Mostrar mensagens com a etiqueta Paróquia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paróquia. Mostrar todas as mensagens

25 de outubro de 2022

Na dor e alegria, presente.

Cada um, e de modo especial a família, sentirá como lhe aprouver. Pessoalmente achei significativo que o nosso pároco, Pe. António Jorge, mesmo depois de uma queda que o maltratou, e por isso em confessado e nítido esforço e desconforto físico, fizesse questão de ser ele a celebrar ontem a missa de exéquias pela Maria Isaura da Conceição, e assim de algum modo partilhar a dor dos familiares, reconhecendo e considerando simultaneamente o papel e acção que alguns elementos da família sempre souberam dar à paróquia e à comunidade.

Ora isto nem sempre acontece em diferentes situações da nossa vida e quotidiano, e tantas vezes, mesmo com trabalho e dedicação desinteressada, até mesmo com prejuízo próprio, no final das contas ainda somos rotulados com o mesmo carimbo com que despachamos os maus da fita.

Por isso sabe bem este apoio e esta proximidade, tanto mais num momento de dor. Certamente que a família o sentiu, de modo particular, permita-me, o António.

Bem haja, Pe. António!

17 de outubro de 2022

Festa do Viso - Antecipada

Na página do Facebook da Comissão de Festas do Viso, ainda nada está divulgado quanto ao assunto - e parece-me que deveria estar - mas quem foi à missa neste fim de semana foi posto ao corrente de um comunicado com uma decisão tomada conjuntamente com a Comissão de Festas 2023 e o pároco Pe. António Jorge.

Em resumo, a título excepcional, foi tomada a decisão de antecipar numa semana a data da realização da nossa festa em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, vulgo Festa do Viso. Assim, do tradicional primeiro Domingo de Agosto, que em 2023 calhará no dia 6, a festa ocorreria nos dias 4, 5, 6 e 7  daquele mês. Sendo antecipada, terá lugar a 28, 29, 30 e 31 de Julho.

Quanto ao motivo, prende-se com o facto de que nos dias em que teria lugar a nossa festa, ocorrerão as Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa, um acontecimento mundial e de extrema importância para o mundo católico. O papa Francisco estará presente com uma grande parte do clero nacional, bem como se espera o envolvimento de centenas de milhares de jovens provenientes dos quatro cantos do globo. Naturalmente que também estarão presentes muitos dos jovens da nossa paróquia. O nosso próprio pároco manifestou interesse e vontade em participar. Totalmente compreensível.

Posto isto, por quem decidiu, foi considerado que o motivo para antecipar a data da festa é importante e justificável e por isso com carácter excepcional.

Naturalmente que, nesta como noutras coisas, para mais quando se trata de alterar pressupostos que são vigentes de há largas dezenas de anos, a decisão nem a todos agradará. 

De minha parte tenho naturalmente a minha própria opinião, mas para o caso é totalmente irrelevante, até porque a decisão já está tomada.

Assim sendo, é seguir em frente!

13 de outubro de 2022

Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude em Guisande

 









(ícone Salus Populi Romani (protectora do povo romano), um dos símbolas da JMJ)

Com um significativo atraso de mais de uma hora face ao horário previamente agendado (12:15) passaram hoje, 13 de Outubro, por Guisande, os símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude (a cruz peregrina e o ícone mariano “Salus Populi Romani”).

Depois do acolhimento a caravana seguiu para a paróquia vizinha de Louredo com passagem pela capela do Viso, devendo terminar na paróquia de Canedo, na Senhora da Piedade.

O horário marcado não era o mais indicado para quem trabalha, mas com o atraso verificado as coisas não melhoraram, mas mesmo assim com bastante gente presente incluindo o Grupo de Jovens pelo que o momento teve a dignidade merecida.

Um momento simples mas significativo.

3 de outubro de 2022

Obrigado, Sr. António Costa

Por estes dias soube que o Sr. António Costa, por sua vontade, tomou a decisão de deixar o cargo de tesoureiro da Comissão da Fábrica da Igreja, modernamente designada de Conselho Económico, da qual fazia parte há já vários anos. 

Foi, pois, muito tempo dedicado à causa. Percebia-se que exercia o cargo com dedicação e espírito de serviço pela paróquia e comunidade. Mesmo dentro das suas próprias limitações e desde logo pelo próprio peso da idade, mostrava-se incansável no que lhe competia, fazendo de forma persistente aquilo que tinha que fazer.

Mesmo tendo inicialmente tomado conhecimento desta informação apenas de forma informal e circunstancial, e depois confirmada com alguém do Conselho, pela parte que me toca, como paroquiano, e porque tenho por ele uma grande estima e consideração, quero agradecer-lhe pelo trabalho e missão que levou a cabo, o que nem sempre é fácil porque, de um modo geral, um cargo dado a julgamentos e a escrutínios, tantas vezes desajustados ou mesmo injustos. Tem agora um cargo de vogal, por isso já com menos responsabilidades, mas ainda assim ao serviço.

Tudo tem o seu tempo e o seu lugar e o Sr. António decidiu que era tempo de terminar esta sua responsabilidade de lidar com as contas e com dinheiros.

Bem haja, pelo serviço prestado e  pela sua simplicidade e dedicação, que, de algum modo, ainda continua.

17 de agosto de 2022

Dia de S. Mamede, nosso padroeiro

 


É já hoje, 17 de Agosto, o dia de S. Mamede, padroeiro da nossa paróquia. Sem pompa nem circunstância, mas com celebração condigna, logo teremos missa pelas 19:30 horas na igreja matriz. Seguir-se-á uma singela procissão à volta pelo percurso habitual (pelo adro e alameda).

Dizem os mais antigos que noutros tempos já houve por cá festa de arraial dedicada ao padroeiro, mas pessoalmente, não tenho memória dela. De resto, no que é uma singularidade, as festas populares com invocação de santos ou de Maria nas suas diferentes facetas, muitas vezes deixam os padroeiros de fora. Mesmo cá pelas redondezas, algumas têm tido períodos de paragem e outras são festas menores quando comparadas com demais festas nas próprias freguesias. 

Até mesmo na nossa freguesia, já tem havido procissões na Festa do Viso sem a sua presença, no que, naturalmente, é sempre de lamentar. No mesmo sentido de nem sempre se dar importância à importância, mesmo neste ano, incompreensivelmente, um santo com devoção e tradição na freguesia, o mártir S. Sebastião, não tomou parte na procissão da nossa maior festa. Soubesse disso, com tempo, e seria eu próprio, ou com mais alguém, a garantir a sua participação. Mas, adiante.

A ilustrar este artigo, deixo a reprodução do painel de azulejos existente no lado norte da torre da nossa igreja. Foi pintado a partir da imagem original existente à esquerda (de quem olha) do altar-mor. 

Este painel, com as dimensões de 1,26  x 0,84 m, composto por 54 azulejos (9 x 6) foi mandado fazer pelo então pároco Pe. Francisco Gomes de Oliveira à Fábrica de Cerâmica do Carvalhinho, no ano de 1949, tendo então custado 650 escudos.

2 de julho de 2022

Grupo da LIAM em Fátima



O grupo da LIAM de Guisande está a participar neste fim-de-semana, 2 e 3 de Julho de 2022, na Peregrinação a Fátima da Família Espiritana, sob o lema “Um nós cada vez maior” .

Programa:

Sábado, 2 de julho

17:30 Saudação a Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições

18:15 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade

21:30 Terço e Procissão de Velas, no Recinto

23:00 Vigília, na Basílica Nossa Senhora do Rosário


Domingo, 3 de julho

07:00 Via-sacra, aos Valinhos

10:00 Rosário, na Capelinha das Aparições

11:00 Missa, no Recinto, presidida por D. António Marto

14:30 Sessão Missionária, no Centro Paulo VI


Guião da Peregrinação de 2022

22 de maio de 2022

Grupo da LIAM de Guisande - 37º aniversário



Neste Sábado, dia 21 de Maio, o Grupo da LIAM da paróquia de S. Mamede de Guisande celebrou o seu 37º aniversário.

Antes e depois da missa das 17:30 horas, realizou-se a já tradicional Feirinha Missionária  cujo valor apurado com as vendas dos diversos produtos reverterá para os Missionários do Espírito Santo e para as suas obras e acções sociais em prol das Missões. No final houve convívio entre os seus membros.

A missa foi celebrada pelo espiritano Pe. Edward Apambila (natural do Gana - África), que assim substituiu o pároco Pe. António Oliveira.

Parabéns e bem-haja ao grupo pela sua missão!


[foto: Grupo da LIAM]

15 de maio de 2022

Procissão das Velas - Maio de 2022

 



Não foi a 13, mas a 14 de Maio, a nossa tradicional Procissão das Velas. Porventura menos participada que em outros anos, mas igualmente reveladora da devoção dos guisandenses a Maria, na invocação de Nossa Senhora de Fátima. 

Teve melhores condições de segurança, já que acompanhada por agentes da GNR, e uma variação no percurso, com passagem pelo interior do lugar do Reguengo em vez da habitual subida pela Barrosa, que me parece que se justifica.

Com um tempo a prometer chuva, esta felizmente não apareceu durante a procissão, apenas ameaçando mesmo já no final à chegada à Alameda da Igreja. Todavia, o vento fez-se sentir e de modo a apagar as velas e a desbaratar as flores e verdes nas ruas, retirando assim algum brilhantismo e efeito.

A procissão, em si, pareceu-me um pouco algo auto-desorganizada já que em rigor era um amontoado de pessoas que seguia atrás do andor. Seria bem mais bonito, e dar-lhe-ia mais extensão, se organizada com duas filas laterais, mas velhos hábitos são difíceis de mudar.

Uma palavra de apreço para o pároco Pe. António, muito interessado, envolvido e empenhado e que assim deu um importante contributo à solenidade nos diferentes momentos da reza do rosário.

Uma palavra de gratidão para todos quantos de uma forma ou outra ajudaram na organização e pelo empenho e esforço demonstrado. Bem hajam!

Pe. Francisco - 24 anos sobre o seu falecimento

 


Passam hoje, 15 de Maio de 2022, 24 anos sobre o falecimento do Pe. Francisco Gomes de Oliveira que paroquiou a nossa freguesia de Guisande durante quase 60 anos.

Paz à sua alma e que continue a interceder por nós, pela nossa paróquia, para a sua unidade e progresso espiritual e social.

21 de abril de 2022

Janela Aberta - Folha Dominical


Muitos já estarão esquecidos porque passam já quase seis anos (Junho de 2016) sobre a publicação do último número da "Janela Aberta", a folha dominical da nossa paróquia de S. Mamede de Guisande.

Por conseguinte, tem a importância que tem, mas tem já, seguramente, um lugarzinho na história ou nas estórias da nossa freguesia.

Como com todas as coisas, a "Janela Aberta" teve uma origem; Antes, pois, que fiquemos mais esquecidos vamos aqui relembrar a desta simples publicação.

Na última semana de Novembro de 2012 o nosso ex-pároco Pe. Arnaldo Farinha começou a compor e a publicar uma folha dominical para distribuição na igreja, dando-lhe precisamente esse nome "Folha Dominical". Era uma folha do tamanho A4 dobrada a meio, por isso apresentada no formato A5. Era composta pelos textos da liturgia do respectivo Domingo, algumas informações de agenda e horários e algumas imagens a ilustrar.

Este formato inicial durou seis números, referindo-se o último a 30 de Dezembro de 2012.

Nessa altura, por achar que o aspecto gráfico estava pobrezinho e que poderia ser feito de forma mais apelativa, falei com o pároco e propus-me a ajudar, ficando responsável pela composição e grafismo. Propus ainda que a publicação tivesse um outro título, que de algum modo emprestasse uma melhor identidade à publicação. O Pe. Farinha aceitou imediatamente, gostou da ideia e assim dali em diante, semanalmente, a partir do Nº 7, a folha dominical passou a publicar-se nessa nova etapa com o título "Janela Aberta", impressa em sistema laser, com muita qualidade, ao contrário dos primeiros números produzidos na impressora da paróquia em sistema de jacto de tinta.

Mas o título "Janela Aberta" não surgiu do acaso porque considerei interessante que fosse retomado do boletim informativo do Grupo da LIAM, com esse mesmo nome, uns anos antes, quando por minha iniciativa, o grupo então orientado pela saudosa D. Laurinda da Conceição, publicou mensalmente durante quase três anos esse boletim, com o primeiro número a sair em Janeiro de 2001 e que terminou no Nº 14, correspondente ao período de Janeiro/Junho de 2003.

Por conseguinte, a "Janela Aberta" enquanto folha paroquial e dominical teve o seu início quase 10 anos depois do boletim informativo do Grupo da LIAM.

Durante o período de publicação, a "Janela Aberta" teve dois formatos: Começou no formato original, no tamanho A5 (folha A4 dobrada a meio), com 4 páginas a cores e depois passou para o mesmo formato mas com 8 páginas e numa fase final, desde o Nº 117  de 24 de Janeiro de 2016 ao Nº 139 de 26 de Junho de 2016, passou para o formato A4 (folha A3 dobrada a meio) mas apenas a preto e branco de modo a compensar os gastos com o tamanho.

Depois da habitual paragem para férias, com a publicação do atrás referido Nº 139, a publicação não voltou a ser impressa. 

Importa referir que a paragem apenas se deveu à contenção de gastos pela paróquia pois a publicação, entre 80 a 100 exemplares, era distribuída gratuitamente e por conseguinte era sempre uma despesa regular a ter em conta semanalmente, apesar do baixo custo conseguido na impressão em sistema a laser. Por isso, pela minha parte, apesar do trabalho semanal de composição e impressão,  que me ocupava umas horas e naturalmente sem qualquer paga, a publicação teria continuado a ser composta e impressa.

Seja como for, é uma inevitabilidade que estas coisas tenham os seus momentos e períodos e nada dura eternamente, tanto mais quando representam custos que de algum modo não são compensados.

Na sua fase final, para além da habitual publicação da liturgia dominical, o conteúdo englobava ainda reflexões sobre a mesma liturgia, apontamentos relacionados às intervenções semanais do Papa Francisco, ainda a agenda dos serviços religiosos e alguns outros apontamentos ou informações de interessa da paróquia, particulares ou de âmbito geral. Creio que era uma interessante publicação e que por muitos era valorizada. Não sei se alguém guardou a totalidade dos números, mas quem o fez certamente que tem um documento interessante e que mais valor terá no futuro. 

Foi bonito enquanto durou e, como se disse no início deste apontamento, a "Janela Aberta" tem um lugarzinho na história da nossa comunidade paroquial. 

Abaixo deixo a reprodução de alguns números relacionados à transição das diferentes versões da "Janela Aberta", começando pelo tal primeiro número do boletim do Grupo da LIAM datado de Janeiro de 2001 em cujo texto de abertura se explicam e justificam as razões para a sua publicação.









Abaixo alguns outros números














27 de março de 2022

Grupo de Jovens de Guisande

 


O Grupo de Jovens de Guisande voltou a renascer. Ontem, na missa vespertina, por ele dinamizada, teve início a sua caminhada. Entre outros objectivos, a preparação para a sua participação na Jornada Mundial da Juventude que terão lugar em Lisboa no próximo ano, entre 1 e 6 de Agosto.

De que tenho memória (sim, já fui jovem), pertenci desde os 17 ao Grupo de Jovens de Guisande, então dinamizado pelo saudoso Pe. Alves do Seminário dos Passionistas. Desse grupo, entre outros, faziam parte o Cesário Almeida, o Orlando Lopes, a Georgina Santos a sua irmã Fátima, a Cisaltina Coelho, o saudoso Tomé, o Rui Giro e tantos outros.

Depois dessa excelente fornada, houve outros grupos de jovens, mas certo é que em rigor nunca houve um Grupo de forma continuada, no que naturalmente seria positivo, com os mais novos a integrarem-se com os mais velhos, numa natural sequência e sucessão etária.

Desse meu Grupo, não há muitas fotos, até porque por esses tempos as máquinas fotográficas eram um luxo e não havia telemóveis. Acima uma foto, junto ao balneário das Caldas da Rainha, de uma excursão de dois dias a Lisboa, em que para além de alguns elementos do grupo de Guisande participaram jovens de outras freguesias como de Louredo, Lobão, Gião, Canedo, Caldas de S. Jorge e S. João de Ver. 

Fica o registo e com ele os votos de longa vida a esta nova colheita do Grupo de Jovens de Guisande.


Sobre o Pe. Alves:

O padre Manuel Alves Pereira, filho de José Pereira de Oliveira e Nazaré Alves de Azevedo, nasceu 13 de Julho de 1938 – nascimento em Alvarães (Viana do Castelo). 

Foi baptizado e crismado em Alvarães (Diocese de Viana do Castelo). Entrou no Seminário Passionista de Peñafiel (Espanha) a 17 de Outubro de 1953. 

Entre 1957 e 1958 fez o noviciado em Peñafiel, emitindo a Primeira Profissão a 08 de Dezembro de 1958 (Corella-Espanha) e a Profissão Perpétua a 29 de Setembro de 1961 (Villareal de Urréchua-Espanha). Foi ordenado presbítero a 09 de Março de 1963, em Bilbau.

Foi Superior da Comunidade em Barroselas de 1967 a 1970; em Santo António (Barreiro) de 1994 a 1998. Foi Ecónomo Local em Arcos de Valdevez de 1965 a 1967; 

Em Santa Maria da Feira de 1980 a 1984; 

Em Barroselas de 1984 a 1987 e 1994 a 1994. 

Deu aulas em Antuzede (Coimbra) de 1964 a 1965; Santa Maria da Feira de 1970 a 1979; em Barroselas de 1987 a 1990. Desenvolveu intensa atividade em vários grupos e ação pastoral: Escuteiros (Fundador do Escutismo em Santa Maria da Feira), Grupos Corais (Barreiro, Barroselas), Pastoral Vocacional… Foi um grande missionário, tendo pregado em diversos pontos do país e estrangeiro.


Faleceu a 22 de Maio de 2016, em Viana do Castelo.

2 de janeiro de 2022

S. Mamede - Painel de azulejos

 


O revestimento da torre da nossa igreja matriz com azulejos terá ocorrido no ano de 1949. De resto, no painel de azulejos com a figura de Santo António, aplicado do lado nascente da torre, tem precisamente essa data inscrita. 

Ainda como prova de que terá sido nesse ano de 1949, há nas papeladas da paróquia uma factura com a compra de outro painel, no caso aquele que representa a figura do nosso padroeiro, S. Mamede (na imagem acima), aplicado no lado norte da torre da igreja. De resto há ainda mais facturas da compra de outros quadros em azulejos, também colocados no revestimento da torre de que falaremos noutra ocasião.

Quanto a este painel, foi pintado a partir da imagem do nosso padroeiro conforme existente no altar-mor, como se pode comparar pela foto abaixo.



Como se verifica pela cópia da factura acima, a data da compra foi em 15 de Junho de 1949. Informa-nos ainda o documento que o quadro custou 650$00, o que era bastante dinheiro para a época. 

Os azulejos e respectivos painéis foram fabricados e vendidos pela Fábrica Cerâmica do Carvalhinho, de Vila Nova de Gaia, na qual ao longo da sua existência saíram interessantes obras de arte de azulejaria portuguesa e de modo especial com motivos religiosos. De resto, todos os azulejos aplicados na nossa igreja, incluindo o interior e a fachada principal, foram fabricados pela respectiva fábrica. 

No nosso concelho da Feira são inúmeros os locais que têm azulejos produzidas por esta emblemática fábrica, nomeadamente junto à arcada no Museu da Cortiça em Santa Maria de Lamas, mas também no seu interior.


Sobre a Fábrica de Cerâmica do Carvalhinho, a primeira instalação ficava situada no Porto, junto à Capela do Senhor do Carvalhinho, local que inspirou o nome da fábrica, pertencente à Quinta da Fraga, junto à Calçada da Corticeira.

A sua fundação ocorreu em 1840, por Thomaz Nunes da Cunha e António Monteiro Catarino, seus fundadores, ambos então com experiência no campo da cerâmica. Em 1853 a fábrica sofreu ampliações que lhe permitiram lançar-se, definitivamente, no campo comercial.

Em 1870 Castro Júnior, que é genro de Thomaz Nunes da Cunha sucede-lhe e toma os destinos da fase seguinte de fábrica. Na viragem do século e em conjunto com a fábrica das Devesas, a fabrica resistiu à transição atingindo mesmo um elevado grau de desenvolvimento industrial.

Os azulejos de parede foram produzidos, pela primeira vez, nesta fábrica que recebeu ao longo dos quase 140 anos de existência diplomas de mérito nesta área, constituindo o maior exemplo disso a própria fachada de azulejos da Fábrica Carvalhinho, no Largo S. Domingos.

No início do século XX, as fábricas de cerâmica portuguesas debateram-se com dois problemas: o surgir de produtos cerâmicos estrangeiros (Inglaterra e França); e o atraso tecnológico das máquinas utilizadas, comparativamente com as concorrentes.

Em 1906 a fábrica é ampliada. Renovou-se a parte técnica conseguindo-se alcançar melhor e maior produção, exportando para o Brasil e África os seus produtos em grande escala.

Seguindo modelos de fábricas de cerâmica da Alemanha e Inglaterra nascem as novas e modelares instalações da fábrica do Carvalhinho, dotadas do mais moderno equipamento tecnológico da época.

Em 1930 o sócio A. Pinto Dias de Freitas vê-se obrigado a, devido a grandes dificuldades financeiras, associar-se à Real Fábrica de Louça de Sacavém de grande prestígio na época e para onde se transfere a sede da Carvalhinho sob a direcção do Sr. Herbert Gilbert. Nesta fase a fábrica atingiu o que se considerou "a idade de ouro".

Depois da morte de António Dias de Freitas, em 1958, é nomeado Frederick W. Sellers para gerente da fábrica de Gaia em colaboração com Eng.º António de Almeida Pinto de Freitas, um dos filhos do anterior sócio, que acaba por retirar-se mais tarde devido a desentendimento com aquele gerente.

Em 1965 juntamente com um irmão, compra à fábrica de Sacavém a sua parte no capital da empresa.

Não são, no entanto bem sucedidos, estes dois irmãos, uma vez que contraindo enormes prejuízos, vêem-se obrigados a entregar a fábrica em haste pública ao Sr. Serafim Andrade.

Esta encontrava-se já numa fase de total decadência, acabando por encerrar definitivamente em 1977 perdendo-se, assim, uma das mais notáveis unidades de cerâmica do nosso país.

31 de dezembro de 2021

Grande Encontro da Juventude - Abril de 1963

 


Nos dias 20 e 21 de Abril de 1963 realizou-se em Lisboa, com a concentração a ter lugar no Estádio do Restelo, em Belém, a I Assembleia de Dirigentes de Organismos Católicos, que ficou conhecida como “Grande Encontro da Juventude”, realizado sob o lema «Os novos escolhem Deus».

Segundo as noticias da época, o encontro “serviria para despertar nos jovens o significado e as exigências da vida cristã através duma consciencialização progressiva da mensagem do evangelho” (in Notícias de Campelo, nº 11, de 02/1963) 

Segundo relato de um dos participantes, o meu primo Zé Almeida, de Fornos, a paróquia de Guisande também se fez representar, indo a Lisboa com um autocarro com vários jovens da freguesia. O próprio  facultou o guião do encontro, cuja capa acima reproduzimos. O guião é isso mesmo, com vários textos de abertura e reflexão, o programa, uma via-sacra, vários cânticos e orações e ainda as letras e músicas de hinos do encontro, do adeus e da Acção Católica.


Foto: Isabel Caeiro




Extracto do Jornal "Chama" do Liceu da Covilhã,
de 15 de Abril de 1963,
antevendo a realização do Grande Encontro da Juventude

Extracto do jornal "Notícias de Campelo",
de Fevereiro de 1963, também antevendo o encontro