11 de abril de 2022

Genealogia - Famílias Almeida e Fonseca - As minhas raízes


Os meus avós paternos - Maria da Luz e Joaquim Gomes de Almeida
 

A genealogia é uma disciplina auxiliar da História que estuda a origem, a evolução e a dispersão das famílias, assim como dos seus respectivos nomes, sobrenomes ou apelidos. 

Uma árvore genealógica pode ser reconstituída com recurso à consulta de documentos escritos, como nos diversos actos legais. Entre nós, para além dos dados existentes nas Conservatória do Registo Civil, os mais comuns são os antigos assentos paroquiais que registavam os baptizados/nascimentos, casamentos e óbitos. Os livros mais antigos, quando não perdidos ou destruídos, foram para o Arquivo Distrital de Aveiro e mesmo para o Arquivo Nacional da Torre do Tombo. 

Mas muitos outros documentos podem ser usados e consultados, como inventários, testamentos, escrituras, actos religiosos, actos militares, judiciais, etc. Não é de todo fácil quando se pretende começar do zero, mas há quem se preste a isso de forma diligente e metódica. Dá trabalho, comporta tempo e gastos.

Por conseguinte, determinar a origem e sequência geracional de uma família não é para todos, porque é tarefa que esbarra em muitas dificuldades e são frequentes os becos sem saída em alguns ramos.

Seja como for, será sempre interessante que de um modo ou outro saibamos dar importância a esta questão e saber quais são as nossas raízes, e inventariá-las de modo tão profundo quanto possível e tomar notas e apontamentos de modo a que possam subsistir para as gerações futuras.

Em tempo passado estive tentado em começar a montar a árvore genealógica da minha família, começando pela ramo paterno, mas depois acabei por deixar o assunto de lado.  Mesmo agora não tenho, por enquanto, pretensões a retomar de forma exaustiva o empreendimento, porque continua a requerer tempo disponível, que ainda não tenho, e diligências que requerem também tempo. Seja como for, deixo por ora alguns apontamentos que hão-de servir para futuro trabalho.


O princípio:

Eu, Américo da Fonseca Gomes de Almeida, sou um (o segundo) de oito filhos de António Gomes de Almeida e de Eugénia Alves da Fonseca, nascido e criado no lugar de Cimo de Vila, na freguesia de Guisande, ali encostadinho à traseira da capela do monte do Viso. Já depois de casado, em 1988, habitei no lugar da Igreja e depois desde 1994 no lugar de Casaldaça onde construi casa e nela vivo. 

Quanto ás minhas raízes do lado paterno:

Pegando na ponta do novelo do ramo paterno, o pai do meu pai, o meu avô, era Joaquim Gomes de Almeida, nascido no lugar de Cimo de Vila, freguesia de Guisande, em 27 de Abril de 1885, filho de Raimundo Gomes de Almeida (meu bisavô), também do lugar de Cimo de Vila, Guisande, e de Delfina Gomes de Oliveira (minha bisavó), do lugar de Casal do Monte, freguesia de Romariz.

O pai do meu avô, meu bisavô paterno, foi Raimundo Gomes de Almeida, abastado lavrador do lugar de Cimo de Vila, Guisande, que nasceu em 19 de Janeiro de 1849 e faleceu com 56 anos de idade no dia 10 de Dezembro de 1905. Era filho de Domingos José Gomes de Almeida (meu trisavô paterno) e de Joaquina Rosa de Oliveira, do lugar da Barrosa (minha trisavó paterna).

O meu bisavô paterno, Raimundo Gomes de Almeida, era neto paterno de  Domingos José Francisco de Almeida e de Maria Felizarda de S. José (meus tetravós), estes do lugar da Barrosa, Guisande, e neto materno de Manuel José de Matos e de Maria Rosa de Jesus (meus tetravós), do lugar da Lama, Guisande

O meu bisavô paterno foi baptizado em 24 de Janeiro de 1849 e teve como padrinho Raimundo José de Almeida e como madrinha Joanna Rosa de Almeida, do lugar da Lama, Guisande.

Por sua vez, o meu avô paterno era o mais novo de três irmãos, sendo o mais velho, Raimundo Gomes de Almeida, nascido a 1 de Setembro de 1880, tendo falecido no estado de solteiro, com 28 anos, em 5 de Abril de 1908. Terá sido acometido por um ataque quando passava a cavalo junto à presa das Corgas, na zona de Centes - Cimo de Vila, tendo ali caído e perecido, desconhecendo-se se fulminado pelo ataque, se por afogamento. 

Este meu tio-avô, Raimundo, também conhecido por Raimundinho, teve como padrinhos de baptismo o seu primo Raimundo José de Almeida, do lugar da Lama, Guisande, e Maria de Oliveira, de Romariz, familiar por parte da sua mãe Delfina.

Pelo meio da prole, o meu avô tinha como irmã uma Joaquina Gomes de Oliveira, nascida a 6 de Março de 1882 e baptizada a 9 desse mês e ano, tendo tido por padrinhos António José de Oliveira e a sua avó materna. Faleceu em 4 de Agosto de 1969 com 87 anos.



Joaquina Gomes de Oliveira - irmã de meu avô-paterno.


Esta Joaquina veio a casarm com 22 anosm em 13/09/1904 com Sebastião José Correia, da freguesia do Vale, em 13 de Setembro de 1904, tendo este falecido ainda novo, com 40 anos, em 23 de Abril de 1922. Ambos estão sepultados no Cemitério Paroquial do Vale. Tiveram um grande número de filhos (meus segundos primos), nomeadamente a Josefina Gomes de Oliveira, nascida a 31/01/1906 e falecida a 05/11/1981, a Aurora Gomes de Oliveira, nascida a 20/02/1915 e falecida a 26/06/2005, e a Adelina Gomes de Oliveira (irmã religiosa), nascida a 19/01/1921 e falecida a 27/08/2002, e outros mais cujos nomes espero vir a apurar.

Este Sebastião era natural da freguesia do Vale, sendo filho de António José Correia (de Louredo) e de Henriqueta Gomes Correia (de Escariz).

Por sua vez, o meu avô paterno, Joaquim Gomes de Almeida, nasceu em 27 de Abril de 1885 e foi baptizado em  3 de Maio desse mesmo ano. Faleceu em 23 de Dezembro de 1965. Tinha eu 3 anos mas ainda tenho memória do facto. De resto é das minhas primeiras lembranças.

O meu avô paterno casou com 30 anos de idade, em 2 de Julho de 1916  com Maria da Luz, de 24 anos, filha de José Joaquim Gomes de Almeida e de Maria da Conceição de Jesus, então moradores no lugar do Viso, freguesia de Guisande, sendo por isso meus bisavôs. Era neta materna de António de Pinho e de Maria Joaquina de Jesus, do lugar da Barrosa, freguesia de Guisande e neta paterna de António Joaquim Gomes de Almeida e Joaquina Antónia de Jesus, do lugar de Casaldaça, freguesia de Guisande

A minha avô paterna nasceu em 18 de Novembro de 1890 e foi baptizada no dia 19 desse mesmo mês, tendo como padrinho Raimundo de Almeida Leite de Resende e como madrinha Maria da Luz de S. José, ambos do lugar da Barrosa, Guisande. Faleceu em 15 de Novembro de 1967 com 77 anos de idade. Os meus avôs paternos estão sepultados no Cemitério Paroquial de Guisande, num bonito jazigo de família mandado edificar por  meu avô em 1921.

Os meus avôs paternos tiveram os seguintes filhos:

Maria Delfina Gomes de Oliveira, que casou com Manuel dos Santos, da freguesia de Lobão, de quem teve vários filhos, incluindo o António que vive no lugar do Reguengo, junto à Capelinha do Senhor do Bonfim, casado com Conceição Alves Lopes.

José Gomes de Almeida, que casou em Louredo com Celeste Aurora Correia e tiveram quatro filhos, a Maria Goreti, a Maria de Fátima, o Paulo e a Natália.

António Gomes de Almeida (meu pai) que casou com  Eugénia Alves da Fonseca, tendo tido oito filhos, o Joaquim António, o Américo (eu próprio), o Manuel António, a Isabel Maria, o Adérito Aires, o Alcino, a Lina Eugénia e a Georgina Susana. Todos casados e com filhos e alguns com netos. Tem a minha mãe 16 netos (média de 2 por filho).

Maria Celeste Gomes de Almeida, que não tendo casado teve dois filhos, o Joaquim e o António Alcino, ambos casados, com filhos e netos.

Joaquim José Gomes de Almeida, que casou com Maria Glória Henriques Pereira, com que teve vários filhos, a  Maria Amália, casada com o Alcino Alves, o Joaquim (21 de Janeiro de 1949-31 de Outubro de 2017), o José, casado com a Adelaide, a Maria Dulcília, casada com o Mário Sá e o Fernando Jorge, casado com a Maria Rosa Valente, todos casados, com filhos e netos.

Manuel Joaquim Gomes de Almeida, solteiro, que à data é ainda vivo e com 98 anos, quase 99 (a completar em Outubro), sendo o homem mais velho da nossa freguesia.

Laurinda, que faleceu pouco tempo depois do nascimento.

Laurinda Gomes da Luz, que casou com Avelino de Sousa, do lugar da Teixugueira da freguesia de Lobão, com quem teve três filhos, a Maria do Céu, solteira, o Carlos Alberto, casado em Gião com a Manuela Marques, de cuja união têm os filhos Tiago e Diogo,  e a mais nova, a  Elsa Maria, solteira.

Quanto ás minhas raízes do lado materno:

O meu avô materno era Américo José da Fonseca, nascido em 20 de Março de 1919 e falecido em 17 de Julho de 2001, sendo um dos vários filhos de Raimundo José da Fonseca (meu bisavô), do lugar do Carvalhal, freguesia de Romariz, e de Margarida da Conceição (minha bisavó), do lugar das Quintães da freguesia de Guisande. 

Não deixa de ser curioso que os meus bisavôs, paterno e materno, tenham ambos o nome de Raimundo.

Este meu bisavô materno, Raimundo, era um mestre pedreiro e canteiro afamado, tendo por aí diversas obras de cantaria e escultura. Terá sido ele a realizar a fonte existente na sacristia da nossa igreja matriz bem como a capela mortuária da Casa do Moreira, existente no nosso cemitério e ainda o jazigo de meus avôs paternos.

O meu bisavô materno era filho de António José da Fonseca (por isso este meu trisavô) e de Maria de Oliveira (minha trisavó), ambos da freguesia de Romariz, existindo por ali vários meus parentes. Tinha 22 anos quando casou.

A minha bisavó materna era filha de António Caetano de Azevedo e de Maria da Conceição, do lugar das Quintães - Guisande. Tinha 21 anos quando casou.

Dos irmãos do meu avô materno tenho lembrança, sem ordem de idade, do Alexandrino Fonseca (que viveu no lugar de Azevedo da freguesia das Caldas de S. Jorge, tendo falecido num acidente de estrada, em Pigeiros), do Joaquim José da Fonseca, do Manuel José da Fonseca (padrinho do meu irmão Manuel) e da Laurinda Fonseca. Ainda irmão de meu avô, o Justino Fonseca, que nunca conheci porque faleceu muito novo. 

O meu tio-avô Alexandrino, teve dois filhos, um rapaz, que não tenho memória do nome e uma rapariga, a Celeste. A sua casa no lugar de Azevedo, Caldas de S. Jorge, onde por lá fui várias vezes em criança na companhia de minha bisavó, está desabitada e quase em ruína.

O meu tio-avô Manuel José da Fonseca casou com Ermelinda Pedrosa das Neves, de quem teve vários filhos dos quais tenho lembranças do Gil, da Margarida, que ainda vive no lugar de Fornos e da Aurora, esta casada com o Sr. Óscar Melo, e residente no lugar da Mota, Canedo.

Do meu tio-avô Joaquim José da Fonseca, que casou com Albertina de Oliveira, tenho lembrança do Alexandrino, do Hilário, do Abel, da Alzira, da Ilda, da Conceição, da Celeste, da Madalena e da Idília.

Da minha tia-avô Laurinda, que casou com Alexandre Ferreira de Almeida, teve como filhos o Joaquim, casado e residente em Lourosa, a Maria da Conceição e a Adelaide, ambas casadas e residentes no lugar das Quintães, freguesia de Guisande. 

A minha avó materna era Lúcia Alves, do lugar do Outeiro, falecida quando minha mãe era de tenra idade. Era irmã de Joaquim Alves, marido de Águeda da Costa, casal que teve os filhos (primos de minha mãe) António da Costa Alves, Fernando da Costa Alves, Domingos da Costa Alves, Joaquim da Costa Alves, Ermelinda da Costa Alves, Maria da Conceição Costa Alves, Maria Gorete da Costa Alves e Rosa Maria da Costa Alves.

O meu avô materno, enviuvou cedo e casou em segundas núpcias com Maria Isabel Moreira Barbosa (minha madrinha), natural de Alfena - Ermesinde, Valongo, nascida em 20 de Novembro de 1929  e falecida em 14 de Julho de  2020, com 90 anos. Estão sepultados no Cemitério Paroquial de Guisande.

Deste segundo casamento não houve filhos. Do primeiro casamento minha mãe teve mais três irmãos, Manuel Alves da Fonseca, nascido a 10 de Setembro de 1940, tendo falecido em 16 de Outubro de 2018, com 78 anos, casado com Maria Amélia da Conceição, nascida no lugar do Viso, Guisande,  a 16 de Junho de 1943 e falecida em 16 de Dezembro de 2018 de quem teve numerosos filhos,  meus primos a saber: Maria da Conceição Fonseca da Mota, Victor Manuel da Conceição Fonseca, Isabel Maria da Conceição Fonseca, António da Conceição Fonseca, Jorge Rufino da Conceição Fonseca, Domingos da Conceição Fonseca, Paulo Joaquim da Conceição Fonseca, Agostinho Fernando da Conceição Fonseca (falecido ), José Carlos da Conceição Fonseca, Jacinta Maria da Conceição Fonseca, Felisberto da Conceição Fonseca e Jacinto da Conceição Fonseca

Ainda filho de meu avô, o meu tio, José Índes Alves da Fonseca, nascido em 10 de Fevereiro de 1945, que teve vários filhos em uniões distintas, tendo da  última, com Maria de Fátima Lopes da Silva, o filho José Aires Lopes da Fonseca, nascido em 8 de Dezembro de 1975 e a filha Rosália Maria Lopes da Fonseca, nascida em 27 de Maio de 1975. 

Do primeiro casamento deste meu tio José Índes, com uma Palmira, de Fiães, tenho lembrança de um filho (meu primo) de nome Jaime, e pelo menos uma outra filha, da qual não tenho lembrança do nome.

O meu avô materno teve ainda uma outra  filha, a  Lúcia Alves da Fonseca, da qual pouco sabemos já que terá saído de casa em criança acolhida por familiares em Lourosa após a prematura morte da mãe, e que mais tarde casou e emigrou para França. 

Todos estes elementos, nomes, parentesco, datas e lugares, terão oportunamente uma árvore genealógica.


Observação: Este artigo será actualizado e corrigido conforme for sabendo de mais dados sobre os respectivos ramos familiares. Alguns dados são baseados na memória pelo que, já não estando fresca, podem padecer de incorrecções ou lapsos. A quem, sobretudo familiares, puderem acrescentar, complementar ou corrigir informações, agradeço o contacto pessoal ou por email: afgalmeida@gmail.com