29 de maio de 2017

Há doces nas Caldas de S. Jorge - no próximo fim-de-semana

No próximo fim-de-semana, 2, 3 e 4 de Junho de 2017, na freguesia vizinha das Caldas de S. Jorge, na Rua Dr. Domingos da Silva Coelho, lateral ao Parque das Termas, decorrerá o Festival Doce -  X Mostra de Doçaria Conventual.
Trata-se de um interessante evento que neste ano de 2017 completa a sua décima edição. O festival é organizado pela associação local "Juventude Inquieta".












Uma curiosidade: Porque também os faço, quando alguém o solicita, num sentido geral tenho algum interesse nos cartazes enquanto elemento de divulgação de eventos e peças de arte gráfica. Neste contexto, pesquisando por anteriores cartazes alusivos ao "Festival Doce", verifico que todos eles têm uma falha, no meu entendimento grave, que é a da não referência ao ano da edição, o que de algum modo complica quem pretende fazer a sua identificação e relação com o respectivo ano. Mas, como dirá alguém, apenas pormenores...

26 de maio de 2017

Grupo da LIAM festeja o seu 32º aniversário

 

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Será já amanhã, sábado, 27 de Maio, que o Grupo da LIAM de S. Mamede de Guisande festejará o seu 32º aniversário. Como habitualmente, realizará a sua Feirinha Missionária, na Alameda da Igreja, antes e depois da missa, seguindo-se no final um convívio entre liamistas, familiares e amigos.

É uma bonita idade para um grupo que se tem mantido unido e activo. Oração e acções missionárias são as suas palavras de ordem.

Parabéns ao grupo e uma especial saudade e lembrança nesta data para todos os liamistas já falecidos.

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Ilustração em Inkscape - Tempo de desenho: 10 minutos.

24 de maio de 2017

Sepulturas - Compre uma e leve uma - O seu a seu dono



Na edição desta segunda-feira, 22 de Maio, do semanário regional "Terras Notícias",  foi publicado um texto de autoria do Sr. Mário Baptista, em que a propósito da construção de um cantão com vinte sepulturas no cemitério de Guisande, pela Junta da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, dá a sugerir que os interessados na compra de uma sepultura terão que ser obrigados a comprar duas. Isto porque na construção, as mesmas foram feitas numa disposição aos pares. Mais diz que várias pessoas lhe manifestaram essa dúvida e que não sabem ou não entendem o motivo, dizendo que assim "estas sepulturas foram feitas para vender aos menos pobres".

Ora, independentemente de todos termos direito à opinião e à crítica, e haverá sempre que prefira o vinho branco ao tinto, e vice-versa, tal insinuação não tem de todo qualquer fundamento. Desde logo, das vinte sepulturas construídas, quatro já estão vendidas e duas delas de forma individual, uma a cada proprietário. Seria totalmente descabido que alguém fosse obrigado a adquirir duas sepulturas precisando só de uma. Que estão caras comparando com o anterior preço, até podemos concordar, mas mesmo assim com preço inferior (1400 euros) ao praticado nos cemitérios de Lobão, Gião e Louredo (1700 euros).

Por outro lado estranha-se que seja dito que várias pessoas mostraram essa dúvida e preocupação quando, na realidade, com a Junta nunca ninguém colocou a questão ou a dúvida.
Assim, para reposição da verdade, esclarece-se que ninguém é obrigado a comprar duas sepulturas, podendo obviamente comprar apenas uma. A opção de construir aos pares, mas divididas entre si, tem a ver apenas com o objectivo de criar entre sepulturas um maior espaço permitindo melhor acesso e mais facilidade na limpeza e manutenção. Assim, cada proprietário, para além da frente da sepultura voltada ao passeio, tem um espaço lateral relativamente amplo quando comparado com o da maioria das sepulturas existentes tanto no cemitério velho como no novo. Apesar de estarem aos pares, o revestimento do jazigo (mármore ou granito)  pode ser feito obviamente de forma independente já que a separação entre ambas o permite. Por outro lado pretendeu-se criar uma métrica mais uniforme, ao contrário do que tem acontecido nas outras sepulturas. Não se pretendeu poupar nem desperdiçar espaço, mas apenas construir o número de sepulturas que estava previsto para o respectivo cantão.

Em resumo, é sempre bom haver uma consciência crítica, e felizmente o Sr. Mário Baptista, por quem tenho especial simpatia e consideração, tem sabido exercê-la ao longo dos tempos, apontando às diferentes Juntas situações que merecem ser apontadas, mas no que se refere a este assunto das sepulturas, o que escreveu ou procurou transmitir, mesmo que decorrente de algum desconhecimento manifestado por terceiros,  não corresponde de todo à verdade.

23 de maio de 2017

Postais com tema floral - 23052017



Dois postais com temas floridos, com mensagem em inglês.
Desenhados com Inkscape. Clicar para ampliar.
Mais variantes aqui.

22 de maio de 2017

Historiando - Padre Manuel de Carvalho

Pouco se sabe da biografia do Padre Manuel de Carvalho, que foi pároco de S. Mamede de Guisande em grande parte da primeira metade do séc. XVIII (de 1710 a 1754), para além da referência que na lista de párocos lhe é feita pelo Cónego António Ferreira Pinto na sua monografia sobre Guisande "Defendei Vossas Terras", publicada em 1936, que abaixo se transcreve:

-Manuel de Carvalho, foi nomeado em 1710. Alma verdadeiramente apostólica, fundou uma obra, que ainda hoje está florescente e é o orgulho de Guisande. Refiro-me à Confraria de N. S. do Rosário, fundada em 1733, com todas as licenças dos Dominicanos e autorizações necessárias, cujos Estatutos foram aprovados em 2 de Setembro de 1734 e modificados em Janeiro de 1794. O segundo livro do registo paroquial foi rubricado por este zeloso pároco, em virtude da comissão que lhe deu o Provisor, em 24 de Novembro de 1733. Por motivo de grave doença, resignou, em 1752, em favor do seu sucessor e faleceu, a 4 de Fevereiro de 1758, deixando muitas esmolas e legados. Esteve sepultado na capela-mor da igreja de Guisande e as ossadas foram removidas para o cemitério, por ocasião do bicentenário da erecção da confraria, acompanhada de 8 dias de sermões, que pregou um sacerdote dominicano, em Dezembro de 1933.

Ficamos por isso a saber alguns dados importantes, desde logo que foi o fundador da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, a qual ainda existe e está activa  na nossa paróquia, embora já sem a importância que teve noutros tempos e que lhe trazia irmãos provenientes de muitas freguesias vizinhas.
Infelizmente, e será um assunto para futura pesquisa, não sabemos a sua naturalidade, sendo de considerar que não seria natural de Guisande, já que o Cónego António Ferreira Pinto não o inclui na lista dos sacerdotes naturais de Guisande que elencou na sua monografia atrás referida. Sabe-se que por sua vontade foi sepultado no solo da capela-mor da nossa igreja matriz, tendo os seus restos mortais sido exumados e transferidos para o cemitério paroquial duzentos anos após o seu falecimento, aquando da comemoração do segundo centenário da Confraria, em 1933.
A sua sepultura durante muitos anos esteve assinalada por uma simples mas imponente lápide em pedra, encimada por uma cruz, que se destacava das simples lápides em ardósia das demais sepulturas, em campa rasa, com então era norma. Esta lápide, por desleixo ou incúria e até de desrespeito pela memória de tão importante figura, aquando da realização de obras no cemitério no início dos anos 70,  foi removida para local incerto ou até mesmo transformada em cascalho como uma vulgar pedra. O local ocupado pela sepultura, certamente foi vendido pela Junta de Freguesia de então, dando lugar a um novo jazigo. Foi uma grande perda e de facto lamentável e até reprovável. Desconhece-se também qual o destino que foi dado aos seus restos mortais caso ainda fossem existentes à data das obras e se houve ou não esse cuidado. Eventualmente terão sido removidos para campa comum, a qual também foi vendida posteriormente. À falta de testemunhos e documentos, tudo indica que o descuido neste assunto foi muito ou mesmo total.

 Felizmente, para além da memória e como única prova da existência dessa lápide, existe uma  fotografia datada de Julho de 1966, que abaixo se reproduz, com vista para o cemitério da Guisande, nela sendo perfeitamente visível a lápide e o local da sepultura.



 Como sabemos pela referência deixada na monografia "Defendei Vossas Terras", o Padre Manuel de Carvalho, por doença, resignou em 1752 e faleceu poucos anos depois, precisamente em 4 de Fevereiro de 1758 e sepultado no dia seguinte. Após a sua resignação, sucedeu-lhe no cargo o Padre Dr. Manuel Rodrigues da Silva, natural de Santo Ildefonso, Porto. 
Abaixo reproduzimos as páginas do livro de assentos paroquias (com registos entre 1733 e 1780), em que se verifica o último assento lavrado pela mão do Padre Manuel de Carvalho, relativo ao falecimento de um Domingos Ferreira, viúvo do lugar do Outeiro, curiosamente com a data de 14 de Janeiro de 1754, o que se deduz que apesar da sua doença e da sua resignação, continuou à frente da paróquia pelo menos mais dois anos. já que o primeiro registo do seu sucessor, Padre Dr. Manuel Rodrigues da Silva, no livro de assentos paroquiais, tem a data de 15 de Maio de 1754, referente ao falecimento de Anna (10 anos de idade), filha de José da Mota e Maria Pinto, do lugar da Barrosa. Em face destas duas datas, é natural concluir que o Padre Manuel de Carvalho terá sido efectivamente substituído nas funções de pároco entre Janeiro e Maio do ano de 1754.



 Abaixo, o assento de falecimento do próprio Padre Manuel de Carvalho, lavrado pela mão do seu sucessor Padre Dr. Manuel Rodrigues da Silva.



A. Almeida

21 de maio de 2017

Canídeos–Vacinação anti-rábica e identificação electrónica - 2017

 

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LOUREDO:
14 de Junho - Largo do Areal - Rua do Emigrante
LOBÃO:
16 de Junho - 14:30 horas - Largo da Igreja - Rua de S. Tiago
GIÃO:
23 de Junho - 15:30 horas - Largo da Igreja - Avenida da Igreja
GUISANDE:
23 de Junho - 16:30 horas - Largo da Igreja - Adro Padre Francisco de Oliveira