" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

07/04/2026

Taça "Oliveira e Santos" - 2026

 


No passado Sábado, 4 de Abril, pelas 15:30 horas, no Campo de Jogos "Oliveira e Santos", realizou-se a 1.ª edição da Taça "Oliveira e Santos". 

Foi uma interessante iniciativa do clube, como forma de agradecimento, em memória, aos doadores do terreno (*) onde se localiza o  nosso complexo desportivo no lugar do Reguengo.

A taça foi disputada entre a equipa de veteranos do Guizande F.C. e a congénere do Canedo F.C.

O jogo, bem disputado, num quente dia de Sábado, correu de feição à equipa anfitriã, que venceu por 2-0, marcando assim, de forma positiva, a primeira de, espera-se, futuras edições.

Parabéns ao clube pela iniciativa. O reconhecimento daqueles que foram beneméritos ao clube é também uma forma de conquista.

(*) Maria Angelina Oliveira Gomes e Américo Pinto dos Santos.




[fotos: Guizande F.C.]

Almoço do Juíz da Cruz - 2026

Ontem, Segunda-Feira de Páscoa, realizou-se o tradicional almoço do Juíz da Cruz, que neste ano de 2026 foi o Sr. Pedro Baptista Alves. 

Tal como nos dois anteriores anos, o evento decorreu no restaurante "Cruzeiro", em Fiães. Marcaram presença cerca de uma centena de convivas, incluindo o Pe. Benjamim Sousa e o pároco Pe. António Jorge, que se juntou  um pouco mais tarde.

O que é que se pode dizer?


Quando somos notícia pelos piores motivos. Ainda há dias falava-se aqui da estranha frequência de incêndios ali naquela zona. 

Pessoalmente, mesmo sem saber quem é em concreto, se um dos nossos, fico triste, mas pergunto qual o papel das autoridades quando se diz que, afinal, já havia antecedentes.  Muitos dos incêndios neste nosso Portugal têm origem em incendiários recorrentes, gente à solta ou sem tratamento. Quando assim é....

06/04/2026

Cada um que responda


A Páscoa, na boa e secular tradição cristã, é, sem dúvida, a mais importante das celebrações e aquela que deve corresponder a uma alegria não material, mas espiritual, por todo o seu significado e simbolismo. Por conseguinte, são naturais e compreensíveis todas as manifestações desse júbilo, nas mais diferentes formas. Nos tempos actuais, muito marcados e até dependentes das redes sociais, é igualmente natural que muitas pessoas partilhem momentos pessoais, em família e em comunidade, ligados a essa alegria.

São assim frequentes e recorrentes as partilhas que vão desde felicitações de uma boa e feliz Páscoa até às iguarias colocadas nas mesas: o assado de cabrito ou de vitela, o pão-de-ló, os doces e bolos, etc., etc. Tudo coisas boas, bonitas e saborosas, que de facto comprovam o sentido de alegria que ainda se associa à Páscoa, à ressurreição de Jesus. 

Apesar disso, sem moralismos, até porque, talvez, já algo ultrapassado face às tendências e modos de vivência actuais, pergunto-me se, em cada 100 pessoas que partilham a Páscoa nesses moldes, cinco delas participaram em alguma cerimónia religiosa durante a Quaresma, se percorreram esse caminho de introspecção e preparação espiritual, se na Semana Santa participaram em alguma das celebrações - na Quinta-Feira Santa, na Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia - ou se apenas, ou nem sequer, na missa do próprio dia de Páscoa?

Cada um e cada uma responderá por si, mas, pelo que se vai vendo e constatando, nomeadamente na nossa comunidade, parece-me que, no geral, a forma como vivemos a Páscoa e tudo o que a antecede, se tornou muitas vezes um mero formalismo, uma tradição sobretudo material. Coisas de igreja e de padres, de orações e contemplações mais profundas, dispensam-se. O assado, esse sim, é tradição, antiga, da casa e da familia! Esse é que conta!

Pessoalmente, não concebo celebrar a Páscoa, a ressurreição do Senhor, sem a vivência desses momentos fundamentais da nossa espiritualidade, até para a sacralizar. Contudo, muitos há que, não ligando patavina a essa dimensão, seguem a vida como se nada fosse, dormindo descansados com isso. Entre uma celebração religiosa e um jogo de futebol ou um qualquer evento, social ou desportivo, a escolha é fácil, demasiado fácil. 

Em resumo, em tudo, nestas questões, cada um falará por si e, de um modo ou de outro, encontrará uma justificação pessoal para a sua fé, ou para a sua “fezada” e a encontrar a habitual justificação de que não é por isso que são melhores ou piores dos que fazem por participar nas cerimónias religiosas alusivas (e com certeza que não). Mas, numa reflexão mais profunda, parece-me que andamos, de facto, muito afastados do essencial e vivemos estas realidades com a mesma profundidade com que festejamos um Carnaval ou um jogo de futebol. Não há como não dizê-lo. Isto é bom? É mau? Indiferente? Cada um que responda por si.

Continuação de um feliz e santo tempo pascal!

03/04/2026

Guizande F.C. - Apontamentos para a sua história - Apresentação do livro

 


Será já de hoje a oito dias, na Sexta-Feira, dia 10 de Abril, pelas 21:00 horas, nas instalações do Centro Cívico, no Monte do Viso, a apresentação pública do livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história".

A organização do evento é do Guizande F.C. e o resultado da venda do livro será na sua totalidade para o nosso clube. 

É um orgulho pessoal ficar associado ao livro, o qual, mesmo que na sua limitação e imperfeição, tem uma dupla função: A de reunir e organizar dados relativos à actividade do clube e competições em que participou, mas também, e sobretudo, o de ser guardião de memórias e apontamentos e de enaltecer e valorizar todos os que, de uma forma ou outra, deram de muito de si e do seu esforço, em prol do clube. A grandeza de um clube não se mede pelos títulos e conquistas, estes nem sempre resultado de mérito desportivo, mas essencialmente pela sua identidade e pelo carácter de quem o construíu e corporizou. Somos, assim, o Guizande F.C. um pequeno clube, representativo de uma também pequena terra, mas com gente de carácter que aprendeu a fazer muito do pouco.

Para além de tudo, a sessão pública será um momento de reunião de antigos dirigentes e atletas, pelo menos de forma representativa, porque impossível ter todos. De modo particular, foram convidados todos os ex-presidentes do clube, pelo que, espero eu e a actual Direcção, que estejam presentes. Será, também por isso, um momento de reconhecimento e agradecimento.

Cruz redentora


Eis a redentora Cruz
De um Homem Deus
A exaltar glória.
Meu Senhor, Jesus,
Rei dos altos Céus,
Por ela foste vitória.

01/04/2026

Isto não é a "Mata de Pigeiros" mas não mata a imagem de Pigeiros


Do que me parece sobre o assunto:

Há dois aspectos: Por um lado, a questão principal, em que um advogado usa uma referência depreciativa ou ofensiva para com uma colega ("isto não é a mata de Pigeiros"). Não conheço o contexto exacto em que foi proferida, mas mesmo para quem está de fora parece ser ofensiva pois, mesmo que não conhecida de forma generalizada, sem dúvida que é uma referência ao foco de prostituição naquele local de fronteira de Pigeiros, junto à EN1. Parece-me, pois, que foi bem condenado pela injúria.

Quanto à segunda questão: É certo que alguma prostituição naquela zona de Pigeiros é antiga e mesmo que já pouco significativa, ainda existe, o que naturalmente não dá uma boa imagem ao local. Apesar disso, não me parece que a designação "Mata de Pigeiros" seja assim tão conhecida ou publicitada cá pela nossa zona. Eventualmente até é mais popular o local como "Meia Légua".

Em todo o caso, esta referência grosseira usada pelo advogado com intencionalidade, como entendeu o tribunal, parece que era bem conhecida por ele, a ponto de a utilizar. Porventura, com esta publicidade, com cobertura por um jornal nacional, como  "Jornal de Notícias", a designação passe a ser mais conhecida, o que também não é positivo, mas talvez sirva de motivo para que as autoridades possam fazer o que for possível fazer. 

Finalmente, apesar disso, não me parece que esta referência seja assim tão negativa para Pigeiros. A freguesia é mais, muito mais que isso e era só o que faltava que uma ordinarice de um advogado machista pusesse em causa a honra e dignidade de toda uma freguesia. Concerteza que o motivo não é positivo mas, em última análise, penaliza mais as entidades que de algum modo podem e devem lidar com estas situações que decorrem à vista de todos. Prostituir-se em Portugal não é ilegal. Estar numa berma de estrada não é crime por si só. Explorar, controlar ou lucrar com a prostituição de terceiros, lenocínio, isso sim, é crime e é por aqui que tem de se fazer alguma coisa.