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5 de abril de 2021

Hoje como há 3 meses

Há três meses, em 6 de Janeiro passado, escrevi por aqui o que pensava em relação às próximas eleições autárquicas, particularmente no contexto da nossa União de Freguesias.

De lá para cá nada se alterou a não ser no crescendo das movimentações com vista ao posicionamento e formação das listas que hão-de concorrer. Por conseguinte já se sabem algumas coisas porque foram públicas, nomeadamente o facto de que o ainda actual presidente da Junta da União, não se recandidatará. Parece que o afirmou em entrevista a um jornal local, que ainda não li. Tal não constitui surpresa como surpresa não seria se voltasse a encabeçar a lista. Nestas coisas da política já não há nada que surpreenda a não ser a alguém que seja um verdadeiro "anjinho".

Quanto a quem será o cabeça-de-lista pelo PSD, tem-se falado, mas em rigor tanto se me dá que seja o A como o B ou mesmo o C. Nesta estrutura falhada  de uniões de freguesias, nomeadamente da nossa,  qualquer composição está destinada ao fracasso e ao desequilíbrio porque nasceu doente e coxa. Terá que ser reunido um conjunto de bons requisitos para que a coisa possa funcionar, desde logo, para além da qualidade das pessoas, uma filosofia que parece andar arredada na generalidade das uniões de freguesia, que é o respeito pela identidade de cada uma das partes e igual tratamento.

Posto isto, e apesar das tais "movimentações", que são normais, pela parte que me toca é um "peditório" para o qual já contribui, com grande custo, porque em rigor nada do que perspectivei e acalentei como uma mudança, e que alguém superior anuiu, porque posto em programa oficial, nada foi cumprido. De tudo quanto acreditei que fosse executado na freguesia de Guisande, nada foi concretizado. Mesmo nas mais simples questões tudo foi desconsiderado. Nem a localização da "cagadeira" do ecoponto no lugar da Igreja consegui que mudassem.

Também no que poderia ser um modelo de gestão adaptado à nova realidade de uniões de freguesias, com um papel relevante a cada um dos representantes, foi "chover no molhado" porque quem o poderia fazer preferiu não abdicar de nada, apenas continuar pleno no cadeirão das competências. Para o resto da tropa, apenas a função de "moços de recados" e limpadores de sanitários, como bons voluntários.

Por conseguinte, perspectivar que alguém que passou por esta provação, poderá estar receptivo a repetir a "dose" é algo descabido, mesmo irrealista. 

De resto, o que não falta por aí é gente capaz, até mesmo doutores e engenheiros. Também uma boa oportunidade para integrar os habituais "chicos-espertos" sempre tão ladinos a criticar e a rebaixar o papel de quem faz parte das juntas. É uma oportunidade de se chegarem à frente e mostrarem o que valem. Mas destes, a esperança é débil porque está-lhes na natureza serem apenas "papagaios" e mestres da bazófia. Preferem continuar a "andar por aí" a "cagar postas de pescada" e mandar "bitaites". Nisso são bons.

Vamos, pois, aguardar com serenidade as "movimentações". Apenas desejo que me passem bem ao largo.

25 de janeiro de 2021

Presidenciais 2021 - Porque é que não é tão fácil acertar assim no euromilhões?

 





Acima os quadros dos resultados das Eleições Presidenciais de 2021 - Total nacional, distrito de Aveiro, concelho de Santa Maria da Feira e União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande.

Quanto a análises, pouco a acrescentar ao que se previa. Num quadro de candidatos populares, popularuchos e extremistas, a vencedora esperada era a abstenção. No resto o mais que expectável: Marcelo folgado a garantir a reeleição, os extremistas Ana Gomes e André Ventura em segundo e terceiro num quase empate, e o resto o costume, todos juntos a valerem pouco mais que uma arroba. 

De assinalável, a vitória do candidato do Chega no Alentejo comunista. Mesmo em Setúbal foi à tangente. Dá que pensar. Tudo o que se possa acrescentar à coisa é dizer mais do mesmo.

Vamos, pois ter mais cinco anos presididos por uma figura escolhida por apenas cerca de 1/4 dos portugueses. Dá que pensar, ou talvez não!

6 de janeiro de 2021

Autárquicas - Já se mexem

Pode parecer cedo, mas já começam a mexer as coisas para a preparação das Eleições Autárquicas neste ano de 2021, que se preveem lá para início Outubro. Mesmo que em surdina, já se traçam cenários.

No entretanto, não se sabe o que vai dar a questão da prometida reversão de algumas das famigeradas uniões de freguesia, nomeadamente quanto à nossa. Com uma situação de pandemia em mãos e entretido com a presidência da União Europeia, que agora começa e se prolonga durante o primeiro semestre, tudo indica que o Governo vai protelar a reversão, ficando esta a navegar em "águas-de-bacalhau". 

Assim, não parece crível que a coisa possa vir a fazer efeitos práticos e a tempo das eleições que se aproximam. Mas seria fantástico que sim, devolvendo-se a dignidade e funcionalidade às freguesias que têm estado paralisadas devido às doenças que padecem as uniões de freguesia, nomeadamente as que não souberam nestes quase oito anos compreender e respeitar as diferenças próprias de cada uma das unidades.

Seja como for, terá que haver eleições. Alguém terá que assumir os comandos e é importante que seja gente capaz a todos os níveis. Será sempre uma missão difícil neste contexto de união de freguesias porque a coisa nasceu torta e será inglório o endireitamento.

Quanto às eventuais listas concorrentes, cabeças-de-lista e demais elementos, que estes sejam capazes e interessados em reunir consensos para dar a cada uma das freguesias a importância e respeito que merecem. Não apenas num critério de justa proporção, mas preferencialmente no sentido de limar diferenças de modo a que todas as partes venham a ter igual nível de desenvolvimento.

Quanto à participação na disputa eleitoral, pela parte que me toca é peditório para o qual já contribui. Neste cenário de união de freguesias o meu contributo já foi dado. Ficarei, pois, a ver na bancada. Além do mais importa dar lugar a tantos que tão inflamadamente encontram apenas defeitos em quem de algum modo se presta a exercer cargos e funções de cidadania, mas para as quais nunca se predispuseram a dar a cara e a fazer parte e a sujeitarem-se às críticas fáceis, gratuitas e tantas vezes desonestas e desconhecedoras das realidades e dificuldades de cada um. Esses devem ser os primeiros a avançar para que, pelo menos, depois passem a ter alguma legitimidade para o arremesso.

Neste contexto, os próximos tempos serão mais do mesmo, com as habituais movimentações, a escolha de candidatos, nem sempre a mais acertada, nem sempre a possível, os perfis, as disponibilidades, as segunda e terceiras vagas, os posicionamentos para o futuro próximo, etc, etc. É, pois, coisa interessante para se assistir (de fora).

27 de maio de 2019

Ooooops! Acabei por não votar!


É verdade! Acabei por não votar para o Parlamento Europeu. De resto como a larga e esmagadora maioria, a rondar os 70%, dizem.
Parece que na secção de voto em Guisande venceu o PSD, por 41 votos de diferença para o PS, mas na União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande venceu o PS, como de resto em todas as demais freguesias no concelho de Santa Maria da Feira, com excepcção da União de Freguesias de Canedo, Vale e Vila Maior, em que venceu o PSD.

A nível nacional, como se esperava, a vitória do PS em todos os distritos excepto em Vila Real. Nos Açores só deu PS e na Madeira, a excepção que confirma a regra, quase só deu PSD. Mesmo com um cabeça-de-lista fraquinho, deu para o PS chegar folgado, com o PSD e CDS a perderem gás. Tudo indica que em Outubro será mais do mesmo, mesmo que com os protagonistas de agora já acomodados nos seus confortáveis assentos de Estrasburgo e Bruxelas. Em todo o caso eram apenas figuras secundárias, quase marionetas de um discurso e campanha centrados sobre o país e não sobre a Europa, como se impunha.

É escusado fazer leituras e interpretações porque elas são demasiado óbvias. Por mim, confesso, nem os muitos partidos e coligações concorrentes despertaram o mínimo interesse por esta coisa da Europa. Nem mesmo o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua mensagem de véspera, conseguiu colmatar esse desinteresse. Pode ser apenas a minha leitura, mas o professor, tentando, não fez mais que tratar a larga maioria abstencionista como uma cambada de iletrados e irresponsáveis, desconhecedores dos perigos do abstencionismo. Também ele pareceu ignorar que em grande parte a abstenção resulta de uma descrença na Europa tal como ela nos é apresentada e sobretudo num descrédito nos habituais partidos e seus representantes. É certo que, como disse, a escolha era ampla e diversificada, mas não disse, porque não ficava bem dizer, que nem sempre a quantidade é qualidade.

Feitas as contas, elas, as contas, fazem-se sempre à volta dos principais e habituais partidos. O resto é um conjunto de siglas e pessoas, algumas certamente com boas intenções e que até tiveram algum protagonismo na campanha, mas logo após os resultados desaparecem na sua insignificância percentual. Desses, apenas esperei, talvez pelo carisma do fundador, um pouco mais do Aliança, mesmo sabendo que está a começar a caminhada. Mas a coisa já não vai lá com carismas nem mesmo sendo de Pedro Santana Lopes, talvez por já não surpreender. Mas, pelo menos, pareceu-me ser coerente no discurso da desilusão.

Rui Rio também foi pragmático quanto baste, recusando fazer leituras onde elas não existiam, assumindo o fracasso nos objectivos traçados. Infelizmente, este pragmatismo e frontalidade, que se reconhecem a Rio, também já não casam bem na nossa política porque o povo no geral dá-se bem com os habilidosos e as suas habilidades. No fundo, como no título de um certo filme, "engana-me, que eu gosto", ou como cantava a Ana lá pelos idos dos anos 80, "Quanto mais me bates, mais eu gosto de ti".

Ainda quanto à esmagadora abstenção, sobretudo para esta circo político das Europeias, ela continuará por estes níveis, ou mesmo a aumentar, enquanto os partidos e os políticos não perceberem o seu real  significado, porque ela não é só composta por gente preguiçosa e com compromissos agendados de ida à praia, à festa ou a casamentos e baptizados, ou simples e puramente desinteressada da coisa pública, mas essencialmente por gente que já não acredita nos partidos e nos políticos, pelo menos na configuração que teimam em manter, e que percebem que votar em A, B ou C vai dar exactamente ao mesmo. Sobretudo, que a Europa e o projecto europeu é essencialmente uma coisa de políticos, burocratas e tecnocratas. O povo, esse andará sempre a seu  toque de caixa.
Creio que a abstenção só vai merecer uma séria atenção quando os políticos caírem no ridículo de serem os únicos a votar neles próprios. É um exagero, obviamente, mas seria engraçado.

22 de novembro de 2017

Junta da União de Freguesias - Executivo 2017/2021

 


Das eleições de 1 de Outubro de 2017, a lista do Partido Social Democrata encabeçada por José Henriques dos Santos, que assim se recandidatava ao cargo de presidente da Junta, venceu com maioria, elegendo 7 elementos contra os 6 do Partido Socialista. Tal vitória resultou essencialmente do retumbante resultado em Gião mercê da participação na lista do carismático e dinâmico empresário local  Manuel de Oliveira Leite e ainda pela perda de lugar do CDS, que deixou assim de servir de fiel de balança no que em muito contribuiu para a vitória dos "laranjas"..

Por sua vez, em Lobão, a vitória do PSD foi tangencial sobre o PS, com David Neves a sair reforçado na votação face às anteriores eleições mas sem conseguir lograr a vitória. Em Louredo, em perda mas sem surpresa, também venceu o Partido Social Democrata. Já em Guisande, ao contrário das eleições em 2014 com a vitória por maioria do PSD, desta feita venceu o PS onde Celestino Sacramento integrava a lista.

8 de outubro de 2017

Nem sempre o que parece é

Parece que foi ontem, mas passam já oito dias sobre o último Domingo eleitoral. Em todo o país foram milhares de elementos, homens e mulheres, que nas diferentes secções e mesas de voto asseguraram o serviço e respectivo funcionamento. Sem dúvida uma papel importante, louvável até, mas não voluntário, mas sim pago. É certo que já foi bem melhor pago mas por ora ainda rende uma notinha de 50 euros e 55 cêntimos e ainda o direito de folgar no dia seguinte no trabalho sem perda de direitos. Nada mau.

Nunca o faria apenas por dinheiro, é certo, mas no entanto, como representante da Junta e para assegurar a abertura e fecho dos locais de voto aqui em Guisande, bem como assegurar o serviço de apoio aos eleitores, certo é que, ao contrário dos elementos das mesas de voto que foram mais cedo para casa, com excepção dos presidentes de mesa, estive entre as 07:00 horas da manhã até quase às 22:00 horas, altura em que, tardiamente, passou o piquete da GNR para efectuar o levantamento dos votos e entregar os mesmos na Câmara Municipal. Fechei e saí da Junta já passava das 22:00 horas.

Pelo meio, um escasso tempo para um almoço apressado. Em suma, um bonito Domingo, a pedir festa ou passeio e preso ali entre as quatro paredes de um gabinete. Apesar disso, e porventura poucos o sabem, sem ganhar um cêntimo sequer por esse serviço de 15 horas. Pelo contrário, e com todo o gosto, tal como nos dois últimos actos eleitorais (legislativas e presidenciais) saiu do meu bolso o custo com a despesa do tradicional lanche para os elementos das mesas de votos e delegados dos diferentes partidos, incluindo uns franguinhos de churrasco assados na melhor churrasqueira do mundo e arredores, a Churrascaria da Serra, em  Estôse.
As coisas são como são, nem mais nem menos, mas fica aqui esta nota, não como lamento, mas para que pelo menos não se pense, erradamente, que recebem todos pela medida grande. O seu a seu dono.

4 de outubro de 2017

Verdes e maduros

Ainda em análise aos resultados eleitorais de Domingo passado, em concreto para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, há um caso paradigmático sobre o qual importará tecer algumas considerações. Trata-se da lista concorrente composta pelos partidos PCP e PEV (Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes"), conhecida por CDU, Coligação Democrática Unitária.

Pela parte que me toca, que gosto de recolher e guardar em arquivo material de propaganda dos diferentes partidos ou coligações, não vi e por isso não li um único panfleto, por mais simples que fosse. Na caixa-de-correio, uma habitual amiga de quem faz campanha, nada lá caiu da parte do PCP-PEV. Soube com antecedência que a cabeça-de-lista seria uma mulher mas nunca lhe descobri o nome, de onde era ou o que fazia. Também não ouvi as suas propostas e projectos para a União de Freguesias, porque no debate ocorrido na antena da Rádio Clube da Feira não apareceu, não dando qualquer justificação. Mesmo quanto aos nomes, gostaria de ter sabido quem da freguesia de Guisande integrava a lista mas apenas soube por consulta da lista no próprio dia de eleições.

Penso que esta forma de concorrer por concorrer será algo a roçar o desrespeitoso para com o eleitorado. Mesmo que se saiba que normalmente por aqui a sua expressão eleitoral é quase nula (18 votos em Guisande e 125 na União), seria lógico e de bom senso que alguma campanha se fizesse, nomeadamente para dar a conhecer as pessoas que integravam a lista. Era o mínimo exigível.
Assim, esta situação não dignifica quem participa na lista nem quem, de algum modo, tem responsabilidades na sua elaboração. 

Quando assim é...

2 de outubro de 2017

Autárquicas 2017–Resultados para a Assembleia de Freguesia da nossa União - Leituras


Fechados que estão os resultados eleitorais para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, já é possível fazer algumas leituras, embora estas em política possam seguir por caminhos diferentes. Há, porém, situações tão objectivas e evidentes que é impossível ignorá-las.

Olhando, pois, para os resultados, pode-se chegar a algumas e às seguintes leituras:
- O grande vencedor da noite foi Manuel de Oliveira Leite, o homem-forte de Gião. Aqui sem dúvida que a figura e o carisma sobrepôs-se ao partido.
- Os resultados equilibrados em Lobão, com o PSD a ter uma vantagem de apenas 31 votos, retiram a Lobão o argumento de que por si só decide o resultado eleitoral. Não foi assim e poderá não ser assim no futuro.

- A José Henriques, deve-se reconhecer a coragem de ter enfrentado uma eleição que de antemão se sabia ser muito difícil e num contexto de descontentamento geral, que de resto se reflectiu nos resultados. Em todo o caso, como presidente e único responsável directo pelo modelo seguido, ainda que fortemente condicionado pelos factores de compromissos financeiros, mudança administrativa e mandato encurtado, teria que ser ele próprio a enfrentar esses predicados, até porque, de uma concelhia algo autista, nem sequer se equacionou outra alternativa de liderança. Assim sendo, não teve como não ser assim. É certo que nesta luta esteve muito bem escudado por Manuel Oliveira Leite, comprovado nos resultados, mas é justo que se lhe reconheça essa coragem.

- David Neves, cabeça-de-lista do PS, deve sentir-se orgulhoso porque fez um excelente resultado, mesmo em Lobão, sendo apenas apanhado pelo tornado "Leite". Porventura fez uma campanha pouco incisiva, demasiado soft e sobretudo com um grande erro de casting ao começar a campanha apenas 15 dias antes das eleições deixando o eleitorado numa dúvida e envolto num nevoeiro de tabú que demorou mais de um mês a dissipar. Se a lista entrou no tribunal no início de Agosto, não fez nenhum sentido estar a ocultar-se a mesma durante quase mês e meio. A meu ver esta passividade fez muita diferença, sobretudo na campanha digital ao nível das redes sociais.

- Em Guisande, mesmo com o PS a apresentar como representante uma ilustre desconhecida, sem qualquer intervenção ou dinâmica na comunidade local, beneficiou do efeito do carisma positivo de Celestino Sacramento, que se envolveu até de uma forma mesmo pessoal, quase intimista, bem como obviamente lucrou o PS com uma vontade por parte de uma maioria do eleitorado em penalizar um recandidato cabeça-de-lista do PSD que considerou ter estado longe de uma actuação de proximidade para além  do ónus da escassez de obras e alguma incapacidade de resolver assuntos básicos como as limpezas das ruas e espaços ajardinados. Pode-se, pois, concluir sem sofismas que em Guisande ganhou o Celestino Sacramento.

- A maioria absoluta do PSD deve-se também ao CDS que deixou Fernando Almeida de lado e que assim descapitalizou o eleitorado certinho que tinha em Gião a favor do homem-forte. Em circunstâncias normais o CDS teria eleito um elemento que teria sido importante para impedir uma maioria absoluta.

- Quanto a Guisande, apesar de uma diferença de 101 votos entre a vitória do PS e da derrota do PSD, comparativamente às últimas eleições intercalares de 2014 o PS apenas ganhou mais 59 votos e porque o PSD teve menos 112 votos do que em 2014, a diferença residiu obviamente na sua dispersão por votos brancos (este ano com mais 26), nulos (este ano com mais 9) e mesmo na redução de número de votantes (este ano com menos 26). Ou seja, é legítimo concluir que poucos votos passaram directamente do PSD para o PS, o que de resto é comum ao país.

- Puxando um pouco a brasa à sardinha, em Louredo, mesmo vencendo o PSD, a saída de Marta Costa, muito competente, conhecedora e apaixonada pela sua freguesia, teve os seus custos e o partido perdeu 135 votos, o que é significativo. Do mesmo modo, independentemente das leituras que cada um poderá fazer, também em Guisande a saída de Américo Almeida resultou numa perda para o PSD de 112 votos comparativamente a 2014. Creio que são legítimas estas leituras.

- Assim sendo, e ainda com outras leituras e estatísticas por fazer, vamos pois continuar a ter uma Junta e Assembleia de Freguesia dominadas pelo PSD. Se na Assembleia vão continuar algumas das figuras do anterior mandato, já no executivo a mudança é de 80%. A ver vamos como se compatibilizam os perfis e carismas de José Henriques e Manuel Leite, que esperamos que seja uma compatibilidade profícua em favor da União e de cada uma das quatro células.

- Quanto a Guisande, continuo a lamentar que a sua representante não ocupe um lugar de tesoureira ou secretária na Junta, como era justo que fosse, tendo em conta uma rotatividade de cargos. Uma desconsideração da concelhia, sem dúvida e que de algum modo também se reflectiu no resultado em Guisande em que o PSD foi fortemente penalizado. Infelizmente quem manda nestas coisas quase sempre de forma teimosa e contra a maré, não quer ler nem compreender ou corrigir os sinais.

Do mal o menos, nesta desconsideração centralista para com Guisande, pelo menos, em princípio, teremos o Dr. Rui Giro como presidente da Assembleia de Freguesia, cargo que certamente desempenhará com qualidade.

Finalmente, espero e desejo que o resultado penalizador de Guisande não resulte em qualquer  tentação de revanchismo e que, pelo contrário, se aproveite a oportunidade para se demonstrar pela positiva que os guisandenses fizeram mal em não continuar a acreditar no PSD.

1 de outubro de 2017

Autárquicas 2017–Resultados para a Assembleia de Freguesia da nossa União

autarquicas_2017_uniao

Quadro de resultados para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande. Sujeito a correcções ou actualizações.

Clicar no quadro para ampliar.

PSD vence com maioria na União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande

Sem surpresa o PS vence em Guisande por uma diferença de 102 votos, mas foi insuficiente. O PSD venceu com maioria na União em grande parte pelo facto do CDS não ter resistido à saída de Fernando Almeida e assim não ter  eleito o seu cabeça-de-lista. Manuel Oliveira Leite foi determinante ao vencer em Gião com uma larga vantagem e cobrir os prejuízos nas demais freguesias. Sem segundas leituras, o homem forte de Gião foi o grande vencedor e o pilar desta sofrida vitória do PSD. José Henriques em Lobão foi fortemente penalizado e perdeu 374 votos para o PS e tremeu mas segurou-se por escassos 31 votos, o que era fundamental para a vitória global da União. Apesar do peso eleitoral de Lobão no contexto da União, nesta eleição a vitória do PSD deve-se sobretudo a Gião. Não há como o desmentir.
Parabéns aos vencedores e parabéns aos vencidos por terem dignificado este acto eleitoral. Agora há que trabalhar e reverter um mandato que foi muito difícil e sem grandes feitos, o que apesar de tudo e da perda de votos, a maioria da população da União face aos resultados globais parece ter compreendido as dificuldades e contexto de mudança e redução do mandato e legitimado uma segunda oportunidade.
Parabéns de modo particular à Patrícia Pinho e ao Rui Giro.

Guisande:

Mesa 1:
PS 210; PSD 150; CDS 17; CDU 7

Mesa 2:
PS 123; PSD 81; CDS 19; CDU 11

Total Guisande:
PS 333; PSD 231; CDS 36; CDU 18

O que ser há-de for

Estou a escrevinhar esta reflexão quando faltam pouco mais de 30 minutos para o fecho das mesas de voto. Cá por Guisande, como no resto da União de Freguesias de Guisande, Gião, Louredo e Guisande, não sei qual será o resultado, mas não ficarei surpreendido com qualquer desfecho, seja ele qual for, ganhe quem ganhar, e isto porque em democracia quem escolhe é o povo e bem ou mal estará sempre bem escolhido.
Importa que depois de conhecidos os resultados e em face deles empossados os órgãos da Junta e da Assembleia de Freguesia, façam por governar bem dentro dos escassos recursos e competências. Milagres não há e por isso há-de haver sempre muito por cumprir do caderno de promessas daqui a quatro anos, se lá chegarmos.
Entretanto, a esta hora parece já evidente que aqui em Guisande não será ultrapassado o número de votantes de há três anos aquando das intercalares, então 699. A não ser que os muitos ainda em falta apareçam já nos minutos finais, o que não me parece. A abstenção será, pois, sempre alta, quase de certeza acima dos 52%.
A ver vamos daqui a poucos minutos.

28 de setembro de 2017

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XXIII





Propaganda do Partido Socialista às eleições para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Lobão, Gião, Louredo e Guisande. 
(clicar nas imagens para ampliar)

27 de setembro de 2017

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XXII


Capa do programa eleitoral da lista do PSD concorrente à eleição para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande.

26 de setembro de 2017

Sondagem

Vale o que vale, mas na nossa simples sondagem que aqui tivemos disponível durante largos dias, em que à questão "Quem acha que vai ganhar as próximas eleições para a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira?, os participantes em número de 54 distribuíram os votos de acordo com o quadro abaixo.
Emídio Sousa, candidato pelo PSD e ainda o actual presidente de Câmara, colheu 23 votos (42%), por isso distanciado da candidata do PS mas sem maioria.
Obviamente que não sabemos qual vai ser o resultado de Domingo, mas será perfeitamente normal que seja o Dr. Emídio a ser reconduzido à frente da edilidade feirense fazendo prolongar o domínio laranja no nosso concelho. Resta saber se por maioria ou não, já que nos parece que a Dr.ª Margarida Gariso tem tido uma campanha muito positiva. Apesar de tudo isto, o povo no seu conjunto é soberano e escolherá. Importa que o faça devidamente esclarecido.

Nota: Teria sido curioso realizar semelhante sondagem para a nossa União de Freguesias, mas à data ideal para o seu lançamento (pelo menos um mês antes) ainda não era conhecido publicamente o nome do candidato do Partido Socialista. Este apenas foi dado a conhecer publicamente sensivelmente a pouco mais de 15 dias da data do acto eleitoral o que nos parece pouco tempo para manter uma sondagem online. 


25 de setembro de 2017

Realidades...

Estamos em período de campanha eleitoral para as próximas eleições autárquicas que têm lugar já no próximo Domingo, 1 de Outubro. 
Como é sabido, já não faço parte de qualquer lista concorrente e por conseguinte a minha intervenção no acto eleitoral será apenas de mero eleitor.

Para além das minhas opiniões e pensamentos pessoais que tenho publicado e partilhado publicamente neste meu espaço, de uma forma independente tanto quanto possível, mesmo com todos inconvenientes pessoais decorrentes, tenho procurado abster-me de tomar partido por A ou B. Apesar disso, não como um apelo ao voto mas apenas à reflexão, gostaria que os eleitores, de modo particular os guisandenses, para além das suas próprias análises, decorrentes do seu legítimo pensamento, pelo menos tivessem em conta as enormes dificuldades que o ainda actual executivo da Junta teve neste seu curto mandato de três anos. Ninguém de boa fé, da esquerda à direita, pode fazer uma análise ponderada, objectiva e isenta se de forma deliberada omitir ou esquecer  a realidade. E a realidade, independentemente do estilo e modo de acção da Junta, que será sempre questionável, traduziu-se num conjunto de graves dificuldades decorrentes dos compromissos financeiros transitados forçosamente das extintas Juntas de Freguesia de Guisande e Gião. Houve por isso necessidade de pagar dívidas e cumprir compromissos da responsabilidade alheia ao actual executivo, em montantes substanciais. Nesse contexto, o dinheiro deixou de poder ser canalizado em obras e traduziu-se em dificuldades na contratação de pessoal e de serviços. Foi necessário reduzir subsídios e suprimir no primeiro ano algumas iniciativas populares como o Passeio/Convívio dos Seniores e outras regalias. Foi, em suma, um mandato de contenção e de redução de algumas expectativas que eram legítimas no início.

Para além das dificuldades objectivamente financeiras por pagamento forçado do desmando de terceiros, esta Junta teve que lidar com a nova realidade administrativa e todas as questões práticas e legais inerentes à mudança. Desde o sistema informático integrado até à administração de cemitérios bem como do registo de património e inventário e outros mais aspectos de gestão e funcionamento, este foi um processo que gastou tempo e recursos. É certo que no geral a casa está quase arrumada, mas ainda muito falta fazer, nomeadamente na uniformização de sinalização, toponímia e outros pontos inerentes a uma nova entidade. É um processo quase constante.

Em todo o caso, pessoalmente saio obviamente desiludido porque nem de longe nem de perto as coisas correram como tinha perspectivado. Mesmo com as dificuldades referidas era possível fazer mais, melhor e diferente. Mas um exagerado centralismo presidencial e nenhuma autonomia aos directos representantes das freguesias não o permitiram. Não há como o desmentir.

Finalmente mas não menos fundamental e concorrente para as dificuldades da ainda actual Junta, o facto de este mandato ser mais curto, já que dos quatro anos normais e expectáveis, um foi gasto sem resultados práticos numa gestão corrente e com uma Comissão Administrativa limitada nas suas competências.
Mesmo com as diversas dificuldades, financeiras e de organização decorrente da reforma administrativa, estou certo que com mais um ano de mandato pela frente, haveria tempo e disponibilidade para fazer mais obra, incluindo pavimentações de algumas ruas ou destas nos troços mais degradados e rotinar com regularidade outros aspectos como as limpezas das ruas e espaços verdes e manutenção de equipamentos.

Esta é a realidade que posso testemunhar e, como disse, será de má fé ou de memória curta quem fizer uma análise à actividade da actual Junta sem ter estes importantes factores em conta. Não que sejam apenas desculpas, mas por terem sido efectivos e indesmentíveis.

Quanto ao resto, quanto à legitimidade de todas as listas e pessoas concorrentes a um novo mandato, quero acreditar que todos são capazes, competentes e interessados pelo desenvolvimento futuro da nossa união das freguesias e da sua população. As diferenças podem ser de estilo ou de projectos. Que façam, uma vez escolhidos pelo povo, pela vida e que não defraudem as expectativas.

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XXI




Propaganda do CDS-PP para as eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro. Sob o lema MAIS, Domingos Correia, candidato do partido centrista à Assembleia de Freguesia de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, traça as principais linhas orientadoras do seu programa.
Recorde-se que o CDS, tanto nas eleições de 2013 como nas intercalares de 2014 elegeu um elemento, pelo que a repetir-se pode vir a funcionar como eixo decisivo na formação do futuro executivo. Mas isso são contas que cabe ao povo sentenciar. Mas sim, é importante a participação de mais partidos para além da habitual bi-polarização PSD-PS. Igualmente importante teria sido o aparecimento de uma lista independente. 

22 de setembro de 2017

Abonos dos eleitos locais 2017



Considerando que estamos em vésperas de eleições para as autarquias locais, terá algum interesse informar o seguinte: A nossa União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande tem para estas eleições de 1 de Outubro de 2017 um total de 9577 eleitores inscritos, o que faz dela a segunda maior freguesia do concelho de Santa Maria da Feira. Na tabela dos abonos dos eleitos locais está integrada no escalão entre 5000 e 10000 eleitores. Assim sendo a nossa Junta e todas em igual condições de número de eleitores é composta por 5 elementos, em que o presidente da Junta, a tempo inteiro em regime de exclusividade terá direito a um abono mensal de 1449,76 euros a que acresce 422,17 euros mensais para despesas de representação, por isso um total de 1871,93 euros, acrescidos ainda de dois subsídios extraordinários a receber em Junho e em Novembro (férias e 13º mês), o que totaliza um valor de 26207,02 euros anuais e  104828,08 euros nos quatro anos do mandato. Convenhamos que nada mal num país em que o actual ordenado mínimo nacional mensal é de 557,00.

Nota: (até ao momento em que escrevo esta informação não consegui confirmar se nos subsídios extraordinários também se reflecte o valor das despesas de representação. Creio que não, até pela leitura da tabela acima, pelo que a ser assim aos valores anuais acima indicados terá que se fazer a respectiva dedução (3377,36 euros no mandato), o que de resto é irrelevante face ao valor total a auferir no mandato).

Por sua vez, tanto o secretário como o tesoureiro da Junta recebem um abono mensal de apenas 244,24 euros. Já os demais vogais, os parentes pobres da coisa, recebem somente um valor de 21,37 euros por cada senha de presença nas reuniões de Junta e nas sessões da Assembleia de Freguesia. A ter em conta o número de reuniões estipuladas no actual mandato, duas reuniões de Junta mensais (o mínimo regulamentar será uma reunião), o valor mensal a receber por um vogal totaliza a pequena fortuna de 42,74 euros. Sempre que ocorre uma sessão da Assembleia de Freguesia (mínimo de quatro ordinárias por ano), os vogais recebem mais 21,37 euros por cada sessão. Em números redondos receberá um vogal a fortuna de 600,00 euros anuais ainda sujeitos a IRS. Considerando que o actual mandato está encurtado, sendo apenas de 3 anos, significa que um vogal recebe da Junta pelos três anos menos que o presidente recebe num único mês. Parece anedota mas é a verdade.
Estes são os números muito diferentes de quem, mal informado, eventualmente considera que tantos os vogais como os secretário e tesoureiro ganham pelo menos um ordenado mínimo mensal. É caso para se dizer que neste caso fica-se com a fama mas sem o proveito.

Em resumo, vistas as coisas apenas pela parte financeira, a que muitos chamam de "gamela" ou "tacho", esta coisa de fazer parte de uma qualquer Junta em rigor apenas interessa a quem exerce o cargo de presidente. O resto, secretários, tesoureiros e sobretudo os vogais, é paisagem, muita boa vontade, amor à camisola, amor à freguesia e voluntarismo. Muito voluntarismo. Vale pelo menos o conforto do exercício de um acto de cidadania, o estar ao serviço dos concidadãos mesmo que com efectivo prejuízo.

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XX


Momento da campanha do Partido Socialista na União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande

17 de setembro de 2017

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XVIII


Outdoor do Partido Socialista.

Em rigor e em boa verdade, tanto Margarida Gariso, candidata à presidência da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, como David Neves, candidato à presidência da Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, o que podem fazer e influenciar quanto à reversão do processo de União de Freguesias é igual a zero. Para além do mais este é um assunto nacional e não de eleições autárquicas. Até o Partido Socialista tem sido pouco claro e objectivo quanto a essa situação. Se quisesse mesmo a reversão do processo, até porque contaria com o apoio do Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda, já se teria avançado antes que a coisa comece a ganhar algumas raízes.

Assim sendo, ou não sendo, este slogan não deixa de ser algo demagógico. Mas porque, todavia, está estampado, com todas as letras, é uma posição que não pode deixar de ser registada e ficamos a rezar para que a coisa possa ir avante e que de facto as uniões acabem por dar em divórcio, indo, de resto, ao encontro e vontade da larga maioria das populações das freguesias afectadas. Mas não será certamente apenas pela vontade da Margarida e do David que o tempo vai andar para trás.  Em todo o caso, pela parte que me toca, qualquer coisa que se faça no sentido de reverter as uniões de freguesia é de considerar como positiva.

Quanto ao "devolver a voz a Guisande", é um slogan que vale o que vale e vale pouco porque o problema das uniões de freguesias e de cada uma das freguesias agregadas não é a falta de voz das populações e de quem as representa mas sim da falta de meios humanos e financeiros para que às vozes seja dado seguimento com obras e iniciativas. Haja dinheiro e boas condições e as coisas fazem-se, mesmo que com pouca voz. Pela parte que me cabe, nunca deixei de dar voz às grandes e pequenas necessidades, mas infelizmente poucas respostas foram dadas por uma Junta que governou ferida nas suas capacidades financeiras e mesmo de falta de tempo e também ocupada com os problemas da mudança administrativa. É óbvio que, apesar disso, seria sempre possível fazer diferente, eventualmente mais e melhor, mas se mais não se fez não foi seguramente por falta de voz de quem representou as freguesias. Mas as coisas são como são e bem sabemos que na política os slogans são frases estudadas, bonitas e de circunstância, mas quase sempre sem substância.

Mas voltando a frisar o que já disse por aqui anteriormente, tenho a certeza de que o futuro executivo saído das próximas eleições de 1 de Outubro, independentemente dos partidos A, B ou C, encontrará e terá muito melhores condições de governação e daí que não seja difícil fazer mais e melhor, com pouca ou muita voz por parte de cada uma das quatro freguesias. O difícil mesmo será fazer igual ou pior.
Que se dê e devolva, pois, não apenas a voz mas sobretudo a autonomia a Lobão, a Gião, a Louredo e a Guisande. Essa é que é a questão que interessa. O resto é sempre fogo de artifício próprio de campanhas eleitorais, da esquerda à direita.