21 de outubro de 2013

Ministros Extraordinários da Comunhão

 

Será já no próximo dia 27 de Outubro, durante a missa dominical das 09:00 horas que a paróquia de S. Mamede de Guisande e a sua comunidade farão o acolhimento aos três novos ministros extraordinários da comunhão, já depois de neste último Domingo, na Sé do Porto, ter decorrido a cerimónia de âmbito diocesano com a designação dos novos ministros por parte do bispo.

Os novos elementos a acolher são a Cisaltina Coelho e o José Almeida de Fornos e a Lurdes Lopes, da Igreja, que assim se juntam ao António Conceição do lugar do Viso.

Esta era uma necessidade já com vários anos, e que foi agravada com o inesperado falecimento do Sr. Alberto Almeida, precisamente há um ano.

Ainda bem que foram reunidas as condições para que este passo se desse e estamos certos que todos eles saberão estar à altura das exigências da função e serão um contributo positivo para a dinâmica da paróquia e dos diferentes serviços em que podem intervir. Temos que estar agradecidos pela sua disponibilidade e pelo seu consentimento ao apelo.

É pena, no entanto, que este reforço de ministros extraordinários da comunhão na nossa paróquia já não tenha acontecido há pelo menos oito anos, uma vez que nessa altura, ainda com a paróquia administrada pelo saudoso P.e Domingos Moreira e frequentemente auxiliado pelo P.e Benjamim Sousa, em resposta aos insistentes pedidos, sobretudo deste último, dois elementos da paróquia aceitaram o desafio e foi efectuada a inscrição para o curso que iria decorrer entre a Primavera e o Verão desse ano. Com esse reforço a equipa de ministros extraordinários da comunhão passaria para quatro elementos o que permitiria uma partilha das funções bem como o merecido descanso ou folga alternada.

Acontece que, a exemplo do que vulgarmente se diz na política, na altura houve algumas “forças de bloqueio” que entraram em acção pelo que a carta dirigida ao administrador paroquial e que da Diocese trazia a convocatória para o início e frequência do curso, foi diligentemente “desviada” e só foi dada a conhecer aos candidatos por “portas travessas” , com grande atraso e já depois do curso ter iniciado e quase em fase de conclusão. Foi assim perdido o comboio e gorou-se a oportunidade do reforço da equipa de ministros e os anos naturalmente passaram.

Este episódio não é de todo conhecido da maior parte da comunidade mas não deixa de ser relevante na conclusão de que nem sempre o que parece é e neste caso concreto a paróquia só não tem mais ministros da comunhão desde há vários anos porque alguém fez por isso, “boicotando” o andamento do processo. Felizmente, as “barreiras” quebraram-se e esse passo, embora com muito atraso, foi agora dado.

É claro que não importa ao caso estar agora a apontar nomes ou responsáveis directos e indirectos dessa situação mesquinha, até porque algumas testemunhas já partiram e também porque nestes casos a culpa é confundida de modo a que morra solteirinha,  mas, porque a nossa memória não é curta, sobretudo de quem viveu a situação, podemos e devemos ser bons paroquianos mas não necessariamente “anjinhos” ou mesmo “anjolas”.

 

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Quanto à questão principal, para esclarecimento:

O que são os Ministros Extraordinários da Comunhão?

Ministro Extraordinário da Comunhão é, um leigo, homem ou mulher, a quem o Bispo da Diocese concede uma permissão, de forma temporária ou definitiva, para poder distribuir a sagrada comunhão aos fiéis. Designa-se de Extraordinário porque o seu ministério só deve ser exercido em caso de manifesta necessidade, na ausência do sacerdote ou auxiliando este de modo a optimizar o serviço.

As funções do Ministro Extraordinário da Comunhão:

- Distribuição da Sagrada Comunhão na Missa.

- Distribuição da Sagrada Comunhão aos doentes em ambiente domiciliário quando impossibilitados de participar na Eucaristia Dominical.

- Administração do Viático.

- Exposição do SS. Sacramento para adoração dos fiéis, mas não a bênção, já que esta é da exclusividade do sacerdote.

Os ministros extraordinários da comunhão surgiram na Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, realizado na década de 60 por convocatória do então papa João XXIII, como uma resposta à escassez de ministros ordenados que já então se fazia sentir, sobretudo na Europa Ocidental, e à necessidade de integração de pessoas que pudessem auxiliar os ministros ordenados na distribuição da sagrada comunhão em diversas circunstâncias, tarefa que para muitos se tornava demasiado extenuante devido ao tempo e esforço despendido. A introdução de ministros leigos que pudessem auxiliar na ausência de outros ministros ordenados teve como finalidade trazer mais eficácia e dignidade à distribuição da Eucaristia.
Com o passar dos anos a escassez de vocações e de sacerdotes veio acentuar a importância dos ministros extraordinários da comunhão e nos dias de hoje são um fundamental auxílio dos sacerdotes já que estes frequentemente têm ao seu serviço várias paróquias.

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