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03/07/2026

Livro - A capela do Viso e sua festa - Informações procuram-se

No contexto da escrita de um livro sobre a capela do Viso e sua festa, a que estou dedicado, e já em fase avançada, para além do muito material que disponho, procuro documentos ou apontamentos que contenham informações sobre relatórios de contas da festa. Também cartazes e fotografias, sobretudo antigas.

Também informações sobre composição de comissões de festas, nomeadamente por parte de mulheres, já que raramente eram mencionadas. Ou seja, se alguém fez parte de uma comissão de festas, que me informe quando, em que ano e com quem.

Assim, agradeço a quem fez parte de comissões de festas que disponibilizem, caso tenham algum material, como apontamentos de contas e outros relacionados à organização da festa.

Agradeço a quem possa partilhar esta situação e contribuir com essas informações e documentos.

09/06/2026

Perguntas difíceis

Há perguntas que devem ser feitas, mesmo que possam gerar algum constrangimento e ninguém queira responder.

Por exemplo: Quem, como eu, anualmente contribui para as despesas da realização da nossa festa em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, e que entre a participação nas diversas campanhas de angariação de fundos, como sorteio do presunto e outras, bem como no consumo nos eventos de comes-bebes, e pagamento da verba referente ao peditório, tudo somado não andará longe de 500 euros, não terá o direito a saber quanto é custou a participação da Banda de Música da Esquina, do Toy, do Canário, do Quim Barreiros, do Pai e Filhos, do Manel da Farra,  do rancho "A" ou rancho "B", ou mesmo o pagamento ao tipo que passa música pomposamente designado de DJ?

Eu creio que sim, porque a festa é pública e recorre-se de verbas públicas para a organizar e promover.

Se assim é, o porquê de alguma reserva e até algum atraso na divulgação das contas como tem acontecido nos últimos anos, em que apenas se divulga valores totais e não ítem por ítem?

A meu ver, não faz qualquer sentido que essa informação seja reservada, nem qualquer motivo para que tal não seja divulgado ao pormenor, não só nos habituais avisos no final das missas como também estampado nas redes sociais da Comissão de Festas, isto porque quando estas são usadas para pedir também devem ser usadas para divulgar e prestar contas finais. 

Até posso tentar perceber o objectivo de algumas reservas na divulgação pormenorizada das contas, porque há sempre quem veja mosquitos em África, mas sendo a coisa pública, tal situação poderá não contribuir para uma total transparência. Eu, pelo menos, contribuindo, não gosto que me apresentem a conta total. Como num restaurante,  não aceito que o empregado me diga apenas que são 50 euros. Gosto e quero saber quanto custaram as azeitonas, o vinho, o bife e a sobremesa.

21/04/2026

Comissão de Festas do Viso - 2026 - 1.ª Noite da Francesinha


A diligente Comissão de Festas do Viso - 2026, promoveu neste Sábado, 18 de Abril, a partir das 19:30 horas, no Centro Cívico no Monte do Viso, a sua 1.ª Noite da Francesinha. Os lugares estavam sujeitos a reserva e a participação excedeu as expectativas. Aqueles que deixaram para a última hora já não conseguiram lugar. Por conseguinte, foi excelente a participação.

Quanto à "francesinha", para o meu gosto e dos que com quem falei, esteve excelente, saborosa e equilibrada nos sabores e no picante.

Parabéns, pois, à Comissão de Festas e aos que colaboraram para este jantar, mas de modo particular ao pessoal que a confeccionou. 

Sabemos que é um prato trabalhoso de confeccionar, com preparação e montagem de vários ingredientes, para além do sempre importamte molho, mas pela qualidade ficamos à espera da segunda noite.


11/10/2025

Festa em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António - Comissão de Festas 2026


Já há Comissão de Festas para o ano de 2026, para organização da nossa Festa do Viso. Um grupo de homens e mulheres que vão dedicar-se à realização de uma festividade secular e que em muito representa a nossa herança e identidade cultural e social. 

Vamos, pois, ajudar  o grupo, com o nosso apoio e a nossa participação para que continuemos a ter orgulho num evento anual que é mais que uma festa popular, sobretudo um motivo de encontro da comunidade, com presentes e ausentes.

Marco André Dias Neves – Estôze – Juiz 

Jimmy Fernando Ribeiro – Casaldaça – Tesoureiro

Rafael Serralva Almeida Bastos –Barrosa – Secretário 

Hélder Manuel da Silva Rodrigues – Outeiro – Vogal 

José Manuel Oliveira Batista – Gândara - Vogal

Afonso Silva de Almeida -Fornos – Vogal 

João Carlos Gonçalves Teixeira – Teixugueira – Vogal 

Ana Sofia Silva Leite – Gândara – Juíza 

Beatriz Almeida Batista – Reguengo – Procuradora 

06/08/2025

E lá se acabou a nossa festa!


Para este ano, pois claro, que para o ano, se Deus quiser e festeiros houver, lá se repetirá.

Os andores já foram removidos a toque de caixa da capela, pois que por hoje há ali cerimónia. A igreja é fresquinha mas grande. Sendo a capela mais maneirinha, pouca gente que venha parecerá muita. Além do mais, que mais se pode desejar para a vida que nos falta, senão paz, saúde e boa fortuna?

Sou de poucas rezas, e faço-o mais com o pensamento e coração do que com a boca, mas será raro o dia em que não invoque aquele par de gente santa que preside à capela do Viso. Talvez por ter nascido e crescido à sua sombra, e habituado desde pequerrucho a assistir ao montar e desfazer da romaria. Eram outros os tempos e mesmo o recinto há muito que mudou de cara.

Mas dizia, terminou a festa deste ano. Os abnegados festeiros, já num aliviar da tensão e da freima, limparam a casa e desmontaram as tendas. Faltará pouco mais que fazer as contas, mas uma qualquer folha de Excel dará uma ajuda — e, na certa, digo eu e esperamos todos, com bom saldo positivo, porque a capela esteve em obras e o dinheirinho é preciso.

Entretanto, a Almeida Rádio, velhinha instituição da nossa terra, virá remover a ornamentação, e não tardará que o velho monte do Viso volte à serenidade costumeira — e já se poderá ouvir o chocalhar da água da fonte vinda do monte de Mó e o toque das horas.

É certo que o Centro Cívico ainda vai tendo algum (pouco) movimento, mas a malta, apesar de afanada com a sueca, é gente boa e pacífica, e se alguma caralhada dali vier, nem se dará por ela.

É assim o ciclo da vida, um círculo redondinho sempre a girar certinho, mesmo que nos pareça que com sobressaltos. Daqui a nada, espera-se que apareça uma outra voluntariosa Comissão de Festas e recomece a faina: abordar a banda de música — e será bom que seja uma diferente (que comer arroz todos os dias enjoa) —, apressar a contratação de artistas, porque cada dia a oferta se limita e encarece, o peditório da esmola da eira, a voltinha aos patrocinadores, sempre cansados e teimosos em dar uma nota de vinte, as voltinhas semanais para o sorteio do presunto, organização de torneios de sueca, de futsal e de tudo o mais que possa reunir a tropa da comunidade e juntar uns tostões.

Do que foi feito este ano, acho que seria interessante manter o jantar e fazer mais almoços — de feijoada ou massa à lavrador — debaixo da sombra do sobreiro. E tudo o mais que, com imaginação e sentido positivo, possa ser realizável.

Depois, na recta final, será o costume, e os dias próximos à festa serão intensos. Talvez importe, digo eu, que a missa volte a ser pela fresca da manhã e que a pagela dos santos, junto à caixa de esmolas, volte a ter estampado  um Santo António que seja nosso. No resto, a comunidade, Deus e sua Mãe — a Senhora da Boa Fortuna — ajudarão, pelo que a festa, a nossa, voltará para o ano e com ela nova reunião da família guisandense.