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18/01/2026

Festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião

 


Cumpriu-se hoje o voto expresso pela paróquia de S. Mamede de Guisande em 1918. Assim, teve lugar a festividade a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião, com inicío pelas 9:00 horas, com concentração na capela do Viso, seguindo-se a procissão até à igreja matriz onde de seguida decorreu a Eucaristia solene.



 Uma palavra de apreço a todos quantos colaboraram para a dignificação do cumprimento deste secular voto à intercessão de Nossa Senhora das Dores e do Mártir S. Sebastião.

Foi em 13 de Outubro de 1918 que a nossa comunidade, alarmada com o flagelo da peste que assolava a região e a freguesia, bem como a guerra que decorria na Europa, decidiram, o pároco Pe. Abel Alves de Pinho e o povo, fazer um voto ao mártir e a Nossa Senhora das Dores, para nos livrarem de tais males.

Assim foi lavrado o voto que consistia em guardar o dia 20 de Janeiro e fazer nesse dia uma festa religiosa só dentro da Igreja, com missa cantada. À tarde far-se-ia a exposição do Santíssimo. Se por qualquer circunstância a festa não pudesse realizar-se no próprio dia 20 de Janeiro seria no Domingo seguinte.

O povo devia confessar-se na véspera e comungar nesse dia. Antes da missa devia-se fazer a procissão da capela do Viso à Igreja e rezando no percurso a coroa das dores e a ladainha. Tal procissão nunca poderia ter música a acompanhar.

O voto deveria ser recomendado cumprir aos vindouros.

Assinaram o voto um conjunto de várias pessoas devotas, concretamente 38, sendo delas 5 mulheres. No grupo de pessoas que assinaram o voto, está lá o meu avô paterno, Joaquim Gomes de Almeida.

É certo quer alguns aspectos do voto, como o caso do dia, foram sendo alterados ou adaptados, mas no essencial a paróquia continua fiel no cumprimento do voto assinado pelos nossos antepassados.


Juíz da Cruz 2026

 


No final da celebração de hoje, dedicada a Nossa Senhora das Dores e ao Mártir S. Sebastião, no cumprimento de um voto da freguesia de Guisande, que data de 1918, foi feita a passagem de testemunho do Juíz da Cruz, de Carlos dos Santos Almeida para Pedro Baptista Alves.

O Carlos desempenhou a função com interesse, dignidade e responsabilidade e certamente que se espera a mesma dedicação do Pedro. Assim, sendo, votos de que seja um mandato bem conseguido e que no final do mesmo o possa resumir a orgulho e sentido de dever cumprido.


15/01/2026

Voto a S. Sebastião

 




Ao contrário do que se possa pensar, o cumprimento da devoção ao Mártir S. Sebastião na nossa freguesia de Guisande, não tem a ver com a promessa feita a nível do concelho. Tem voto próprio, do qual aqui se partilha parte do documento.

Foi em 13 de Outubro de 1918 que a nossa comunidade alarmada com o flagelo da peste que assolava a região e a freguesia, decidiram, o pároco Pe. Abel Alves de Pinho e o povo, fazer um voto ao mártir e a Nossa Senhora das Dores, para nos livrarem de tal mal.

Assim foi lavrado o voto que consistia em guardar o dia 20 de Janeiro e fazer nesse dia uma festa religiosa só dentro da Igreja, como missa cantada. À tarde far-se-ia a exposição do Santíssimo. Se por qualquer circunstância a festa não pudesse realizar-se no próprio dia 20 seria no Domingo seguinte.

O povo devia confessar-se na véspera e comungar nesse dia. Antes da missa devia-se fazer a procissão da capela do Viso à Igreja e rezando no percurso a coroa das dores e a ladainha. Tal procissão nunca poderia ter música a acompanhar.

O voto deveria ser recomendado cumprir aos vindouros.

Assinaram o voto um conjunto de várias pessoas devotas, concretamente 38 pessoas sendo delas 5 mulheres.

A terminar, importa considerar que na nossa igreja de Guisande a imagem do mártir S. Sebastião é anterior à de Nossa Senhora das Dores. Não se sabe ao certo quando é que a imagem de Nossa Senhora das Dores foi adquirida mas por 1758 sabe-se que ali não existia, ao contrário da imagem do mártir, que já então existia.

24/12/2025

Presépio 2025

 




Presépio da igreja matriz de S. Mamede de Guisande. 

Um Santo e Feliz Natal!

 

Em vésperas do dia grande, centrado na figura plena do Natal, o Jesus Menino, que para nós continua a nascer, votos de um Feliz e Santo Natal a todos os que por aqui passam com regularidade e com interesse. 

Num tempo em que a IA vai dando de mãos beijadas o que se lhe pede, fica aqui um simples rabisco, próprio, sem filtros, a fazer jus à simplicidade. Natal é, também isso, simplicidade, sem nada de supérfluo a ofuscar.

Um Feliz e Santo Natal!

14/12/2025

Ceia de Natal 2025 - Grupo Solidário

 


Fantástica Ceia de Natal a que ontem teve lugar no nosso Centro Cívico, cada vez mais o lugar de eleição para os eventos comunitários. É já uma tradição com uma dezena de anos, organizada pelo Grupo Solidário de S. Mamede de Guisande.

Casa cheia, maioritariamente com os nossos mais velhos, mas igualmente com jovens  e crianças.

Parabéns ao Grupo, nomeadamente à sua principal responsável, a Conceição Resende. Parabéns a todos quantos fizeram parte da equipa, na cozinha, na serventia, na animação, etc. A caldeirada tradicional estava deliciosa e em quantidade.

O Pe. António, mesmo que aterefado com as coisas da comunidade inter-paróquial. nomeadamente a preparação do Crisma que acontecerá na nossa freguesia no próximo dia 20 de Dezembro, pelas 17:30 horas, mesmo que já tarde, ainda conseguiu marcar presença e jantar.

Uma palavra de carinho para todos aqueles mais velhos que, por doença ou outras dificuldades, não puderam participar, querendo. Certamente que para a próxima.

Ficamos já a contar com a edição de 2026. Falta muito, é certo, mas das coisas boas ficamos com vontade que cheguem depressa.










Na foto acima, simbólicamente e representando todos os demais que marcaram presença, dois dos mais velhos, a Ti Irene Gonçalves dos Santos e o Ti Abel Fonseca. Oxalá que daqui a um ano ainda possam participar.

01/01/2025

Farrapada


Por cá, dizemos que a coisa é "farrapada". Há quem diga "farrapo velho", "roupa velha", "farrapo", "farrapado", "farrapeira", migas", etc.

Todos sabemos que este tradicional prato resulta do aproveitamento no dia seguinte dos restos da "caldeirada de natal".

Sei também que mesmo dentro da nossa freguesia ela é preparada de diferentes modos. Há quem apenas aqueça numa panela e a sirva.

Cá por casa, dos restos reduzem-se as batatas a bocados pequenos e o bacalhau é todo limpo e lascado e as couves também reduzidas em bocados. De seguida, junta-se broa de milho, desfeita também aos bocados pequenos, e numa sertã, aos poucos, é feito o aquecimento e devidamente volteada para ficar uniforme. Daqui resulta uma "farrapada" enxuta, solta, uniforme que, servida em largas travessas de barro, se come com agrado, acompanhada de um bom vinho tinto.

É importante que a "farrapada" seja mesmo resultante da caldeirada da véspera, pelo que tem que se cozinhar em quantidade adequada a que sobre. Confeccionar para acrescentar no próprio dia é batota com as batatas e não é a mesma coisa, pois não.

Concerteza, como disse, será diferente noutras casas e cada um gostará à sua maneira. Por mim, esta é a melhor de todas.

05/04/2024

Compasso Pascal em 1993

 


Foto do Compasso Pascal em 1993 - Juiz da Cruz foi o José Alves da Costa, da Barrosa, da Casa do Loureiro. Aqui em casa do Ti Manuel "da Joana".

03/04/2024

Almoço do Juiz da Cruz - 2024


Aconteceu nesta Segunda-Feira, 1 de Abril de 2024, o tradicional Almoço do Juiz da Cruz, o qual decorreu nas instalações do restaurante "Cruzeiro", na Cerejeira, em Fiães.

Foram cerca de 90 os participantes, distribuídos por várias mesas corridas com cerca de 20 convivas cada. Para além do Juiz da Cruz, o Sr. Armindo Monteiro Gomes, e elementos que participaram nos três compassos pascais, esteve presente o Pe. Benjamim. O nosso pároco Pe. António Jorge Oliveira também passou pelo local, embora, por compromissos de agenda, só na parte final, quando alguns dos convidados já estavam a desmobilizar.

Aspectos positivos: O facto da tradição ter sido retomada depois de não se ter realizado o banquete no ano anterior. Apesar de tudo, longe da participação de outros anos (e recordo que no meu ano de Juiz da Cruz, em 2013, foram quase 130 os participantes), o número neste ano, cerca de 90, é muito positivo e representativo da nossa comunidade.

Aspectos menos positivos: Sei que não foi fácil conseguir um local para a realização do banquete e sobretudo mais próximo da freguesia. Todavia o espaço não pareceu o mais adequado ao evento, até  porque com o serviço diário do restaurante a funcionar em parte da sala. A disposição das mesas não foi a melhor, pois com uns de costas para os outros.

Convidados que chegam atrasados. Não fica bem.

Pelo padrão de anteriores banquetes, o menú, nos seus diferentes aspectos, das entradas à sobremesa, foi muito frugal, muito simples, e o serviço também não deslumbrou. A refeição começou a ser servida muito tardiamente.

Esperava-se que tanto o Pe. Benjamim como o Pe. António, mesmo que este chegado mais tarde por compromissos de agenda, dirigissem algumas palavras de circunstância aos convivas, o que não aconteceu. Nestes eventos deveria haver sempre algumas palavras, nomeadamente de incentivo à tradição e de agradecimento, tanto a quem colaborou como a quem foi convidado e aceitou participar. Foi pena, e disso ouvi alguns reparos.

Em resumo, sendo certo que esta tradição já teve melhores dias, e tem vindo a perder alguns valores que ainda lhe davam identidade e qualidade, sobretudo no convívio salutar e exaltação do sentido comunitário, é, todavia, importante que se mantenha. Mesmo com as naturais dificuldades, é de enaltecer o esforço do Juiz da Cruz em retomar a tradição, quando seria mais fácil aproveitar o facto de não se ter realizado no ano passado. 

É importante que a tradição se mantenha mesmo que ajustada ao que for tido como conveniente num sentido de enriquecimento dos valores que estiveram na base da sua fundação. 

31/03/2024

Visita Pascal - Guisande - 2024

 








Equipas (compassos) da visita pascal na nossa paróquia neste ano de 2024, encabeçadas pelo Juiz da Cruz, Armindo Monteiro Gomes.


[clicar nas imagens para ampliar]

30/03/2024

Compasso da Páscoa em Guisande


Nem sempre consigo tal premissa e, como a maioria, por vezes também não resisto à tentação de partilhar banalidades, lugares comuns e pingarelhos, mas regra geral procuro que qualquer coisa que aqui publique e partilhe, tenha algum significado, sumo, como se espera de uma laranja. 

Bem sei que a maioria está a sintonizar outra frequência e quando temos às costas uma mochila carregada de anos e de experiência de vida, corremos o risco de andar a falar para as paredes ou para surdos-mudos, tal é o desfazamento entre gerações, níveis de cultura e diversidade de interesses. Mas quanto a isso não há nada a fazer, a não ser remar contra a maré ou navegar contra o vento. Mas isso tem custos, porque desgasta a embarcação, cansa o navegante e demora-se a chegar a bom porto e quando, por adversidade, não se naufraga na viagem.

Neste contexto e pensamento, para a Páscoa deste ano de 2024, que será fria e molhada, deixo de lado os habituais clichês dos coelhinhos, pintainhos, ovos e amêndoas. Tudo coisas boas e ternurentas, mas de tão generalizadas, enjoativas e com ar de banalidade.

Em alternativa partilho uma fotografia antiga, de meados da década de 1950, com o compasso pascal na nossa freguesia. Na cena, o saudoso  Pe. Francisco, com o seu barrete, alva branca de meio corpo sobre a batina preta, estola bordada sobre a alva, à sua direita o juiz da Cruz, o Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva, atrás, certamente já cansado, apesar de ser homem duro e de trabalho, o Ti Domingos Lopes, que tinha a tarefa de carregar a sua cruz e a do juiz, de quem era caseiro. Ainda, à esquerda do pároco, com a caldeirinha da água benta, um quarto elemento que não consegui ainda identificar, mas que talvez os mais velhos que eu e que por aqui espreitem, consigam reconhecer.

Como se vê, pelo menos neste compasso não havia campainha, a não ser que venha debaixo da opa do juiz da Cruz ou que seja quem tirou a fotografia. 

Recorde-se que por esses tempos, e durante muitos mais anos, a visita pascal na nossa paróquia era feita apenas por uma cruz, pelo que o percurso durava todo o dia e até altas horas da noite quando terminava no lugar de Cimo de Vila, na casa do Ti Joaquim "da menina" já a descer o monte do Viso.

A foto foi colorida artificialmente, apenas para dar um pouco de vivacidade ao quadro. Reconheço o local, então caminho estreito  mas hoje rua pavimentada, mas fica como teste para quem quiser adivinhar.

Por tudo isto e com isto, desejo aos meus visitantes e amigos, incluindo os que interessados e de boa fé andam pelo meu Facebook, votos de uma feliz e santa Páscoa! Bem hajam!