura e o seu Chega não terão qualquer relevância política neste nosso Portugal. 
Apesar disso, parece-me que pela negativa lhe tem sido dado demasiado protagonismo e mesmo a forma como alguns opinion makers e sectores da nossa política e alguma da imprensa adocicada pelos apoios estatais o têm considerado ou desconsiderado, com posições reveladores de um forte extremismo e mesmo laivos de muita intolerância e discriminação, nomeadamente por parte de uma certa esquerda caviar que se considera a detentora da ortodoxia ideológica. 

Esta certa esquerda tem sido ela própria extremista e preconceituosa e paradoxalmente tem sido o suprimento de gás que vai enchendo o balão do populismo do Chega. O Ventura pode ter os tiques de muita coisa negativa e condenável, mas também partilha os defeitos e demagogia comuns à  nossa classe política, da esquerda à direita, mas pelo menos, parece-me, não se tem esquivado numa farsa do politicamente correcto, com que muitos pretendem moldar a nossa sociedade, com os seus julgamentos facciosos da História, verdadeiros mestres no toque de Midas, fazendo de merda ouro, mostrando-se alérgica no que toca a chamar os bois pelos nomes. 

Ora quem tem ajudado o Ventura e o seu Chega a ganhar algum arrasto,  pelo menos para já nas sondagens, é precisamente quem está farto desta gosma política de gente muito moralista quanto aos valores dos direitos, liberdades e garantias, mas com uma tendência do caralho para esquecer as obrigações, as responsabilidades, a lei, a ordem e a disciplina, ignorando que aqueles valores só têm sentido se acompanhados por estes. Quem come a carne também tem que provar os ossos. Quem quer respeito tem que respeitar. Quem quer direitos não pode fugir aos deveres. Quem quer liberdade não pode relevar a disciplina e dispensar a ordem. Afinal quem tem medo destes equilíbrios?

Assim, em resumo e como aviso à navegação, continuem com essa abordagem extremista, com as vossas piadolas ofensivas, vão para manifs e antifs extremifs derrubar estátuas e partir montras que os Venturas e os Chegas agradecem. Depois chamem-lhes nomes feios, que ele gosta.

10 de junho de 2020

Brincar aos aviões



Confesso, saloiamente, que nunca estive num aeroporto  nem pus os pés dentro de um avião. O mais próximo disso terá sido algures numa Festa do Viso de outros tempos em que por lá se instalava um carrocel de aviões.
Por conseguinte, até ao momento, a necessidade de viajar de avião tem sido tão dispensável como uma dor de dentes.
Arrelia-me, pois, com fundamento, que a maioria dos nossos Governos tenham na TAP um autêntico poço sem fundo onde o dinheiro de todos nós, incluindo dos que nunca viajaram de avião, como eu, é ali despejado à tripa farra, de forma desmedida a pretexto, dizem eles, da importância estratégica da coisa para o país e da diáspora. Se querem a minha opinião, que tal estratégia se foda e mais quem apregoa isso!.
A coisa é tão simples quanto isto: Quem viaja, por férias ou trabalho,  que pague os custos inerentes. Não pode nem deve beneficiar de borlas, de descontos ou de passagens pagas abaixo do preço de custo. Não é pedir muito. Apenas que funcione a lei do mercado. 
Mas como nestas coisas vamos todos de anjinhos, o nosso Governo prepara-se para lá meter mais umas pázadas de dinheiro (+ 1200 milhões). E digam o que disser, porque nestas coisas as desculpas são sempre muito tecnicamente rebuscadas para enganar parvos, será dinheiro sem retorno e os prejuízos e a dívida, como a nossa pública, continuarão a galopar.
Já não há paciência para estes desmandos. Se não tem viabilidade a TAP, administrem-lhe a eutanásia e desliguem as máquinas. Não faltarão outros aviões. Nem que seja algures num carrocel.

14 de maio de 2020

Palhaçadas

Falando sem papas na língua, e respeitando naturalmente quem tem opinião contrária, estou-me borrifando, para não dizer cagando, para o desfecho da nossa 1ª Liga de Futebol. Podem até até já terminar e dar o título ao F.C. do Porto, como anular a época, ou, como parece que vai ser, concluir o resto dos jogos, mesmo que à porta fechada. Aliás até devia ser com a porta e com as janelas. Tudo fechado!

Em todo o caso, de todas as soluções, a mais aberrante é sem sombra de dúvidas aquela que, como a que foi adoptada para a 2ª Liga, atribui títulos, subidas e descidas, sem que se tenham concluído todos os jogos. Pode, pois, ser uma decisão administrativa mas nunca  de verdade desportiva. Um campeonato é uma competição de regularidade em que todos jogam contra todos. Não cumprir estes requisitos, é obviamente uma farsa para não dizer uma palhaçada. Quantos títulos, subidas e descidas não se têm decidido nos últimos minutos e mesmo segundos na última jornada?

Para além do mais, o disparate é ainda maior quando não há uniformidade para o desfecho de todas as competições, nomeadamente as do futebol profissional. Porquê uma decisão para a 2ª Liga e outra totalmente diferente para a 1ª Liga? Falta de tomates nos decisores?

26 de abril de 2020

Chapeladas


Abstenho-me de comentar a colocação de coroas de flores pelas Juntas de Freguesia nos cemitérios, desde logo porque considero que o encerramento de cemitérios, sobretudo em pequenas aldeias, é um exagero exagerado, não obstando à importância do cumprimento de regras básicas. 

Em todo o caso, porque me parece que de um modo geral as Juntas estão desaparecidas em combate, pelo menos aqui em Guisande não se dá por ela quase há três anos, também se poderia pensar em colocar coroas fúnebres em muitas das nossas ruas, autenticamente mortas, tal é o seu estado de degradação. Mesmo em Gião, hoje passei pela Rua das Cavadinhas e ontem na Costa Má, no Vale, pela Rua da Fonte, e parece-me mau de mais, mesmo considerando que estamos em quarentena. Definitivamente, de um modo geral o conceito de Uniões de Freguesias está a precisar de ventiladores ou mesmo de uma coroa fúnebre na porta de cada sede.

Mas isto sou eu, o Chapeleiro Louco a exagerar, porque nada disto parece ser verdade e na Rua do Outeiro acabei de passar pelo Gato de Cheshire enquanto vou a caminho de uma reunião com a Raínha de Copas.

23 de abril de 2020

Talvez suites no hotel e caviar

Vi hoje, uma qualquer jornalista, com ares de armada ao pingarelho, a interrogar insistentemente Sónia Pereira, Alta Comissária paras as Migrações, "se Portugal não se sentia envergonhado sobre o assunto da situação dos "refugiados", nomeadamente a sua distribuição num hostel", com várias pessoas por quarto.

A Comissária foi-se esquivando à provocação, justificando a situação como tinha que ser explicada. Foi educada, mas um "vá à merda", não seria de todo descabido. Não o disse, porque lhe cairiam o Carmo e a Trindade", mas de certeza que o pensou.

Mas pelo vistos a jornalista queria a toda a força que a entrevistada assumisse a "vergonha" de Portugal. Entenderia ela, a jornalista, que o Estado deveria acolher os supostos refugiados em suites 5 estrelas nos melhores hotéis da capital, com champanhe e caviar e meninas abanar o leque? 

Esqueceu-se, porventura, que são supostos refugiados, muitas vezes um eufemismo para emigração ilegal, muitos dos quais as autoridades não encontraram motivo para o estatuto de refugiado intimando-os a regressar aos países de origem, sendo que, recorrendo, continuam como turistas a despesas de todos nós.  Esta gente queixa-se do país e das condições de recepção mas não o querem deixar. É certo que merecem tratamento digno enquanto estão à responsabilidade do Estado, mas perceber a situação, não lhes fazia mal. Mas reclamam. E eu e muitos, que dormimos quatro numa cama, com os pés de uns a coçar o nariz dos outros... e xi-xi e cócó era fora de portas, numa retrete. de quatro tábuas. 

Ainda há gente mal agradecida.

21 de abril de 2020

Frei João de cravo na lapela


"Da imprensa: A líder parlamentar do PS,  defendeu hoje a importância reforçada de assinalar o 25 de Abril no parlamento em período de emergência, considerando que as críticas feitas têm uma motivação "ideológica" e não de defesa da saúde pública."

Perante tais considerandos de Ana Catarina Mendes (Ferro Rodrigues não diria melhor), não temos hipótese para com estes democratas. Basta-lhes colocar um cravo vermelho na lapela para que fiquem dotados de super-poderes, quais super-heróis detentores de toda a reserva da boa ideologia, a do lado certo da História. Os outros, os não alinhados, são todos uns arruaceiros, uns fascistas, ideologicamente impuros. 

Felizmente, podemos sempre optar entre o assistir à celebração e aos discursos sempre tão entusiásticos quanto previsíveis e o ir ao mato arriar o calhau, porque liberdade é também poder baixar as calças, não para gestos de subserviência, para tão fisiologicamente apenas cagar.

Deixem, pois, que o Frei João pregue aquilo que não toma como exemplo. Celebrações da Páscoa, missas, funerais, não? Celebrações políticas e revolucionárias, com políticos muito bem remunerados, com boas pensões, vitalícias, sim, concerteza!

19 de abril de 2020

A democracia é um canivete suíço.


Eu não sei se partidos e figuras como o CHEGA e André Ventura vão subir nas intenções de voto com o contexto da pandemia e das crises que dela já veio e virão. É assunto que me merece tanta preocupação como saber quem vai ser o campeão do nosso futebol. Mas sei, ou pelo menos parece-me na minha modesta opinião, que se sim, figuras e personalidades como as de Ferro Rodrigues têm dado um importante contributo. O homem tem feito pela vida para que cheguemos todos para lá.

Em todo o caso, como o recado que o nosso presidente da Assembleia da República não resistiu a dar a um representante do CDS, que se mostrava contrário à cerimónia presencial da celebração do 25 de Abril, é apenas a democracia a funcionar e  a cerimónia vai ter lugar, doa a quem doer, porque a maioria dos deputados assim o determinou. 

Nada, pois, a obstar. Afinal, Ferro Rodrigues, como Trump, Bolsonaro e outros que tais, podendo estar em lados opostos e com funções diferenciadas, são frutos da mesma democracia, na mesma dose de cretinice ou no mesmo extremismo. Como num canivete suíço, mostram diferentes garras mas acomodam-se todos, aconchegadinhos no mesmo corpo.

16 de abril de 2020

O que não precisamos é de Fest

Pode não ser pela cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, mas seguramente não será pela música a esmo nas redes sociais que lá vamos no combate à Covid-19. Chego a questionar se as rádios estarão fechadas em quarentena. 

Em todo o caso, ao contrário das referidas drogas, tal como as velhinhas pastilhas Melhoral, a música nas redes sociais não fará bem nem mal, antes pelo contrário.

Mais grave seria a TV Fest,  o festival da monumental estupidez, como o classificou o João Miguel Tavares. Felizmente foi cancelado. Houve pelo menos algum decoro, sendo que a nódoa lá ficou e custa a crer que no actual contexto tenha sequer sido equacionado gastar 1 milhão de euros com alguns artistas a dar-nos música.