Esta situação não é de agora, pelo que já tem barbas. Confesso que não sei de quem é a responsabilidade. Para o caso, não interessa nem quero saber. Parece-me, isso sim (e quem pode achar o contrário?), que não fica bem. Para muitos é apenas um conjunto de pedras, mas é um cruzeiro e tem um significado e simbolismo religioso e patrimonial.
Não fica mesmo nada bem dar-lhe esta utilidade de suporte de sacos de lixo, por mais compreensível e bem intencionada que possa ser, a de deixar os sacos fora do alcance dos cães e gatos. Para isso há solução, que mais não seja, colocar o lixo um pouco antes da hora prevista da passagem do serviço de recolha.
Haja, pois, alguma sensibilidade para estas coisas.
Finalmente, parece-me, que também estará na hora de a alguns dos cruzeiros do percurso do calvário ser-lhes dada alguma dignidade, nomeadamente com a sua requalificação. Este, por exemplo, tem a base praticamente enterrada. Outros estão quase em condições similares. Mesmo o cruzeiro na rua com o mesmo nome, no lugar de Fornos, porque pobre, em simples cimento armado, poderia ser melhorado com revestimento em granito ou mesmo a sua substituição por um em granito.
São pequenas coisas que se podem melhorar com pouco. Apenas é preciso investir em sensibilidade e sentido de preservar e melhorar o que outros nos deixaram. Não custará muito.
