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8 de março de 2021

Mota, o revolucionário dos anos 70 e catrapuz

O conhecer uma pessoa tem que se lhe diga. Só anos de vivência e convivência comuns podem sustentar um conhecimento profundo. Sem essa bagagem, qualquer conhecimento de alguém é sempre e apenas circunstancial. Pouco mais que um retrato do aspecto físico e de um ou outro traço mais vincado na personalidade.

Assim, conheço o Firmino Mota, de forma circunstancial, desde há algumas décadas, era ele maduro e eu pouco mais que um adolescente. Mas desde então que tracei o seu retrato como de alguém um pouco para o revolucionário, funcionário público, militante de esquerda, amigo das greves e das manifestações gerais e das lutas por cada vez mais regalias. Não conseguiu a semana de trinta horas e a reforma aos 50 anos (sonho e reivindicações), mas as suas lutas e dos seus pares eram como afluentes de regalias que nunca misturavam as suas águas num rio de deveres e obrigações. Talvez por isso, e porque veio a puta da privatização, reformou-se cedo e desde há longos anos que é um reformado com salário de médico, quando na vida activa do tempo que sobrava das greves, não passou de um medíocre funcionário numa empresa então pública que mais parecia uma porca de criação com muitas tetas onde muitos mamavam à tripa farra.

Então, o Mota libertado cedo dessa obrigação de ter que ir marcar o ponto e de encabeçar comissões de trabalhadores (um eufemismo para quem nada fazia), decidiu lançar-se na literatura onde começou por escrever uns contos e umas frases a que chamava de "poemas de um homem da luta em curso".

Nunca tive curiosidade de ler o que o Mota escreveu em meia dúzia de títulos de edição própria, que fazia distribuir pela sua gente, oferecendo-os pelos natais e aniversários em vez de chinelos, peúgas e cuecas, mas por estes dias, nem sei como nem por quem, lá me veio ter às mãos um desses livros. Logo ao primeiro texto, que nem sei se fábula, se conto, crónica ou coisa nenhuma, começava por destacar a brutalidade de regimes ditatoriais e seus líderes e lá estavam Hitler como o chefe da comandita, o Mussolini, que o bandido de bigodinho à Charlot tanto apreciava, e outros mais incluindo o "sanguinário" Salazar. Logo depois, exaltava figuras como Fidel Castro, Che Guevara, Agostinho Neto, Amílcar Cabral e outros líderes africanos, nomeadamente os ligados aos movimentos da resistência e independentistas dos anos 60 e 70, todos num ramalhete de santidade.

Mas, omitindo os ditadores carniceiros e as atrocidades e mesmo os genocídios de outros tantos regimes comunistas, desde logo a União Soviética e seus derivados da Europa de Leste, China, Cuba e outros mais, e figuras sinistras como Stalin, Mao, Pol Pot e muitos outros que de assentada encheriam um autocarro de dois pisos como os ingleses,  o Mota disse logo ao que vinha. Em rigor não o disse, mas percebeu-se pela leitura de meia dúzia de linhas. O homem não gosta de ditaduras nem de ditadores, no que lhe partilho a aversão, mas, pasme-se, o Mota como bom camarada, finge que dali e daqueles foram só primaveras, progresso liberdade. 

Seja como for, o futuro do Mota não é nos livros nem no que escreve. Fosse por aí, teria que andar a estender a mão à caridade e pegar na foice e no martelo para além do simbolismo. Não! Vai vivendo, e bem, com os frutos do capitalismo que nos seus escritos desdenha e pinta em tom carregado. E vai sonhando com presentes e futuras revoluções. 

O Mota é dos "durinhos" e se os mais cinco cantados pelo Zeca viessem e lhe fizessem companhia era homenzinho para fazer uma nova revolução e ainda ir atrás do sonho de reviver os Precs e os verões quentes quando o país guiado pelo Vasco e seus capitães seguia nos carris certos para uma ditadura abençoada por Lenine e Marx.

5 de março de 2021

Meter a mão ao saco

Nós, os seres humanos, temos muitas coisas em comum, entre elas o facto de termos os nossos defeitos e as nossas virtudes. Está-nos no sangue, quer pela genética, quer pelo tipo de educação e formação que foram capazes de nos dar e fomos capazes de assimilar. 

Neste contexto e por muitos outros motivos, há aqueles em que as virtudes, talvez por serem mais, se destacam em relação aos defeitos e também o contrário, talvez por estes serem muitos. 

Em resumo, somos capazes do melhor e do pior e mesmo quando tudo fazemos para termos comportamentos correctos e adequados num contexto de vivência e convivência em sociedade, frequentemente e com facilidade deixamos o pé escorregar e lá fazemos o que não devíamos fazer, como quem diz na gíria, "fazer merda" ou "mijar fora do penico". 

Mas quando consideramos e julgamos determinado comportamento como incorrecto e reprovável, há sempre alguém que ainda capaz de cavar mais fundo e mostrar que ainda há margem de manobra para descer mais baixo na espertalhice.

Todo este palavreado para de algum modo enquadrar um situação que, não só eu como, creio, várias pessoas que por ali passam já se aperceberam. Ou seja, no sítio do Ecoponto no lugar da Igreja, um autêntico escarro na freguesia, uma espécie de cagadeira, mais do que entulheira, a que quem com responsabilidade não consegue pôr fim (bem o tentei, sem êxito, quando passei pela Junta, porque quem tinha esse poder não o exerceu), alguém badalhoco e com o tal nível de comportamento cívico nivelado muito por baixo, ali depositou há vários dias uns enormes sacos contendo plásticos diversos.

Pois bem, alguém ainda com um nível mais baixo, percebeu que os sacos, de ráfia, daqueles enormes que habitualmente se usam nas corticeiras para armazenar rolhas, estavam em bom estado e poderiam ter utilidade, vai daí, vaza o conteúdo no chão, complicando a sua recolha, e lá vai à sua vidinha com os sacos na saca.

Como se vê, quando achamos que já vimos de tudo, incluindo um porco a fazer renda, lá vem alguém com mais uma novidade que nos surpreende.

É o circo da vida no seu melhor (pior).

24 de fevereiro de 2021

O Senhor Malato

O Senhor Malato é figura conhecida do público, principalmente daquele que assiste na nossa RTP a programas de entretenimento, de enchimento de chouriços e de venda de chamadas telefónicas de custo acrescentado. Ele é polivalente e pau para toda a colher. Ele tanto apresenta feiras de enchidos como natais dos hospitais como a festa das vindimas. Em resumo, goste-se ou não, ele é popular. 

O Senhor é tão popular que até em Monforte, sua terra de nascimento, no Alentejo, à falta de melhor motivo, deram-lhe nome de uma praça. Mas o Senhor Malato parece que é mal agradecido, e indignado por uma grande parte do povo alentejano ter votado no Senhor André Ventura, na eleição para as presidenciais, vai daí e reagiu histericamente dizendo que "...O Alentejo é uma vergonha. Gente sem memória! Sou lisboeta, a partir de hoje”.

Mas sem memória porquê? O que mudou de substancial para que invoque a perda de memória. Não terá sido o contrário, o recuperar da memória de uma povo e de uma região que 50 anos passados sobre a revolução de Abril continua com os mesmos problemas? Em que continua a ser a terra dos montes e das quintas onde os senhores malatos, resolvidos nas suas vidinhas, ali regressam numas escapadinhas das lisboas nuns fins-de-semana para umas festarolas e tainadas?

Ora, a propósito, um seu conterrâneo, indignado por este despeito, lançou uma petição online para requerer na Câmara local a retirada do seu nome da praça. A Câmara apreciou a coisa e apesar dos milhares de assinaturas, optou por manter a praça com o nome de tão ilustre celebridade mesmo que esta se tenha envergonhado do seu povo e que passe a ser um genuíno alfacinha. Antes não desagradar a um que agradar a milhares, terá entendido.

Em resumo, o Senhor Malato é daqueles que se mostra contra o preconceito, defende a democracia, os seus valores e o direito ao ser diferente e ao pensar diferente, e não porque seja homossexual assumido, mas porque tem esse direito. Mas, em contrapartida, na realidade, o Senhor Malato indigna-se com quem pensa diferente, com quem não vê só à esquerda, com quem vê para além do politicamente correcto.

Com tudo isto o Senhor Malato borrou a escrita. Não havia necessidade, se bem que, lá diz a publicidade,  "o algodão não engana".

22 de fevereiro de 2021

Passeio higiénico

E pronto!...O que antes era uma simples caminhada, coisa que deve ser tão natural ao humano quanto o respirar, na semântica dos tempos modernos está classificada como de "passeio higiénico". Para muitos, este "higiénico" refere-se à higienização da mente, do lado psicológico, para outros, mais à letra, é a possibilidade de aproveitar o ensejo para libertar uns valentes peidos e se, em local adequado, arriar um substancial cagalhão, seja em forma de rosca ou de fogaça, atrás de uma qualquer mouta. Claro que depois convém lavar o "olho" e as mãos ou a higienização ficará comprometida.

São, pois, tempos modernos estes em que de facto importa higienizar porque mais do que o vírus que por aí anda, temos que nos desinfectar de bactérias e parasitas como mamadous e ascêncios, bem mais perigosos que pulgas e piolhos. Para estes a coisa já não vai lá com Quitoso. 

10 de fevereiro de 2021

Os pinheiros do lado norte ganham musgo

Quando construí a minha habitação, cedi uma larga faixa de terreno para alargamento da rua e ainda tive que construir um passeio público devidamente pavimentado. Antes disso, quando a Junta decidiu pavimentar a rua, fui chamado a contribuir com um bom par de contos de réis, à moda antiga.

Para além disso, com a construção, paguei licenças e taxas de urbanização. Pago IMI, qual renda como se o Estado seja o proprietário.

Este tipo de encargos ou obrigações legais são extensíveis a todos quanto tenham que construir, salvo algumas excepções, muitas vezes com contornos pouco claros, já que não faltam casos ou exemplos de alguém que numa determinada tipologia de rua é obrigado a cumprir um determinado afastamento para garantir um perfil predefenido, mas que, em contrapartida, para a mesma rua, outros edificam sem esse respeito. Ele há coisas.

Em todo o caso, o que aqui se pretende abordar é que em regra quem edifica, cede terreno, paga taxas e ainda constrói à sua conta um passeio todo XPTO na frente do prédio. Todavia, e esta é uma regra quase geral, passados alguns anos esses mesmos passeios, cuja pertença é do domínio público, deixam de ter qualquer manutenção pelas entidades competentes e são mais que muitos os passeios em mau estado, com pisos irregulares e mesmo buracos, constituindo nalguns casos um perigo real para quem neles circula. Depois há passeios para todos os gostos e larguras, de meio metro, de um metro, de um metro e vinte, de um metro e meio, etc. Depois há-os com pavimento em cimento, outros em pedra de betão, outros em pedra de granito e até uns amarelos e outros vermelhos e outros apenas em terra.

Esta indiferença para com estas estruturas, está bem patente nas empreitadas de pavimentação de ruas do concelho. É importante e louvável o esforço que a Câmara Municipal tem feito no sentido de requalificar o pavimento de muitas ruas, na maioria dos casos destruídas pelas obras de redes públicas de águas e saneamento, abrangendo todas as freguesias, mas em regra, e com raras excepções, os passeios marginais onde existem são desconsiderados na requalificação e se mal estão, pior ficam. Mesmo nalguns casos, como em Guisande, por exemplo, a pavimentação passou acima dos velhinhos passeios com os naturais inconvenientes pelo galgamento fácil das águas pluviais.

A questão das drenagens das águas da chuva é outro suplício para os utilizadores das ruas e moradores, já que tanto a Câmara como as Juntas pouco ou nada fazem para resolver focos de constantes lagos de água em diversos locais por mau escoamento. É um vê se te avias no desleixo. Limpeza de sargetas e de canalizações é coisa que não existe ou apenas pontualmente quando o desleixo não dá para disfarçar e o trânsito quase fica interrompido.

Mas é esta a realidade. Pagamos taxas, impostos, imis e outros quejandos, mas depois na realidade esse esforço pouco retorno tem na manutenção dos nossos espaços urbanos e até mesmo a limpeza de ervas é coisa rara.

27 de janeiro de 2021

E com isto "arraso" a comunicação social

Eu não sei qual é a escola do novo jornalismo, o que vai pautando a nossa comunicação social, mas parece que alguns dos valores da ética da profissão, como isenção e imparcialidade, andam pelas ruas da amargura e o que vai dando cartas é o jornalismo opinativo. Noticia-se, supostamente, mas simultaneamente, opina-se, julga-se e classifica-se, invariavelmente, para agradar ao politicamente correcto, ao status quo, enfim, a quem detém o poder e a quem subsidia ou dá oportunidades. 

Os casos e exemplos deste pseudo-jornalismo são mais que muitos. Mesmo que se deteste a figura, o caso de André Ventura e do Chega tem sido um exemplo concreto da parcialidade com que os nossos jornalistas têm tratado do assunto. Bastará recordar a entrevista conduzida a esta figura por Por outro lado, no que parece ser moda, são mais que muitas as notícias opinativas que empregam o termo "arrasar", a pretexto de tudo e de nada, seja na politica, seja no desporto, cultura ou no mundo cor-de-rosa. "André Ventura arrasa Bloco de Esquerda", Catarina Furtado arrasa André Ventura", F.C. do Porto arrasa Famalicão", Benfica arrasa o Vilafranquense", António Costa arrasa Catarina Martins", Rui Rio arrasa Montenegro", "Cristina Ferreira arrasa SIC", etc, etc. No que toca a arrasar o nosso jornalismo demonstra ser um autêntico terramoto.

Em resumo, o moderno jornalista, avençado, não se limita a noticiar factualmente, mas classifica e sentencia, aplicando o verbo "arrasar" como quem  come cerejas. E não se pense que de tal mal padece apenas o dito jornalismo de lixo ou de pacotilha, associado ao Correio da Manhã, mas também em órgãos que pela sua natureza e tradição deveriam ser exemplos, como a RTP, Jornal de Notícias, etc. Tornaram-se na generalidade em pasquins sem qualquer crédito, a merecerem passar pelo crivo de um  fact-checking.

E assim vamos indo, rindo e cantando neste fingimento de comunicação social. 

18 de janeiro de 2021

Notas de um qualquer dia 18

Continuamos sob o signo da geada. Pena não contribuir para a erradicação do vírus. Infelizmente a realidade tem sido dura. Muito por conta da própria natureza do vírus e dos seus  mecanismos tão bem adaptados aos hábitos da nossa sociedade social mas também com um valente empurrão de equívocos e contradições por quem tem o dever e a obrigação de bem governar e melhor decidir.

Continua o tempo de campanha para as eleições presidenciais. Dizem que será no próximo Domingo mas ontem parece que houve milhares que já votaram antecipadamente. Até se sujeitaram a filas como na entrada de uma superfície comercial para compra de salsichas, latas de atum e papel de limpar o rabo. 

Em resumo temos um candidato que dispensa a campanha porque a vai fazendo no papel de presidente e a reeleição são favas contadas e daqui a poucas semanas António Costa pode voltar à Auto Europa a confirmar aquilo que desejou publicamente há alguns meses.

Entretanto, os candidatos são o habitual, fraquinhos quanto baste e até o Tino Silva não se livrou da tentação de voltar a dar um toque rústico à coisa. Mas, a meu ver, saiu dele a sentença mais acertada: Que o presidente Marcelo "apalhaçou" o seu mandato. 

Temos os extremistas André Ventura e Ana Gomes, aparentemente em lados opostos da barricada ideológica mas iguais no seus extremismos. Completam-se. 

Marisa Matias e João Ferreira são mais do costume, como dois duques num jogo de sueca, sem valor mas necessários ao baralho. Já Tiago Mayan, o candidato da Iniciativa Liberal tem a seu favor o facto de ser novato na corrida e e por isso têm-lhe dado alguma benevolência e até tem trazido algumas ideias interessantes. Mas no final não contará para o totobola.

No futebol, foi necessário um Porto-Benfica para que se confirmasse que por ali as coisas seguem com a esperada "normalidade". Sérgio Conceição, já se sabia, não sabe perder nem ganhar mas também nem empatar. O seu desaforo com o colega Jorge Jesus é de uma enorme falta de respeito, mas, não se pode esperar que um abutre seja uma rouxinol. É a natureza das coisas. Jorge Jesus, igual a si próprio, fanfarrão quanto baste nos momentos em que se safa de algumas lutas. Neste Benfica não vai longe, parece-me.

Por cá, na nossa terrinha, aproxima-se Outubro de 2021 e não fora algumas ruas com buracada a mais e a coisa corria sobre rodas e sem trepidações. Quanto às obras e melhoramento que se vejam, aguardam-se. Que mais não seja, se não houver tempo nem lugar para se gastar o dinheiro que competia à terra (400 mil euros - 100 mil por ano), que se faça uma trainada ou algo parecido, mas que se gaste.


4 de janeiro de 2021

Notas dos primeiros dias de um ano

Todos os dias morrem dezenas de pessoas devido à irresponsabilidade politica e incapacidade de gestão do Serviço Nacional de Saúde. Morre o pedreiro, o trolha, o pescador, o mineiro. Todos com uma vida de trabalho, dignidade e serviço ao país. Mas para esses não há luto nacional. Há luto nacional para um artista, que por mais importante que tenha sido, não deixou de ser um artista que levou a vida a cantar, a fazer o que mais gostava, e vivendo bem dessa carreira.

Em Portugal somos assim. Não fazemos por menos. É o nosso fado.

Mais uma trapalhada do Governo com o caso das informações falsas informadas sobre currículo de José Guerra, prestadas no âmbito da nomeação do Procurador Europeu, tudo para colocar de fora outra candidata que não era do seu agrado. O que mais custa é ver uma ministra a justificar o injustificável. Deve pensar que somos todos uma cambada de idiotas e que nos distraímos com jogos de palavras e emaranhados de semântica. Mau demais.

Volta-se a falar do significativo aumento da média de mortes em Portugal, comparativamente aos últimos anos e mesmo últimas décadas. A Covid só justifica uma pequena parte desse aumento. O resto continua a passar ao lado das contas do Governo. As vagas de calor e de frio são ainda a melhor justificação como se os milhares de actos médicos, consultas, análises, exames, tratamentos e cirurgias adiadas e canceladas devido à exclusividade da Covid sejam coisas menores na equação.

Apesar de todas estas trapalhadas, o Governo está em alta nas sondagens o que pode querer dizer que enquanto portugueses gostamos é de apanhar umas valentes surras. Quanto mais nos batem mais deles gostamos. Mais umas mortes e umas boas trapalhadas e chegará à maioria. Nisso, mesmo que politicamente incorrecto de se dizer, Rui Rio tem razão.

23 de dezembro de 2020

Normal anormalidade

Nas nossas notas breves de hoje, damos conta que afinal tudo continua normal nestes tempos de anormalidade. 

Soubemos que um bando de 16 "valentes" caçadores vindos de Espanha dizimaram meio milhar de animais (javalis, gamos e veados) indefesos e encurralados numa herdade de caça na Azambuja. Com este tipo de Rambos, deem-lhes total liberdade e artilharia à fartazana e não seriam necessárias bombas atómicas nem aquecimento global para dizimar tudo quanto seja animal à face da terra. Uns heróis do gatilho neste país de bananas.

Quanto a política a coisa não fede menos. Vamos tendo que aguentar o fedor, desde o presidente manipulado, no papel de vice-primeiro ministro, em vias de renovar o mandato, até ao ao Governo. Taps, tancos, aeroportos, novos bancos e sefes vão marcando a pouca vergonha. Da oposição a coisa não vai melhor.

Continuam a ser contados às milésimas os mortos por Covid mas ignoram-se os milhares que vão rebentando com as médias da última década. Sintomático.

A Ana Gomes, continua igual a ela própria, estridente e extremista. Até diz que se for eleita (é cavalo em quem não aposto) vai pedir a verificação de constitucionalidade do CHEGA. É que esta gente "democrata" e "amiga" das diferenças, na realidade não gosta de quem pense e fale diferente, sobretudo quando a coisa faz doer os calos e tende a destapar a tampa da fossa.

Quanto ao futebol, o melhor é esquecer. Dali não sai nada que nos enriqueça. Pelo contrário, jesuses, conceições, cmtvs e companhia, continuam a dar-nos lições diárias de embrutecimento. Nesta arte da estupidificação, comentada por ilustres paineleiros, engenheiros e doutores pintos, só encontramos rivalidade no Big Brother comentado por quintinos rodrigues e outras abelhas maias. Mas há quem goste porque, afinal, somos um país de "bons gostos".

Foge, Quim! Valha-nos Nossa Senhora dos Penhascos!

4 de dezembro de 2020

...E há coisas tão simples de solucionar

Andamos todos apreensivos com a forma como vamos ou não poder celebrar este Natal, por excelência a festa da família. 

Já sabemos que não vai ser igual porque temos andado privados de algumas das liberdades que tínhamos dado como garantidas e até a nossa própria casa já vai estar debaixo da alçada de quem pode determinar com quem e com quantos podemos jantar e conviver. Continuamos a ser mansos cordeiros nas mãos de quem nos vai (des)governando.

Em todo o caso, a coisa até parece simples de resolver para quem quiser juntar e jantar à mesa com 20, 30 ou mais comensais. Basta alterar a designação de "Ceia de Natal" para "Congresso de Natal" ou "Comício de Natal". Não é por nada, mas parece que está "cientificamente" provado que o vírus é alérgico a actividades, designações e conceitos políticos. 

Assim como assim, não custa tentar. Além do mais, neste país, os exemplos vindos de cima são pouco exemplares no que diz respeito ao cumprimento das regras. Estas ainda só são para alguns.

2 de dezembro de 2020

Dia da Implantação dos Gambuzinos

 

Fosse o 1 de Abril e com naturalidade passava por uma mentira própria da tradição do dia. Mas não! Era o 1º de Dezembro, que a escola nos ensinou como sendo uma importante data (1 de Dezembro de 1640) da nossa História, já que depois de 60 anos sob domínio de Espanha, Portugal conseguiu restaurar a sua independência. É assim um dos feriados ligados à nossa História.

Mas se isso é ponto assente, parece que estas coisas da História e suas datas e efemérides cada vez mais andam esquecidas e daí em nada surpreender que a SIC mantivesse durante largos minutos a informação em roda-pé (oráculo) de que a cerimónia que então cobria se referia à comemoração da Implantação da República. Ou seja, para a SIC estávamos em 5 de Outubro.

Comentários para quê? O ridículo e a falta de profissionalismo andam de mãos dadas e por estes tempos é coisa normal. Não foi uma gralha ou lapso de quem escreveu o título, mas apenas pura ignorância. Mas até aposto que largos milhares de tele-espectadores do canal nem notaram diferença, nem mesmo se a referência fosse à comemoração do Dia da Implantação dos Gambuzinos. 

A coisa aconteceu há um ano, em 1 de Dezembro de 2019.

23 de novembro de 2020

Vendedores de supositórios

Começa a não haver paciência para certas façanhas e recorrentes "chover no molhado". Deve ser da idade. Talvez por isso, declarações ao país tanto pelo presidente Marcelo Sousa como pelo primeiro ministro António Costa, merecem-me a mesma consideração que os intervalos publicitários para venda de Calcitrim ou Mangostão +. Muda-se de canal quanto mais rápido melhor. 

Nada contra as pessoas em causa, mas apenas por uma questão de higiene mental, tanto mais nestes tempos em que não convém de todo ficar doente.

 

5 de novembro de 2020

Os Chicos espertos e os Betos burros

O Chico e Xica são um casal remediado mas feliz. Os filhos são a pinta dos pais. Não trabalham, vivem de apoios sociais, de cabazes de Páscoas e  Natais, de cursos e formações (estão quase doutores) e de expedientes que lhe permitem um contacto regular com a GNR (sem sequências e consequências), têm habitação do Estado, pagam uma renda simbólica, quando pagam, têm benefícios nas contas da água, gás e electricidade, que pagam quando pagam. Estão nos escalões inferiores de tudo quanto é para pagar e nos máximos de quanto é para beneficiar.

Vão à tasca todos os dias, tomam pequeno almoço, e todas as demais refeições. Em resumo, não são ricos mas remediavelmente remediados.

Já o Beto e Berta, trabalham, pagam impostos, pagam um IMI semestral que dá para pagar a renda de dois anos do Chico e da Xica, pagam a creche, a prestação do crédito à habitação, com altos juros e pagam pela medida grande tudo quanto seja taxa. Viram-se e reviram-se para poder fazer face a estas despesas só porque cometeram a asneira de quererem viver do seu trabalho e suor e ter algo a que chamar seu, no que modernamente se diz, empreendedores

Em resumo, cada vez mais nas contas deste nosso querido Portugal, os Chicos e as Xicas são os espertos da equação e já os Betos e as Bertas, burros, trabalham, pois claro, para ajudar os Chicos e as Xicas. 

Chamam a isto Estado Social, em que o Governo cada vez mais tira aos Betos para dar aos Chicos. O problema do país será quando os Betos e as Bertas perceberem que não os podendo vencer, decidam ou sejam forçados a juntarem-se aos Chicos e Xicas. Então, teremos um país perfeito, todo povoado por Chicos, os espertos.

2 de novembro de 2020

E de repente ficamos com cara de morcões...


As coisas são mesmo assim: Aprender até morrer! Quando pensamos que já sabemos tudo ou quase, de repente, por via de modas e até de alguns seguidismos, invariavelmente padronizados pelos média, lá temos que "voltar à escola" e aprender novas coisas e novos significados. 

Vem isto a propósito de um termo que por estes dias se tem de algum modo vulgarizado, por exemplo, a recente proibição de, entre muitas outras coisas, de realização de feiras de levante. Até aqui todos nós sabíamos o que era uma feira, e temos várias na nossa zona, desde logo as semanais de Espinho e Carvalhos e as mensais dos "18" em Cesar, dos "4" em Arrifana, dos "10" e "28" em Lourosa, dos "13" em Cabeçais, e por aí fora a modos que todos os dias deve haver feiras.

Levante-se, pois, a pala da obscuridão do nosso conhecimento para juntarmos à coisa o "levante". Dizem que isso por tais feiras serem montadas de madrugada e desmontadas já ao início da noite.

Temos, pois, modernamente, "Feiras de Levante". Ficamos todos mais ricos na nossa cultura e vocabulário. Não fosse a pandemia e a nova ordem de proibições e iríamos à vida sem saber que durante anos andamos a comprar couves, sapatos, tomates e forquilhas nas feiras de levante.

24 de outubro de 2020

Iludir a ilusão

 

E nisto somos todos diferentes. De resto nisto e em tudo o mais.

No Quiosque "Aperta-me até eu gritar", no mesmo instante, o Gastão da Nanda acabava de gastar mais 10 euros numa raspadinha das grandotas (dizem que é o mestre delas) e o Carlitos comprava mais um álbum de um clássico da Banda Desenhada, gastando outro tanto e uns trocos.

O Miro do Quiosque raspou a raspadinha raspada no olho de vidro da máquina e num tom de raspanete compadecido pelo excessivo gasto, respingou: - Nada, amigo! - O Gastão, já habituado a gostar de  gastar, não gostou e resmungou: - Foda-se! - Ajustou à máscara ao nariz gordo, deu meia volta e saiu. Daqui a nada voltaria a desafiar a sorte.

Já o Carlitos, esse levou o livro para juntar à colecção que crescia quinzenalmente, como alguém a engordar sem dar por isso. Nela se delicia, não só com os boneco, a sua arte e a fantasia de tempos medievos, mas por esse pedaço de cultura, que há-de subsistir.

Mas claro, o Gastão lá continua a gastar e volta e meia até lhe saem uns bons prémios que, diga.se, volta a gastar. Porque nestas coisas do jogo, é sempre este ciclo de ilusão do "vai ser agora", em tudo idêntico ao  "ou vai ou racha ". 

Mas não há volta a dar quanto às diferenças que nos moldam. O importante, afinal, é que ambos sejamos felizes, uns nas aventuras, outros nas desventuras. No fim de contas, tudo não passa de uma mera ilusão neste teatro de  sonhos, ou pesadelos, que é a vida. Viva-se!

27 de setembro de 2020

Escândalo...

José Espinafre, membro do movimento PÁRA AÍ, recebeu da Ordem dos Enfardadores de Bacalhau a quantia de 80 mil euros. Acrescente-se, para os distraídos, que o Sr. Eng.º. Espinafre é amigo da Dr.ª Joana Bacalhau, bastonária da Ordem, como quem diz, a manda-chuva.

(Agora, em OFF, que isto não convém dizer ao rebanho: A choruda verba refere-se a um contrato de prestação de serviços de engenharia. Assim, dita de rajada, a quantia parece uma das regulares mesadas da mãe ao inefável Sócrates, o tal que tem o melhor e mais generoso amigo do mundo, um verdadeiro samaritano dos tempos modernos, ou ainda o ordenado mensal de um jogador da liga portuguesa de futebol, ou uma mala destinada a um qualquer árbitro "amigo", rumo de férias ao Brasil, mas afinal de contas são, pasme-se, 2 mil euros por mês, ao qual ainda será reduzida a retenção na fonte  para IRS, referentes a um contrato de, imagine-se o escândalo, 40 meses. É um bom ordenado, é certo, muito superior ao mísero ordenado mínimo nacional tuga, mas, porra, mais do que isso recebe de reforma um qualquer professor primário ou um funcionário público de uma das "boas" empresas nacionalizadas.

Mas, não seria a mesma coisa. Não teria o mesmo impacto dizer 2 mil euros por 40 meses de trabalho, para além de que tal concurso de contratação decorreu de um acto de gestão de uma Ordem eleita e reeleita pelos seus membros. Está visto, o problema do Espinafre é não ter amigos na área da confecção de golas e kits anti-incêndio. Seria bem mais fácil ganhar o dinheirinho e sem alaridos e títulos de escandaleira).

Por este prisma, como quem diz, vistas as coisas desta forma, até um modesto operário, a ganhar mais ou menos o ordenado mínimo, recebe durante os 40 anos da sua vida de trabalhador, qualquer coisa como, imagine-se o escândalo, 280 mil euros! Um roubo deste trabalhador à empresa. 

Agora novamente em ON: Podemos não gostar de muita coisa na Ordem dos Enfardadores de Bacalhau, sobretudo da bastonária Joaninha, nem apreciar de todo a imbecilidade do movimento PÁRA AÍ e seus partidários, nomeadamente do seu membro, o sortudo Espinafre, por sua vez amigo do vizinho da prima do barbeiro do líder, bem como desconfiar ou ter a "certeza" que há ali interesses e compadrios, mas por vezes importa, pelo menos, ter alguma coerência e honestidade intelectual, até porque a chico-espertice e a aldrabice têm perna curta. De resto, este tipo de escrutínio, manhoso e rafeiro, só está a servir para dar gás a essa gente e aos seus movimentozinhos. Depois queixem-se do crescimento da coisa e indignem-se com o crescente descrédito popular dos verdadeiros "democratas" e defensores dos "valores" de Abril.

Como diria o RGC, tenham noção, senão da realidade, pelo menos do ridículo. 

13 de setembro de 2020

A senhora doutora fumadora e esmagadora


Na semana passada estive em tribunal como testemunha, mesmo sem saber por quem indicado, e ao fim de um ano, finalmente, lá fui ouvido e aviado em pouco mais que cinco minutos. 

Num processo de pouco mais que lana caprina, onde no final a coisa se devia resolver com umas chibatadas aplicadas em quem por tão pouca palha incomoda sua alteza sereníssima a D. Justiça, o que de mais importante retive, foi, não na sala de audiências, mas no exterior, onde os diversos personagens, autores, réus, testemunhas e advogados esperavam como cães sarnentos, porque por ora, e sabe-se lá até quando, as salas de espera e zonas de recepção de entidades ligadas à administração, são pingarelhos obsoletos. Mas dizia, nesse deambulatório, duas senhoras advogadas afastaram-se do grupo para um pouco ao lado fumarem o seu cigarrito. É que defender gente, sobretudo sacanas e toda a espécie de "filhos da puta", deve dar um stress do caralho. Mas com o cigarrito a meio, uma delas, ao ser chamada, interrompeu o prazer e lançou a coisa ao chão, esmagando-a com uma precisão cirúrgica e treinada com a ponta do seu salto alto. Lá ficou no meio da praça meio cigarro a expirar, esmagado pelo tacão impiedoso.

Bom (mau) exemplo, pensei eu, vindo de alguém que devia conhecer e cumprir melhor o que com leis e regulamentos se pareça, tanto mais que agora lançar a beta no chão pode dar multa pesada. Apeteceu-me chamá-la à atenção e até tratá-la por "senhora doutora", mas podia processar-me, e voltar ali àquela coisa trituradora de tempo e paciência, chamada tribunal, é coisa que dispensarei por uns tempos. 

8 de setembro de 2020

Toques de Midas, petinga, peixinhos da horta e outras chulices

 

Circula por aí, nas redes sociais, pois claro, a imagem (acima) de um talão de uma despesa no famoso café Magestic, na cidade do Porto, com um absurdo valor aplicado a dois cafés, um descafeinado e  duas garrafas de 1/4 de água sem gás.

Pela data, parcial, deduz-se que a coisa não é de agora o que é de supor que de lá para cá a coisa ou manteve-se ou mesmo aumentou. É claro que, supondo que a imagem não está manipulada, é de facto um valor absurdo face aos preços tidos como correntes, mas nestas coisas quem quer experienciar coisinhas fofas e jetsetianas tem que pagar e não bufar.

Ainda há dias, por sugestão de alguém e pela experiência de "conceito", decidi um jantar a dois num já popular restaurante moderno, dito winebar, localizado numa aldeia recentemente requalificada e por isso num contexto ou cenário com o bucolismo apetecíveis, tanto mais que o fim de tarde ia quente, adequada a comer na esplanada. 

O tal "conceito" é o de comer ou degustar tapas, em rigor petiscos e entradas. Mas porque a coisa é "fina", e embalada como tal, comer petinga, pexinhos da horta e ovos estrelados, só porque com uns pós de perlim-pim-pim, e com um toque gourmet, coisa de "chefs", a coisa é cobrada ao preço do melhor caviar e filé mignon.

Assim, para muitos restaurantes, como cafés e afins, vocacionados para uma certa classe endinheirada, nada como o dom do toque de midas e facilmente da merda se faz ouro, como quem diz, da petinga e peixinhos da horta se fazem uma "experiência interessante num conceito moderno". 

Em suma, cada vez mais vale o antes parecer que ser. E nós gostamos disso, gostamos de ser fodidos, desde que seja algo de magestic.

Paga Quim!

30 de junho de 2020

O Silva não gosta do Big Brother 2020

O Silva tem um problema com a grelha de canais na MEO. Como normalmente procura aceder aos documentários, pela proximidade de posição clicava no 99. Ía logo directo ao RTP Memória, que muito apreciava, e depois um pouco para baixo ou para cima aparecia o que ele queria. Canal História, Odisseia, Discovery, etc.

Agora, o Silva dá logo de caras com esse lixo televisivo, que muitos apreciam, chamado BIG Brother 2020. Diz que já pensou em mudar de operadora, para a NOS, mas parece que esse vírus também anda por lá, algures na posição 12, mas pelo menos longe do tão querido 99 do Silva.

Para o ajudar, sugeri que abra uma petição pública para arredar o BIG Brother para a posição 357821 ou então que faça um pedido à MEO para o colocar algures entre os canais do trupa-trupa que por lá fica em boa companhia.

10 de junho de 2020

Brincar aos aviões



Confesso, saloiamente, que nunca estive num aeroporto  nem pus os pés dentro de um avião. O mais próximo disso terá sido algures numa Festa do Viso de outros tempos em que por lá se instalava um carrocel de aviões.
Por conseguinte, até ao momento, a necessidade de viajar de avião tem sido tão dispensável como uma dor de dentes.
Arrelia-me, pois, com fundamento, que a maioria dos nossos Governos tenham na TAP um autêntico poço sem fundo onde o dinheiro de todos nós, incluindo dos que nunca viajaram de avião, como eu, é ali despejado à tripa farra, de forma desmedida a pretexto, dizem eles, da importância estratégica da coisa para o país e da diáspora. Se querem a minha opinião, que tal estratégia se foda e mais quem apregoa isso!.
A coisa é tão simples quanto isto: Quem viaja, por férias ou trabalho,  que pague os custos inerentes. Não pode nem deve beneficiar de borlas, de descontos ou de passagens pagas abaixo do preço de custo. Não é pedir muito. Apenas que funcione a lei do mercado. 
Mas como nestas coisas vamos todos de anjinhos, o nosso Governo prepara-se para lá meter mais umas pázadas de dinheiro (+ 1200 milhões). E digam o que disser, porque nestas coisas as desculpas são sempre muito tecnicamente rebuscadas para enganar parvos, será dinheiro sem retorno e os prejuízos e a dívida, como a nossa pública, continuarão a galopar.
Já não há paciência para estes desmandos. Se não tem viabilidade a TAP, administrem-lhe a eutanásia e desliguem as máquinas. Não faltarão outros aviões. Nem que seja algures num carrocel.