Isto de levantar às 6:30 num dia de Sábado a prometer sol, porque sem sono, e aproveitar o tempo com a escrita do novo livro sobre a nossa capela do Viso e sua festa, ao som da Antena 2, tem que se lhe diga. Talvez por isso, logo que passada a Páscoa, regressarão os trilhos aos sábados de manhã, percorrendo freitas, caramulos, montemuros e outros vales e serranias. Revisitar e descobrir, enquanto há força nas canetas para sentir velhos caminhos e olhos a encher de paisagens.
28/03/2026
27/03/2026
Centro Social - Assembleia Geral - 02 de Abril de 2026
Na Assembleia Geral do Centro Social S. Mamede de Guisande, agendada para o próximo dia 2 de Abril de 2026, pelas 21:00 horas (Quinta-Feira Santa), devo participar na cerimónia religiosa, a que darei prioridade, pelo que não sei se a tempo de participar na sessão que, entre outros pontos, decidirá pela aprovação do protocolo tripartido para cedência e uso das instalações do Centro Cívico para funcionamento da Junta de Freguesia.
Enquanto sócio (pagante e com cotas em dia) e elemento da mesa da assembleia da Associação, confesso que estou dividido quanto a este protocolo. Desde logo porque no momento desconheço as suas condições e porque, por outro lado, não vejo vantagens significativas para as partes. Talvez os termos do protocolo esclareçam. A ver vamos.
Para além de tudo, parece-me que a utilização das instalações tem andado um pouco ao sabor dos ventos, nem sempre com critérios claros. Tem sido aproveitado mesmo por quem, num passado recente desconsiderou o Centro Social, as suas instalações, e por pessoas que nem sequer são sócias. É certo que as instalações devem estar ao serviço da freguesia, sem dúvida, mas também importa saber qual o papel dos associados. Enquanto sócio pagante, interrogo-me quanto às vantagens dessa condição, uma vez que os demais, que não pagam, na prática e no essencial do dia-a-dia, usufruiem como os que pagam.
Infelizmente, os actuais corpos gerentes, onde estou incluido, estão numa condição muito especial e apenas porque em tempo próprio não apareceram pessoas e listas interessadas em tomar conta do Centro e dinamizá-lo de uma forma mais consistente ou, pelo menos, renovada.
Por conseguinte, andamos todos mais ou menos a fazer fretes, porque nesta freguesia foi quase sempre assim: Uns a fazer, outros a maldizer, uns a pagar e outros a beneficiar. Não há volta a dar.
Em todo o caso, o Centro Cívico, mesmo que ainda sem atender ao seu propósito basilar, o de ser um Centro de Dia, tornou-se num equipamento indispensável às diferentes dinâmicas da freguesia e paróquia. Parece-me é que, para além dessa importância e utilização, essa situação não produz efeitos práticos, quer ao nível de gente interessada em fazer parte dos corpos gerentes, quer ao nível do aumento de sócios pagantes, antes pelo contrário. Daí esta minha apreciação cheia de dúvidas e até algum desapontamento, sendo que esperançado que, aos poucos, as coisas se acertem entre a freguesia e a associação.
25/03/2026
O Senhor nos valha.
Democracia, liberdade, igualdade, são ilusões num país onde o Estado dá esmolas e a máquina do governo pertence a uns quantos políticos e banqueiros que, com espertezas de quadrilha, se apoderaram da faca e do queijo.
Mas um país que estende a mão à esmola do Estado, e tem por sonho maior a reforma, também não saberia que fazer com a liberdade e a igualdade, as verdadeiras, as que se ganham à custa de espírito cívico, diligência e responsabilidade social.
De modo que por vezes, o que melhor sintetiza a imagem de um povo é o falso mendigo à porta da igreja, pedindo "pelas alminhas de quem lá tem", ao mesmo tempo que, contente da finura, pisca o olho ao comparsa.
O Senhor nos valha.
[J. Rentes Carvalho]
23/03/2026
Velhos caminhos
Em que as horas pedem pressa
E as rodas reclamam estradas planas,
Já se perderam tantos caminhos;
Carreiros de gente da minha infância,
A ladear regos de águas cristalinas,
A contornar montes, ladeiras,
Ora a descer, ora a subir.
Ainda os percorro às cegas,
Na memória, num dia claro
Ou na noite mais escura;
Pela sombra de carvalhos
Num dia quente de estio,
Pelo orvalho e geada matinal,
Ou pela lama da invernia.
Mas sim, tantos já perdidos,
Outros barrados, envoltos,
Ambos pelo esquecimento.
Esta perda não é só de uso,
É erosão da memória,
Do canto e encanto,
Dos recantos a que chegavam:
Àquela árvore alquebrada,
Ao trecho do muro velho,
À levada no souto, à cancela,
À presa e moinho antigo;
Até à mina fumegante
nas manhãs frias, a vomitar
um jorro de água pura,
Cantante a correr apressada,
A regar o milho sedento,
A encharcar a erva no merujo,
A matar a sede na jornada,
A engrossar a ribeira.
Velhos caminhos da minha infância,
Ainda tendes as marcas
dos meus pés descalços?
Os sulcos fundos dos rodados
Dos carros-de-bois?
Se sim, guardai-os,
Pois há muito que os perdi.
22/03/2026
Nota de falecimento -Laurinda Gomes da Luz
Faleceu Laurinda Gomes da Luz, minha tia, irmã do meu pai.
Nasceu em 5 de Fevereiro de 1930. Tinha 96 anos de idade.
Segunda de nome, pois antes dela uma irmã nascida em 11 de Dezembro de 1926 faleceu com 16 meses de idade.
Era a última dos irmãos. José, Joaquim, António, Manuel, Delfina e Celeste, já todos falecidos. Fecha-se um ciclo e quebra-se um ramo da frondosa árvore dos Almeidas, com raízes na Casa do Loureiro.
Filha mais nova de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz. Neta paterna de Raimundo Gomes de Almeida e Delfina de Oliveira e neta materna de José Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Conceição de Jesus.
Em 10 de Setembro de 1959 casou com Avelino de Sousa. Tiveram 3 filhos, a Maria do Céu, o Carlos Alberto e a Elsa Maria.
Bem cuidada pelas duas filhas, faleceu serenamente. Graças a Deus pelo dom da vida que lhe concedeu.
Faleceu poucos dias depois da sua colega de catequese, Delfina da Conceição, aproximadamente com as mesmas idades.
De momento ainda não há pormenores das cerimonónias fúnebres, prevendo-se que seja na próxima Terça-Feira. Logo que conhecida data e hora procurarei aqui informar.
Sentidos sentimentos ao filho, filhas, nora e netos.
Descansa em paz, tia Laurinda! Que Deus te tenha ao seu lado!
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Actualização:
Cerimónias fúnebres amanhã, Terça-Feira, 24 de Março, pelas 16:30 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.
Missa de 7.º Dia na Sexta-feira, 27 de Março, pelas 18:30 horas na igreja matriz de Guisande.
19/03/2026
Nota de falecimento - Delfina Gomes da Conceição
Faleceu Delfina Gomes da Conceição (Sr.ª Tina), com 96 anos de idade - 06 de Julho de 1929 -18 de Março de 2026-
Vivia no lugar do Viso, viúva de Manuel Alves.
Funeral: Cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, na Sexta-Feira, dia 20 de Março de 2026, pelas 16:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Missa de 7º Dia na igreja matriz de Guisande na Sexta-Feira, dia 27 de Março de 2026, às 18:30 Horas.
Sentidos sentimentos a todos os familiares.
Paz à sua alma e que Deus a tenha junto a si.
18/03/2026
Livro sobre o Guizande FC - Já em mãos
Na sequência do que aqui escrevi ontem, aos que têm demonstrado algum interesse pelo assunto, informo de que já tenho em mãos os livros sobre a história do nosso Guizande Futebol Clube.
Como havia dito, havia sempre uma expectativa em que as coisas decorressem bem mas também alguma apreensão com o natural risco do contrário. Felizmente, e para meu alívio, do que já tive oportunidade de verificar, o trabalho gráfico ficou bem feito e dentro do que era expectável. Um ou outro aspecto que têm a ver com a opção de composição, mas graficamente o trabalho ficou bom. Ainda bem!
Passada esta etapa, segue-se a seguinte com a sessão pública de apresentação que está a ser promovida e organizada pelo clube, que, como já anunciado, será na sexta-feira, 10 de Abril, pelas 21:00 horas no Centro Cívico, no Monte do Viso.
O livro será vendido pelo clube que também beneficiará de todo o resultado da venda.
Entretanto, falarei no dia, mas quero agradecer aos que me ajudaram no processo e tornaram possível este projecto em benefício do clube (eles sabem quem são).
É, pois, esperar pelo dia 10 de Abril.
17/03/2026
Livro de apontamentos para a história do Guizande Futebol Clube - Sessão de apresentação
A fazer fé na gráfica, o livro está pronto. Ser-me-á entregue esta semana. Já me foi remetida a factura para pagamento.
Pessoalmente preferia fazer esta divulgação só a partir do momento em que já com o livro em mãos. Todavia, tendo o clube já iniciado a divulgação, também a faço aqui.
Nestas coisas, tratadas à distância, de forma não presencial e apenas online, há sempre situações que podem escapar ao nosso querer e controlo, sobretudo quando é a primeira vez e o factor confiança ainda não está estabelecido. Por regra, tenho sempre confiança de que do outro lado exista gente séria e profissional e que as coisas corram bem. E neste caso em particular, tenho até ao momento todos os motivos para ter essa confiança, pelo que certamente tudo irá correr bem. Mas, alguma reserva não faz mal a ninguém e isto em relação a tudo o que é negócio.
Significa que tendo já o clube agendado a sessão pública da apresentação do livro, e com a confiança de tudo correr conforme esperado, as coisas estão naturalmente a ser organizadas.
A organização é da responsabilidade do clube. O evento estará aberto a todos, particularmente a sócios e adeptos, mas de modo mais formal têm estado a ser convidadas pessoalmente, pelo presidente do clube, Víctor Henriques, e por mim, algumas figuras que importa ter em consideração, desde logo os antigos presidentes do clube, alguns dirigentes e alguns atletas da terra. Impossível será convidar todos de forma pessoal, mas isso não retira a nossa vontade e gosto em que estejam presentes. Por conseguinte, considerem-se convidados todos aqueles que ao longo dos tempos, de um modo ou outro, concorreram para o engrandecimento do clube. seja como dirigentes, atletas e associados.
Como disse, a organização é promovida pelo clube. Também a venda do livro será da sua responsabilidade e a totalidade da receita reverterá para apoio à sua actividade e melhoramentos das instalações. De minha parte, não quero um único cêntimo. O meu pagamento é apenas o orgulho de poder contribuir com um documento que, não sendo nada de extraordinário, terá a sua importância, nomeadamente no registo histórico de dados relacionados às competições do clube. Mais do que isso, mas essencialmente isso.
O evento será na Sexta-Feira seguinte à Páscoa, dia 10 de Abril, pelas 21:00 horas, nas instalações do Centro Cívico, no Monte do Viso.
16/03/2026
14/03/2026
13/03/2026
Os sonhos, alegres ou medonhos
Já muito foi escrito e estudado sobre os sonhos e o sonhar. Filósofos, psicólogos e cientistas dedicaram anos e vidas a tentar compreender esse território misterioso que se abre todas as noites quando fechamos os olhos. Ainda assim, os sonhos continuam a escapar a explicações completas, como se fossem uma linguagem íntima da mente que apenas sentimos, mas raramente dominamos.
Os sonhos têm uma capacidade extraordinária: permitem-nos viajar ao passado. De repente, voltamos à infância, à juventude, a lugares que já não existem, reencontramos pessoas que desapareceram da nossa vida e revivemos emoções que julgávamos esquecidas. O tempo, nos sonhos, deixa de obedecer às regras do relógio. Tudo pode acontecer outra vez.
Mas os sonhos não são apenas memórias. Neles somos muitas vezes aquilo que nunca conseguimos ser na realidade. Sentimos emoções, alegrias, medos, dores e prazeres, tantas vezes reflectindo o nosso estado real. Tornamo-nos heróis improváveis, mágicos capazes de transformar o mundo com um gesto, ou pessoas que dominam talentos que nunca aprendemos. Nadamos não sabendo nadar, voamos mesmo que uma impossibilidade, enfrentamos perigos, resolvemos problemas impossíveis. A mente cria cenários onde as limitações desaparecem e a imaginação governa.
No entanto, essa liberdade fundamenta-se na realidade presente. Os sonhos usam aquilo que somos. Utilizam os nossos sentimentos mais profundos, as nossas inseguranças, as fraquezas que escondemos e até os vícios ou pequenas obsessões que carregamos. Como um espelho imperfeito, eles reorganizam tudo isso em histórias estranhas, por vezes desconfortáveis, mas sempre reveladoras.
Também é nos sonhos que a vida emocional se expande sem regras sociais. Podemos namorar, apaixonar-nos ou amar alguém, mesmo quando na vida real já temos um compromisso, casados, com filhos ou netos. Não se trata de traição, mas de uma liberdade simbólica da mente, onde desejos, curiosidades e afectos se misturam sem julgamento.
E, no entanto, por mais livres que pareçam, os sonhos nunca conseguem fugir completamente à realidade. Podem distorcê-la, exagerá-la ou reinventá-la, mas a sua matéria é sempre feita daquilo que vivemos, sentimos e tememos. No fundo, os sonhos são apenas outra forma de a realidade falar connosco, porventura mais silenciosa, mais estranha, mas profundamente humana.
12/03/2026
Ti Irene de parabéns!
Está hoje de parabéns a Ti Irene de Estôze. 98 anos, do lugar de Estôze.
Irene Gonçalves dos Santos, nasceu em 12 de Março de 1928. Viúva de Manuel Neves, com quatro filhos, o Joaquim e o Manuel (falecidos), a Ester e o Ângelo.
Filha de Rosária Rosa Gonçalves (nascida em 12 de Novembro de 1894) e Joaquim Caetano dos Santos (nascido em 28 de Fevereiro de 1895).
É neta paterna de avô incógnito e de Ana Gomes ( filha de António José Caetano e Tomázia Rosa).
É neta materna de José Custódio Gonçalves (nascido em 10 de Março de 1864) e de Rosa Maria de Jesus (nascida em 1862).
Esta Rosa Maria de Jesus era filha de Manuel Alves da Mota e de Micaela Maria de Jesus.
Este José Custódio Gonçalves era filho de Custódio Gonçalves (filho de Manuel Gonçalves do Espírito Santo e de Maria Teresa de Jesus) e de Maria Rosa de Jesus (filha de António Francisco Palheiro e Tomázia Rosa de Jesus).
Parabéns à Sr.ª Irene e com calma e um dia de cada vez, esperamos pelo centenário.
11/03/2026
10/03/2026
Adeus magnólias
Não o confirmei, mas alguém hoje me informou de que terão sido abatidas as duas magnólias que de há anos existiam defronte da nossa igreja matriz.
Pessoalmente fico com um sentimento dividido, porque é sempre triste ver abater uma árvore (no caso duas) mas por outro lado também considero que o seu crescimento foi desmesurado a tal ponto de estarem a esconder a nossa igreja (principalmente a do lado norte), cuja fachada principal só por si é merecedora de estar bem desafogada e visível a partir do início da alameda. Compare-se ambas as situações nas fotos.
Creio que já falei por aqui, ou noutro espaço, sobre o assunto do crescimento e de um dia ter de se equacionar o abate das árvores ou a sua poda algo radical e desvirtuar as mesmas. Então, como se esperava, as opiniões não foram convergentes.
Neste caso, como disse, por mim fico dividido mas compreendo e aceito a decisão. Alguém tem de tomar decisões mesmo na impossibilidade de agradar a todos. Resulta daqui que certamente haverá opiniões contrárias.
De resto, as árvores também não são eternas e muitas vezes, quando não em espaços adequados ao seu porte, passam a ser prejudiciais. Por outro lado, é frequente que quando se plantam nem sempre se tenha a capacidade de antever o que serão no futuro e se isso será adequado. Eu próprio já cometi esse erro com uns arbustos (tipo cedros) que cá em casa tive à face do muro da rua e que com trabalho e despesa tive de abater e os estragos ainda hoje se fazem sentir.
Até mesmo no nosso adro, defronte da residência paroquial, já existiu uma cerejeira frondosa e de bons frutos, que por 1956 teve de ser abatida para permitir um adro amplo e um melhoramento do mesmo, então em terra e irregular. Também nessa altura não foi do agrado de todos.
Em resumo, com tristeza mas percebendo e aceitando a decisão, veremos o que ali será colocado, talvez oliveiras, plantas arbustivas e floridas e que não cresçam a ponto de ocultar a igreja.
09/03/2026
Ai, ai, IA
A IA veio, de facto, fazer luz sobre as trevas. Num piscar de olhos, num estalido de dedos, o mais inapto, medíocre ou incapaz transforma-se num talentoso artista, num descobridor da pólvora e das virtudes da concentricidade da roda.
Onde antes era só negrume, agora há luminosidade a rodos; onde havia azelhice, agora sobra mestria; onde escasseava a sensibilidade, agora crescem e multiplicam-se obras de arte no design, nos cartazes, na música, na poesia e na escrita em geral.
De muitos que não sabiam distinguir ovos de obos, trocando os "ves" pelos "bes", fazendo sujeira entre detergente e deterjente, confundindo perspectiva com prespectiva, agora tudo é perfeição, rigor e fluidez gramatical e ortográfica.
Bendita e louvada sejas, IA, que vieste trazer luz à escuridão e esperteza aos nabos. O mundo está um pouco mais instruído, mesmo que com os mesmos nabos.
Ai, ai, IA!

























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