A IA veio, de facto, fazer luz sobre as trevas. Num piscar de olhos, num estalido de dedos, o mais inapto, medíocre ou incapaz transforma-se num talentoso artista, num descobridor da pólvora e das virtudes da concentricidade da roda.
Onde antes era só negrume, agora há luminosidade a rodos; onde havia azelhice, agora sobra mestria; onde escasseava a sensibilidade, agora crescem e multiplicam-se obras de arte no design, nos cartazes, na música, na poesia e na escrita em geral.
De muitos que não sabiam distinguir ovos de obos, trocando os "ves" pelos "bes", fazendo sujeira entre detergente e deterjente, confundindo perspectiva com prespectiva, agora tudo é perfeição, rigor e fluidez gramatical e ortográfica.
Bendita e louvada sejas, IA, que vieste trazer luz à escuridão e esperteza aos nabos. O mundo está um pouco mais instruído, mesmo que com os mesmos nabos.
Ai, ai, IA!
