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21 de março de 2022

Comeres no Pedrógão

 





Com mais de um mês depois da reserva, nova visita ao restaurante "Pedrógão", na aldeia do mesmo nome, na freguesia de Moldes, Arouca.

Em anteriores visitas, o cabrito e a truta de escabeche estiveram na ementa e fizeram jus à fama. Desta feita, o "cozido-à-portuguesa", com carnes caseiras e criadas na quinta dos proprietários. A prova já esteve para acontecer há quase dois anos, mas a pandemia veio adiar a coisa, bem como porque por ali este prato só é confeccionado nos meses de Inverno, quando o frio marca presença e motivo para a matança.

O sabor e a qualidade estavam ali, naqueles travessas generosas, sendo que, pessoalmente esperava um pouco mais, talvez na variedade de alguns ingredientes. Desde logo, para além da couve branca de repolho, fazia falta couve verde, até para ajudar ao colorido da composição e diversidade de textura e sabor. Nos enchidos, para além da chouriça de sangue saborosa e salpicão, faltaria porventura alguma variedade, bem como esperava alguma carne mais fumada. Os nacos eram generosos e poderiam porventura ser servidos mais pequenos. Mas o porco seria grande e daí a dificuldade de reduzir.

Em resumo, sabor caseiro, carnes deliciosas de porco bem criado, mas a faltar qualquer coisa para ser considerado de excelência e justificar o condizente preço por pessoa.

Em todo o caso, apesar de pessoalmente considerar que ali faltaria algo mais, coisa que os demais comensais não sentiram falta, admito que apesar do cozido-à-portuguesa não ter segredos, para além da qualidade dos ingredientes, cada casa tem a sua maneira de o preparar, envolver e apresentar. No fundo, dar valor a uma boa refeição, e tradicional como o cozido, reside também no compreender, respeitar e aceitar a identidade de cada restaurante e de quem para além da componente comercial, coloca paixão e saber na sua preparação. E isso não falta no Pedrógão.

Posto isto, valeu bem a pena a espera de mais de um mês para se conseguir vaga no pequeno mas envolvente restaurante onde se come como se fosse em casa de nossa mãe ou avó.

A entrada simples mas saborosa com presunto caseiro e cubinhos de queijo. A sobremesa esteve divinal com leite creme e "sopa seca". A rematar o café, a prova dos licores, desnecessária mas da praxe.

Fica já marcada uma próxima visita mas, claro, até para compensar os excessos, para depois de um esforçado trilho que nos há-de levar a percorrer montes e vales na companhia das ribeiras de Moldes, Bouceguedim e Pena Amarela.

1 de março de 2022

Sem apresentaçõeszinhas, sem salamaleques

 






Sem apresentaçõeszinhas, sem salamaleques, sem peneiras, eis a simplicidade do "Cozido-à-Portuguesa". E como é vésperas de Cinzas, nada melhor, a condizer e a regar, um "Terras do Pó" sadino com perfume de Castelão.

28 de dezembro de 2021

Tradição com grelos


Não é caso único, mas manda a tradição em Guisande que a consoada oficial de Natal seja no próprio dia 25 de Dezembro. 

Assim, no dia 24, algumas famílias têm outras tradições, nomeadamente na alternância de local. 

No meu caso, pela parte dos sogros, a tradição manda que seja preparada uma ceia de bons rojões, tão caseiros quanto possível, acompanhados com batatas e grelos. A regar, azeite simples ou em molho com cebola ou ainda a própria gordura da confecção dos rojões. E alho picado, pois claro.

Nada de sofisticado nem de gourmet, mas sempre um prato bem regional.