Ribeira da Mota
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Nas nossas notas breves de hoje, damos conta que afinal tudo continua normal nestes tempos de anormalidade.
Soubemos que um bando de 16 "valentes" caçadores vindos de Espanha dizimaram meio milhar de animais (javalis, gamos e veados) indefesos e encurralados numa herdade de caça na Azambuja. Com este tipo de Rambos, deem-lhes total liberdade e artilharia à fartazana e não seriam necessárias bombas atómicas nem aquecimento global para dizimar tudo quanto seja animal à face da terra. Uns heróis do gatilho neste país de bananas.
Quanto a política a coisa não fede menos. Vamos tendo que aguentar o fedor, desde o presidente manipulado, no papel de vice-primeiro ministro, em vias de renovar o mandato, até ao ao Governo. Taps, tancos, aeroportos, novos bancos e sefes vão marcando a pouca vergonha. Da oposição a coisa não vai melhor.
Continuam a ser contados às milésimas os mortos por Covid mas ignoram-se os milhares que vão rebentando com as médias da última década. Sintomático.
A Ana Gomes, continua igual a ela própria, estridente e extremista. Até diz que se for eleita (é cavalo em quem não aposto) vai pedir a verificação de constitucionalidade do CHEGA. É que esta gente "democrata" e "amiga" das diferenças, na realidade não gosta de quem pense e fale diferente, sobretudo quando a coisa faz doer os calos e tende a destapar a tampa da fossa.
Quanto ao futebol, o melhor é esquecer. Dali não sai nada que nos enriqueça. Pelo contrário, jesuses, conceições, cmtvs e companhia, continuam a dar-nos lições diárias de embrutecimento. Nesta arte da estupidificação, comentada por ilustres paineleiros, engenheiros e doutores pintos, só encontramos rivalidade no Big Brother comentado por quintinos rodrigues e outras abelhas maias. Mas há quem goste porque, afinal, somos um país de "bons gostos".
Foge, Quim! Valha-nos Nossa Senhora dos Penhascos!
Para todos os amigos e visitantes deste espaço, endereçamos votos de um santo e feliz Natal de 2020. Certamente que com restrições e limitações pelos motivos de saúde pública que todos conhecemos, que nos impedem de celebrar da forma tida como tradicional e normal, mas que pelo menos o espírito natalício da verdadeira mensagem do nascimento de Jesus Cristo não seja limitado mas antes sentido em pleno. Para o ano todos desejamos que volte a normalidade.
Um voto especial para todos os nossos visitantes emigrantes, que neste ano, por um ou outro motivo, não poderão celebrar a quadra na sua casa paterna junto da sua família. A todos reiteramos votos de um santo e feliz Natal!
Vivemos num tempo em que são tantas, tão fáceis e rápidas as formas que temos para comunicar, seja a nível local como global. As comunicações digitais e mesmo telefónicas atingem patamares que tornam tudo tão fácil e rápido, mesmo em tempo real. Todos trazemos no bolso das calças ou do casaco um autêntico computador que nos põe em contacto com o mundo em qualquer momento.
O convencional Correio, deixou de ter importância na entrega de comunicações, mas adapta-se e ganha impacto no serviço de entregas de mercadorias, concorrendo com empresas de transportes e entregas, sendo este um sector que continua a crescer face ao também aumento das vendas online.
Apesar desta panorama, parece-me que nunca foi tão difícil contactar e resolver assuntos com entidades, tanto as que nos prestam serviços no dia a dia, como, sobretudo, entidades e organismos do aparelho de Estado, desde os serviços de Saúde às Finanças e Segurança Social.
Os canais e os meios de comunicação existem e são eficientes, mas convém, às entidades, filtrar e mesmo condicionar ou barrar os mesmos. Daí que seja quase impossível chegar à comunicação pessoal com alguém.
Os contactos são canalizados por formulários online, por sua vez limitados na extensão do texto, bem como espartilhados em assuntos que nem sempre correspondem à necessidade de quem quer expor um determinado problema. Depois, com sorte, respondem através de um email no-reply, isto é, sem possibilidade de resposta. É pois, uma comunicação apenas num sentido.
Mesmo grande parte dos tais formulários que se nos oferecem online, apresentam-se como fora de serviço e indisponíveis e remetem para contactos telefónicos com atendimento virtual e com a indicação de prazos de espera de atendimento de horas, originando assim um circuito circular e interminável, como a pescadinha de rabo na boca. Tudo para levar as pessoas a desistirem.
Em resumo, as entidades e os serviços do Estado não querem ser incomodados nem querem atender os nossos problemas e apesar de tanta tecnologia, ficamos impotentes e com a impressão que ainda vivemos no tempo em que as comunicações eram feitas por sons de tambor e sinais de fumo. São, regra geral, todos eficientes e cobrarem-nos os impostos e as obrigações, mas no que toca ao atendimento, é para esquecer bem à maneira da velha e sempre nova burocracia.
Muita coisa tem que mudar e já não é na parte da tecnologia, esta demasiado avançada, mas sim na qualidade de quem nos governa e serve. Até lá, perante as dificuldades e as barreiras que se nos levantam, não resta muito a não ser mandá-los para o caralho, mas nem isso já serve de nada. Mesmo o direito à reclamação está condicionado.
Faleceu Rogério Fernandes da Costa Neves, com 90 anos de idade (21 de Junho de 1930 a 09 de Dezembro de 2020). Residia na Rua 25 de Abril, n.º 676, do lugar da Barrosa.
O funeral realizar-se-á na próxima sexta-feira, 11 de Dezembro, pelas 16:00 horas, na igreja matriz de Guisande. No final irá a sepultar no cemitério local em jazigo de família. Missa de 7º dia na terça-feira, 15 de Dezembro pelas 19:00 horas na igreja matriz de Guisande.
Sentidos sentimentos a todos os seus familiares, de modo particular a sua filha, genro e netos.
Paz à sua alma!
Passam hoje 166 anos sobre a data de falecimento de Almeida Garrett (João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (Porto, 4 de fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de dezembro de 1854).
Foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português. Grande impulsionador do teatro em Portugal, considerado uma das maiores figuras do romantismo português, sendo ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
Em resumo, uma das grandes figuras da nossa História, artística e literária.