24 de maio de 2018

Ser português

Faleceu Julião Tomar. Tinha 95 anos. De origens modestas, filho de um pai carpinteiro e de uma mãe lavradeira, era o mais velho de onze irmãos. Ainda iniciou a escola primária mas bem antes do exame da quarta classe já tinha sido instalado como aprendiz de trolha de um tio paterno. Assim, muito cedo começou a ter contacto com o cimento, areia, cal e azulejos. Logo depois de amargar na tropa, onde lhe aproveitaram os dons de trolharia para conservar tudo o que era paiol e camarata, abalou até terras de França onde com muitas dificuldades lá arranjou trabalho na construção civil. Depois, casou, teve filhos, netos e bisnetos. Com a idade da reforma regressou à sua aldeia, em terras transmontanas e continuou a ser um comum cidadão, um português como milhões de outros.

Em face da importância deste português comum, o Governo mandou cumprir três dias de luto nacional e a Junta da aldeia vai erguer-lhe um busto na praça central. De todos os quadrantes da sociedade local e nacional, são inúmeros os testemunhos quanto à importância deste português comum pelo seu contributo para a sociedade portuguesa. Foi um mestre da argamassa e do assentamento de azulejos, sempre à frente do seu tempo, inovador quanto baste, sem renegar o conservadorismo da arte da trolharia e no uso da colher e talocha. Para além disso, destaque pela sua luta contra o regime do Estado Novo, principalmente quando viu um seu painel de azulejos com estrelas vermelhas, martelos e foices, removido da casa de banho de uma escola da freguesia por ser considerado subversivo, por fugir aos tradicionais padrões de flores e passarinhos.

É bom ser-se um português comum. 

22 de maio de 2018

Caldas de S. Jorge - Festival Doce 2018



1 de Junho - 21h30 > Stand Up Comedy com Joel Ricardo Santos & Pedro Neves
2 de Junho - 22h00 > Concerto Miguel Angelo
3 de Junho - 9h00 > Caminhada Doce > 14h00 Teatro Marionetas, Dancing Doce, Palhaços, Insufláveis e muita animação..

21 de maio de 2018

Veteranos Guisande F.C. - Play-Off - Derrota em Canedo



A equipa de Veteranos Guisande F.C. perdeu neste Sábado o jogo frente ao Canedo, por 4-1. Deste modo disputará no próximo Sábado, 26 de Maio, o jogo que determinará o 7º e 8º lugares. Falta saber se defrontará o Lourosa ou o Valecambrense já que este jogo ainda não terá sido disputado.
O campeão vai saír do jogo Cucujães - Sanjoanense que venceram o S. João de Ver e U. de Lamas, respectivamente em jogos decididos após grandes penalidades.
É pena que depois de ter alcançado o 4º lugar na classificação geral as coisas não tenham corrido bem neste Play-Off, de resto um esquema criticado por algumas das equipas participantes já que vem desvirtuar a classificação de uma prova de regularidade e decidir em em três ou quatro jogos toda uma época.
Em todo o caso, será sempre uma época muito meritória para a equipa guisandense.

18 de maio de 2018

Caminhada - "Pela tua saúde mexe-te" - 2018


Terá lugar neste Domingo, 20 de Maio de 2018, entre as 08:00 e 12:00 horas a caminhada "Pela tua saúde mexe-te", integrada no Programa Andar a Pé 2018, uma organização do Pelouro da Educação, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em parceria com a Associação Grupo Amizade Tempos Livres e Educação para a Paz e com a ACAL - Associação Cultural e Artística de Lourosa.
O destino será Santa Maria da Feira. Para quem da nossa zona nordeste pretender participar em conjunto, o ponto de partida está marcado para as 08:00 horas em Lobão, junto à sede da União de Freguesias, partindo dali para a sede do concelho.

Sporting

Enquanto o Titanic se afundava, um músico ria e continuava a tocar. Alguém passou por ele e lhe perguntou:
- Estás a rir de quê? Não vês que o barco está a afundar?
- Que se foda...o barco não é meu! - Respondeu o músico.

(comentário num  blogue sportinguista)


Mesmo sendo adepto benfiquista, confesso que tenho uma grande simpatia pelo Sporting. Ora toda esta situação que se tem vivido nos últimos dias, mas de há muito adivinhada, deixa-me triste porque o clube é uma importante instituição com história e honra e custa-me ver estes rios de amargura que nascem na figura e estilo patéticos de um presidente populista, apoiado e escudado por uma cambada de grunhos. 
Costuma-se dizer que cada um tem o que merece, e porventura muitos daqueles que votaram e apoiaram Bruno de Carvalho, estão agora a colher esses frutos de alguém que tem presidido de forma sistematicamente reactiva e emocional, afinal as "virtudes" de alguém que se diz ser um presidente-adepto.
Não sei como vai terminar esta situação, patética e ridícula, para além de outros adjectivos, mas vai dar muito trabalho limpar a sujeira. Quem vier a seguir terá uma tarefa bem dura.

Quando não vale a pena passar à Pena do Vale

Quem passa por algumas das ruas da freguesia do Vale, percebe e compreende algumas das razões de fundo da insatisfação e até mesmo revolta de grande parte da população local face à sua integração na União de Freguesias conjuntamente com Vila Maior e Canedo.  Nesse contexto, os acontecimentos de manifestação anteriores às últimas eleições autárquicas, bem como agora o movimento de recolha de assinaturas para a tentativa legal de reverter a situação administrativa, são apenas  a lógica reacção a uma insatisfação que parece generalizada face a algum ostracismo a que a freguesia tem sido votada, de resto em situação similar à de Guisande.

Se de algum modo há ruas que podem ser emblemáticas e ilustradoras desta realidade, uma delas é a Avenida da Igreja (uma das suas principais) e outra a Rua do Emigrante, sobretudo no troço entre o cruzamento do lugar da Pena em direcção ao lugar de Parada (Louredo) até à ponte do Inha. Estão, de facto num estado lastimoso.

Mas é esperar para ver. Haja vontade, competência e igual paixão pelas "filhas dos outros" para que as coisas se façam. É certo que os mandatos decorrentes das últimas eleições ainda estão no primeiro ano, mas, todavia, depois de quatro anos falhados, já vai sendo tempo de se inverter as coisas. Como dizia, esperar para ver, mas também ver para crer.

17 de maio de 2018

E burra é a salsa?

É bom saber que Guisande ainda tem muita salsa-burra. Felizmente até temos uma passadiço a ladear tão bela plantação. Ora nos passadiços não passam carros mas apenas pessoas, as inteligentes, não as burras, como a salsa dita cuja.
Há que meter os pés à rua e ir à fonte do problema. O problema é que não se vai lá de Mercedes, sob pena de pisar, a salsa-burra, pois claro.