Desde 2004, quando fiz parte da Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo Antóinio, que perdi qualquer expectativa quanto ao interesse e apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Nessa altura pediu-se um apoio para a componente cultural com a contratação de duas bandas filarmónicas. Nem um centavo dali veio. Ainda guardo o ofício com a recusa. Não surpreendeu, de resto, então, como não surpreende hoje. Há outras meninas dos olhos a reclamarem atenção. A menina de cá é pouco dotada e não cativa.
Nesta edição de 2026, alguns, desatentos, estranharão que a Câmara não se tivesse feito representar, como tem feito em outras terras e outras festas, na missa solene ou na procissão, principalmente nesta, acompanhando a Junta local. A este nível mais formal, institucional e cerimonial, ausência total. Sei que esteve um vereador, mas entre amigos, numa jantarada.
Até admito que a Comissão de Festas, desatenta a estas formalidades ou ocupada com outras coisas, não tivesse formulado o convite de modo institucional, mas mesmo que sim, o resultado seria o mesmo. Seria tempo perdido. Ainda há poucos meses a desconsideração foi igual aquando da apresentação pública do livro sobre o Guizande F.C.
É nestas coisas que percebemos que a nossa freguesia é pequena e sem interesse. Não somos Fiães, nem Canedo, nem Lobão, nem Romariz. É o que é, mas, felizmente, como estamos vacinados, o prejuízo é nenhum. Como diz o ditado "Só faz falta quem cá está".
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