No contexto editorial, uma errata é uma lista de erros detectados em uma obra após a sua impressão, acompanhada das devidas correcções. Ela funciona como um anexo rectificativo para garantir a precisão das informações sem a necessidade de descartar a tiragem já produzida. A errata é, assim, utilizada para corrigir falhas que podem comprometer a interpretação do texto ou a exactidão de dados e informações.
Para cumprir os seus objectivos, a errata deve ser integrada no livro, antes deste ser distribuído, como uma página extra ou um separador.
No caso do meu recente livro "Guizande Futebol Clube - Apontamentos para a sua história", por motivos práticos, optei por não o fazer, na certeza, porém, de que após uma leitura atenta, encontraria sempre um ou outro lapso, gralha ou erro, de dados, de gramática, de vocabulário ou de contas, etc. Infelizmente, numa publicação com edição de autor, em que por questões de economia se opta por fazer todo o trabalho, incluindo o de revisão, já que para entregar esse serviço a alguém que o faz de forma profissional custaria bastante, há que se correr alguns riscos. E assumindo-os, até de antemão, sempre alertei, mesmo no próprio livro, que isso poderia acontecer.
Neste contexto, vou anotando aqui, com actualizações caso se justifiquem, alguns lapsos, gralhas ou erros detectados: Seguem os que para já foi possível detectar:
Na página 260: No apontamento biográfico sobre o Manuel Rodrigues de Paiva, primeiro presidente do clube, a indicação de ter 89 anos quando faleceu, está obviamente errada. Na realidade tinha 79 anos, a caminho dos 80, pois nasceu em 20 de Novembro de 1942 e faleceu em 27 de Janeiro de 2021. Ou seja, as datas de nascimento e de falecimento, indicadas no livro, estão correctas e, por conseguinte, desmentem por si o lapso da idade, mas de facto, na revisão, não consegui notar o erro entre o 7 e o 8 na indicação das dezenas.
Na página 61: No apontamento sobre o falhado campo de jogos em Casaldaça: No título do parágrafo é indicado "Sinal de 200 contos" e depois no texto é referido que o clube sinalizou a compra do terreno à família de Abel Correia Pinto, por 500 contos, com um pagamento de 20%, por isso de 100 contos. Por conseguinte a referência a 200 contos está desadequada. Todavia, isto resultou da reprodução de conteúdo do jornal "O Mês de Guisande" que também tinha essa imprecisão e que por lapso também me passou na revisão.
Todavia, tal como na falha acima referida quanto à idade de Manuel Rodrigues de Paiva, também neste assunto é feita referência a 100 contos como 20% de 500 contos, o que também ajuda a corrigir o erro do título do parágrafo.
Na parte superior da pagina 65, a questão do valor do sinal é novamente abordada, mas aqui uma confusão que aconteceu mesmo na época, já que do valor de 100 contos pago como sinal de compra, na Assembleia de Freguesia foi informado que havia sido devolvido o sinal no valor de 115 contos. Como ficou escrito no livro, essa diferença não foi devidamente percebida pelo que se deduz que terá sido uma compensação, mesmo que por regra a devolução do sinal deveria ser em dobro se numa situação de imputabilidade a quem desiste do negócio. Ora no caso, a família desistiu do negócio mas alegando incumprimento de uma das condições pela outra parte, o clube, embora este dependente da Junta de Freguesia.
Na página 67, ainda à volta das considerações sobre o assunto do falhado campo de jogos em Casaldaça, na parte de texto da terceira linha do parágrafo com o título "Prejuízo para a freguesia?", em que se lê "...poderiam aqui mencionados alguns intervenientes", deverá ler-se "poderiam aqui ser mencionados alguns intervenientes". Ou seja, escapou o verbo "ser".
Em resumo, conforme for detectando alguns lapsos, esperando que não muitos nem significativos, actualizarei aqui.
