30/11/2025

À volta com as voltas dos livros


Como tenho partilhado por aqui e nos meus espaços nas redes sociais com alguns amigos, estou a finalizar o livro com apontamentos à volta da história do nosso Guizande Futebol Clube. Está no processo final de revisão e já pedi à editora para actualizar o orçamento. Tinha-o pedido há cerca de um ano, mas de lá para cá o projecto foi crescendo em conteúdo e, por conseguinte, no número de páginas. Se não surgir à última hora algo de significativo que justifique a sua integração, serão 315 páginas, num formato de 16 x 23 cm.

Se os planos não se alterarem, há uma pessoa que se comprometeu a financiar os custos da impressão. A edição será entregue ao clube, que assim se responsabilizará pela sua venda e todos os ganhos serão para si. De minha parte, para além de reservar meia dúzia de exemplares, nada mais quero, nem um cêntimo.

Se tudo correr bem, espero que a publicação ocorra logo pelo início do ano, pelo que em princípio a sua apresentação pública ocorrerá no primeiro trimestre de 2026.

Escusado será dizer que, para poupança nos custos editoriais, todo o processo tem sido feito por mim, incluindo a paginação, revisão e estudo da capa. Esse trabalho poderia ser entregue à editora mas teria, obviamente, um custo acrescido. Menos custo, mais trabalho.

Em resumo, o filho está quase para nascer e desejo que a sua conclusão não se arraste mais do que o previsto até porque entre o início do projecto já vão uns dois anos, porque o cansaço que exige, obrigou a pausas retemperadoras. Adiante!

Para além deste livro, que se junta aos dois que já havia publicado, ambos com um carácter mais pessoal, tenho outro praticamnte escrito, este sobre apontamentos monográficos da nossa  freguesia e paróquia de Guisande, e que também deverá andar pelas 300 páginas. Está escrito, faltam os cansativos processos de paginação e revisão e depois a contratação da impressão. 

Este livro e sua impressão, vai ter de ser suportado por mim. Depois, quanto à sua distribuição, verei se a cobrar pelo menos os custos de produção ou se apenas distribuído gratuitamente . Veremos. Será um trabalho interessante porque abordará documentos, datas, factos e figuras e será diferente e complementar à monografia escrita em 1936 pelo Dr. António Ferreira Pinto. Será uma forma de preservar apontamentos que, de outra forma, ficariam dispersos e até perdidos ou esquecidos no futuro. 

Para este projecto não prometo prazos, mesmo que já praticamente escrito. Provavelmente, se lá chegado, quando entrar na reforma.

Para além destes dois projectos, que de facto pretendo deixar, tenha tempo e oportunidade, tenho outras ideias e muito conteúdo para outros trabalhos. Por exemplo, tenho vontade de escrever um pequeno livro à volta de apontamentos sobre a nossa capela do Viso, incluindo o levantamento topográfico, desenho de plantas e fachadas,  bem como de histórias e documentos à volta  da Festa do Viso. Creio que também será um documento interessante. Todavia, neste momento ando algo desapontado com algumas situações e desconsiderações, pelo que vai ter de esperar por melhores dias.

Também gostaria de escrever ( e já tenho muita coisa escrita, incluindo a transcrição dos estatutos originais) e publicar algo sobre a nossa secular Irmandade e Confraria de Nossa Senhora do Rosário que daqui a 8 anos completará 300 anos.

Ou seja, ideias não faltam, mas vai faltando alguma vontade e além do mais, mesmo que nada espere, da experiência com o meu último livro, apesar de algumas bonitas palavras de ocasião e boas intenções, das entidades locais, nada se pode esperar e algumas promessas simplesmente caíram no esquecimento. Nada de surpreender.

É o que é! Nestas coisas ou somos nós próprios a fazê-las ou então não se fazem. Estar à espera de incentivos e apoios de quem tem prioridades em coisas vistosas, é melhor esperar sentadinho numa cadeira com uma almofada a aconchegar o traseiro, porque acoisa é para demorar e não aconteça ganhar calo.

Posto isto, siga que é para a frente que se caminha e um passo de cada vez. Partilho estes sentimentos sobretudo a pensar nos poucos amigos que, de uma forma ou outra, mais pessoal, pública ou privada, têm manifestando o seu apoio e incentivo.