" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

31/10/2017

Nota de falecimento


Faleceu Ramiro Rodrigues Soares, com quase 80 anos. Vivia no lugar de Fornos, nesta freguesia de Guisande. O velório terá lugar na Capela Mortuária de Guisande, nesta Terça-feira, dia 31 de Outubro de 2017, com chegada do corpo às 15:00 horas. O funeral será formado na Capela Mortuária rumo à Igreja Matriz de Guisande na Quarta-feira, dia 01 de Novembro de 2017, pelas 14:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Paz à sua alma! Sentido sentimentos aos familiares!

27/10/2017

Mapa de Guisande - 271020171


Recados...



As recentes eleições autárquicas no nosso concelho, para além da normal normalidade, foram contudo marcadas pelos protestos na freguesia do Vale, que não se traduzindo num boicote total como certamente pretenderiam os mentores, saldou-se, todavia, por uma expressiva abstenção. Por conseguinte, o recado foi dado e bem dado e a "carta terá chegado a Garcia". Mas creio que mais do reclamar a questão da independência neste contexto de uma união de freguesias com Vila Maior e Canedo, pretenderam mostrar os valenses a insatisfação por um quase absoluto desprezo no que se refere à realização de obras, melhoramentos e manutenção de aspectos básicos como as limpezas de ruas e tapamento de buracos.

De facto, quem conhece o Vale e por lá passa com regularidade e percorre as suas ruas e lugares, percebe facilmente que durante o mandato que passou num contexto de união de freguesias, efectivamente foi uma terra abandonada, até mesmo desprezada. Atrevo-me mesmo a dizer que comparativamente a Guisande foi ainda mais notória a falta de intervenções já que por parte de Guisande, para mal dos seus pecados, pairou sempre no mandato o ónus da pesada dívida que transmitiu à União, o que, tanto quanto se saiba, não aconteceu com o Vale.

Por sua vez, para além deste recado do Vale, o recado deixado por Guisande não deixa de ser significativo e temos assim a particularidade de uma União de Freguesias em que um partido ganhou com maioria absoluta mas perde, por maioria, numa das freguesias, precisamente naquela que terá sido porventura a mais penalizada com a escassez de meios financeiros com que se debateu a Junta ao longo do curto mandato.
É claro que alguns dos responsáveis partidários assobiam para o ar e passado o relativo interesse que demonstram pelas pessoas e pelas freguesias em período de pré-campanha, obtidos os resultados voltam a ignorar as mesmas pessoas e as mesmas freguesias, o que de resto não surpreende já que para alguns o interesse que aparentam mostrar pelas mesmas é só na justa medida de verem as suas necessidades de cargos garantidas. 

Em resumo, o problema do Vale é o problema de Guisande, ou seja, de freguesias consideradas pequenas integradas em uniões de freguesias desequilibradas e mal amanhadas e que muito longe de resolverem problemas, incluindo a questão dos enclaves de Parada e Arilhe, vieram ampliar as dificuldades numa lógica de submissão às freguesias cabeças-de-cartaz (Canedo e Lobão).

Oxalá, pois, que o actual Governo tenha a coragem para desfazer ou pelo menos criar condições de alteração e ajustar diferenças e desequilíbrios em muitas das uniões de freguesias produzidas a martelo pelo anterior Governo PSD, gizadas por um mau político e que em rigor resultou numa reforma administrativa contra a vontade das pessoas  e das suas freguesias, tudo isso num pressuposto falacioso de poupança e optimização de recursos, o que ainda está por provar.

Até lá, iniciados agora os novos mandatos, vamos ver se os recados do Vale e Guisande terão algum efeito prático ou se, pelo contrário, irá sobrar algum revanchismo ou mau perder, o que, convenhamos, seria um muito mau princípio. Vamos, pois, acreditar que a normalidade na consideração, respeito e proximidade entre eleitos e eleitores seja a norma. Pessoalmente acredito que sim, mas, como diz o outro, "vou andar por aí".

(foto: fonte: Jornal N)

26/10/2017

Mapa de Guisande - 26102017

mapa_guisande_26102017_1

Iniciei este mapa usando a ferramenta Inkscape. Ainda está numa fase inicial pelo que para o que pretendo falta ainda muito tempo a despender na edição. Em todo o caso podem ir vendo.
(clicar na imagem para ampliar)

24/10/2017

24 de Outubro de 1954–Inundação na ribeira da Mota

foto_antiga_queda_ponte_lavandeira[4]

Hoje, dia 24 de Outubro de 2017 tivemos um dia quase de Verão, com céu azul e temperatura bem alta. Mas se recuarmos no tempo, mais precisamente 63 anos, por isso a 24 de Outubro de 1954, abateu-se sobre a nossa freguesia de Guisande e freguesias vizinhas, sobretudo do lado sul e poente, como Pigeiros, Caldas de S. Jorge, Fiães e Lobão, uma chuva forte e persistente, designada de tromba-de-água, que em poucas horas, naquele Domingo de manhã, galgou as margens da ribeira da Mota, arrastando dos campos, com a sua impetuosidade, toda a vegetação e medas de palha ou de canas de milho. 

Em resultado, com a pressão da água e dos detritos dos campos e margens arrastados, a ponte da Lavandeira, entre os lugares do Reguengo e Viso, acabou por ceder, desmoronando-se, sendo, pouco depois, edificada a ainda actual ponte. Provisoriamente, como se vê na foto acima, foi realizado um estrado em vigas e tábuas de madeira para assegurar a passagem de carros e pessoas. 

Ainda hoje, as pessoas mais idosas recordam-se desse Domingo chuvoso e daquela que foi certamente a maior cheia da ribeira da Mota de que há memória, o que de resto também sucedeu no rio Uíma

. Mesmo a cheia de 2001 terá sido apenas uma humilde amostra quando comparada com a de há 63 anos.

Neste foto acima vê-se o paredão norte totalmente demolido. Curiosamente percebe-se que o caudal da ribeira era quase diminuto, pelo que se deduz que estivesse a ser desviado pelos regos das levadas a montante, de modo a permitir a intervenção provisória na ponte. Também pode sugerir que essa cheia teve de facto características muito concentradas pelo que logo que passou a tromba-de-água, o caudal voltou ao seu normal.