09/02/2026

Presidenciais 2026 - 2.a volta

 


Para quem gostava de comer bifes, um capão, cabrito ou polvo, o menú apresentava apenas pescada e petinga. A fome obriga a escolhas e quando não se tem cão caça-se com gato. 

Nesta analogia, e neste contexto culinário, porque a política tantas vezes não passa de mestres da culinária a darem receitas, cujos resultados nem sempre funcionam, o povo, aquele que se dispôs a votar, como eu, teve de escolher entre pescada e petinga. Alguns, poucos, nem uma coisa nem outra, e limitaram-se a comer as azeitonas e tomar café.

No final, ganha sempre a democracia e só os iluminados que a viam em perigo é que devem ter saído do restaurante de barriga cheia, mesmo a abarrotar. Em todo o caso, para a eleição de um presidente que pouco mais é que uma figura decorativa, António José Seguro, das opções a sufrágio, era o que mais se adequava. 

Não será o presidente de todos os portugueses, porque uma boa fatia da população não o escolheu por verdadeira convicção, mas será, seguramente, dos que o elegeram.  Será, assim, também o meu presidente.