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14/09/2026

A despedida do Pe. António Santiago


Foi ontem a sepultar o Pe. António Alves de Pinho Santiago. Aconteceu num domingo, Dia do Senhor, como bem lembrou o Bispo Auxiliar do Porto, D. Roberto Rosmaninho, que presidiu às exéquias.

A Igreja Matriz de Guisande tornou-se pequena para todos os que quiseram prestar a sua última homenagem, incluindo muitos fiéis vindos das paróquias de Palmaz e Travanca, em Oliveira de Azeméis, que o Pe. Santiago serviu e estimou ao longo de tantos anos (55 anos em Palmaz e quase 26 em Travanca).  Foi também professor de Moral e Religião na Escola Básica Bento Carqueja, em Oliveira de Azeméis.

Num bonito gesto de comunhão, o acompanhamento musical esteve a cargo do Grupo Coral de Palmaz, enquanto a interpretação do salmo foi generosamente assumida por uma coralista da nossa paróquia. A celebração contou ainda com a presença de diversos sacerdotes e diáconos, entre os quais o vigário Pe. José Carlos, o pároco de Palmaz, o nosso atual pároco, Pe. Cláudio, e o seu antecessor, Pe. António Jorge, que no meio de uma agenda apertada, não quis deixar de se associar.

É verdade que perante a morte e aos olhos de Deus somos todos iguais. Contudo, enquanto servo dedicado à Sua Igreja, o Pe. Santiago teve uma despedida à altura da dignidade da sua missão. Foi uma cerimónia profunda e envolta em afectos, onde a família próxima pôde encontrar algum conforto perante a dolorosa perda de um irmão e tio tão especial.

Embora alguns membros da nossa comunidade não tivessem estado presentes por se encontrarem numa deslocação previamente agendada, acredito que o Pe. Santiago esteve presente na oração de todos. Mas nestas coisas cada um sabe de si e Deus de todos.

Esta partida reveste-se de um sentimento de perda acrescido para Guisande. A nossa terra, que no passado foi berço de várias vocações sacerdotais, vê partir aquele que era, actualmente, o seu único sacerdote. Reflexo dos tempos actuais e da evolução da própria sociedade, as vocações consumadas têm-se tornado escassas para a vastidão da messe. Antes dele, partira o Pe. Delfim Augusto Guedes, em 1961; o Pe. José Oliveira, a 24 de fevereiro de 1986; e o Pe. Agostinho Pereira da Silva, a 8 de março de 1997. Quando voltaremos a ter a bênção de uma nova vocação? O futuro a Deus pertence.

Pessoalmente, devo confessar que nunca mantive uma proximidade profunda com o Pe. António Santiago, para além de cumprimentos cordiais e palavras de circunstância. Recordo, no entanto, com especial afecto, o momento em que acompanhei o Bispo D. Roberto e o Pe. António Jorge numa visita à sua residência, aquando da Visita Pastoral em junho de 2024. Nessa altura, apesar do seu olhar acolhedor e do seu gesto afável, a doença já limitava a sua comunicação.

Do que me recordo, os serviços litúrgicos que prestou em Guisande foram pontuais, dada a entrega dedicada às suas paróquias de adopção. No entanto, o seu amor e apego à terra natal e à casa paterna nunca esmoreceram — prova disso foi o seu desejo expresso de repousar junto dos seus pais e irmãos. Seria natural que optasse por permanecer em Palmaz, onde serviu devotamente durante mais de meio século, mas o seu coração pediu para regressar a casa, ao aconchego da sua terra.

Em certas figuras, não é indispensável uma intimidade diária para que se reconheça a sua relevância. Proveniente de uma das famílias mais estimadas da nossa comunidade e com um percurso exemplar ao serviço da Igreja, o Pe. Santiago deixa um legado que todos honramos. É, e será sempre, uma das grandes referências da nossa história local.

Partiu quando Deus assim o determinou, tendo enfrentado a doença com resignação, amparado pelo carinho dedicado da sua família, em especial da sua irmã Flora, fiel companheira de todo o seu percurso pastoral.

Que Deus o acolha na Sua luz eterna e, na Sua infinita misericórdia, contemple a humanidade do seu servo. O Pe. António Santiago permanecerá vivo na memória dos seus entes queridos e na história emotiva das comunidades de Guisande, Palmaz e Travanca, onde marcou gerações.

Que descanse em paz.

12/09/2026

Nota de Falecimento - Pe. António Alves de Pinho Santiago


Faleceu o nosso Pe. António Alves de Pinho Santiago.
As cerimónias fúnebres serão neste Domingo,13 de Setembro, com funeral pelas 14:30 horas, na igreja matriz de Guisande. No final irá a sepultar em jazigo de família.

Sentidos sentimentos a todos os seus familiares e próximos, de modo particular a seus irmãos e irmãs.
Com a sua partida, de algum modo esperada pela sua condição de doença prolongada, a comunidade de Guisande perdeu o seu último sacerdote dela natural. Sabe Deus quando teremos outro.

Sobre o Pe. António Alves de Pinho Santiago:

António Alves de Pinho Santiago nasceu no dia 14 de Dezembro de 1937 no lugar das Quintães, na freguesia de Guisande, concelho de Vila da Feira, filho de António Alves de Pinho Santiago, de quem toma o nome, e Maria da Anunciação da Costa e Pinho.
Era neto paterno de Joaquim Alves Santiago e Maria Joaquina da Conceição e neto materno de Custódio Baptista de Pinho e Maria Gomes da Costa.

Ingressou no Colégio de Ermesinde em Outubro de 1949 onde frequentou o 1º ano do Liceu.
Em 1950 transitou para o Colégio de Trancoso, em Vila Nova de Gaia onde fez o 2º e 3º anos do Liceu.
Em 1952 passa para o Seminário de Vilar, na cidade do Porto, onde conclui o 4º, 5º, 6º e 7º anos de escolaridade. Entre os anos de 1956 e 1960 frequenta o Seminário Maior da Sé do Porto. Ainda em 1960 fez o Diaconado e a Ordenação aconteceu no dia 6 de Agosto de 1961.
Foi professor de Moral e Religião na Escola Bento Carqueja em Oliveira de Azeméis.

A Missa Nova na freguesia de Guisande aconteceu no dia 15 de Agosto de 1961, com a paróquia em festa e todo o percurso de sua casa à igreja matriz efusivamente enfeitado com flores e verdura.
Nesse mesmo ano de 1961 recebe do seu Bispo a nomeação para coadjutor da paróquia de Lourosa, concelho de Vila da Feira, onde permaneceu durante dois anos.

Em 30 de Agosto de 1963 foi nomeado pároco de Santa Marinha de Palmaz, concelho de Oliveira de Azeméis. Anos mais tarde, em 1993, ficou também com a responsabilidade da paróquia vizinha de Travanca, no mesmo concelho.



Acima, igrejas de Palmaz e Travanca por onde paroquiou a maior parte da sua vida sacerdotal.

Em 15 de Agosto de 2011 festejou as Bodas de Ouro Sacerdotais, cuja celebração decorreu na igreja matriz de Guisande.
Manteve-se na paróquia de Palmaz durante 55 anos e na de Travanca durante 26 anos. A despedida aconteceu no final de Setembro de 2018. Para assumir as suas funções pastorais, o Bispo nomeou em 25 de Julho de 2018 o Pe. André Bruno Teixeira de Olim, como administrador paroquial de Palmaz e Travanca. Este jovem padre, nascido em 11 de Setembro de 1985, foi ordenado em 12 de Julho de 2015 e anteriormente esteve colocado na Madeira como Vigário Paroquial das paróquias do Caniço e Santo da Serra, no Arciprestado de Machico e Santa Cruz.

Concluída para além das suas forças a sua longa missão de pastor, com o peso das vicissitudes da velhice, regressou à sua terra natal, à casa paterna no lugar das Quintães, onde passou a viver na companhia de alguns dos seus irmãos.
Que Deus o conserve entre nós  por mais anos.


Acima, no dia da sua Missa Nova, a caminho da igreja matriz, ladeado pelos pais e o Pe. Francisco.




Fotografias de momentos da celebração da sua Missa Nova, na paróquia de S. Mamede de Guisande, que teve lugar no dia 15 de Agosto de 1961.
Na foto de baixo, acompanhado pelo então pároco de Guisande, Pe. Francisco Gomes de Oliveira, ainda o Pe. Domingos Moreira, de Pigeiros, e o Pe. José de Almeida Campos, de Fiães.

Abaixo várias outras fotografias de momentos diversos e importantes, como a cerimónia da ordenação na Sé do Porto, missa nova em Guisande e respectiva boda, grupo de irmãos em diferentes datas e ainda alguns momentos na sua paróquia de Palmaz.

















Na foto acima, em 2016, com o então presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Dr. Hermínio Loureiro, na assinatura de um contrato-programa que permitiria um apoio de 30 mil euros para as obras de requalificação da envolvente da igreja matriz de Palmaz, umas das últimas e várias obras dinamizadas pelo Pe. Santiago. [foto: fonte: cm oaz]



Na foto acima, a ser entrevistado para o jornal "Correio de Azeméis", durante a festa de convívio e homenagem na despedida das suas funções pastorais, em Palmaz, em Setembro de 2018.




Nas imagens anteriores, um momento da visita ao Pe. Santiago pelo bispo D. Roberto e o Pe. António Jorge aquando da Visita Pastoral em Junho de 2024. Já então em debilidade.

Faleceu ontem, 11 de Setembro de 2026, com 88 anos de idade. Deus o guarde e tenha em Sua presença!

06/09/2026

Os "Pereiradas" - Confusão na certa

É sabido que os homens de outros tempos eram de natureza de “antes quebrar que torcer”. Ainda com dentes de leite, as crianças eram confrontadas com o trabalho e, não raras vezes, com o rigor da disciplina e coça quotidiana de “criar bicho”, sobretudo os rapazes, estes mais avessos do que as raparigas.

Neste contexto de crescimento, não surpreende a rudeza nos modos de muitos rapazes e depois homens. Mas regra geral, amansavam depois do casamento.

Desta têmpera, de gente de trabalho mas também destemida, voluntariosa e até excessiva nos comportamentos, na nossa freguesia são lembrados, entre outros, os “Pereiradas”, dois rapazes, irmãos gémeos, o Jerónimo e o Delfim. Eram conhecidos por essa alcunha por então terem nascido e vivido no lugar da Pereirada.

Testemunham os mais velhos, que onde esse dupla entrasse, em tabernas, romarias ou bailaricos, era confusão certinha, não raras vezes com pancadaria, desacatos e estragos. Partia-se a louça, copos e canecas, até alguns dentes e queixadas. E se alguém ousasse o confronto, então havia pancada a sério.

Ora, com esta tão má fama a precedê-los, os “Pereiradas” eram temidos e sobretudo evitados, fosse cá na terra ou na vizinhança. – “Vêm aí os Pereiradas! – Vou pôr-me a andar! - Ouvia-se.

Apesar dessa fama, apenas deles se recordam alguns dos nossos mais velhos. No geral, já quase ninguém tem memória, nem vista nem falada ou ouvida.

Os “Pereiradas”, Jerónimo José Pinto e Delfim José Pinto, eram filhos de António José Pinto, este natural de Canedo, e Custódia Maria de Jesus, do lugar da Pereirada – Guisande. Eram netos paternos de Domingos José Pinto e Margarida de Jesus. Eram netos maternos de Manuel Alves da Mota e Micaela Maria, aqui com uma ligação à então numerosa família dos Motas.

O Jerónimo José Pinto, nasceu às seis horas da tarde em 27 de Dezembro de 1888.

Casou com 34 anos de idade em 2 de Abril de 1923 com Rosa Joaquina, de 28 anos de idade, filha de João Pereira de Oliveira e de Ana Joaquina, de Louredo.

Viveram no lugar da Gândara.

Faleceu o Jerónimo em Guisande em 8 de Julho de 1962.

Filhos do Jerónimo e da Rosa Joaquina, que identifiquei:

1 - Joaquina Adelaide, nascida em 22 de Março de 1924.

2 - Maria Adelaide Pinto, nascida em 4 de Novembro de 1927.

Ficou conhecida com a alcunha da “Micas da Pomba”.

Enquanto solteira, teve um filho (diz-se que fruto de uma relação fortuita com um mineiro). Esse filho foi o Delfim Pinto (já falecido), que nasceu em 8 de Março de 1946 e que casou em 4 de Setembro de 1965 com Albertina Cardoso Lopes (filha do Joaquim "Cabreiro).

Casou a Maria Adelaide em 12 de Julho de 1952 com Júlio Soares de Matos e dessa casamento nasceram dois filhos:

2.1 -O Joaquim Pinto Soares de Matos (Quim da Pomba - já falecido), que nasceu em 17 de Junho de 1953. Casou em 17 de Julho de 1976 com Amélia da Silva Azevedo.

2.2 - Lúcia Pinto Soares de Matos, que nasceu em 12 de Dezembro de 1954, que casou em 30 de Setembro de 1972 com o Joaquim José Lopes (falecido em Fevereiro de 2025).

3 - Joaquim José Pinto, nascido em 15 de Junho de 1930.

4 - Ilda da Conceição Pinto, nascida em 17 de Julho de 1932.

5 - Manuel José Pinto.

O Delfim José Pinto nasceu às 9 horas da noite do dia 27 de Dezembro de 1888.

Casou em Lobão, em 29 de Dezembro de 1910, com Maria dos Santos Serralva, de 24 anos de idade, filha de Manuel dos Santos Serralva e Tereza Henriques. Faleceu o Delfim em 21 de Outubro de 1959.

De filhos identifiquei:

1 - Manuel José Pinto, nascido em 22 de Abril de 1927. Casou em Nova Lisboa - Angola, em 28 de Janeiro de 1950 com Maria da Piedade Ferreira.

2 - Anunciação Maria dos Santos, nascida em 13 de Janeiro de 1929. Casou em 12 de Agosto de 1951 com José Alves (o Teixeira), de Romariz, filho de pai incógnito e de Generosa Alves.

12/08/2026

A festa no Viso e não do Viso - Tem razão o ti Alcides!


Abordou-me no Domingo à tarde na festa, o ti Alcides do Martinho. Num respeito e consideração que é mútuo, soltou no seu característico tom: - Américo, tens que escrever e fazer ver  ao povo que a nossa festa é de Guisande, é no Viso e não do Viso! 

Afinal, estava em causa  a aplicação de uma preposição gramatical. Importantes, mas que podem ter sentidos bem diferentes, a indicar pertença ou apenas localização.

Sem grandes delongas, uma preposição é uma palavra invariável cuja função principal é ligar dois termos numa frase, estabelecendo entre eles uma relação de dependência e de sentido.

Bem sei que o ti Alcides, que conheço dos meus primeiros anos, porque vizinho, ainda antes de rumar para França com os filhos atrás, tem razão. De resto, nem foi a primeira pessoa a dizer-me o mesmo. Eu próprio concordo. Não obstante, é daquelas coisas que, à custa de tanto malhar nelas, acabam por se entranhar na nossa forma de as dizer. Assim, de tão habituados, referimo-nos à nossa romaria como Festa do Viso. 

Posto isto, bem ou mal, e sem discordar do ti Alcides e de quem considerar o mesmo, será agora difícil mudar hábitos, porque ambos burros velhos, eu e o ti Alcides, mesmo que uma diferença de mais de vinte anos nos separe.

Bem ou mal, a pedra há muito que rola pela ladeira abaixo e já ninguém a conseguirá deter e teremos de aceitar que no presente e futuro será sempre a Festa do Viso.

Mas mais do que a importância de chamar os bois pelos nomes, este episódio aproveito-o para falar do ti Alcides.

Nasceu em 9 de Janeiro de 1939, filho de pai dado como incógnito e Adelina Rosa de Jesus, neto materno de Martinho Gomes da Silva (daí o apelido de ti Alcides do Martinho) e Olinda Rosa de Jesus. Deu-lhe a mãe, que bem conheci, o nome de Alcides Gomes de Jesus. Casou em Guisande em 31 de  de Janeiro de 1959 com Maria Alzira Pereira dos Santos, ambos do lugar de Cimo de Vila. Como tantos portugueses, mesmo de Guisande, emigraram pela década de 1970 para França, onde se fixou na região de Bordéus (Bordeaux). Levaram consigo os filhos, incluindo o Alberto, mais ou menos da minha idade, por isso amigo mais chegado. Durante anos regressavam de férias antes uns dias da festa e o Beto vinha logo a minha casa. Trazia sempre alguma coisa de lembrança, como umas cassetes com músicas ainda desconhecidas por cá, livros, filmes (até mesmo daqueles a fazer-nos perder a inocência), etc. Assim foi até à minha ida para a tropa pelo ano de 1983. Ele próprio casou, teve filhos e a ligação foi quebrada e de há muito que raramente nos vemos e muito menos falamos. A vida é mesmo assim. Cada um na sua. 

Mas são mais os filhos do ti Alcides e ti Alzira, como o António, a Conceição, a Fátima e a Armandina. Se alguns esqueci, é mesmo por isso, esquecimento.

Mas um dia, no cumprimento do sonho, embora cada vez menos a saudade seja doença que não se desapegue a ponto de muitos por lá ficarem definitivamente, o ti Alcides e a esposa lá regressaram  de vez à mesma casa, que melhorou, e por cá têm estado há já uns valentes anos. É gente boa e rija, ambos, ele e a esposa, já quase a queimar os noventa anos. Com queixas e ameixas lá vão indo e andando.

Que continuem por cá, e que o ti Alcides, que frequenta assembleias de freguesia e outras sessões de cidadania,  continue postivamente a tentar colacar os pontos nos is, bem como, frequentemente, também como é típico em muitos dos nossos e emigrantes, a bendizer aquelas terras que os acolheu, em contraponto à nossa, tantas vezes apelidando-a de “atrasada”. Como se vê, atrasada era já no tempo da velha senhora, o que levou milhares a procurarem outra vida noutras terras, mas mesmo que ela tenha já morrido e sido enterrada há mais de meio século, ainda continuamos um país e um povo com défices. Bem melhores, certamente, ou não servissem para alguma coisa os milhões e milhões que temos mamado da teta da União Europeia e o calote público, mas ainda com um atraso importante, sendo que este já mais de mentalidade e má governação. Daqui a mais cinquenta anos já não estaremos por aqui, eu e o ti Alcides e muitos outros, para ver como será então este nosso país, mas, pelo rumo e qualidade dos nossos governantes e políticos, da esquerda à direita, será um milagre que os nossos netos e bisnetos (quem os tiver ou chegar a ter) vivam num Portugal melhor, no que lhe falta de essencial.

Mas, bastando de pessimismo, mal da idade, fazem falta mais ti Alcides na nossa freguesia. Mesmo que à porta dos 90, ainda consegue ter mais intervenção e sentido crítico que muitos com 60 e 70 a menos. É o que é!

Obrigado, ti Alcides! Bem-haja por me chamar à atenção de que a nossa maior festa é no Viso e não do Viso. E não, não é pormenor de somenos importância! Recado dado e transmitido!

28/06/2026

Troféu Elísio Mota - 2026

 


A equipa de veteranos do Guisande F.C. realizou, na tarde deste sábado, 27 de junho de 2026, mais uma edição (3.ª) do Troféu Elísio Mota, que decorreu no Campo de Jogos do Reguengo.

O evento ficou marcado por um encontro de futebol entre os veteranos guisandenses e a formação homóloga do Fermedo. Embora a equipa de Arouca tenha vencido a partida por 1-2, o desfecho desportivo foi o menos relevante. O verdadeiro propósito do dia prendeu-se com a homenagem contínua e a preservação da memória de uma personalidade que se dedicou profundamente ao clube. O momento contou com a presença marcante da sua esposa, Cecília, e do seu filho, Sandro Mota.

O Guisande F.C. , seus dirigentes e atletas estão, por isso, de parabéns por manterem viva a gratidão para com aqueles que tanto deram à instituição. Ao longo da história do clube, muitos outros deram o seu contributo, mas este troféu em memória de Elísio Mota acaba por simbolizar e honrar o esforço de todos os que ajudaram ao engrandecimento da colectividade.

Bem-haja a todos!



[fotos: Guisande F.C.]

25/05/2026

O Jorge está de parabéns!

 











Neste dia 25 de um Maio de Primavera, está de parabéns o Jorge Ferreira. Juntos já percorremos centenas de quilómetros de fantásticas caminhadas. 

Que continue a somar, com vigor, saúde e boa disposição, pois ainda há montes e vales para percorrer, mesmo que mais devagar.

11/05/2026

Américo Santos - Ex atleta e dirigente do Guizande Futebol Clube



Américo Pereira dos Santos foi um dedicado  atleta e dirigente do Guizande Futebol Clube. Teve direito ao livro sobre a histório do clube. 

Como atleta era guarda-redes. Foi também responsável por algumas equipas do Despertar.

Em muito, o livro é um tributo a todos quantos ao longo dos tempos se dedicaram ao clube, quer como dirigentes quer como atletas e associados, mesmo daqueles que não são identificados de forma pessoal..

Recordo que o livro está a ser vendido pelo clube, na Loja Agrícola em  Fornos e no Café Fornos e, naturalmente, junto do clube.

A receita total com a venda do livro reverte  favor do clube.

12/03/2026

Ti Irene de parabéns!


Está hoje de parabéns a Ti Irene de Estôze. 98 anos, do lugar de Estôze.

Irene Gonçalves dos Santos, nasceu em 12 de Março de 1928. Viúva de Manuel Neves, com quatro filhos, o Joaquim e o Manuel (falecidos), a Ester e o Ângelo.

Filha de Rosária Rosa Gonçalves (nascida em 12 de Novembro de 1894) e Joaquim Caetano dos Santos (nascido em 28 de Fevereiro de 1895).

É neta paterna de avô incógnito e de Ana Gomes ( filha de António José Caetano e Tomázia Rosa).

É neta materna de José Custódio Gonçalves (nascido em 10 de Março de 1864) e de Rosa Maria de Jesus (nascida em 1862). 

Esta Rosa Maria de Jesus era filha de Manuel Alves da Mota e de Micaela Maria de Jesus.

Este José Custódio Gonçalves era filho de Custódio Gonçalves (filho de Manuel Gonçalves do Espírito Santo e de Maria Teresa de Jesus) e de Maria Rosa de Jesus (filha de António Francisco Palheiro e Tomázia Rosa de Jesus).

Parabéns à Sr.ª Irene e com calma e um dia de cada vez, esperamos pelo centenário.

18/11/2025

Ti Palmira, centenário de nascimento

Neste dia 18 de Novembro de 2025 está de parabéns a Ti Palmira da Conceição, do lugar da Gânadara, pelo centenário do seu nascimento.

Uma data bonita, significativa, que merece festa entre a família. A comunidade deve também alegrar-se.

Do  facto faço referência detalhada no meu grupo privado de Facebook "Guisande: Ontem e hoje".


30/08/2025

Arménio e Conceição - 60 anos de vida comprometida



Celebraram 60 anos de matrimónio o casal Arménio Costa e Conceição Santos, do lugar da Gândara. A celebração, pelo Pe. Benjamim, decorreu na nossa igreja matriz.

O casal, dos mais queridos da nossa comunidade, esteve naturalmente rodeado dos filhos, netos e demais familares.

Ainda em Junho passado, apesar de na nossa freguesia haver mais casais a celebrar 60 anos de casamento neste ano de 2025, e mesmo 50, foi o único que dessa faixa se dispôs a participar no encontro jubiliar a nível da Diocese do Porto que decorreu em Gondomar. 

De facto, apesar do peso da idade, o Sr. Arménio continua muito activo e a conduzir com relativo à vontade e a esposa Conceição está sempre pronta para o passeio, numa velha cumplicidade.

O Sr. Arménio é natural de Soutelo, da freguesia de Chave, Arouca. A Sr. São é natural do lugar da Gândara - Guisande, filha de Firmino Alves dos Santos e de Gracinda da Conceição.

Neta paterna de José Alves dos Santos Ferreira e Ernelinda Joaquina dos Santos e neta materna de Manuel António da Mota e Eusébia Henriques de Jesus.

Parabéns ao casal por esta bonita etapa das suas vidas, que certamente foi marcante para ambos e para os filhos e familiares mas também para a nossa comunidade.

Vida e saúde para ambos e que continuem a somar dias em conjunto, tantos quantos Deus queira!

07/08/2025

Famílias de Guisande - E outros apontamentos

Partilho aqui o link de acesso a um conjunto de dados genealógicos de algumas famílias de Guisande e suas ramificações bem como outros apontamentos relacionados.

É um trabalho incompleto, eventualmente com algumas falhas e gralhas, por isso sujeito a constantes actualizações e acrescentos.

Não obstante, sem modéstia, e sendo apenas uma parte do muito que tenho pesquisado, é já um bom conjunto de dados que, aos interessados, pode dar um conhecimento das raízes de algumas das nossas famílias e suas derivações.

Sei que serão poucos os que terão interesse neste assunto, mas, mesmo assim, partilha-se. Há-de- sempre interessar a alguém.

Segue o link de acesso à página:

https://tools2web.live/genealogia



13/06/2025

23.º Encontro da Família Gonçalves - Guisande

 


Será já amanhã,  Sábado, 14 de Junho de 2025, que se realizará o 23.º encontro de um dos ramos da família Gonçalves, de Guisande.

Terá lugar no Parque de Lazer da Várzea - Pigeiros.

Desde 2001, com paragens em 2020 e 2021 devido à pandemia da Covid 19, que este encontro reúne uma boa parte da família. Já se realizaram em Guisande, no Monte do Viso, no Santo Ovídio, na Várzea - Pigeiros, em Ovar, Espinho, Famalicão, Coimbra e outros mais locais por onde a família está ramificada.

O ramo familiar em causa, remonta ao casal José Custódio Gonçalves e Rosa Maria de Jesus e depois aos descendentes dos seus filhos, nomeadamente os que casaram, António Custódio Gonçalves que foi casado com Delfina Gomes da Silva, Américo Custódio Gonçalves, que foi casado com Bebiana Pinto, Maria Custódio Gonçalves, que foi casada com Eduardo Vidal, Rosária Custodio Gonçalves, que foi casada com Joaquim Caetano dos Santos, e Manuel Custódio Gonçalves, que foi casado com Bernardina Jesus da Conceição. 

Ainda outros filhos que não casaram ou faleceram menores: Tomázia, Rosa Custódio Gonçalves, Justina Gomes da Silva, Rosária Custodio Gonçalves (1ª de nome).

Outros ramos há, nomeadamente do irmão do José Custódio Gonçlaves, o António Custódio Gonçalves, que casou com Joaquina Maria de Jesus (curiosamente irmã da esposa do José Custódio Gonçalves, por isso dois irmãos casados com duas irmãs) e tiveram vários filhos pelo lugar de Estôze, nomeadamente o Tomáz Custódio Gonçalves, a Filomena, o Delfim e o José. Todavia, que se saiba, este ramo, também numeroso de descendentes, não tem feito parte deste encontro familiar.

Sendo que esta família Gonçalves tem origens no lugar de Estôze aqui em Guisande, em rigor as origens antecedentes são de Duas Igrejas, então freguesia, e actualmente um lugar da Freguesia de Romariz.

De facto, o José Custódio Gonçalves era filho de Custódio Gonçalves, natural de Duas Igrejas e de Maria Rosa de Jesus, do lugar de Estôze - Guisande. A mãe desta Maria Rosa de Jesus era Tomázia de Jesus e o pai era o António Francisco Palheiro, também ele de Duas Igrejas. Daí, a alcunha com que ainda são conhecidos alguns destes Gonçalves, como os do "Palheiro".

02/05/2025

Pedro Nuno dos Santos - Ascendência em Guisande


Confesso que não tenho documento que o confirme de forma segura, mas já tenho ouvido referências de que Pedro Nuno dos Santos, e das pesquisas que fiz, o actual secretário-geral do Partido Socialista, e candidato ao papel do próximo Primeiro Ministro, tem ascendência familiar paterna em Guisande.

Pedro Nuno de Oliveira Santos, nasceu em 13 de Abril de 1977. É filho de Américo Augusto dos Santos e de Maria Augusta Leite de Oliveira Santos.

O seu pai, Américo Augusto dos Santos será filho de Alberto Pinto dos Santos e de Rosária Augusta da Conceição, ambos naturais de Guisande a aqui casados. O avô sapateiro, que tem sido referido na comunicação social, como que a justificar a origem humilde da família do Pedro Nuno dos Santos, é o pai da sua mãe.

Alberto Pinto dos Santos, será então o avô paterno de Pedro Nuno dos Santos, e é filho de Jerónimo dos Santos e de Amélia Maria de Oliveira Pinto, esta, sobrinha materna do Cónego Dr. António Ferreira Pinto.

Entre outros, o Alberto é irmão do Américo Pinto dos Santos, que casou com a D. Maria Angelina, que ofereceram o terreno para o campo de futebol do Guisande F.C., ainda do Delfim Pinto dos Santos, pai do Marinho Ferreira Coelho e de Manuel Pinto dos Santos, que foi regedor em Guisande pelas décadas de 1950/1960. Era ainda irmã do Alberto Pinto dos Santos a Gracinda Amélia dos Santos, mãe da Maria Fernanda da Costa, esta esposa do Joaquim Correia de Paiva (Peita), moradores em Fornos - Guisande.

Alberto Pinto dos Santos, por Guisande tinha a alcunha de "Xará" e exerceu a profissão de camionista. O seu filho, Américo Augusto dos Santos, pai de Pedro Nuno dos Santos, é sócio da Tecmacal, de S. João da Madeira, uma empresa com estrutura accionista familiar e do ramo de maquinaria e equipamentos para a indústria de calçado. Esta empresa tem sido comprovadamente associada ao recebimento de avultados fundos europeus. Receberia mesmo que não tivesse um dos sócios a influência e peso político do filho? Não o podemos afirmar nem o seu contrário, mas sabemos que neste país quem tem poder e influência política, tem mais vantagens. Sempre assim foi e sempre assim será.

Este Américo Augusto dos Santos, pai do Pedro Nuno, em solteiro chegou a fazer parte de uma banda rock em S. João da Madeira e esteve ligado a um partido de extrema esquerda a Frente Eleitoral dos Comunistas Marxistas-Leninistas (FEC ML). Talvez daqui venha a costela política de Pedro Nuno Santos, indicado por muitos como da ala da esquerda mais radical do PS.

Sabe-se que, devido à posição industrial e social dos pais, o actual lider do partido Socialista já nasceu em berço de ouro e vivia como tal, sendo conhecido o caso de ter conduzido o carro de luxo do pai, um Mesarati, e foi proprietário de um Porche, que acabou por vender por supostamente tal imagem de viver à patrão não ajudar a sua carreira política, nomeadamente pela contradição aos valores de esquerda que apregoava. Aliás, nesta contradição, mesmo defendendo a Escola Pública, o líder do Partido Socialista tem o filho numa boa escola privada.

Em resumo, sem moralismos ou julgamentos de valor, mas apenas num sentido geral, os nossos políticos, da esquerda à direita, nem sempre têm vidas simples e modestasm condizentes com os valores que dizem defender. São, por isso, muitas as contradições dos nossos políticos. Pedro Nuno dos Santos é apenas um entre muitos.

O seu perfil político e ideológico, bem como o seu estilo pró radical, não me fazem, de todo, seu seguidor e simpatizante político, mas também aqui pouco importa. A razão deste apontamento é mesmo o dar a conhecer essa tal ligação de ascendência familiar em Guisande., que, acredito, será do desconhecimento da larga maioria dos guisandenses e, quiçá, até mesmo de alguns dos familiares desse ramo genealógico.

15/08/2024

Padre José de Almeida Campos, Linhares, Almeidas e Coelhos, entre outros


Muitos de nós, sobretudo os mais velhos, já terão ouvido falar de que o Pe. José de Almeida Campos, pároco que foi da grande freguesia de Fiães, tem raízes familiares em Guisande, concretamente no lugar da Barrosa.  De facto assim é.

José de Almeida Campos é ainda vivo, tendo nascido em 8 de Junho de 1941, por isso com 83 anos de idade.

Foi ordenado sacerdote em 2 de Agosto de 1964 e foi pároco de Fiães desde 1980 até há poucos anos, tendo sido substituído pelo actual pároco, Pe. António Manuel dos Santos Martins, nascido em 13 de Junho de 1965 e com ordenação em 28 de Fevereiro de 1993 e que acumula a paroquialidade da freguesia e paróquia de S. Martinho de Argoncilhe.

Apesar da sua relação familiar com Guisande, o Pe. José de Almeida Campos, não nasceu cá nem em Fiães, como se poderia supor, mas sim em Pindelo, concelho de Oliveira de Azeméis.

Em rigor, o Pe. José de Almeida Campos, pela parte da mãe, é descendente da família Linhares. Então vejamos.

Era filho de Maria Madalena Ferreira de Almeida, que nasceu em 9 de Abril de 1915 e que casou em 14 de Setembro de 1940 com José de Oliveira Campos.

Esta Maria Madalena, entre outros, era irmã da Teresa da Conceição Ferreira de Almeida, nascida em 1 de Março de 1913, que casando com José Ferreira Cardoso foram pais de gente nossa conhecida, com a alcunha de “os Botas”, como o Sr. Mário Cardoso, o Narciso (falecido), a Margarida e a Maria Lúcia.

Era ainda irmã da Maria Madalena a Baptistina, que casou com Óscar Ferreira de Sousa e tiveram dois filhos, o José Fernando e o Domingos, este que vive na casa que era dos pais e dos avôs.

Era ainda irmão da Maria Madalena um Raimundo. Era ainda irmão da Maria Madalena, o Justino Ferreira de Almeida que casou com a Adelina “do Grilo” e tiveram vários filhos, gente nossa conhecida, como a Maria Zélia, viúva que ficou do Albero Gomes de Almeida, a Maria Eugénia, a Maria Alice, o António Albino, o José Fernando e o Raimundo Ferreira de Almeida, viúvo, serralheiro, que mora no lugar da Barrosa.

A Maria Madalena, mãe do Pe. José de Almeida Campos, e todos os seus irmãos atrás referidos, era filha de Joaquina Ferreira Linhares, nascida em 7 de Junho de 1880 e que casou em 22 de Fevereiro de 1906 com Domingos Ferreira de Almeida.

Por sua vez, a Joaquina Ferreira Linhares era filha de Margarida Ferreira Linhares, nascida em 26 de Julho de 1846 e que casou com José Gomes de Almeida, este de ascendência da família que deu origem à casa do Loureiro.

A Joaquina Ferreira Linhares teve outros irmãos, como a Ana Ferreira Linhares, a partir da qual e do seu casamento com Rufino da Silva Santos teve vários filhos como o Delfim que casando com a Dorinda Rocha, que ficou com a alcunha de “a Buraca” foram pais de vários filhos como o Albino, a Maria Eugénia, o António, o Delfim, a Silvina, o Domingos, o Fernando, o Rufino, pai do Carlos Almeida e o Marindo, pai do Johnny Almeida.

- Dos irmãos de Joaquina Ferreira Linhares, ainda a Teresa Ferreira de Almeida que casou com Joaquim Ferreira Coelho, tendo estes sido os pais do Joaquim Ferreira Coelho que casou com a Cristina Amélia dos Santos, ainda o José Coelho Gomes de Almeida (Zé do Coelho) e o Abel Lafaiete.

Por sua vez a Margarida Ferreira Linhares, mãe da Joaquina Ferreira Linhares, era filha de José Custódio Linhares que casou com Maria Joaquina da Costa. Esta Margarida Ferreira Linhares teve vários irmãos, entre os quais o Joaquim Custódio Linhares, nascido em 27 de Setembro de 1834, que casou com Margarida Gomes e que entre outros filhos foram pais de Manuel Ferreira Linhares, falecido em 26 de Julho de 1956 e que casou com Olívia Margarida dos Santos, falecida em 4 de Junho de 1958 e que tiveram filhos entre os quais o António Ferreira Linhares que casou com Rosa Ferreira de Castro e que tiveram vários filhos, alguns ainda vivos, como a Sr. Rosa do Linhares que vive em Casaldaça, esposa do Fernando de Oliveira Pinho e mãe do Fernando e do Valdemar. Ainda o Manuel, conhecido como “o Capitão”, que era casado com a Angelina do “Neto”, da Barrosa, ainda a Margarida Maria, a Maria Margarida, a Maria Adelaide, esta que casou com o Manuel de Almeida Azevedo e que tiveram filhos como o Manuel (do Talho Frescar, na Pereirada), o António e o José Carlos. Ainda a Maria Laura, ainda viva e moradora no lugar da Pereirada, mãe do Nuno, da Cecília e da Susete.

Como se vê, o Pe. José de Almeida Campos tem raízes familiares em Guisande e cujos ramos são vários e numerosos e produziram muita gente, muitos, mesmos dos mais velhos, ainda vivos e moradores em Guisande.

Como atrás referi, toda esta família ascende à origem da família Linhares na nossa freguesia que até onde consegui pesquisar, foi até ao atrás referido José Custódio Linhares, do lugar de Casaldaça, que casou com a Maria Joaquina da Costa. Por sua vez, subindo na árvore genealógica, este José Custódio era filho de José Custódio, do lugar da Lama, e de Maria Joana de Jesus. Por sua vez este José Custódio (pai), era filho de Joaquim Pinto Ferreira e de Maria Pinta. Por sua vez este Joaquim Pinto Ferreira era filho de Pedro Ferreira e Maria Pinta.

Pesquisar mais nomes, andar para trás no tempo, é missão quase impossível pois como se percebe os próprios apelidos não têm continuidade e perdem-se. Mesmo o apelido Linhares só aparece com o José Custódio (filho) e mesmo assim apenas num documento, já que nos demais apenas aparece escrito como José Custódio.

Claro está que toda esta família dos Linhares é mais vasta e com vários ramos já que o referido José Custódio (filho) teve vários irmãos e vários filhos para além dos aqui mencionados.

Fica, pois, este resumo que já diz muito do passado e presente das respectivas famílias que se entroncam ou entrecruzam.

05/07/2024

D. Laurinda da Conceição - A LIAM e outros apontamentos

 


Laurinda Gomes da Conceição, segunda filha de nome, que nasceu a 13 de Agosto de 1933 e faleceu em 5 de Setembro de 2016.

Era filha de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.

Este Justino nasceu a 15 de Fevereiro de 1898 e faleceu em 31 de Dezembro de 1945.Tinha, pois, a Laurinda 12 anos quando faleceu o pai.

A Laurinda teve vários irmãos, nomeadamente:

David Azevedo da Conceição, que nasceu em 27 de Março de 1921 e que casou em 12 de Outubro de 1941, com Maria da Conceição Francisca da Costa;

Maria Gomes da Conceição, que nasceu a 12 de Agosto de 1924. casou em 14 de Maio de 1955 com Joaquim Príamo Monteiro;

Laurinda Gomes da Conceição, primeira de nome, que nasceu a 17 de Janeiro de 1929. Faleceu menor em 25 de Maio de 1930.

António Azevedo da Conceição, nascido em 23 de Novembro de 1931 e falecido em 1 de Julho de 2017. casou em 1 de Setembro de 1963 com Idalina Rosa de Pinho;

Maria Rosa Gomes da Conceição, nascida a 25 de Setembro de 1939, ainda viva à data em que escrevo. Casou com 22 de Agosto de 1964 com António Ferreira da Costa.Está ainda viva.

Toda esta gente eram meus parentes por parte do ramo de minha mãe já que a sua avó, por isso minha bisavó, Margarida da Conceição, era filha de António Caetano de Azevedo, carpinteiro de profissão, e de Maria Gomes da Conceição, costureira, moradores no lugar das Quintães, que por sua vez também eram pais do Justino da Conceição Azevedo, que por sua vez era o pai da D. Laurinda. Logo o pai de D. Laurinda era irmão da minha bisavó materna.


Na imagem acima, vemos o simples monumento dedicado ao Imaculado Coração de Maria, localizado ao fundo do Monte do Viso, obra levada a cabo pelo núcleo da LIAM - Liga Intensificadora da Acção Missionária e sobretudo pela sua então presidente ou orientadora, a D. Laurinda Gomes da Conceição.

O monumento teve o seu início no ano de 2002 e terminou por 2003. A obra contou com ofertas de muitas pessoas, em dinheiro e materiais e com apuramento de várias iniciativas da LIAM.

A D. Laurinda, como ficou dito, faleceu em 5 de Setembro de 2016. Durante vários anos foi presidente/orientadora do grupo da LIAM, cargo que em Maio de 2004 transmitiu à Lurdes Lopes. Foi desde nova uma figura dedicada às causas dos missionários do Espírito Santo e por isso a sua ligação à LIAM foi sempre de muito empenho e com grande sentido de missão.

Pessoalmente, por volta de 2001, tive a oportunidade de pertencer ao grupo, e durante vários anos, e em muitas vezes e circunstâncias pediu-me colaboração a D. Laurinda, nomeadamente quando se propôs a construir este simples mas interessante monumento. Para o efeito realizei o levantamento topográfico do monte e do local onde se implantou, com a devida autorização da Junta de Freguesia, e esbocei o projecto.

Em rigor, por alguma simplificação e por poupança de custos, acabaram por ser modificadas algumas ideias da projecto original, nomeadamente a inclusão na parte de trás de um semi-círculo com função de banco de descanso e de oração. Previa também um pouco mais de elevação da plataforma de modo a que na frente fossem mais os degraus e se garantisse uma simetria na forma. 

A adaptação não foi do meu agrado, mas quando dela dei conta, porque já consumada, não fiz disso uma questão. É certo que teria sido mais interessante respeitar a forma pensada e projectada, mas foi o que foi e num sentido geral respeitaram-se algumas coisas. Todavia, é velho o hábito dos construtores fazerem tábua rasa dos projectos e fazerem as coisas à sua maneira.

Para além de outras actividades, e recordo-me dos seus passeios convívio, a passagem de ano do milénio, de 1999 para 2000, e ainda a publicação do boletim mensal "Janela Aberta", que mais tarde, no tempo do Pe. Arnaldo Farinha, seria retomado como boletim dominical da paróquia.

Há alguns anos, antes de falecer, a D. Laurinda entregou-me um molho de papéis vários, inlcuindo alguns resumos da sua actividade na LIAM bem como as contas tidas com a construção do monumento, escritas pela sua mão, com vários erros, como humildemente reconhecia, mas que mesmo sem um grande rigor nos dá uma ideia dos respectivos custos e origens das receitas. Considero-os elementos já com algum interesse documental, pelo que partilho aqui.



Num sentido geral fica-mos a perceber que houve contributos provenientes de peditórios feitos na maior parte dos lugares da freguesia, ainda ofertas da maior parte dos materiais, como pedra e cimento, ainda tijoleira e granito, bem como de carretos e mão-de-obra tanto de pedreiro como de trolha.

O elemento principal do monumento, a imagem do Sagrado Coração de Maria custou 1.752,00 euros. A imagem e o monumento tiveram a sua benção pelo Pe. Domingos Moreira, sendo que que não obtive a dat certa mas naturalmente terá sido em 2003. 

Entre vários nomes mencionados nesta campanha do monumento, é salientado o empenho do saudoso José Coelho que em muito ajudou a obra e a D. Laurinda nas suas acções.

A todos estes nomes, embora de forma anónima, a D. Laurinda quis deixar uma nota, com a inscrição alusiva à autoria da obra, com a designação de "LIAM e BENFEITORES - 2003".





Nesse molho de papéis que me deixou a D. Laurinda, partilho um recorte onde justifica a entrega dos mesmos, chamando-lhe "testamento", pedindo-me para aproveitar alguma coisa para "recordação" ou então, "para deitar fora". É claro que não deitei fora como, pelo contrário, guardei e guardo com todo o respeito e consideração. Para muitos é um simples papel com uma escrita com vários erros mas para mim, e para o historial da LIAM, tem muito valor e mais terá com o passar dos anos.
Parece que foi há meia dúzia deles mas na realidade passaram já mais de vinte anos..

Por tudo isto, por este legado, mas por toda a dedicação que a D. Laurinda Gomes da Conceição teve para com a LIAM e para com a nossa paróquia, é de justiça que se lhe faça esta referência e memória e se evoque a sua figura.
Dos fracos não reza a História mas dos que temos como bons, e não são muitos, importa tê-los vivos nas nossas melhores memórias. 

Por tudo, obrigado à D. Laurinda, uma senhora, e que Deus a tenha à sua sombra bem como Maria, a tenha também como filha querida que à sua devoção tanto dedicou.



A seguir, a partilha de alguns elementos do projecto e levantamento topográfico, que naturalmente fiz sem qualquer custo, apenas por vontade e gosto..




Abaixo, imagens do boletim "Janela Aberta" que a LIAM publicou a partir de Janeiro de 2001, ano jubilar, e que durou alguns anos. A distribuição era gratuita mas aberta à oferta do que os leitores quisessem dar.
Como atrás ficou dito, mais tarde, no tempo do Pe. Arnaldo Farinha, o título foi aproveitado para o boletim dominical que com a minha colaboração (redacção, grafismo e impressão) se manteve durante alguns anos.