13 de abril de 2021

Ecoponto no lugar da Igreja


Pelos piores motivos, é sabido que o ecoponto no lugar da Igreja aqui em Guisande, constitui um mau exemplo de limpeza e de civismo na sua utilização. São frequentes e recorrentes os casos de deposição de lixos inapropriados. Foi, inclusive, há uns anos, alvo de vandalismo e incendiado (imagem acima).

É certo que deste mal sofrem a generalidade dos ecopontos, porque a falta de civismo e respeito é transversal e não é exclusivo de Guisande. De resto, muitos dos prevaricadores são de outras freguesias porque procuram agir sobre o anonimato.

A agravar esta situação, o ecoponto no lugar da Igreja tem um impacto acrescido já que se localiza numa zona envolvente à igreja, que deveria primar pelo embelezamento e limpeza frequentes.

Neste contexto, e porque antes da minha passagem pela Junta da União de Freguesias várias vezes apontei o facto de não se tomar medidas, nomeadamente com a deslocação do ecoponto para um local com menos impacto, uma vez na Junta coloquei o assunto ao restante executivo Assim, em email datado de 22 de Fevereiro de 2017, remeti a minha proposta de deslocação do ecoponto pata junto ao cruzamento da Rua da Igreja com a Rua do Outeiro e Rua Nª Sª da Boa Fortuna. Mantinha-se o ecoponto,  num lugar acessível e próximo, e pelo menos com menor impacto visual, libertando a envolvente da igreja desse "cancro". Pareceu-me sempre uma solução interessante e prática.

Infelizmente, apesar dessa minha vontade e insistência, certo é que, para meu desapontamento, a mudança nunca foi concretizada. 

Ou seja, ficamos todos a perceber que por vezes para as coisas mudarem é preciso mais que ideias e vontades. É preciso que terceiros, quem manda, as acolham e as passem à prática.  Quando assim não acontece e se chuta para o lado, o estado das coisas perpetua-se, e no caso em concreto, tem-se mantido a badalhoquice e a estrumeira junto a um local que deveria ser exemplo de limpeza e asseio.

Fica, pois, pelo menos justificada a tentativa, embora não tenha passado disso. Por estas e por outras, é que é preferível, tantas vezes,  irmos à pesca, do que perder tempo a exercer cidadania.

[Ver proposta]