30 de dezembro de 2019

Centro Social - Novos corpos gerentes


Realizou-se na passada sexta-feira uma Assembleia Geral do Centro Social S. Mamede de Guisande. A ordem de trabalhos constou de apresentação e aprovação do relatório de contas do exercício de 2019, a eleição de novos corpos-gerentes para o quadriénio 2020 a 2023 e discussão de outros assuntos de interesse.

Quanto às contas, foi apresentado pela Direcção o balanço provisório do exercício de 2019, com valores de despesas e receitas a rondar os 30 mil euros cada, tendo sido aprovado por unanimidade.

Quanto às eleições não foram apresentadas listas alternativas pelo que em consequência e para não deixar a associação num impasse directivo, o anterior presidente, Joaquim Conceição Santos, viu-se obrigado a apresentar uma lista que é fundamentalmente de continuidade, destacando-se a entrada de alguns novos elementos para a Direcção, nomeadamente o Sr. Padre Farinha, como vogal, e Fátima Pinto, como Secretária. Celestino Sacramento mantém-se com o cargo de Tesoureiro. Na Mesa da Assembleia continua Rui Giro como presidente e Manuel Tavares na frente do Conselho Fiscal. A lista foi aprovada por unanimidade, tendo depois tomado posse.

Os novos corpos gerentes continuam com a difícil tarefa de promover  a actividade do Centro, ainda com a dependência política quanto à implementação do acordo de cooperação com a Segurança Social, aprovado mas ainda em suspenso devido a cativações por parte do Governo. Também ainda com dívidas por saldar, nomeadamente ainda ao empreiteiro e a instituição bancária, com valores somados a rondar os 66 mil euros.

Na discussão de assuntos de interesse, o anterior e actual presidente da Direcção lamentou-se aos presentes da falta de cumprimento e honra de alguns compromissos assumidos por pessoas e entidades e cujas verbas estavam previstas no projecto de candidatura, o que tem contribuído para o atraso na liquidação das dívidas e das inerentes dificuldades financeiras da associação com prejuízo da população e associados. Também o impasse e sucessivo adiar da implementação do acordo de cooperação com a Segurança Social tem criado dificuldades, incertezas e o adiamento constante dos objectivos plenos do Centro.

Face a estas dificuldades, Celestino Sacramento, tesoureiro da Direcção, declarou esperar que algumas decisões ocorram até Março do próximo ano, nomeadamente com a efectiva implementação do acordo de cooperação, caso contrário a Direcção ver-se-á obrigada a equacionar o encerramento das instalações e entregar as chaves ao município. A Direcção comprometeu-se a tudo fazer para que tal não venha a acontecer, mas face às dificuldades e poucos sinais de apoio de quem tem alguma obrigação institucional, é sempre uma possibilidade em aberto. 

Apela-se, pois, à população, que continue a apoiar este projecto que é de todos bem como a participar nas diferentes actividades e iniciativas de angariação de fundos de modo a que não caia por terra um equipamento importante e ao serviço da comunidade.