" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

25/08/2017

O passado é lá atrás

...Estamos, pois, no final de um mandato e no lançamento de novas eleições e de um novo ciclo. As eleições de 2013 e 2014 são já passado e o passado é lá atrás. Importa agora olhar para a frente.

É certo que já na recta final e já em período de pré-campanha, ainda faço parte do executivo da Junta da nossa União de Freguesias, embora não como recandidato nem integrando qualquer lista concorrente às próximas eleições de 1 de Outubro. Por isso, na qualidade de cidadão independente, não concorrente e sem interesses directos ou indirectos no resultado das próximas eleições, creio assim poder ter alguma legitimidade para emitir opiniões sobre alguns aspectos ligados ao processo, de resto no livre direito de cidadania.

Neste contexto, parece-me que nesta altura e para estas eleições de 2017 porventura não será a estratégia mais adequada para a lista do PSD o voltar à carga com a questão do ônus do "impedimento" por parte do PS- Partido Socialista, estratégia que parece transparecer do texto de um infomail de apresentação distribuído por estes dias nas caixas de correio, em que se começa por dizer que "Há quatro anos fomos impedidos pelo PS de formar a Junta da nossa União de Freguesias".
Pessoalmente acho esta "insistência" uma estratégia algo despropositada e já fora de tempo, porque se o PS teve algumas responsabilidades em 2013, e teve certamente, já as pagou e foi julgado por elas em 2014 nas eleições intercalares. Certamente que os seus elementos perceberam-no pelo resultado das eleições em que foi dada uma maioria absoluta à lista do PSD. Estamos, pois, no final de um mandato e no lançamento de novas eleições e de um novo ciclo. As eleições de 2013 e 2014 são já passado e o passado é lá atrás. Importa agora olhar para a frente.

De momento não conheço oficialmente o cabeça-de-lista pelo Partido Socialista à Assembleia de Freguesia e por consequência à Junta da União de Freguesias, mas mesmo que venha a ser o mesmo cabeça-de-lista de há três anos, como se tem falado oficiosamente, não me parece legítimo que lhe voltem a ser assacadas estas responsabilidades porque se as teve foram já saldadas pelo resultado das últimas eleições. Por outro lado, quanto às responsabilidades e dívidas herdadas de anteriores Juntas (Gião e Guisande), é um facto que as mesmas se traduziram em indesmentíveis e sérias dificuldades na gestão do ainda actual executivo, limitando em muito as obras que no início foram propostas ou perspectivadas, bem como impediram por dificuldades financeiras o aumento do quadro de pessoal comprometendo aspectos básicos como a limpeza regular das ruas e espaços públicos. Não perceber o peso desta herança é estar de má fé. Todavia, também não é menos verdade que a mesma foi da responsabilidade de Juntas já extintas e de pessoas (do PSD e do PS) que já estiveram e estão afastadas do processo. É certo que deveriam ter sido responsabilizadas em devido tempo e pelos meios legais, mas não o tendo sido até aqui, nem activados os meios que poderiam conduzir a essa responsabilização (nomeadamente por uma auditoria às anteriores gestões), não me parece razoável e justo que se pretenda agora continuar a responsabilizar porventura quem teve menos ou mesmo nenhuma culpa por essa herança.

Posto isto, e é apenas a minha livre opinião, neste momento tão isenta quanto possível, considero que a estratégia de qualquer lista concorrente para estas eleições de 2017 deve passar por falar de projectos, de compromissos, da competência e qualidade das pessoas para os concretizar, desde logo a disponibilidade, proximidade, genuinidade e acima de tudo respeito na teoria e na prática pelas identidades e características próprias de cada uma das freguesias. Também como pontos fundamentais, será importante que os representantes de cada freguesia tenham alguma autonomia na gestão quotidiana, fundamentada no conhecimento que devem ter das mesmas, e ainda um presidente para a totalidade da União de Freguesias e não apenas para a freguesia de Lobão, e digo isto obviamente num sentido geral e transversal a todos os concorrentes e partidos já que pelo que se sabe, ambos apresentam  cabeças-de-lista naturais de Lobão o que já por si denota algum sentido de preponderância, altivez e superioridade que não é nada positivo. Ora é importante que esta selectividade e predominância de Lobão e lobonenses, mesmo que aparentes, sejam contrariadas no terreno, no dia-a-dia, com posturas de igual interesse e dedicação pela totalidade do território e população da União de Freguesias. Quem perceber e corporizar estes requisitos necessariamente estará mais próximo das populações e dos seus problemas e por conseguinte poderá fazer mais obra. De resto, como já o disse, não tenho dúvidas que quem vier a formar Junta terá muito melhores condições para realizar um melhor trabalho. Essa será a parte fácil. A parte difícil será fazer pior.


Américo Almeida

24/08/2017

Concerto - Banda Musical de S. Tiago de Lobão e Jorge Almeida


No dia 27 de Agosto de 2017, pelas 21:30 horas no Auditório do Centro Cultural de Lobão. Participação do conceituado trompetista Jorge Almeida.

23/08/2017

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - VII



Infomail distribuído pelas caixas de correio, referente ao anúncio da recandidatura de José Henriques, pela lista do PSD concorrente às próximas eleições para a Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande. 

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - VI


O Sr. Manuel Faria Plácido Resende, mais conhecido por Sr. Plácido, uma das carismáticas figuras da Feira, dono da não menos emblemática Casa Plácido, um bazar no centro da Feira, onde se vende de tudo um pouco, é o mandatário honorário da candidatura do CDS em Santa Maria da Feira. 

Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - V


A ideia não é nova nem inédita, mas é interessante e digna de registo. É uma das propostas da candidata do Partido Socialista à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. A plataforma pode ser acedida aqui.

21/08/2017

Grupo da LIAM - Passeio a Ribadavia - Espanha


Será no próximo sábado, dia 26 de Agosto que o Grupo da LIAM de Guisande realizará o seu passeio anual. Desta vez o principal destino de uma viagem de 240 Km é Ribadavia, uma bonita e histórica cidade da Galiza - Espanha, na margem do rio Avia e junto à foz deste com o rio Minho. Também está prevista uma passagem por algumas localidades do nossa bela província do Minho.
Nota: Até ao momento desconheço se a lotação do autocarro já estará fechada.

Segundo informações na Wikipedia: Ribadavia é um município da Espanha na província de Ourense, comunidade autónoma da Galiza, de área 25,1 km² com população de 5390 habitantes (2007) e densidade populacional de 219,78 hab/km².
Pensa-se que Abobrica terá sido o nome original de Ribadavia, palavra de suposta origem celta. A vila estava originalmente situada na margem esquerda do rio Avia, transladando-se posteriormente para a margem direita e, na Idade Média, já surge referida como Rippa Avie, acepção de origem romana.
Foi durante a Idade Média que a cidade atingiu o seu máximo esplendor, chegando mesmo a tornar-se a capital do Reino da Galiza (1064-1071) e algures neste longo período da história inicia-se o cultivo da vinha, possivelmente potenciado pela Ordem de Cister.
Mais tarde, em 1164, torna-se vila realenga, condição que duraria até 1375, altura em que passa a ser senhorio do Conde de Ribadavia.
Conserva parte da muralha medieval, fechada em 1157, as ruínas do castelo dos Condes de Ribadavia, e possui uma das mais bem conservadas judiarias de Espanha, com a sua própria sinagoga.
A cidade foi declarada Monumento Histórico Artístico em 1947.

Festa de Canedo - Tudo à grande

A Festa em Honra de Nossa Senhora da Piedade, em Canedo, é seguramente uma das maiores do concelho de Santa Maria da Feira tendo em conta o afluxo de visitantes, o número de dias do evento e o valor do orçamento. Eventualmente, quanto à notoriedade, apenas com a excepção da festa das Fogaceiras, esta com características bem diferentes e organizada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e por isso supostamente paga com o dinheiro de todo o concelho.
Infelizmente, e esta é apenas uma opinião pessoal de quem por lá passa todos os anos, a Festa de Canedo tem tanto de aparatoso e grandioso como de espalhafatoso e não raras vezes com situações muito esquisitas, desde logo o incumprimento dos horários programados para os diferentes artistas. Veja-se o caso deste ano em que no Domingo à tarde, o habitual concerto com duas bandas de música (Banda de Música de Pinheiro da Bemposta e Banda Marcial do Vale) de forma inédita foi deslocado para palcos montados na zona entre a capela e o salão, com o  público a ter que ficar numa zona de sol, com escassas sombras. Claro que com uma temperatura a rondar os 38 graus, poucos foram os que aguentaram mesmo que recolhidos  nas laterais onde havia alguma pouca sombra. Mesmo dentro dos palcos, sem a protecção de qualquer sombra, o ambiente era de autêntica sauna. Pobres músicos, ainda por cima engravatados. Para agravar a situação já por si lamentável, uma barraquinha de crepes estava montada no enfiamento do ângulo de visão de quem assistia mais de lado. Já para não falar na habitual poluição sonora pelas pistas e carroceis, a perturbar as bandas e quem as pretendia ouvir e apreciar.
Enquanto isso, no palco principal, no local habitual, com uma sombrinha mais fechada, estava a ser montada a estrutura dos grupos que actuariam à noite. Pela dimensão do palco e do aparato técnico, fiquei a pensar que ali iria actuar os U2 ou os Rolling Stones. Mas parece que não. Era mesmo só aparato.
Mas isto é apenas uma opinião. Há naturalmente quem goste e aprecie a desordem e a confusão desde que seja à grande e em Canedo, quase sempre, é mesmo tudo à grande.