26/10/2017
Mapa de Guisande - 26102017
24/10/2017
24 de Outubro de 1954–Inundação na ribeira da Mota
Hoje, dia 24 de Outubro de 2017 tivemos um dia quase de Verão, com céu azul e temperatura bem alta. Mas se recuarmos no tempo, mais precisamente 63 anos, por isso a 24 de Outubro de 1954, abateu-se sobre a nossa freguesia de Guisande e freguesias vizinhas, sobretudo do lado sul e poente, como Pigeiros, Caldas de S. Jorge, Fiães e Lobão, uma chuva forte e persistente, designada de tromba-de-água, que em poucas horas, naquele Domingo de manhã, galgou as margens da ribeira da Mota, arrastando dos campos, com a sua impetuosidade, toda a vegetação e medas de palha ou de canas de milho.
Em resultado, com a pressão da água e dos detritos dos campos e margens arrastados, a ponte da Lavandeira, entre os lugares do Reguengo e Viso, acabou por ceder, desmoronando-se, sendo, pouco depois, edificada a ainda actual ponte. Provisoriamente, como se vê na foto acima, foi realizado um estrado em vigas e tábuas de madeira para assegurar a passagem de carros e pessoas.
Ainda hoje, as pessoas mais idosas recordam-se desse Domingo chuvoso e daquela que foi certamente a maior cheia da ribeira da Mota de que há memória, o que de resto também sucedeu no rio Uíma
. Mesmo a cheia de 2001 terá sido apenas uma humilde amostra quando comparada com a de há 63 anos.
Neste foto acima vê-se o paredão norte totalmente demolido. Curiosamente percebe-se que o caudal da ribeira era quase diminuto, pelo que se deduz que estivesse a ser desviado pelos regos das levadas a montante, de modo a permitir a intervenção provisória na ponte. Também pode sugerir que essa cheia teve de facto características muito concentradas pelo que logo que passou a tromba-de-água, o caudal voltou ao seu normal.
21/10/2017
19/10/2017
18/10/2017
17/10/2017
Terminado
Ontem, segunda-feira, 16 de Outubro, terminou para mim a responsabilidade de atendimento semanal prestada no polo de Guisande da Junta da União de Freguesias. A partir da próxima semana esse serviço será já da responsabilidade dos eleitos no último e recente acto eleitoral, cuja tomada de posse está agendada para esta sexta-feira, 20 de Outubro pelas 21:00 horas na sede em Lobão. Por conseguinte, a partir desse acto de posse, termina o meu mandato e com ele as responsabilidades ou funções inerentes.
A questão do dinheiro e do vencimento sempre me foi irrelevante, mas refiro-a apenas para informação aos desinformados e porque é um pouco aborrecido quando a este respeito ficamos injustamente com a fama mas sem o proveito.
(*) A este valor mensal somava o valor da senha de presença (21,37 euros) pela participação na Assembleia de Freguesia - quatro sessões ordinárias por ano)
15/10/2017
Outubro vermelho
Num dia de Outubro anormalmente quente, com baixa humidade e ventos com rajadas fortes e inconstantes, ficou traçado o clima ideal para um Domingo em que Portugal voltou a estar fustigado com incêndios, um pouco por todo o lado, mesmo nos concelhos vizinhos de Vale de Cambra e Arouca.
Mesmo a freguesia de Guisande não escapou a esta fúria, quase sempre com origem em mão criminosa, e os recentes focos de incêndios ocorridos na zona dos Quatro-Caminhos e a poente da Gândara foram novamente reactivados e empurrados por um vento de sul depressa se estenderam à zona norte e nascente do lugar, expandindo-se mesmo pelos lugares da Arosa e Teixugueira em Lobão, colocando habitações em risco, valendo a valentia dos bombeiros que, por aqui, centraram os seus esforços a proteger as habitações à face da Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua de Trás-os-Lagos e mesmo na Rua da Zona Industrial, incluindo as instalações da empresa Utilbébé, que correu riscos devido à mata densa na zona frontal poente e lateral norte e a uma pilha de resíduos florestais que negligentemente ali tem estado há semanas, constituindo uma autêntica bomba conbustível.
Esperemos agora que a previsão de chuva já para esta madrugada e para os próximos dias se concretize e o clima que tem sido adverso ajude agora a apagar definitivamente muitos desses focos de incêndio.

