Para quem gostava de comer bifes, um capão, cabrito ou polvo, o menú apresentava apenas pescada e petinga. A fome obriga a escolhas e quando não se tem cão caça-se com gato.
Nesta analogia, e neste contexto culinário, porque a política tantas vezes não passa de mestres da culinária a darem receitas, cujos resultados nem sempre funcionam, o povo, aquele que se dispôs a votar, como eu, teve de escolher entre pescada e petinga. Alguns, poucos, nem uma coisa nem outra, e limitaram-se a comer as azeitonas e tomar café.
No final, ganha sempre a democracia e só os iluminados que a viam em perigo é que devem ter saído do restaurante de barriga cheia, mesmo a abarrotar. Em todo o caso, para a eleição de um presidente que pouco mais é que uma figura decorativa, António José Seguro, das opções a sufrágio, era o que mais se adequava.
Não será o presidente de todos os portugueses, porque uma boa fatia da população não o escolheu por verdadeira convicção, mas será, seguramente, dos que o elegeram. Será, assim, também o meu presidente.
