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9 de agosto de 2022

A capela do Viso e outras memórias


Costumo dizer que, até ter casado, eu não ía à Festa do Viso; eu estava na Festa do Viso, já que ali nasci e cresci, mesmo encostadinho à capela e ao arraial. Por conseguinte, são muitas e remotas as memórias ligadas à festa, àquele bonito lugar e aos pormenores e singularidades de outros tempos, que naturalmente foram mudando com o correr dos anos. A própria fotografia, acima, de 1969, evidencia algumas coisas mudadas, sobretudo as árvores, as acácias, que já desapareceram.

A capela, é certo, continua imutável no mesmo sítio, desde que foi edificada por 1859, mas também ela foi sofrendo obras, sobretudo de conservação, umas mais ligeiras, outras mais profundas. Estas, as mais significativas, do que tenho memória ocorrerem em 1969, à passagem do centenário da edificação, com obras de decoração interiores, de trolharia, carpintaria, pintura e douramento os altares, requalificação do tecto e aplicação de azulejo na fachada principal incluindo os paineis das figuras da Senhora da Boa Fortuna e de Santo António, e ainda a construção do arco sineiro. 

Mais tarde, em 2004, com a requalificação da cobertura e destapamento do pavimento em soalho ficando com o interessante pavimento original em lajes de pedra do Monte de Mó. Ainda a reformulação do coro e construção de escada interior, facilitando o serviço. De registar melhoramentos como a instalação de bancos, a colocação do relógio com amplificação, etc.

Depois disso foram sendo dadas umas pinturas ligeiras, ainda o levantamento do arco sineiro para acomodar o automatismo dos toques, mas o certo é que neste momento a capela está de novo a precisar de obras de conservação, sobretudo ao nível das vedações na cobertura e nos rebocos interiores, que se apresentam vergonhosamente em mau estado e aspecto.

Para além das intervenções na capela propriamente ditas, ao longo dos anos, também a sua envolvente foi sendo mexida, com a realização de passeio cimentado e uma parte em calçada de pedrinha de calcário e basalto, mas certo é que ainda continua sem dispor de uma envolvência requalificada com uniformidade e dignidade. É um caminho que falta percorrer.

Ate mesmo o próprio monte ou arraial, depois das obras de transformação durante os anos 90 e seguintes, continua ainda a carecer de melhoramentos. A calçada frontal à capela e guias delimitadoras estão em mau estado, sobretudo decorrente do crescimento das árvores e respectivas raízes. Ainda o parque de merendas que continua bruto e com desorganização de árvores e arbustos. Enfim, não faltam motivos e pretextos para realizar obras de requalificação e melhoramentos. Haja o que não tem havido, vontade e dinheiro.

Já o tenho dito, quando participei na primeira Junta da União das Freguesias, fiz elencar como uma das obras de charneira em Guisande, a requalificação da zona do parque de merendas e envolvente da capela. Infelizmente, como quem não manda não pode, a juntar às dificuldades financeiras herdadas da transição, e com pouca ou mesmo nenhuma vontade política de quem na realidade mandava, incluindo a Câmara Municipal, a coisa passou, como tantas vezes acontece, como uma mera promessa eleitoral não cumprida. Depois disso veio mais um mandato de quatro anos e o assunto continuou na gaveta e a não merecer qualquer interesse e nem mesmo a limpeza regular do espaço foi assegurada, apenas pautada pelo calendário dos eventos. Entretanto o tempo avança e um terceiro mandato já está quase a completar um ano de quatro.

Apesar dessa minha incapacidade, porque apenas um mero vogal, penalizo-me por isso, é por essas e por outras, por não sermos tomados em conta ou até mesmo desconsiderados, que somos levados à desmotivação quanto ao continuar a dar tempo e dedicação à cidadania. Mas, adiante, até porque já correu muita água sob a ponte da Lavandeira.

Tenho esperança que a actual Junta ali faça qualquer coisa de relevante, sabendo que as pedras no sapato são muitas, mas pelo menos nota-se em quem dela faz parte, sobretudo do seu presidente, um maior interesse e abertura a fazer ali obras.

Resumindo  há tanto a escrever sobre a capela e monte do Viso, e mesmo das memórias relacionadas à festa, que espero, de algum modo vir a incluir algumas delas no meu futuro livro de apontamentos sobre a freguesia.

Festa do Viso 2022 - Momentos - Tapete de flores


Em certa medida, e como analogia, uma Festa, como a nossa, é como um restaurante. Chegamos à mesa reservada, o ambiente está quentinho ou fresquinho conforme faça frio ou calor, somos bem atendidos, petiscamos e depois o consolo de um excelente assado ou um bacalhau generoso, logo rematados com uma deliciosa sobremesa e café. 

Pagamos e, satisfeitos, vamos a bater com a mão na barriga para outras paragens. 

Mas para isso, por detrás da cortina desse palco, há azáfama, antes, durante e depois, com gente que trabalha, na logística, na despensa, na contabilidade, na limpeza e, obviamente, na cozinha e na serventia. 

Ora nem sempre pensamos nisso e damos como adquirido que tudo nos chega à mesa de forma automática, como numa máquina dispensadora de tabaco em que o dinheiro entre por uma ranhura e o maço sai por outra.

Assim, para uma Festa, como a nossa, há gente que organiza, comanda e se responsabiliza pelo êxito ou fracasso, mas há igualmente gente que se dedica com bairrismo a judar naqueles momentos especiais, como é ocaso, de forma particular, a preparação da passadeira ou tapete de flores, ainda a participação na procissão tranportando os andores, alfaias ou estandartes. 

O processo por mais desorganizado que seja, e infelizmente é quase sempre improvisado,  exige tarefas prévias como angariar flores e verdura, preparar e colorir serraduras, e naturalmente pedir ajuda de colaboradores.  Depois é sair mais cedo do almoço de família, e andar por ali regra geral com calor e moscas e apanhar uma valente suadela.

Posto isto, todas as pessoas envolvidas, de uma forma ou outra, merecem o nosso apreço e fazem-nos ter esperança que apesar das dificuldades crescentes, nomeadamente em nomear comissões de festas, com gente que assuma com orgulho a sua identidade, raízes e bairrismo, a nossa Festa do Viso, está aí para dar e durar.  

Oxalá que sim!

















8 de agosto de 2022

Momentos... O Pe. Santiago



A procissão solene, a seguir à celebração da Eucaristia, é e deve ser um dos momentos mais significativos de uma festa de carácter religioso. Iremos muito mal quando a cereja no topo do bolo for um qualquer cantor pimba ou uma espampanante banda de topo. Mas há quem veja a coisa apenas e só por aí. Adiante.

Durante o percurso da procissão solene de ontem ao final da tarde, incorporado no magote de gente que seguia a Banda, a toque de caixa e de marchas próprias, não deixei de reparar que o Pe. António Santiago também assistiu à sua passagem, junto à sacada de sua casa. 

De idade avançada e debilitado, não deixou passar esse vislumbre de solenidade de que tantas vezes fez parte nas paróquias por onde missionou . 

Por comparação, não impedi que me viesse à memória uma fotografia de outros tempos, mesmo que a preto-e-branco, quando pelo 15 de Agosto de 1961, por isso  há mais de 60 anos, então jovem e viçoso, saiu dali, daquela mesma casa, também numa espécie de procissão solene, com a estrada juncada de verdura, flores e alegria humana, a caminho da Igreja onde celebraria a sua Missa Nova.

Há momentos assim, significativos, como tecidos e laboriosamente entrelaçados pelas agulhas prateadas do tempo, que teimam ajustar-se ao nosso corpo como um traje cerimonial. 

Que Deus lhe conceda um fim de vida de paz interior, porque foi longa e bonita a sua missão. 

Bem haja!

5 de agosto de 2022

Sexta-Feira, Festa do Viso

No rolar dos dias, este é mais um a anunciar o fim da semana de trabalho, para quem trabalha, ou o fim de semana e o encurtar de férias, para quem as goza. 

De especial, parece que é hoje que tem início a nossa Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e de Santo António, popularmente dita de Festa do Viso. 

Tem, a Festa do Viso, e todas as outras que se realizam neste e nos próximos dois fins-de-semana, um azar do caraças, de coincidir com esse buraco negro,  a festa massiva chamada Viagem Medieval, que obviamente representa prejuízos, porque retira forasteiros. 

Mas, sem dramas. De resto, apoio da Câmara Municipal foi coisa que a Festa do Viso nunca teve, para além do empréstimo de umas cancelas e de uns contentores de lixo. O que não é de somenos importância.

Mesmo no ano em que me calhou organizar a Festa, em 2004, já lão vão "meia dúzia de anitos", mesmo apelando formalmente ao pedido de apoio pelo contexto e importância do lado cultural de ter duas bandas filarmónicas, o apoio recebido foi zero.

Estamos, pois, habituados, a que o "esbanjamento" de dinheiro em festas e eventos seja mais centralizado, ali pelas frescas margens do Cáster. Mas a maioria do povo vai lá beber uns canecos e comer umas sandes de pernil e, mesmo a pagar a drobrar, fica todo contente. Ainda bem! Nós por cá, ainda que resignados, também ficamos, mesmo que os canecos sejam, afinal, copos de plástico, que agora têm que ser recicláveis.

É tudo, pois, uma questão de reciclagem, não só dos copos mas dos tempos e das modas. Aos mais velhos, como eu, tem que se dar um desconto, talvez porque já vimos e vivemos coisas que os mais novos, naturalmente e pela ordem da vida, não viram nem viveram.

Sem contemplações.

Viva a Festa!

19 de março de 2022

Festa do Viso - 2º Torneio de Sueca 2022


A Comissão de Festas em honra de Nª Sª da Boa Fortuna e Santo António realizou mais um evento recreativo com vista à angariação de fundos. Desta feita tratou-se do 2º Torneio de Sueca que teve lugar ontem, Sexta-Feira, nas instalações do Centro Social de Guisande, no Monte do Viso, a partir das 21:00 horas. 

Boa participação, com 12 equipas, registando-se casa cheia. Parabéns pela iniciativa e que certamente terá uma próxima edição.

4 de dezembro de 2021

Cartaz da Festa do Viso - Antigo - 1949?

 


Encontrar um cartaz da Festa do Viso em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, mesmo que relativamente recente, é por si só difícil, já que não há o cuidado e a sensibilidade de se arquivar de ano a ano. Ora, por ordem de razão, encontrar um mais antigo, como aconteceu agora entre papeladas da paróquia, é uma sorte, mas, azar dos azares, o mesmo não faz referência ao ano. 

Todavia, sabendo que a festa se realiza desde tempos imemoriais sempre no primeiro Domingo do mês de Agosto, sabemos que neste caso o dia 7 de Agosto calhou num Domingo. Fazendo um exercício especulativo mas com grande probabilidade, considerei numa primeira estimativa que o presente cartaz se reportava ou ao ano de 1955 ou 1949. Isto porque abaixo dos anos 1960 e até 1940, o primeiro Domingo apenas foi dia 7 nesses dois anos. Por outro lado, os dados mais antigos que temos sobre a nossa festa, incluindo indicação de comissões de festas reporta-se aos anos 1930. Por outro lado ainda, não deverá ser acima dos anos 1960, pois por essa década já tenho memória de cartazes com outros formatos e bem maiores. Este exemplar aqui é aproximadamente do tamanho A4.

E nesta especulação, obviamente que não podemos ter em conta alguma da ortografia e vocabulário, pois o termo Egreja passou a ser escrito  Igreja a partir do Acordo Ortográfico de 1911. Seria de facto extraordinário que este cartaz acima publicado fosse anterior a 1911, o que remeteria para uma data próxima da construção da Capela (em 1859). Sendo pouco provável, é no entanto possível.

A impressão foi feita na Tipografia Heróica, que ainda existe na Rua das Flores, no Porto. Esta empresa entre outras particularidades produz anualmente milhares de folhinhas com as quadras populares que são aplicadas nos vasos de manjericos. Poder-se-á, pois, tentar procurar na empresa caso exista arquivo, mas certamente será tarefa inglória.

Entretanto, por posterior pesquisa, consegui apurar a informação de que a Banda Musical dos Bombeiros Voluntários de Vila da Feira, que consta no cartaz, foi fundada em 1924 e extinta em 1942, o que significa que o referido impresso é ainda anterior a 1949, data inicialmente estimada. Fazendo nova pesquisa dos dias 7 de Agosto entre 1924 e 1942 apenas aparecem os anos de 1927, 1932 e 1938. Ou seja, o cartaz será seguramente de um destes três anos.

Quanto a este cartaz, ele diz-nos que no Sábado, dia 6, estiveram no arraial duas bandas de música, a da Vila de Arouca e a dos Bombeiros Voluntários de Vila da Feira (que já não existe). Não deixa de ser curiosa a indicação de que as bandas se exibiram até às...3 da madrugada.

Ainda a descrição interessante sobre a ornamentação e a iluminação a "acetilene e à minhota" pelos hábeis Sr. Rufino de Almeida Postal e Manoel Pinho, de Oliveira de Azeméis. Repare-se que acetilene ou acetileno é um hidrocarboneto, por isso usado em iluminação. Daí a novidade, já que com toda a certeza nessa altura Guisande ainda não tinha rede eléctrica e iluminação pública.

Descreve ainda, que "além da ornamentação alugada, o arraial estará revestido de admiráveis efeitos pelas mãos delicadas de um grupo de gentis meninas da freguesia". De facto, deliciosa esta descrição.

Quanto ao dia 7 de Agosto, Domingo, bem cedo, pelas 09:30 horas, a imponente procissão da Igreja Matriz para a capela. Pelas 11:00 horas a missa solene com pregação do Rev.mo Abade de Pedroso - Vila Nova de Gaia. Nova curiosidade, as mesmas bandas de música que actuaram no Sábado, voltam a actuar no Domingo. Realmente muito trabalho. Finalmente pelas 17:00 horas, "combate de fogo Chinês entre os referidos pirotécnicos".  Tendo em conta a hora e o dia de Verão, não nos parece que o fogo de artifício tivesse assim tanto impacto, mas pelos vistos era então a norma.

Analisando este cartaz como outros programas, não há dúvida que por esses tempos, anos  1930, 1940 e 1950, a parte de entretenimento da nossa festa centrava-se muito na actuação de bandas de música e fogo de artifício. Já a partir dos anos 1970 tornaram-se habituais os conjuntos típicos e ranchos e só mais tarde, já a partir de meados de 1980 é que começaram a surgir os ditos cantores pimba, "artistas da rádio e televisão".

Interessante como um aparentemente simples papel amarrotado e misturado com outros papéis igualmente maltratados, nos pode dar muitas informações obre aspectos da nossa vivência e história comunitária.

2 de novembro de 2021

Festa do Viso 2022

 

Devido à pandemia da Covid-19 e às restrições dela decorrentes, a nossa Festa do Viso, em honra de Nª Sª da Boa Fortuna e de Santo António, não se realizou em 2020 nem em 2021. 

Sem certezas de como evoluirá a situação da pandemia e se haverá ou não retrocesso nas restrições, por ora vamos tendo esperança de que com a normalidade possível vamos ter a edição da festa em Agosto de 2022.

Tendo em conta o que consegui saber da Comissão de Festa de 2020, nomeadamente por parte do elemento Johnny Almeida, há uma vontade e um compromisso de renovar a vontade de realizar a festa, mesmo volvidos dois anos, embora com dificuldades acrescidas, que mais não seja porque os compromissos pessoais de cada um dos festeiros obviamente que foram alterados. Os pressupostos de aceitação e disponibilidade para a edição de 2020 já não são os mesmos, como se compreenderá. Em face disso há pelo menos um dos festeiros solteiros que optou por não reassumir, estando assim a equipa desfalcada e por isso com uma sobrecarga de tarefas.

Em todo o caso, mesmo necessitando do apoio de toda a comunidade, e eventualmente com o orçamento a ter que ser reformulado, e não sendo o Santo António o S. Tiago, é de enaltecer este espírito demonstrado pelos festeiros restantes ao decidirem aceitar e assumir o desafio de organização da festa na sua edição de 2022.

Vamos, pois, redobrar o apoio à Comissão de Festas!

1 de agosto de 2021

Senhora da Boa Fortuna



Pois claro! É hoje o dia dela, mas pela tortuosidade dos caminhos desta nossa sociedade mascarada que nem foras-da-lei de um qualquer oeste selvagem, a coisa fica reduzida a serviços mínimos, com a celebração da missa que há-de ter lugar daqui a nada. 

O resto serão memórias, mais ou menos recentes, numa esperança fundada de que para o ano havemos de nos recolher nos braços da normalidade como filhos pródigos fartos de surripiar bolotas e alfarroba aos porcos e regressar aos braços do pai que há-de mandar abater o vitelo gordo num sacrifício redentor. Assim seja!

Num "salve-se quem puder", pelo menos já maiores e vacinados, havemos de, lá mais para a hora do almoço, celebrar o dia, mas também celebrar a vida.

28 de julho de 2021

Semana da Festa do Viso


A Festa do Viso, em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, não fosse este estado de pandemia que prevalece, teria lugar já neste próximo fim-de-semana. Assim, pelo segundo ano consecutivo, não há festa na aldeia, o que a todos entristece.

Espera-se, contudo, para além da missa que será celebrada na Capela, a ter lugar pelas 10:00 horas de Domingo, que a data seja evocada e vivenciada pelo menos em contexto familiar, esperançados que no próximo ano já seja possível a realização plena da festa.

3 de agosto de 2020

Festa do Viso 2020 - Celebração de Missa Solene



Devido aos condicionalismos conhecidos, decorrentes da pandemia de Covid-19, a Festa do Viso neste ano de 2020 foi cancelada, sendo que foi possível realizar a celebração de Missa Solene em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António.
A missam celebrada pelo pároco Pe. Arnaldo Farinha, foi campal, com o altar montado no coreto e com a presença dos andores de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António. 
A celebração teve uma boa afluência e com espaços adequados ao respeito pelas regras de distanciamento. Foi assim possível dignificar o dia e a festividade. Durante a tarde de Domingo a capela esteve aberta para quem quisesse visitar, ver os andores e fazer as suas orações pessoais.
Certamente que para o próximo ano teremos já uma organização e festa plena.
Parabéns à Comissão de Festas e serviços da paróquia pelos aspectos organizativos. Bem hajam!. 







2 de agosto de 2020

Festa do Viso - O assado...

 

Poderia ter vindo do "O Júlio", pois podia, mas não seria a mesma coisa. E isto porque há ingredientes que não se vendem, como o amor, o carinho e a tradição. A preparação do forno, o seu aquecimento, o embalar das assadeiras e a sua vigilância experimentada e paciente são coisas que não se aviam em cuvetes de alumínio.

O assado, de lombo de porco, de vitela, cabrito ou borrego, ou misto, preparado em forno a lenha, é de facto umas das tradições inerentes à celebração da festividade da Festa em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António. Modernamente, porque a coisa dá trabalho e canseira, já há quem prefira fazer a encomenda num restaurante, mas de facto, por mais bem aviado que fique, não é de todo a mesma coisa. Porque, cá, está, há valores, saberes e sabores que não se compram.

Seja como for, a refeição é apenas uma parte da festa e importará sempre valorizar as demais, como a partilha e convívio familiares. Sem eles, pouco ou nada feito e tudo perde sentido.




31 de julho de 2020

Festa do Viso 2020 - Comunicado da Comissão de Festas


Dadas as circunstâncias especiais por que estamos a passar, este ano a Festa do Viso só terá a celebração religiosa. 
No domingo, dia 2 de Agosto, teremos missa campal no Monte do Viso, às 09:30 horas com a presença dos andores da Nossa Senhora da Boa Fortuna e de Santo António. 
A capela do Viso ficará aberta após a missa para quem desejar visitá-la e fazer as suas orações, tal como a sacristia, para as pessoas que pretenderem contribuir para as despesas (tanto das mordomas como dos festeiros) da nossa Festa.
Pedimos a todos que cumpram com as indicações presentes no local e todas as instruções de segurança estipuladas pela DGS.
A Comissão de Festas agradece todo o apoio que nos foi dado pela população.

29 de julho de 2020

Festa do Viso 2020


Não fosse esta coisa dita pandemia da Covid-19, que, por ela própria e por muitas decisões e indecisões políticas nem todas acertadas, tem adiado e cancelado muita da normalidade que tínhamos como adquirida dentro de um estado de direito, e estaríamos já na semana que antecede a nossa Festa do Viso. Por esta altura o arraial já estaria em preparação, e estamos certos que seria uma boa festa, e com bom tempo, com a tradição e inovação que a Comissão de Festas pretendia implementar.

Foi pena, e é pena, não só, naturalmente, para Guisande, como para todas as aldeias que se viram privadas destes tão importantes eventos comunitários que são as festas e romarias.
Porventura, adivinhasse a Comissão de Festas e tivesse contratado o Bruno Nogueira, o Jerónimo de Sousa e a líder da CGTP e poderíamos ter a festa quase plena. Mas como não parecem ser artistas à altura das exigências da nossa tradição, nem sequer se pensou neles. A classe política e os artistas do status quo, têm outra classe e são-lhes permitidas excepções.

Seja como for, não tendo ainda informações, creio que será natural que pelo menos se realize a Missa com a solenidade possível para honrar Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António. Talvez uma procissão não solene pelo percurso habitual mas automóvel pelas ruas da freguesias. Quem sabe?

Vamos, pois, acreditar que para o próximo ano já será possível voltar à plena normalidade. É certo que ,pelo actual contexto económico, o ano que aí vem será difícil, mas certamente que a Comissão de Festas, que aceitou prolongar até lá o seu mandato, saberá com arte e engenho promover as iniciativas adequadas à angariação de receitas. A todos nós cabe-nos apoiar.


13 de maio de 2020

Festa do Viso 2020 cancelada



COMUNICADO

No actual contexto da pandemia da Covid-19, que tem vindo a condicionar os diferentes sectores da sociedade, tanto de carácter económico como religioso, desportivo, cultural e social, têm sido anunciados cancelamentos de diversos eventos, nomeadamente os relacionados com festivais e romarias. Por um lado pelas restrições de confinamento e distanciamento social que têm vindo a ser impostas pelo Governo e autoridades de saúde, bem como também por condicionalismos decorrentes dos apoios financeiros de que necessitam muitos dos referidos eventos, nomeadamente as festas religiosas e populares.

Nesta situação, a Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António – 2020, viu-se também confrontada com as limitações e restrições impostas, tendo desde o início do mês de Março vindo a suspender todas as iniciativas de angariação de fundos. 

Neste cenário, percebe-se que a realização da nossa Festa do Viso não poderá ser realizada nos moldes habituais e com a grandiosidade que queríamos proporcionar e que estava programada. Todos os contratos com artistas foram já suspensos e adiados para o próximo ano, pelo que da parte da Comissão de Festas existe a vontade de continuar em funções de modo a poder realizar a festa de 2021, certamente já dentro da normalidade.

Até lá, a Comissão de Festas vai continuar atenta à situação e às determinações do Governo e da Direcção Geral de Saúde, para perceber se aquando da data da celebração da festa, no primeiro Domingo de Agosto de 2020, será pelo menos possível concretizar a festividade na sua componente religiosa e ainda que de forma mais ligeira, com alguma animação e convívio, pelo menos no Sábado e Domingo.

Em todo o caso, o que se vier a fazer, mesmo que de forma mais improvisada, será sempre dentro do que for possível e de acordo com o respeito pelas determinações das autoridades e que vigorem na ocasião.

Vamos, pois, continuar atentos à evolução da situação e quando se justificar daremos novas indicações de modo a que a população em geral e habituais patrocinadores possam estar actualizados.
Até lá, temos o dever de respeitar e cumprir as recomendações quanto à forma como devemos em cada momento enfrentar e lidar com a pandemia.

A Comissão de Festas reitera assim a sua disponibilidade e vontade em retomar o projecto logo que possível, nomeadamente a angariação de fundos de modo a poder festejar em 2021 com toda a normalidade, alegria e bairrismo a nossa tradição da Festa do Viso.

Continuamos, pois, a contar com o apoio de toda a comunidade e patrocinadores e na esperança de que rapidamente possamos todos festejar e conviver plenamente sem riscos de saúde.



Bem hajam!
A Comissão de Festas 2020/2021

Carlos Santos de Almeida
Johnny Almeida
Micael Silva
Xavier de Almeida Baptista 
Maria Inês de Jesus Santiago
Juliana Alves da Silva

17 de janeiro de 2020

Festa do Viso 2020 - Comissão de Festas


Carlos Santos de Almeida - Fornos
Johnny Almeida - Quintães
Micael Silva - Leira
Xavier de Almeida Baptista - Barrosa
Maria Inês de Jesus Santiago - Quintães
Juliana Alves da Silva - Cimo de Vila

22 de outubro de 2019

Comissão de Festas para 2020


Foi já nomeada publicamente a Comissão de Festas para a festividade em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, para o ano de 2020 (31 de Julho, 1, 2 e 3 de Agosto).
Ainda sujeita a confirmação oficial, pois a informação chegou-me de forma indirecta.

Comissão de Festas para 2020

Carlos Santos de Almeida - Fornos
Johnny Deivis Baptista de Almeida - Quintães
Micael Silva - Leira
Xavier de Almeida Baptista - Barrosa
Juliana Alves da Silva - Cimo de Vila
Maria Inês de Jesus Santiago - Quintães

Certamente que será uma equipa dinâmica e que saberá trabalhar e honrar a função mas que terá que contar com a habitual ajuda e apoio de toda a comunidade para que a tradição se mantenha viva e dignificada. Certamente que sim.

Não nos chegou qualquer relatório com as contas fechadas relativas à edição de 2019, mas fomos informados que terá havido um saldo negativo residual suportado pelos festeiros, que para minorar o mesmo tiveram que bater à porta de quem falhou no pagamento de oferta. 
É pena que a juntar ao esforço e dedicação dos festeiro se some algum prejuízo, mas infelizmente acontece, não por má gestão ou mau planeamento do orçamento, mas porque há sempre alguém que falha nos compromisso de pagamento de ofertas. Em todo o caso, foi uma festa muito positiva nos seus diferentes aspectos pelo que a Comissão de Festas cessante honrou e dignificou a tradição. Parabéns e bem-hajam!




6 de agosto de 2019

Já está!




Como se ouviu ontem várias vezes pela boca da marota da Cláudia Martins, -Já está! 

Depois de mais uma boa noitada, com boa casa e animação, incluindo pelo meio o fogo de artifício, encerraram as festividades em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António. Já pode chover.

Segue-se o arrumar da tralha, o fecho e a apresentação das contas, certamente lá mais para o final do mês, como manda a tradição.

Reiteramos os parabéns à Comissão de Festas pelo empenho e trabalho realizados e certamente pelo sentimento de dever cumprido, embora alguns de forma repetida, como o caso dos festeiros voluntários.

Como se diz na gíria, - Para o ano há mais!