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06/05/2026

Grupo "Guisande: Ontem e hoje" - 2.º aniversário

 


Completam-se, hoje, dois anos sobre a criação do "Guisande: Ontem e hoje", um grupo de carácter privado na rede social Facebook.

O grupo destina-se apenas a pessoas naturais e residentes na nossa freguesia, com ligações familiares  ou outras, reconhecidas pelo administrador.

O grupo conta actualmente com 412 membros, sendo que já terá sido recusada mais de uma centena de pedidos de pessoas não reconhecidas ou que, convidadas à identificação, não prestaram os esclarecimentos relativamente à sua ligação à freguesia.

A adesão tem sido de livre vontade e ninguém entrou por convite da administração. Quem quiser sair, sai quando desejar e de livre vontade, sendo que depois de o fazer não voltará a entrar.

Não as contabilizei, mas seguramente já foram mais de 500 publicações, na sua larga maioria com assuntos e temas relacionados à nossa história passada, das nossas coisas comuns, património, cultura, tradições e gente.

Tenho plena noção de que destes 412 membros, a larga maioria passa por cá apenas por curiosidade e com interesse reduzido. Apenas um pequeno grupo segue com interesse e participa com reacções ou comentários. Esta sitguação não é novidade porque sei do que a casa gasta. Infelizmente, no geral, damos pouca atenção ao que é nosso, ao que nos valoriza como comunidade, do passado e do presente, antes alinhando facilmente em minudências e culto do umbigo.

Posto isto, sem ilusões, mas antes remando contra a maré, o espaço vai continuando, com mais ou menos regularidade e na certeza de que muitos destes assuntos um dia poderão ser passados para um outro suporte, nomeadamente para um livro na forma de monografia sobre a freguesia. Material não falta e quase todo escrito. O problema até será de excesso de conteúdo pelo que obrigará a uma selecção.

Assim sendo, deixo um  agradecimento especial aos membros do grupo, de modo particular aos mais fiéis, que ao fim de dois anos ainda continuam a passar pelo grupo, a valorizar e reconhecer o interesse do espaço e dos temas ali abordados e partilhados. 

05/05/2026

Estaminé pessoal

 


Um espaço pessoal com algumas simples mas úteis aplicações e alguns visualizadores topográficos. Aos poucos, a lista será ampliada.

O espaço serve também, e sobretudo, de apoio ao nível de servidor de algumas das minhas coisas e projectos online.

18/04/2026

84 Primaveras num dia de Primavera



Neste 18 de Abril de 2026, um dia digno de Primavera, completou a minha mãe 84 delas. Uma vida sofrida, dura, sem infância e a ser mãe aos 18, mesmo assim foi sempre mãe coragem, seio de uma ninhada de 8 filhos, 5 rapazes e 3 raparigas, que cuidou com desvelo e amor, mesmo perante muito trabalho. Se mais não deu, mais não tinha. Mas aos 84, mesmo com o raio das pernas a não permitirem um pouco mais de conforto e alegria, mesmo assim, ainda consegue ter a lucidez e um sorriso bastante a agradecer o dom da vida.

A sua maior prenda seria a possibilidade de continuar na sua horta, a mexer na terra, a semear, plantar, regar, cuidar e colher, porque nisso, tal como a muitas outras mulheres da nossa aldeia, se resume toda a vida e viver: Criar, cuidar e colher. Ver nascer e crescer.

Na imposssibilidade física de voltar à horta, ao quintal, ofereceram-lhe as netas uma horta doce, e no meio dela o seu boneco, a cuidar.

Eugénia Fonseca, Deus lhe conserve esse sorriso até quando quiser e que mais primaveras, solarengas, possa contar.

11/04/2026

Gooooolo do Guizande!


No dia de Todos-os-Santos, 1 de Novembro, no alvorecer de um dia frio, de geadas, nasci à sombra da capela do Viso, onde moram a Senhora da Boa Fortuna e Santo António, que cedo habituei a ver e a honrar como donos daquela bonita capela.

O palco da minha infância, ou do que dela sobrou para além da escola e do trabalho, que por esses tempos era literal e duro, uma exigência grande para um corpo pequeno, a pedir brincadeiras e fantasias, foi o agreste monte do Viso, à volta da capela e da escola primária onde aprendi as primeiras letras, com elas a formar palavras, a ler e a descobrir a magia das primeiras histórias;  A conhecer e juntar os números e o resultado das contas que se fechavam com a prova dos nove ou real.

No Verão, os rigores da Catequese e do Pe. Francisco, davam folga à rapaziada, e nos domingos à tarde o arraial do monte do Viso era o nosso teatro dos sonhos, a floresta de Sherwood do Robin dos Bosques, o rancho da Ponderosa do Bonanza, a pradaria do Búffalo Billy ou a selva do Tarzan.

Era também o campo de futebol, onde os muitos rapazes fingiam ser as figuras dos cromos da bola, uns do Benfica, outros do Porto, um ou outro do Sporting, na disputa de jogos aguerridos, em que o intervalo era aos 5 e terminavam aos 10.

As faltas, as caneladas e as teimas, eram resolvidas na razão de quem tinha mais força e corpanzil bastante, e, não raras vezes, a seguir ao futebol acontecia boxe, judo e artes marciais, ou até um filme de índios e cow-boys.

Mas quando se ouvia o brado das mães a chamar, o jogo logo acabava, sem descontos, sem vencedores vencidos, e todos, de novo amigos e companheiros nos mesmos infortúnios, regressavam ligeiros a casa e alguns para acerto de contas. O conselho de disciplina doméstico não tinha contemplações e os cartões eram quase sempre vermelhos e exibidos no lombo.

Os jogos da bola nesse terreiro de pedras e raízes, à sombra de mimosas e austrálias, incluíam todos, dos mais talentosos aos mais desajeitados. Cada equipa era escolhida alternadamente um-a-um, em que o “Eusébio” do Viso ou o Pavão de Cimo de Vila eram os primeiros a ser escolhidos, e o último, o mais azelha do plantel.

Podia ser um jogo a feijões, a cromos ou a render uma laranjada Gruta da Lomba, em jogo combinado com a rapaziada de Casaldaça. Se o resultado não ia de feição, a garrafa de refrigerante, esse troféu refrescante de uma não sonhada Liga dos Campeões, era surripiado do cabeço do cruzeiro grande antes do final do jogo, e a coisa terminava invariavelmente à pedrada, com os de Casaldaça a fugirem a sete pés pelo monte abaixo, não porque os do Viso e Cimo de Vila fossem mais valentes, mas porque a descer todos os santos ajudavam, até às pedras.

A desforra, essa era feita quando os de cima tinham que ir lá abaixo, às mercearias da Sr.ª Amélia ou do Sr. Neca e ao saco com arroz, massa e pão, podiam-se juntar uns sopapos. Umas pelas outras.

Para além dos jogos de futebol no monte do Viso, no início das tardes domingueiras o povo do lugar juntava-se debaixo da sombra da ramada do meu avô materno, então com um dos raros aparelhos de televisão da freguesia. Era a RTP, a preto e branco, com apenas um canal, mas, mesmo assim, era um verdadeiro luxo. A televisão era colocada à porta da sala, voltada para fora, e o cinema ficava montado. Novos  e velhos amontoavam-se, não se pagava bilhete e não faltava água do poço. Era o divertimento dominical do povo, com acesso democrático num tempo em que a democracia era apenas sonho.

Num instante, estava ali uma plateia a assistir ao TV Rural, do Engenheiro Sousa Veloso, numa qualquer reportagem entre gado e alfaias na Ovibeja, a falar da cultura do milho,  das batatas e do combate ao escaravelho. Nas eiras viam-se dançar ranchos folclóricos apresentados pelo Pedro Homem de Melo. Quando o Papa Paulo VI visitou Portugal, em 1967, nos meus olhos de criança, o terreiro da casa do meu avô parecia ter tanta gente como no Santuário de Fátima.

E eram assim muitos dos domingos à tarde da minha infância, até que, lá pelo meio da tarde, chegava ao Viso e a Cimo de Vila um rumor de gente a gritar em uníssono, lá para os lados da Leira: Gooooooooolo! Gooooooooolo!

Que seria aquilo? Não era seguramente o grito do Tarzan ou do seu filho Bomba, no filme, a voarem na selva, de liana em liana, como trapezistas no circo, antes de enfrentarem furiosos gorilas e panteras. Não! Não era! Os mais velhos  logo matavam a curiosidade: Olha, golo do Guisande! Olha, mais um! É contra o Lobão!

Como a curiosidade não dá sossego a quem está a descobrir o mundo, nos domingos seguintes, quando havia jogo na Leira, passei a trocar a televisão e os filmes a preto e branco, pelo jogos de futebol, ao vivo e a cores, no velhinho campo da Leira.

Depressa, os novos heróis passaram a ser aqueles rapazes mais velhos, vestidos de um amarelo vistoso, como canários a esvoaçar fora da gaiola,  alguns deles de barbas e bigodaças fartas e cabelo à Beatles. Estavam ali o Valdemar Pinheiro, o Alhinho, o Marinho, o Rodrigo, o Reinaldo, o Alcino dos Matos, e outros tantos. E o Rei! Não o da selva, mas do pelado da Leira. 

Eram eles o Guizande, a equipa de futebol de uma terra pequena, que naquela coisa de pontapés na bola, mesmo a chutá-la para a horta da D. Odília, como mísseis balísticos a destruir alfaces, tomates e a abater couves galegas,  não temiam os rivais das freguesias maiores, fossem de Lobão, Romariz, Caldas de S. Jorge ou mais além. Antes desse tempo, ainda antes daquele dia 1 de Novembro de 1962, diziam que já era assim, um grupo de rapazes aguerridos, a imporem respeitinho a outros grupos, mesmo que armados em benficas, portos e sportingues.

Foi assim, ali, no campo da Leira,  numa moldura humana entusiasta, que vi crescer uma equipa de raça, falada então por todo o lado, e que dali a poucos anos, por 1979, se formava a sério, e já como clube fundado e filiado começava a escrever uma história bonita, singular, muito própria, muito nossa.

Porque de uma pequena e pobre terra, certamente que sem grandes títulos e conquistas, mas sobretudo com uma forte identidade feita de gente boa, nobre e orgulhosa.

É esse clube, essa terra, essa gente de raça, que o livro que aqui estamos a apresentar, de forma muito despretensiosa e humilde, quiçá imperfeita e seguramente incompleta, pretende valorizar e enaltecer e agradecer aos muitos que, em diferentes tempos, contextos e dificuldades, nos deixaram este legado. 

Caberá aos nossos mais novos conhecerem e compreenderem o passado para valorizarem o presente e ajudarem a acontecer o futuro.

Importa continuar a fazer muito com pouco. Todos somos poucos!

Goooooolo! Mais um do Guizande!

Viva o Guizande Futebol Clube!


Nota: Este foi um texto que ontem, na apresentação pública do livro sobre a história do Guizande Futebol Clube, foi lido por Carlos Cruz. Foi um privilégio.

O texto procura recuar nas minhas memórias de infância (e de tantos da minha geração) e da ligação aos primórdios do que veio a ser o nosso clube.

E pronto! Que fique para o futuro.

 



Foi ontem, no Centro Cívico, no monte do Viso, pelas 21:30 horas, a sessão pública de apresentação do livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história. A sala esteve cheia de gente boa. 
Só pelo facto de ter sido possível juntar todos os presidentes do clube (excepto Manuel Rodrigues de Paiva e Elísio Mota, que estiveram presentes em memória) justificou-se plenamente o livro. 
Américo da Conceição, Domingos Lopes, Joaquim Santos, Mário Reis de Oliveira, Celestino Sacramento, Manuel Henriques de Almeida, Manuel Tavares, José Peixoto e, naturalmente, o actual presidente, Victor Henriques.

Marcaram presença antigos atletas, nomeadamente Jorge Ferreira, António Ribeiro, António Azevedo e Armindo Gomes, entre outros, dirigentes e até o treinador Salvador Correia que nos honrou com a sua presença.

Na mesa estiveram Rui Giro, patrocinador e moderador, o presidente da Junta de Freguesia, Johnny Almeida, o presidente do clube, Victor Henriques, o Sandro Mota, filho do saudoso Elísio Mota. Não pode estar presente o pároco Pe. António. Da Câmara Municipal, apesar do convite, ninguém se fez representar, o que também não surpreende. É nestes sinais que percebemos que somos tidos como pequenos. 

Apesar da sala cheia, e de gente que pretendia estar mas não pode, gostaria de ter ali visto mais gente, mas é o que é, e nestas coisas somos ou não somos. Não por mim, mas pelo clube.

Para mim, apesar do foco do evento ser o nosso Guizande F.C., fico orgulhoso de ter podido ficar ligado a este documento que, mesmo que imperfeito e incompleto, tem o seu significado como documento de arquivo, 322 páginas de memórias e de tributo a todos quantos nestes quase 50 anos de fundação serviram o clube.

No final foi servido um Porto de Honra com convívio e sessão de fotografias e autógrafos para quem quis. O clube já terá vendido perto de uma centena de exemplares. Certamente que tem mais para quem o desejar adquirir. Terá de ser junto do próprio clube, responsável pela venda.

Em meu nome pessoal e do clube, um sentido e profundo agradecimento, a todos, sem excepção, particularmente os que tornaram possível o livro e o evento que, de algum modo, ficará memorável.

Bem haja a todos! Viva o Guizande Futebol Clube!

03/04/2026

Guizande F.C. - Apontamentos para a sua história - Apresentação do livro

 


Será já de hoje a oito dias, na Sexta-Feira, dia 10 de Abril, pelas 21:00 horas, nas instalações do Centro Cívico, no Monte do Viso, a apresentação pública do livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história".

A organização do evento é do Guizande F.C. e o resultado da venda do livro será na sua totalidade para o nosso clube. 

É um orgulho pessoal ficar associado ao livro, o qual, mesmo que na sua limitação e imperfeição, tem uma dupla função: A de reunir e organizar dados relativos à actividade do clube e competições em que participou, mas também, e sobretudo, o de ser guardião de memórias e apontamentos e de enaltecer e valorizar todos os que, de uma forma ou outra, deram de muito de si e do seu esforço, em prol do clube. A grandeza de um clube não se mede pelos títulos e conquistas, estes nem sempre resultado de mérito desportivo, mas essencialmente pela sua identidade e pelo carácter de quem o construíu e corporizou. Somos, assim, o Guizande F.C. um pequeno clube, representativo de uma também pequena terra, mas com gente de carácter que aprendeu a fazer muito do pouco.

Para além de tudo, a sessão pública será um momento de reunião de antigos dirigentes e atletas, pelo menos de forma representativa, porque impossível ter todos. De modo particular, foram convidados todos os ex-presidentes do clube, pelo que, espero eu e a actual Direcção, que estejam presentes. Será, também por isso, um momento de reconhecimento e agradecimento.

28/03/2026

Caça aos trilhos

Isto de levantar às 6:30 num dia de Sábado a prometer sol, porque sem sono, e aproveitar o tempo com a escrita do novo livro sobre a nossa capela do Viso e sua festa, ao som da Antena 2, tem que se lhe diga. Talvez por isso, logo que passada a Páscoa, regressarão os trilhos aos sábados de manhã, percorrendo freitas, caramulos, montemuros e outros vales e serranias. Revisitar e descobrir, enquanto há força nas canetas para sentir velhos caminhos e olhos a encher de paisagens.

30/11/2025

À volta com as voltas dos livros


Como tenho partilhado por aqui e nos meus espaços nas redes sociais com alguns amigos, estou a finalizar o livro com apontamentos à volta da história do nosso Guizande Futebol Clube. Está no processo final de revisão e já pedi à editora para actualizar o orçamento. Tinha-o pedido há cerca de um ano, mas de lá para cá o projecto foi crescendo em conteúdo e, por conseguinte, no número de páginas. Se não surgir à última hora algo de significativo que justifique a sua integração, serão 315 páginas, num formato de 16 x 23 cm.

Se os planos não se alterarem, há uma pessoa que se comprometeu a financiar os custos da impressão. A edição será entregue ao clube, que assim se responsabilizará pela sua venda e todos os ganhos serão para si. De minha parte, para além de reservar meia dúzia de exemplares, nada mais quero, nem um cêntimo.

Se tudo correr bem, espero que a publicação ocorra logo pelo início do ano, pelo que em princípio a sua apresentação pública ocorrerá no primeiro trimestre de 2026.

Escusado será dizer que, para poupança nos custos editoriais, todo o processo tem sido feito por mim, incluindo a paginação, revisão e estudo da capa. Esse trabalho poderia ser entregue à editora mas teria, obviamente, um custo acrescido. Menos custo, mais trabalho.

Em resumo, o filho está quase para nascer e desejo que a sua conclusão não se arraste mais do que o previsto até porque entre o início do projecto já vão uns dois anos, porque o cansaço que exige, obrigou a pausas retemperadoras. Adiante!

Para além deste livro, que se junta aos dois que já havia publicado, ambos com um carácter mais pessoal, tenho outro praticamnte escrito, este sobre apontamentos monográficos da nossa  freguesia e paróquia de Guisande, e que também deverá andar pelas 300 páginas. Está escrito, faltam os cansativos processos de paginação e revisão e depois a contratação da impressão. 

Este livro e sua impressão, vai ter de ser suportado por mim. Depois, quanto à sua distribuição, verei se a cobrar pelo menos os custos de produção ou se apenas distribuído gratuitamente . Veremos. Será um trabalho interessante porque abordará documentos, datas, factos e figuras e será diferente e complementar à monografia escrita em 1936 pelo Dr. António Ferreira Pinto. Será uma forma de preservar apontamentos que, de outra forma, ficariam dispersos e até perdidos ou esquecidos no futuro. 

Para este projecto não prometo prazos, mesmo que já praticamente escrito. Provavelmente, se lá chegado, quando entrar na reforma.

Para além destes dois projectos, que de facto pretendo deixar, tenha tempo e oportunidade, tenho outras ideias e muito conteúdo para outros trabalhos. Por exemplo, tenho vontade de escrever um pequeno livro à volta de apontamentos sobre a nossa capela do Viso, incluindo o levantamento topográfico, desenho de plantas e fachadas,  bem como de histórias e documentos à volta  da Festa do Viso. Creio que também será um documento interessante. Todavia, neste momento ando algo desapontado com algumas situações e desconsiderações, pelo que vai ter de esperar por melhores dias.

Também gostaria de escrever ( e já tenho muita coisa escrita, incluindo a transcrição dos estatutos originais) e publicar algo sobre a nossa secular Irmandade e Confraria de Nossa Senhora do Rosário que daqui a 8 anos completará 300 anos.

Ou seja, ideias não faltam, mas vai faltando alguma vontade e além do mais, mesmo que nada espere, da experiência com o meu último livro, apesar de algumas bonitas palavras de ocasião e boas intenções, das entidades locais, nada se pode esperar e algumas promessas simplesmente caíram no esquecimento. Nada de surpreender.

É o que é! Nestas coisas ou somos nós próprios a fazê-las ou então não se fazem. Estar à espera de incentivos e apoios de quem tem prioridades em coisas vistosas, é melhor esperar sentadinho numa cadeira com uma almofada a aconchegar o traseiro, porque acoisa é para demorar e não aconteça ganhar calo.

Posto isto, siga que é para a frente que se caminha e um passo de cada vez. Partilho estes sentimentos sobretudo a pensar nos poucos amigos que, de uma forma ou outra, mais pessoal, pública ou privada, têm manifestando o seu apoio e incentivo.

04/11/2025

Crescimento / interesse

 


Continua com consistência o número de visitas diárias a este espaço. Como se pode perceber pelo gráfico acima, a maior parte dos dias tem tido visitas acima do milhar e com alguns picos significativos, um deles acima das 3 mil visitas e outro superior a 5 mil visitas (5401).

Para quem não está por dentro destas realidades, estes números são significativos porque trata-se de um espaço pessoal e sobretudo de interesse relativo e local. 

Mesmo os artigos que de quando em vez vou partilhando na minha página do Facebook, ainda que com poucas ou sem reacções, como gostos ou comentários, na realidade habitualmente expressam-se em centenas de visualizações.

Por tudo isto, é notório e incontestável que muitos guisandenses reconhecem neste espaço um certo serviço público, o que não deixa de ser verdade, mas tenho-o como aquilo que realmente é, um espaço pessoal, sem obrigações de deveres para além disso, mas que vai ao encontro do interesse e acompanhamento de muitos guisandenses e vizinhos, nomeadamente na nossa comunidade emigrante.

Fico grato aos muitos que passam por aqui diariamente e que desse modo vão dando estímulo à sua continuação e regularidade nas publicações.

Resta acrescentar que a este espaço soma-se o grupo privado na plataforma Facebook, designado de "Guisande: Ontem e hoje", onde procuro também partilhar assuntos do passado e presente da nossa freguesia e comunidade e que no momento conta com 391 membros, naturais, residentes ou com ligações justificadas à freguesia. Não é, pois, para todos, mas apenas para os que cumpram esses critérios. Por isso, têm sido largas dezenas os pedidos de adesão que não tenho aceite. O objectivo não é ter muitos membros, mas apenas conhecidos e interessados no que ali vou partilhando. Nem mais, nem menos.

02/09/2025

Interesse positivo


Não é nada de extraordinário, mas, mesmo assim, é relevante que a minha página "Eu e a minha aldeia de Guisande", no endereço [www.freguesiadeguisande.com], venha a registar um número regular de visitas diárias, na ordem do milhar, havendo dias em que ultrapassa.

Significa que há da parte de muitos guisandenses um interesse pelos assuntos que vou partilhando bem como por parte da nossa comunidade emigrante.

É um projecto com 25 anos, que para além de coisas pessoais, aborda a realidade da nossa freguesia, da sua gente, do seu passado e presente e perspectivas futuras.

Não obstante, tendo muito de serviço público, nunca mereceu qualquer relevância ou reconhecimento por parte de quem o poderia fazer. Mas estas coisas sempre foram assim e quem andou nelas no passado e resiste no presente, sabe que a par de alguma valorização por alguns, não faltam outros a procurar minar.

Como dizia alguém: - É a vida!

Um agradecimento a todos quantos fazem parte dos que, com mais ou menos regularidade, vão visitando o espaço e o valorizam.

20/08/2025

Guisande - Listas concorrentes à Assembleia de Freguesia


Deram entrada no Tribunal pelo que são já conhecidas as listas concorrentes à Assembleia de Freguesia de Guisande às próximas eleições autárquicas programadas para 12 de Outubro de 2025.

Concorrem o Partido Social Democrata - PSD e Partido Socialista - PS. Uma destas listas irá dirigir com maioria os destinos da freguesia no próximo mandato de 2025-2029. Digo por maioria porque não há uma terceira força concorrente, no que poderia ser um fiel de balança.

Temos pessoas amplamente conhecidas, desde logo os cabeças-de-lista, séniores e jovens, gente com formação, gente capaz, alguns já com provas dadas de cidadania e de serviço na freguesia e paróquia, outros que nunca mexeram uma palha, alguns bem conhecidos, outros nem por isso.

Acredito que, alguns integram as listas por convicção partidária, outros apenas com sentido independente e de colaborar, outros somente porque pressionados e resignados a preencher as listas.

Posto isto, caberá ao eleitorado guisandense decidir em quem votar. Muitos decidirão em função da análise à capacidade dos candidatos, sobretudo daqueles que farão parte da Junta, sem qualquer influência partidária, outros apenas por convicção partidária e sem qualquer escrutínio das capacidades, dos programas e projectos. Infelizmente a cegueira partidária nem sempre permite ver o valor das ideias, projectos e a capacidades das pessoas. É e será assim em Guisande e, de resto, em todo o lado.

Pessoalmente continuo a defender a ideia de que teria sido preferível que se tivesse ido por uma solução de lista independente, integrando nomes de ambos os partidos, porque poderia ser um factor de união e não de divisão, ou de fraccionamento que as lutas partidárias sempre geram. Em todo o caso, não se foi por aí, porque os principais elementos identificados com os partidos na nossa freguesia preferiram soluções e agendas partidárias e será com esta realidade que teremos de contar.

Importante é que das eleições saia uma equipa com vontade de fazer mais e melhor, inovadora, capaz e próxima das pessoas, da comunidade e dos assuntos mais prementes e importantes para o dia-a-dia, e de forma mais proveitosa do que até aqui nesta falhada união de freguesias. Não será fácil para qualquer lista voltar a recompor, a unir e a restabelecer a identidade da freguesia, mas é um dever e estou certo que, independentemente de quem vier a vencer, haverá essa vontade de princípio. Se virá ou não a ser concretizada, daqui a quatro anos julgaremos. 

Pessoalmente, que preferia uma solução de lista independe e supra-partidária, e que nesse cenário até daria o meu contributo, confesso que estou dividido, porque vejo gente boa e capaz em ambas as listas e até gente de família e amigos, numa e noutra. Mas o voto é secreto, sendo que naturalmente, eu e qualquer outro eleitor, não tenho qualquer dever de neutralidade ou de insenção, por isso livre na escolha, se o desejar, de apoiar quem quer que seja, de forma privada ou pública. Mas para já, e ainda sem conhecer os programas, projectos e ideias por parte dos próprios candidatos, não tenho qualquer posição. A ver vamos!

Cá ficam as listas:


PARTIDO SOCIALISTA - PS

1 - Celestino da Silva Sacramento

2 - Liliana Cristina da Mota Monteiro

3 - Alcides Ferreira da Conceição

4 - António de Pinho Ribeiro

5 - Maria Eduarda Ferreira de Sá

6 - Vera Mónica Fontes Lopes

7 - Jorge António de Castro Azevedo

8 - Jorge dos Santos Magalhães

9 - Vanessa Soraia Coelho de Sousa

10 - Domingos André Alves da Silva

11 - Laurentino da Conceição Lima

12 - Mónica Susete dos Santos Alves

13 - André Filipe Henriques de Pinho

14 - Carlos Alberto dos Santos Tavares

15 - Maria Fernanda Ferreira de Pinho

16 - Maximino da Conceição Gonçalves

17 - Maria da Conceição Resende dos Santos

18 - Fernando Ferreira da Silva


PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA - PSD

1 - Johnny Deivis Baptista de Almeida

2 - Daniele Santos Oliveira

3 - Patrícia Henriques de Almeida

4 - Rui Manuel de Azevedo Gomes Giro

5 - Fernando Jorge Pereira de Almeida

6 - Vera Lúcia Oliveira da Encarnação

7 - Ricardo Carneiro Santos

8 - Inês Margarida Gonçalves Bastos

9 - Ilda Cristina da Costa Neves

10 - Alexandre Filipe Freitas Sousa

11 - Liliana Pinto de Almeida

12 - Susana Almeida Oliveira

13 - José Fernandes de Almeida Alves

14 - Manuel Henriques Gonçalves

04/11/2024

Por enquanto isto não é um emprego


Há dias questionou-me alguém de consideração, de que há algumas situações ou eventos na freguesia a que nem sempre dou notícia ou destaque aqui nesta página ou mesmo nas minhas redes sociais, nomeadamente no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje". E gostaria essa pessoa que sim, pois é assíduo leitor e como se costuma dizer, não perde uma.

Ora eu fico satisfeito com esse interesse e sei que apesar de ter por cá leitores assíduos e interessados, e que assim justificam as centenas de visitas diárias, este espaço será porventura mais apreciado e seguido na nossa comunidade emigrante do que propriamente cá pela terra. Por lá eles leem com interessse e saudade; por cá, quase sempre por curiosidade e não raras vezes para saber qual a parte do lombo onde doi mais para melhor aplicar as alfinetadas, e não é para tratamento e bem estar como com as agulhas na acupuntura. Adiante, pois sei do que a casa gasta!

Não obstante, e tal como respondi a esse fiel leitor e seguidor, esclareço, por via de dúvidas, que este espaço é pessoal e não é nenhum jornal nem uma estação de rádio nem o seu autor tem responsabilidades de publicar tudo o que se passa e acontece, de positivo ou nem por isso. Por enquanto isto não é um emprego nem um arquivo. Não tenho, pois, nenhuma ou qualquer obrigação. Por isso publico o que quero, quando quero, como quero e quando posso e se muitas vezes não dou destaque a uma ou outra coisa, pode nem ser por algum motivo especial ou desinteresse  mas somente por esquecimento, desmazelo, até preguiça, ou porque entendo que não é relevante assim a ponto de merecer destaque. Além do mais, algumas dessas situações já são partilhadas nas redes sociais até à exaustão pelo que republicar ou repartilhar seria apenas chover no molhado.

Assim sendo, reitero que este é um espaço pessoal e por isso sem qualquer responsabilidade de outra natureza. Não tenho obrigações com quer quer seja, nem comigo próprio. Obrigações tenho-as no meu emprego porque é suposto que o patrão me pague, pelo que é do trabalho e do correspondente ordenado que procuro viver.

Em resumo, este espaço, bem como os espaços nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, é pessoal e não rola por conta de alguém que não apenas pela minha vontade e disponibilidade. Quem quiser mais, que compre o jornal, ouça a rádio e veja a televisão.

Por aqui vai-se fazendo o que se pode! 

30/03/2024

Compensações pascais

 




Declaração de interesses: Partilha do interesse de apenas dois ou três amigos. Os demais que não liguem. Nada de mais, apenas as compensações para os excessos do pão-de-ló e das amêndoas nesta Páscoa. 
Corridas de ontem (11,97 Km) e de hoje (8,06 Km). A somar à corrida de hoje um misto de caminhada e corrida com mais 3 Km,  junto ao rio Uíma na descoberta da sua cabeceira, na zona dos Valos-Romariz.

Mas foi missão impossível porque a zona a cerca de 50 a 100 metros da sua cabeceira está infestada de silvas e carrascos, intransponível. Infelizmente neste concelho gasta-se muita numa certa centralidade e a lateralidade continua isso mesmo, à margem. Mas sim, seria interessante efectuar a limpeza nas suas margens até à nascente e de modo a ser possível percorrer em trilho.. 
Também ali do lado nascente, junto ao campo de futebol de Romariz, e relativamente próximo do rio, um grande movimento de terras com aterro. Terá licenciamento? Perguntas difíceis em véspera de Páscoa?








16/03/2024

Partiu o Chico

O meu gato, de que aqui há poucos dias dei conta de não aparecer em casa, como lhe  era habitual, encontrei-o hoje, morto, na valeta, com todos os sinais de ter sido envenenado.

Não longe de casa. Naturalmente não sei quem para isso contribuiu, nem quero saber, porque a quem foi não lhe perdoarei. Não é próprio de cristão, mas por ora, com este sentimento de alguma raiva e frustração por ver um animal tão bonito e delicado, com menos de dois anos de vida, resgatado à nascença de uma morte certa por abandono da mãe, morrer assim, custa e dói.

Mas é assim a vida dos animais e dos gatos e o preço de ser livre tem custos, como este. Ainda há dias, já na procura, por indicação de alguém, a que volto a agradecer, ali no lugar de Azevedo no limite com Guisande, também um outro gato morto, parecido nas cores, mas que não era o meu.

Já está sepultado o Chico, ao lado de outros, da Chica, da Lira e do Pança, à sombra da laranjeira e de touças de cidreira e loureiro.

Preferia que estivesse vivo, mesmo que roubado por alguém, mas a morte por vezes é retemperadora porque mesmo que dolorosa encerra a dor maior que é a angústia e a dúvida sobre alguém que não sabemos onde pára, onde está, com quem, se morreu e em que circunstância. Isto para um animal de estimação, mas obviamente que com todo o sentido sobre uma pessoa, e por isso percebe-se a angústia de um pai ou uma mãe que vê um filho ou filha desaparecer sem lhe saber o rasto e destino.

Já descansa o Chico, em paz. Não teve sete vidas como dizem que têm os gatos, e a que teve foi curta mas feliz. Podia durar, pois podia, mas o seu instinto de gato queria andar por fora e ser livre. Foi-o!

O meu agradecimento aos poucos que no Facebook se preocuparam com o assunto e partilharam. Bem hajam! A maioria já não liga a estas coisas e apenas as boçalidades e banalidades têm eco. É o que é e de uma laranjeira não se pode esperar que produza azeitonas.

01/03/2024

Os meus livros no catálogo da Biblioteca Nacional Portuguesa


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Flores e pedras


Como alguns saberão, mantenho há quase 24 anos este meu espaço online "Eu e a minha aldeia de Guisande" onde, como consta da introdução, é "um espaço de olhares sobre a minha freguesia e partilha de coisas pessoais e impessoais".

Como tudo tem um fim, há alturas em que me dá uma vontade de pausar o projecto ou mesmo desligar as máquinas. Mas logo de seguida, principalmente quando verifico as estatísticas e vejo que na maior parte dos dias são pelo menos 500 visitas diárias, sinto um quase dever de lhe alimentar a continuidade, porque num contexto local é um número interessante de gente interessada.

Não é só pelas minhas coisas mais pessoais, como histórias, fotografias e poemas, abafos e desabafos, mas também e sobretudo pelas coisas que contam para a comunidade local, bem como  para os emigrantes dos quais vou tendo eco de que seguem sempre com atenção e interesse o que vou publicando. Muitas dessas visitas são deles.

Mas isto tem custos, não de tempo nem de dinheiro, que pouco contam, mas de exposição e escrutínio, porque entre leitores interessados e que vão transmitindo incentivos, há quem sub-repticiamente, escrutine, anote e faça disso pedras que não hesitará em atirar na primeira oportunidade. Não que isso me preocupe, porque esses vêm de carrinho, mas também é certo que não contribuiem para o alento que toda a empreitada pró bono precisa.

Posto isto, agrada-me verificar que o espaço continua com um muito interessante número de diário de visitas, com oscilações, pois claro, mas não raras vezes entre os 500 e um milhar que por aqui passam.

Neste contexto, entre flores e pedras, vai continuando, pelo menos a caminho dos 25 anos. Quem sabe se então a não a merecer uma festinha discreta das bodas de prata. Quem sabe...

11/01/2024

Rua da Leira às escuras e cerejas

 


Noutros tempos, antes da razia feita às freguesias, havia a tal proximidade dos eleitos aos eleitores e estas coisas eram detectadas com tempo e reportadas a quem de direito. Mas para isso é preciso sentido de serviço e dar umas voltas pelo território, mesmo à noite, quiçá a perder tempo, gastar gasolina e fazer telefonemas. Por agora as modas são outras e quem quiser cerejas tem que subir à cerejeira.

Assim sendo, à falta de certas coisas, e de cerejas, informei eu próprio a E-Redes, de que em Guisande,  o troço da Rua da Leira, a partir do entroncamento com a Rua da Ramada, até ao ao limite de Guisande com o lugar de Azevedo - Caldas de S. Jorge, que interliga à Rua da Arroteia, está sem luz pública desde há várias semanas.

Já agora, no Google Maps parte desse troço da Rua da Leira aparece como Rua da Arroteia, o que está incorrecto porque ali aqueles primeiras casas ainda são em território de Guisande e não do lugar de Azevedo, mas isso são outras histórias.

Quanto à iluminação pública, vamos aguardar que a reposição seja efectuada. Para já, às escuras.


01/01/2024

Ano novo


Dia de novo ano,

O primeiro de quantos faltar,

O princípio do fim,

O começo do resto.

Do passado ufano

Pouco adianta dele contar

O que fez por mim,

Porque ténue, funesto.


Assim correm os dias,

Os meses e os anos:

Alegres, em correrias,

Relevando desenganos.

30/12/2023

Mini Trail do Bolo-Rei

 


Mini-Trail do Bolo-Rei. Classificação: Geral: 1.º e último. Escalão M60: 1.º e último.

24/12/2023

Trail do Leite Creme - 1.º e último

 

Trail do Leite Creme. Classificação: Geral: 1.º e último. Escalão M60: 1.º e último.