" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

08/04/2026

Já não se leva água aos nossos moinhos

 


Ontem foi o Dia Nacional dos Moinhos. Por cá, pelo que se vai publicando, ficamos todos com a impressão que só há moinhos nas bordas do Uíma. Isto resulta de uma realidade de que só conhecemos o que nos dão a conhecer. Também porque o nosso poder central (concelhio) é isso mesmo, central, e para além da visão do seu umbigo nada mais há nem mexe.

Guisande, mesmo que terra minguada em léguas, tem a sua boa dose de moinhos. É certo que já não funcionais porque o desinteresse por estas coisas é estrutural e cultural, alguns em ruínas e outros já desaparecidos ou apenas com os alicerces. Os mais novos, não os conhecem nem conhecerão. Uma auto-estrada não deixa de se fazer ou não se desvia por causa de dois ou três moinhos e como tal esses foram-se à vida com a A32. Foi o progresso que trouxe à nossa aldeia que, como parasita, só leva e nada deixa. Deixou um rasto de destruição ambiental e paisagística. Sem qualquer esmorecimento de quem nos competia defender ou minimizar os prejuízos.

Mesmo assim, há condições para que pelo menos uns três possam ser restaurados, mas, para sermos realistas, milagres fez Jesus e foi morto por isso.

Posto isto, resta-nos (aos mais velhos) as memórias dos nossos moinhos, algumas fotografias e a certeza de que para lá do Uíma não há ribeiras nem moinhos. Isto é, o resto é paisagem.

Mesmo assim, fica a evocação de um dia que nos passa esquecido. Já não levamos a água aos nossos moinhos.


07/04/2026

Taça "Oliveira e Santos" - 2026

 


No passado Sábado, 4 de Abril, pelas 15:30 horas, no Campo de Jogos "Oliveira e Santos", realizou-se a 1.ª edição da Taça "Oliveira e Santos". 

Foi uma interessante iniciativa do clube, como forma de agradecimento, em memória, aos doadores do terreno (*) onde se localiza o  nosso complexo desportivo no lugar do Reguengo.

A taça foi disputada entre a equipa de veteranos do Guizande F.C. e a congénere do Canedo F.C.

O jogo, bem disputado, num quente dia de Sábado, correu de feição à equipa anfitriã, que venceu por 2-0, marcando assim, de forma positiva, a primeira de, espera-se, futuras edições.

Parabéns ao clube pela iniciativa. O reconhecimento daqueles que foram beneméritos ao clube é também uma forma de conquista.

(*) Maria Angelina Oliveira Gomes e Américo Pinto dos Santos.




[fotos: Guizande F.C.]

Almoço do Juíz da Cruz - 2026

Ontem, Segunda-Feira de Páscoa, realizou-se o tradicional almoço do Juíz da Cruz, que neste ano de 2026 foi o Sr. Pedro Baptista Alves. 

Tal como nos dois anteriores anos, o evento decorreu no restaurante "Cruzeiro", em Fiães. Marcaram presença cerca de uma centena de convivas, incluindo o Pe. Benjamim Sousa e o pároco Pe. António Jorge, que se juntou  um pouco mais tarde.

O que é que se pode dizer?


Quando somos notícia pelos piores motivos. Ainda há dias falava-se aqui da estranha frequência de incêndios ali naquela zona. 

Pessoalmente, mesmo sem saber quem é em concreto, se um dos nossos, fico triste, mas pergunto qual o papel das autoridades quando se diz que, afinal, já havia antecedentes.  Muitos dos incêndios neste nosso Portugal têm origem em incendiários recorrentes, gente à solta ou sem tratamento. Quando assim é....

06/04/2026

Cada um que responda


A Páscoa, na boa e secular tradição cristã, é, sem dúvida, a mais importante das celebrações e aquela que deve corresponder a uma alegria não material, mas espiritual, por todo o seu significado e simbolismo. Por conseguinte, são naturais e compreensíveis todas as manifestações desse júbilo, nas mais diferentes formas. Nos tempos actuais, muito marcados e até dependentes das redes sociais, é igualmente natural que muitas pessoas partilhem momentos pessoais, em família e em comunidade, ligados a essa alegria.

São assim frequentes e recorrentes as partilhas que vão desde felicitações de uma boa e feliz Páscoa até às iguarias colocadas nas mesas: o assado de cabrito ou de vitela, o pão-de-ló, os doces e bolos, etc., etc. Tudo coisas boas, bonitas e saborosas, que de facto comprovam o sentido de alegria que ainda se associa à Páscoa, à ressurreição de Jesus. 

Apesar disso, sem moralismos, até porque, talvez, já algo ultrapassado face às tendências e modos de vivência actuais, pergunto-me se, em cada 100 pessoas que partilham a Páscoa nesses moldes, cinco delas participaram em alguma cerimónia religiosa durante a Quaresma, se percorreram esse caminho de introspecção e preparação espiritual, se na Semana Santa participaram em alguma das celebrações - na Quinta-Feira Santa, na Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia - ou se apenas, ou nem sequer, na missa do próprio dia de Páscoa?

Cada um e cada uma responderá por si, mas, pelo que se vai vendo e constatando, nomeadamente na nossa comunidade, parece-me que, no geral, a forma como vivemos a Páscoa e tudo o que a antecede, se tornou muitas vezes um mero formalismo, uma tradição sobretudo material. Coisas de igreja e de padres, de orações e contemplações mais profundas, dispensam-se. O assado, esse sim, é tradição, antiga, da casa e da familia! Esse é que conta!

Pessoalmente, não concebo celebrar a Páscoa, a ressurreição do Senhor, sem a vivência desses momentos fundamentais da nossa espiritualidade, até para a sacralizar. Contudo, muitos há que, não ligando patavina a essa dimensão, seguem a vida como se nada fosse, dormindo descansados com isso. Entre uma celebração religiosa e um jogo de futebol ou um qualquer evento, social ou desportivo, a escolha é fácil, demasiado fácil. 

Em resumo, em tudo, nestas questões, cada um falará por si e, de um modo ou de outro, encontrará uma justificação pessoal para a sua fé, ou para a sua “fezada” e a encontrar a habitual justificação de que não é por isso que são melhores ou piores dos que fazem por participar nas cerimónias religiosas alusivas (e com certeza que não). Mas, numa reflexão mais profunda, parece-me que andamos, de facto, muito afastados do essencial e vivemos estas realidades com a mesma profundidade com que festejamos um Carnaval ou um jogo de futebol. Não há como não dizê-lo. Isto é bom? É mau? Indiferente? Cada um que responda por si.

Continuação de um feliz e santo tempo pascal!

03/04/2026

Guizande F.C. - Apontamentos para a sua história - Apresentação do livro

 


Será já de hoje a oito dias, na Sexta-Feira, dia 10 de Abril, pelas 21:00 horas, nas instalações do Centro Cívico, no Monte do Viso, a apresentação pública do livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história".

A organização do evento é do Guizande F.C. e o resultado da venda do livro será na sua totalidade para o nosso clube. 

É um orgulho pessoal ficar associado ao livro, o qual, mesmo que na sua limitação e imperfeição, tem uma dupla função: A de reunir e organizar dados relativos à actividade do clube e competições em que participou, mas também, e sobretudo, o de ser guardião de memórias e apontamentos e de enaltecer e valorizar todos os que, de uma forma ou outra, deram de muito de si e do seu esforço, em prol do clube. A grandeza de um clube não se mede pelos títulos e conquistas, estes nem sempre resultado de mérito desportivo, mas essencialmente pela sua identidade e pelo carácter de quem o construíu e corporizou. Somos, assim, o Guizande F.C. um pequeno clube, representativo de uma também pequena terra, mas com gente de carácter que aprendeu a fazer muito do pouco.

Para além de tudo, a sessão pública será um momento de reunião de antigos dirigentes e atletas, pelo menos de forma representativa, porque impossível ter todos. De modo particular, foram convidados todos os ex-presidentes do clube, pelo que, espero eu e a actual Direcção, que estejam presentes. Será, também por isso, um momento de reconhecimento e agradecimento.

Cruz redentora


Eis a redentora Cruz
De um Homem Deus
A exaltar glória.
Meu Senhor, Jesus,
Rei dos altos Céus,
Por ela foste vitória.