13 de abril de 2023

Choro de rosas


Na frescura densa do amanhecer

Há pranto no roseiral do jardim;

As rosas em lágrimas de orvalho

Choram por razão imerecida.

Ontem jovem, agora a envelhecer

Também choro com elas, e assim

Dou comigo a medir o que valho

Numa equação sem peso e medida.

 

Mas porquê, meu Deus,chorar

E esta angústia e desatino?

Afinal, como rosa a desfolhar,

Cumpre-se apenas o meu destino.

 

 AA-13/04/2023