Isto de levantar às 6:30 num dia de Sábado a prometer sol, porque sem sono, e aproveitar o tempo com a escrita do novo livro sobre a nossa capela do Viso e sua festa, ao som da Antena 2, tem que se lhe diga. Talvez por isso, logo que passada a Páscoa, regressarão os trilhos aos sábados de manhã, percorrendo freitas, caramulos, montemuros e outros vales e serranias. Revisitar e descobrir, enquanto há força nas canetas para sentir velhos caminhos e olhos a encher de paisagens.
28/03/2026
30/11/2025
À volta com as voltas dos livros
Como tenho partilhado por aqui e nos meus espaços nas redes sociais com alguns amigos, estou a finalizar o livro com apontamentos à volta da história do nosso Guizande Futebol Clube. Está no processo final de revisão e já pedi à editora para actualizar o orçamento. Tinha-o pedido há cerca de um ano, mas de lá para cá o projecto foi crescendo em conteúdo e, por conseguinte, no número de páginas. Se não surgir à última hora algo de significativo que justifique a sua integração, serão 315 páginas, num formato de 16 x 23 cm.
Se os planos não se alterarem, há uma pessoa que se comprometeu a financiar os custos da impressão. A edição será entregue ao clube, que assim se responsabilizará pela sua venda e todos os ganhos serão para si. De minha parte, para além de reservar meia dúzia de exemplares, nada mais quero, nem um cêntimo.
Se tudo correr bem, espero que a publicação ocorra logo pelo início do ano, pelo que em princípio a sua apresentação pública ocorrerá no primeiro trimestre de 2026.
Escusado será dizer que, para poupança nos custos editoriais, todo o processo tem sido feito por mim, incluindo a paginação, revisão e estudo da capa. Esse trabalho poderia ser entregue à editora mas teria, obviamente, um custo acrescido. Menos custo, mais trabalho.
Em resumo, o filho está quase para nascer e desejo que a sua conclusão não se arraste mais do que o previsto até porque entre o início do projecto já vão uns dois anos, porque o cansaço que exige, obrigou a pausas retemperadoras. Adiante!
Para além deste livro, que se junta aos dois que já havia publicado, ambos com um carácter mais pessoal, tenho outro praticamnte escrito, este sobre apontamentos monográficos da nossa freguesia e paróquia de Guisande, e que também deverá andar pelas 300 páginas. Está escrito, faltam os cansativos processos de paginação e revisão e depois a contratação da impressão.
Este livro e sua impressão, vai ter de ser suportado por mim. Depois, quanto à sua distribuição, verei se a cobrar pelo menos os custos de produção ou se apenas distribuído gratuitamente . Veremos. Será um trabalho interessante porque abordará documentos, datas, factos e figuras e será diferente e complementar à monografia escrita em 1936 pelo Dr. António Ferreira Pinto. Será uma forma de preservar apontamentos que, de outra forma, ficariam dispersos e até perdidos ou esquecidos no futuro.
Para este projecto não prometo prazos, mesmo que já praticamente escrito. Provavelmente, se lá chegado, quando entrar na reforma.
Para além destes dois projectos, que de facto pretendo deixar, tenha tempo e oportunidade, tenho outras ideias e muito conteúdo para outros trabalhos. Por exemplo, tenho vontade de escrever um pequeno livro à volta de apontamentos sobre a nossa capela do Viso, incluindo o levantamento topográfico, desenho de plantas e fachadas, bem como de histórias e documentos à volta da Festa do Viso. Creio que também será um documento interessante. Todavia, neste momento ando algo desapontado com algumas situações e desconsiderações, pelo que vai ter de esperar por melhores dias.
Também gostaria de escrever ( e já tenho muita coisa escrita, incluindo a transcrição dos estatutos originais) e publicar algo sobre a nossa secular Irmandade e Confraria de Nossa Senhora do Rosário que daqui a 8 anos completará 300 anos.
Ou seja, ideias não faltam, mas vai faltando alguma vontade e além do mais, mesmo que nada espere, da experiência com o meu último livro, apesar de algumas bonitas palavras de ocasião e boas intenções, das entidades locais, nada se pode esperar e algumas promessas simplesmente caíram no esquecimento. Nada de surpreender.
É o que é! Nestas coisas ou somos nós próprios a fazê-las ou então não se fazem. Estar à espera de incentivos e apoios de quem tem prioridades em coisas vistosas, é melhor esperar sentadinho numa cadeira com uma almofada a aconchegar o traseiro, porque acoisa é para demorar e não aconteça ganhar calo.
Posto isto, siga que é para a frente que se caminha e um passo de cada vez. Partilho estes sentimentos sobretudo a pensar nos poucos amigos que, de uma forma ou outra, mais pessoal, pública ou privada, têm manifestando o seu apoio e incentivo.
04/11/2025
Crescimento / interesse
Continua com consistência o número de visitas diárias a este espaço. Como se pode perceber pelo gráfico acima, a maior parte dos dias tem tido visitas acima do milhar e com alguns picos significativos, um deles acima das 3 mil visitas e outro superior a 5 mil visitas (5401).
Para quem não está por dentro destas realidades, estes números são significativos porque trata-se de um espaço pessoal e sobretudo de interesse relativo e local.
Mesmo os artigos que de quando em vez vou partilhando na minha página do Facebook, ainda que com poucas ou sem reacções, como gostos ou comentários, na realidade habitualmente expressam-se em centenas de visualizações.
Por tudo isto, é notório e incontestável que muitos guisandenses reconhecem neste espaço um certo serviço público, o que não deixa de ser verdade, mas tenho-o como aquilo que realmente é, um espaço pessoal, sem obrigações de deveres para além disso, mas que vai ao encontro do interesse e acompanhamento de muitos guisandenses e vizinhos, nomeadamente na nossa comunidade emigrante.
Fico grato aos muitos que passam por aqui diariamente e que desse modo vão dando estímulo à sua continuação e regularidade nas publicações.
Resta acrescentar que a este espaço soma-se o grupo privado na plataforma Facebook, designado de "Guisande: Ontem e hoje", onde procuro também partilhar assuntos do passado e presente da nossa freguesia e comunidade e que no momento conta com 391 membros, naturais, residentes ou com ligações justificadas à freguesia. Não é, pois, para todos, mas apenas para os que cumpram esses critérios. Por isso, têm sido largas dezenas os pedidos de adesão que não tenho aceite. O objectivo não é ter muitos membros, mas apenas conhecidos e interessados no que ali vou partilhando. Nem mais, nem menos.
02/09/2025
Interesse positivo
Não é nada de extraordinário, mas, mesmo assim, é relevante que a minha página "Eu e a minha aldeia de Guisande", no endereço [www.freguesiadeguisande.com], venha a registar um número regular de visitas diárias, na ordem do milhar, havendo dias em que ultrapassa.
Significa que há da parte de muitos guisandenses um interesse pelos assuntos que vou partilhando bem como por parte da nossa comunidade emigrante.
É um projecto com 25 anos, que para além de coisas pessoais, aborda a realidade da nossa freguesia, da sua gente, do seu passado e presente e perspectivas futuras.
Não obstante, tendo muito de serviço público, nunca mereceu qualquer relevância ou reconhecimento por parte de quem o poderia fazer. Mas estas coisas sempre foram assim e quem andou nelas no passado e resiste no presente, sabe que a par de alguma valorização por alguns, não faltam outros a procurar minar.
Como dizia alguém: - É a vida!
Um agradecimento a todos quantos fazem parte dos que, com mais ou menos regularidade, vão visitando o espaço e o valorizam.
20/08/2025
Guisande - Listas concorrentes à Assembleia de Freguesia
Deram entrada no Tribunal pelo que são já conhecidas as listas concorrentes à Assembleia de Freguesia de Guisande às próximas eleições autárquicas programadas para 12 de Outubro de 2025.
Concorrem o Partido Social Democrata - PSD e Partido Socialista - PS. Uma destas listas irá dirigir com maioria os destinos da freguesia no próximo mandato de 2025-2029. Digo por maioria porque não há uma terceira força concorrente, no que poderia ser um fiel de balança.
Temos pessoas amplamente conhecidas, desde logo os cabeças-de-lista, séniores e jovens, gente com formação, gente capaz, alguns já com provas dadas de cidadania e de serviço na freguesia e paróquia, outros que nunca mexeram uma palha, alguns bem conhecidos, outros nem por isso.
Acredito que, alguns integram as listas por convicção partidária, outros apenas com sentido independente e de colaborar, outros somente porque pressionados e resignados a preencher as listas.
Posto isto, caberá ao eleitorado guisandense decidir em quem votar. Muitos decidirão em função da análise à capacidade dos candidatos, sobretudo daqueles que farão parte da Junta, sem qualquer influência partidária, outros apenas por convicção partidária e sem qualquer escrutínio das capacidades, dos programas e projectos. Infelizmente a cegueira partidária nem sempre permite ver o valor das ideias, projectos e a capacidades das pessoas. É e será assim em Guisande e, de resto, em todo o lado.
Pessoalmente continuo a defender a ideia de que teria sido preferível que se tivesse ido por uma solução de lista independente, integrando nomes de ambos os partidos, porque poderia ser um factor de união e não de divisão, ou de fraccionamento que as lutas partidárias sempre geram. Em todo o caso, não se foi por aí, porque os principais elementos identificados com os partidos na nossa freguesia preferiram soluções e agendas partidárias e será com esta realidade que teremos de contar.
Importante é que das eleições saia uma equipa com vontade de fazer mais e melhor, inovadora, capaz e próxima das pessoas, da comunidade e dos assuntos mais prementes e importantes para o dia-a-dia, e de forma mais proveitosa do que até aqui nesta falhada união de freguesias. Não será fácil para qualquer lista voltar a recompor, a unir e a restabelecer a identidade da freguesia, mas é um dever e estou certo que, independentemente de quem vier a vencer, haverá essa vontade de princípio. Se virá ou não a ser concretizada, daqui a quatro anos julgaremos.
Pessoalmente, que preferia uma solução de lista independe e supra-partidária, e que nesse cenário até daria o meu contributo, confesso que estou dividido, porque vejo gente boa e capaz em ambas as listas e até gente de família e amigos, numa e noutra. Mas o voto é secreto, sendo que naturalmente, eu e qualquer outro eleitor, não tenho qualquer dever de neutralidade ou de insenção, por isso livre na escolha, se o desejar, de apoiar quem quer que seja, de forma privada ou pública. Mas para já, e ainda sem conhecer os programas, projectos e ideias por parte dos próprios candidatos, não tenho qualquer posição. A ver vamos!
Cá ficam as listas:
PARTIDO SOCIALISTA - PS
1 - Celestino da Silva Sacramento
2 - Liliana Cristina da Mota Monteiro
3 - Alcides Ferreira da Conceição
4 - António de Pinho Ribeiro
5 - Maria Eduarda Ferreira de Sá
6 - Vera Mónica Fontes Lopes
7 - Jorge António de Castro Azevedo
8 - Jorge dos Santos Magalhães
9 - Vanessa Soraia Coelho de Sousa
10 - Domingos André Alves da Silva
11 - Laurentino da Conceição Lima
12 - Mónica Susete dos Santos Alves
13 - André Filipe Henriques de Pinho
14 - Carlos Alberto dos Santos Tavares
15 - Maria Fernanda Ferreira de Pinho
16 - Maximino da Conceição Gonçalves
17 - Maria da Conceição Resende dos Santos
18 - Fernando Ferreira da Silva
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA - PSD
1 - Johnny Deivis Baptista de Almeida
2 - Daniele Santos Oliveira
3 - Patrícia Henriques de Almeida
4 - Rui Manuel de Azevedo Gomes Giro
5 - Fernando Jorge Pereira de Almeida
6 - Vera Lúcia Oliveira da Encarnação
7 - Ricardo Carneiro Santos
8 - Inês Margarida Gonçalves Bastos
9 - Ilda Cristina da Costa Neves
10 - Alexandre Filipe Freitas Sousa
11 - Liliana Pinto de Almeida
12 - Susana Almeida Oliveira
13 - José Fernandes de Almeida Alves
14 - Manuel Henriques Gonçalves
04/11/2024
Por enquanto isto não é um emprego
Há dias questionou-me alguém de consideração, de que há algumas situações ou eventos na freguesia a que nem sempre dou notícia ou destaque aqui nesta página ou mesmo nas minhas redes sociais, nomeadamente no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje". E gostaria essa pessoa que sim, pois é assíduo leitor e como se costuma dizer, não perde uma.
Ora eu fico satisfeito com esse interesse e sei que apesar de ter por cá leitores assíduos e interessados, e que assim justificam as centenas de visitas diárias, este espaço será porventura mais apreciado e seguido na nossa comunidade emigrante do que propriamente cá pela terra. Por lá eles leem com interessse e saudade; por cá, quase sempre por curiosidade e não raras vezes para saber qual a parte do lombo onde doi mais para melhor aplicar as alfinetadas, e não é para tratamento e bem estar como com as agulhas na acupuntura. Adiante, pois sei do que a casa gasta!
Não obstante, e tal como respondi a esse fiel leitor e seguidor, esclareço, por via de dúvidas, que este espaço é pessoal e não é nenhum jornal nem uma estação de rádio nem o seu autor tem responsabilidades de publicar tudo o que se passa e acontece, de positivo ou nem por isso. Por enquanto isto não é um emprego nem um arquivo. Não tenho, pois, nenhuma ou qualquer obrigação. Por isso publico o que quero, quando quero, como quero e quando posso e se muitas vezes não dou destaque a uma ou outra coisa, pode nem ser por algum motivo especial ou desinteresse mas somente por esquecimento, desmazelo, até preguiça, ou porque entendo que não é relevante assim a ponto de merecer destaque. Além do mais, algumas dessas situações já são partilhadas nas redes sociais até à exaustão pelo que republicar ou repartilhar seria apenas chover no molhado.
Assim sendo, reitero que este é um espaço pessoal e por isso sem qualquer responsabilidade de outra natureza. Não tenho obrigações com quer quer seja, nem comigo próprio. Obrigações tenho-as no meu emprego porque é suposto que o patrão me pague, pelo que é do trabalho e do correspondente ordenado que procuro viver.
Em resumo, este espaço, bem como os espaços nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, é pessoal e não rola por conta de alguém que não apenas pela minha vontade e disponibilidade. Quem quiser mais, que compre o jornal, ouça a rádio e veja a televisão.
Por aqui vai-se fazendo o que se pode!
30/03/2024
Compensações pascais
16/03/2024
Partiu o Chico
O meu gato, de que aqui há poucos dias dei conta de não aparecer em casa, como lhe era habitual, encontrei-o hoje, morto, na valeta, com todos os sinais de ter sido envenenado.
Não longe de casa. Naturalmente não sei quem para isso contribuiu, nem quero saber, porque a quem foi não lhe perdoarei. Não é próprio de cristão, mas por ora, com este sentimento de alguma raiva e frustração por ver um animal tão bonito e delicado, com menos de dois anos de vida, resgatado à nascença de uma morte certa por abandono da mãe, morrer assim, custa e dói.
Mas é assim a vida dos animais e dos gatos e o preço de ser livre tem custos, como este. Ainda há dias, já na procura, por indicação de alguém, a que volto a agradecer, ali no lugar de Azevedo no limite com Guisande, também um outro gato morto, parecido nas cores, mas que não era o meu.
Já está sepultado o Chico, ao lado de outros, da Chica, da Lira e do Pança, à sombra da laranjeira e de touças de cidreira e loureiro.
Preferia que estivesse vivo, mesmo que roubado por alguém, mas a morte por vezes é retemperadora porque mesmo que dolorosa encerra a dor maior que é a angústia e a dúvida sobre alguém que não sabemos onde pára, onde está, com quem, se morreu e em que circunstância. Isto para um animal de estimação, mas obviamente que com todo o sentido sobre uma pessoa, e por isso percebe-se a angústia de um pai ou uma mãe que vê um filho ou filha desaparecer sem lhe saber o rasto e destino.
Já descansa o Chico, em paz. Não teve sete vidas como dizem que têm os gatos, e a que teve foi curta mas feliz. Podia durar, pois podia, mas o seu instinto de gato queria andar por fora e ser livre. Foi-o!
O meu agradecimento aos poucos que no Facebook se preocuparam com o assunto e partilharam. Bem hajam! A maioria já não liga a estas coisas e apenas as boçalidades e banalidades têm eco. É o que é e de uma laranjeira não se pode esperar que produza azeitonas.
01/03/2024
Flores e pedras
Como alguns saberão, mantenho há quase 24 anos este meu espaço online "Eu e a minha aldeia de Guisande" onde, como consta da introdução, é "um espaço de olhares sobre a minha freguesia e partilha de coisas pessoais e impessoais".
Como tudo tem um fim, há alturas em que me dá uma vontade de pausar o projecto ou mesmo desligar as máquinas. Mas logo de seguida, principalmente quando verifico as estatísticas e vejo que na maior parte dos dias são pelo menos 500 visitas diárias, sinto um quase dever de lhe alimentar a continuidade, porque num contexto local é um número interessante de gente interessada.
Não é só pelas minhas coisas mais pessoais, como histórias, fotografias e poemas, abafos e desabafos, mas também e sobretudo pelas coisas que contam para a comunidade local, bem como para os emigrantes dos quais vou tendo eco de que seguem sempre com atenção e interesse o que vou publicando. Muitas dessas visitas são deles.
Mas isto tem custos, não de tempo nem de dinheiro, que pouco contam, mas de exposição e escrutínio, porque entre leitores interessados e que vão transmitindo incentivos, há quem sub-repticiamente, escrutine, anote e faça disso pedras que não hesitará em atirar na primeira oportunidade. Não que isso me preocupe, porque esses vêm de carrinho, mas também é certo que não contribuiem para o alento que toda a empreitada pró bono precisa.
Posto isto, agrada-me verificar que o espaço continua com um muito interessante número de diário de visitas, com oscilações, pois claro, mas não raras vezes entre os 500 e um milhar que por aqui passam.
Neste contexto, entre flores e pedras, vai continuando, pelo menos a caminho dos 25 anos. Quem sabe se então a não a merecer uma festinha discreta das bodas de prata. Quem sabe...
11/01/2024
Rua da Leira às escuras e cerejas
Noutros tempos, antes da razia feita às freguesias, havia a tal proximidade dos eleitos aos eleitores e estas coisas eram detectadas com tempo e reportadas a quem de direito. Mas para isso é preciso sentido de serviço e dar umas voltas pelo território, mesmo à noite, quiçá a perder tempo, gastar gasolina e fazer telefonemas. Por agora as modas são outras e quem quiser cerejas tem que subir à cerejeira.
Assim sendo, à falta de certas coisas, e de cerejas, informei eu próprio a E-Redes, de que em Guisande, o troço da Rua da Leira, a partir do entroncamento com a Rua da Ramada, até ao ao limite de Guisande com o lugar de Azevedo - Caldas de S. Jorge, que interliga à Rua da Arroteia, está sem luz pública desde há várias semanas.
Já agora, no Google Maps parte desse troço da Rua da Leira aparece como Rua da Arroteia, o que está incorrecto porque ali aqueles primeiras casas ainda são em território de Guisande e não do lugar de Azevedo, mas isso são outras histórias.
Quanto à iluminação pública, vamos aguardar que a reposição seja efectuada. Para já, às escuras.
01/01/2024
Ano novo
Dia de novo ano,
O primeiro de quantos faltar,
O princípio do fim,
O começo do resto.
Do passado ufano
Pouco adianta dele contar
O que fez por mim,
Porque ténue, funesto.
Assim correm os dias,
Os meses e os anos:
Alegres, em correrias,
Relevando desenganos.
30/12/2023
24/12/2023
16/12/2023
Trail da Aletria - 1.º e último
04/12/2023
Livros, tempo e vontade
Estou em falha para comigo e para com os meus leitores, na publicação do livro de apontamentos monográficos sobre a freguesia de Guisande, que havia perspectivado para a primeira metade deste ano que está quase a terminar. Razões? Várias, mas sobretudo por alguma preguiça, porque no essencial tenho quase todo o conteudo que quero incluir e mesmo em quantidade que daria para um segundo volume. O principal trabalho prende-se com a paginação e correcção ortográfica já que não tenho dinheiro que me permita dispensar esse serviço e pagá-lo à editora.
Por outro lado, e sabendo que até é possível uma candidatura ao programa de apoio cultural da Câmara Municipal, o mesmo ainda está bastante burocratizado e por isso desmotivante. Creio e parece-me, que neste tipo de situação, publicação de livros, os mesmos poderiam ser apoiados já depois de publicados, mesmo que mediante uma análise qualificada ao seu eventual interesse cultural e importância. Mas isto é apenas uma opinião e de resto a minha vontade de publicar não dependerá de qualquer apoio monetário, prévio ou à posteriori. De resto assim foi com os meus dois livros já publicados em que não recebi um cêntimo que fosse da Câmara Municipal. Além do mais, foi manifestada a vontade de apoio o meu livro infantil com a aquisição de 50 exemplares para a rede pública da Biblioteca Municipal mas tal nunca se concretizou. Nem o espero, diga-se.
Posto isto, serve este apontamento para dizer, até porque o têm perguntado, que a intenção mantém-se mas para já sem data definida. Eventualmente para o próximo ano. A ver vamos se reúno vontade e tempo de finalizar a parte editorial, paginação, correcção, estudo de capa, etc porque no que toca a investimento e gastos terá que ser, naturalmente, à minha custa. Em todo o caso, ao dar mais algum tempo à coisa até permite-me amadurecer e melhorar um ou outro assunto a incluir no livro e há sempre coisas novas e interessantes a surgirem e que será importante incluir.
Para além deste livro de apontamentos monográficos, há ainda a vontade de publicar um segundo livro de poemas, pequenos contos e outros textos, que até poderá acontecer ser publicado antes. A ver vamos!
18/11/2023
04/11/2023
Treinito matinal 04112023 - Rio Uíma
01/11/2023
Sessenta mais um
O que pode um homem escrever no dia do seu próprio aniversário? Tantas e tantas coisas, mas já de tanta experiência a fazer anos, já pouco importa o que escrever. Há um ano, a dobrar o cabo dos sessentas, fiquei-me por um poema, que a seguir relembro. Por conseguinte, é mais uma onda a rebentar na praia e cada vez mais, mansa e a espumar-se. Talvez já não valha a pena ter ondas à moda de Peniche, enormes, alterosas, como que ainda com toda a praia por sua conta onde rebentar. A esta altura da caminhada, uma onda tépida, macia, a massajar os pés, é quanto basta.
Seja como for, escreva-se o que se escrever, com mais ou menos filosofias, mesmo na forma de um poema, no fim de contas tudo se resume a elas, às contas. Mas, felizmente, ainda bem, a quantos anos chegaremos é uma dúvida que de algum modo nos aguenta. Os muitos que ao longo da história não resistiram à dúvida, determinaram eles o desfecho. Mas, porra, ainda não sou um Camilo, um Antero ou uma Florbela!
Haja caminho para se caminhar e vida para se viver!
Eis-me aqui, sereno, nos sessenta,
Se é que nisso haja importância;
Não mais que onda que arrebenta
Na dura costa da irrelevância.
Deixe-se, pois, que o mar do tempo
Se debata até que a falésia caia;
Virá depois, manso, em contratempo,
A espumar-se, sereno, na praia
07/10/2023
Centenário - Ti Neca do Viso
Manuel Joaquim Gomes de Almeida, ou familiarmente o Ti Neca do Viso, completa 100 anos de vida neste dia 7 de Outubro de 2023. Detém desde há vários anos, o estatuto de ser o homem mais velho da nossa freguesia de Guisande. É meu tio, irmão do meu pai.
Nasceu, pois, no mesmo dia e mês do ano de 1923 em Cimo de Vila, naquele casarão mesmo por detrás da capela do Viso.
É filho de Joaquim Gomes de Almeida, nascido em 27 de Abril de 1885 e falecido em 23 de Dezembro de 1965) e de Maria da Luz , nascida em 18 de Novembro de 1890 e falecida em 1967.
Pelo lado de seu pai é neto de Raimundo Gomes de Almeida, nascido a 19 de Janeiro de 1849 e falecido em 10 de Dezembro de 1905, e de Delfina Gomes de Oliveira (esta de Casal do Monte - Romariz), nascida em 19 de Julho de 1859 e falecida em 15 de Fevereiro de 1934. Pelo lado de sua mãe é neto de José Joaquim Gomes de Almeida e de Maria da Conceição de Jesus.
Pelo lado de sua mãe é neto de Domingos José Gomes de Almeida (falecido em 1894) e de Joaquina Rosa de Oliveira (falecida em 1884). Pelo lado de sua mãe é bisneto de António Joaquim Gomes de Almeida e Joaquina Antónia de Jesus.
Pelo lado da sua avó paterna, é bisneto de António José de Oliveira e Maria Joana Rodrigues e de Manuel José Rodrigues e de Maria Rosa.
Pelo lado do seu pai é trineto de Domingos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de São José Gomes Loureiro. Ainda pelo lado se seu pai e tetraneto de Domingos Francisco de Almeida Vasconcelos e de Clara Angélica Rosa, (estes de Mafamude-Vila Nova de Gaia) e pentaneto de Manuel Francisco da Trindade e de Maria de Almeida (estes da cidade do Porto).
Pela ramificação familiar acima descrita, percebe-se que tanto pelo lado do pai como da mãe tinha antepassados comuns. Por conseguinte, os seus pais eram primos em grau afastado. Ou seja, os bisavôs de meu Tio Neca, tanto pelo lado do pai como da mãe eram irmãos (Domingos José Gomes de Almeida, nascido em 22 de Março de 1813, e António Joaquim Gomes de Almeida, nascido em 1820).
O meu Tio Neca teve vários irmãos, sendo ainda viva a Laurinda, a mais nova da prole, também a caminho dos 100 anos. Já partiram a Delfina, o José, o António (meu pai), o Joaquim José e a Maria Celeste.
Houve ainda uma primeira Laurinda que faleceu pouco depois do nascimento.
Foi seu padrinho de baptismo o Sr. Manuel Moreira da Costa, da casa Moreira do lugar de Trás-da-Igreja (Igreja), de quem dizia que uma vez recebeu de prenda uma pata. Foi sua madrinha Josefina Gomes de Oliveira, do lugar do Viso.
Os pais do meu tio Neca (meus avôs paternos), Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz.


















































