Fonte: Jornal N
Em Agosto passado, falei deste assunto aqui.
Mas antes, em Abril, tinha-o partilhado no meu Facebook. Depois em Maio, reportei devidamente o assunto e o local à Junta da União de Freguesias de Lobão Gião, Louredo e Guisande. Não obtive qualquer resposta nem o assunto mereceu atenção a ponto de ficar resolvido.
Hoje voltei a passar ao local, e, sem surpresa, a situação não só se mantém como foi agravada.
É certo que neste momento, ainda bem, a realidade administrativa é outra, mas de facto lamenta-se que este assunto, até pela importância que tem, não tenha merecido qualquer desenvolvimento. É o que é!
É certo que uma qualquer Junta de Freguesia nem terá responsabilidades, nem competências nem meios suficientes para acudir a todas estas situações de pura falta de civismo, de lamentáveis atentados contra a natureza e meio ambiente, e em Guisande são várias, mas tem pelo menos a obrigação de se preocupar com o assunto e por meios próprios ou contactando as entidades que se considerem mais capazes e responsáveis, procurar resolver a limpeza e tomar medidas que dificultem o acesso aos prevaricadores.
Posto isto, ficam aqui estes postais na expectativa de que não passe mais meio ano sem que alguém se incomode.
Bem sei que estas coisas não são vistosas, não colhem likes e passam ao lado de quem apenas dá hossanas, aleluias e vivas a eventos recreativos e de entretenimento, mas, caramba, há mínimos.
Bem sei, ainda, que o nosso monte de Mó passou de uma vasta zona florestal para uma triste floresta de torres e cabos, mas, pelo menos, se não for pedir muito, que se cuide do pouco que sobrou. Ou só há olhos e barriga para os passadiços do Uíma?
Uma fotografia, algum trabalho digital e alguns filtros. Fica o olhar num tempo em que uma árvore, que tem crescido p´ra caraças, não a escondia.
As multas deviam ser pesadas para os partidos ou coligações que não removem a propaganda eleitoral logo depois do acto eleitoral. Mas não é assim e, com laxismo ou indiferença, nalguns locais permanecem por meses, até anos, a dar um ar decrépito e até ridículo para os que, com ares sorridentes mas amarelecidos, continuam por ali a prometer mudanças, a distribuir esperanças, a argumentar capacidades e competências.
Do mesmo modo, passadas várias semanas sobre várias desagregações de freguesias, eleições e tomadas de posse das novas juntas, algumas já com páginas nas redes sociais a bombar, dando conta de tudo e um par de botas, ainda estão online páginas das já extintas uniões de freguesias, mesmo que, na maior parte dos casos, sendo páginas cheias de nada, e que raramente cumpriram os propósitos para que foram criadas, algumas delas com dinheiros esbanjados quando, com igual propósito e eficácia, se poderiam ter páginas alternativas, capazes, eficientes e desenvolvidas a custo zero.
Por conseguinte, seria um acto de higiene suspender imediatamente todos os resquícios online do que foram as uniões de freguesias, até porque, no geral, não passaram de projectos falhados e indesejados para além de se colocar a questão de quem é que nesta fase sobre elas tem legitimidade para as manter e acessar?
Fosse eu presidente de uma Junta de freguesia desagregada, já teria exigido a suspensão da página da respectiva união e a eliminação dos respectivos domínios e endereços electrónicos associados.
Alguns exemplos de pratos por limpar no nosso concelho:
https://www.uf-caldaspigeiros.pt/
Neste dia 18 de Novembro de 2025 está de parabéns a Ti Palmira da Conceição, do lugar da Gânadara, pelo centenário do seu nascimento.
Uma data bonita, significativa, que merece festa entre a família. A comunidade deve também alegrar-se.
Do facto faço referência detalhada no meu grupo privado de Facebook "Guisande: Ontem e hoje".