18/09/2017
17/09/2017
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XVIII
Outdoor do Partido Socialista.
Em rigor e em boa verdade, tanto Margarida Gariso, candidata à presidência da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, como David Neves, candidato à presidência da Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, o que podem fazer e influenciar quanto à reversão do processo de União de Freguesias é igual a zero. Para além do mais este é um assunto nacional e não de eleições autárquicas. Até o Partido Socialista tem sido pouco claro e objectivo quanto a essa situação. Se quisesse mesmo a reversão do processo, até porque contaria com o apoio do Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda, já se teria avançado antes que a coisa comece a ganhar algumas raízes.
Assim sendo, ou não sendo, este slogan não deixa de ser algo demagógico. Mas porque, todavia, está estampado, com todas as letras, é uma posição que não pode deixar de ser registada e ficamos a rezar para que a coisa possa ir avante e que de facto as uniões acabem por dar em divórcio, indo, de resto, ao encontro e vontade da larga maioria das populações das freguesias afectadas. Mas não será certamente apenas pela vontade da Margarida e do David que o tempo vai andar para trás. Em todo o caso, pela parte que me toca, qualquer coisa que se faça no sentido de reverter as uniões de freguesia é de considerar como positiva.
Quanto ao "devolver a voz a Guisande", é um slogan que vale o que vale e vale pouco porque o problema das uniões de freguesias e de cada uma das freguesias agregadas não é a falta de voz das populações e de quem as representa mas sim da falta de meios humanos e financeiros para que às vozes seja dado seguimento com obras e iniciativas. Haja dinheiro e boas condições e as coisas fazem-se, mesmo que com pouca voz. Pela parte que me cabe, nunca deixei de dar voz às grandes e pequenas necessidades, mas infelizmente poucas respostas foram dadas por uma Junta que governou ferida nas suas capacidades financeiras e mesmo de falta de tempo e também ocupada com os problemas da mudança administrativa. É óbvio que, apesar disso, seria sempre possível fazer diferente, eventualmente mais e melhor, mas se mais não se fez não foi seguramente por falta de voz de quem representou as freguesias. Mas as coisas são como são e bem sabemos que na política os slogans são frases estudadas, bonitas e de circunstância, mas quase sempre sem substância.
Mas voltando a frisar o que já disse por aqui anteriormente, tenho a certeza de que o futuro executivo saído das próximas eleições de 1 de Outubro, independentemente dos partidos A, B ou C, encontrará e terá muito melhores condições de governação e daí que não seja difícil fazer mais e melhor, com pouca ou muita voz por parte de cada uma das quatro freguesias. O difícil mesmo será fazer igual ou pior.
Que se dê e devolva, pois, não apenas a voz mas sobretudo a autonomia a Lobão, a Gião, a Louredo e a Guisande. Essa é que é a questão que interessa. O resto é sempre fogo de artifício próprio de campanhas eleitorais, da esquerda à direita.
Que se dê e devolva, pois, não apenas a voz mas sobretudo a autonomia a Lobão, a Gião, a Louredo e a Guisande. Essa é que é a questão que interessa. O resto é sempre fogo de artifício próprio de campanhas eleitorais, da esquerda à direita.
16/09/2017
Nota de falecimento
Faleceu Maria da Anunciação Ferreira da Conceição, de 89 anos, residente em Casaldaça - Guisande.
As cerimónias fúnebres constam de velório na capela mortuária de Guisande no Domingo, 17 de Setembro a partir das 11:30 horas e funeral também no Domingo, pelas 17:00 horas, indo no final da missa de exéquias a sepultar no cemitério local em jazigo de família.
A missa de sétimo dia será na sexta-feira, dia 22 de Setembro, pelas 19:00 horas na igreja matriz de Guisande.
Sentidos sentimentos a todos os seus familiares. Paz à sua alma e que descanse em paz!
15/09/2017
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - XVII
Outdoor da lista do Partido Socialista concorrente à eleição para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande. Confirma-se assim a recandidatura de David Neves ao cargo de presidente da União de Freguesias. Recandidatam-se também Carla Silva (Lobão) e Nuno Almeida (Gião).
De notar neste meio de propaganda a presença de Celestino Sacramento, que já foi presidente da Junta de Freguesia de Guisande. De momento desconheço o ordenamento na lista e por conseguinte se estará posicionado em lugar de acesso ao executivo (cinco primeiros lugares). Eventualmente será apenas candidato à Assembleia de Freguesia. Uma dúvida que certamente entretanto será esclarecida.
14/09/2017
"Favas contadas" ?
Pela propaganda aqui publicada, ficamos a saber que o Partido Socialista fará a apresentação oficial dos seus candidatos às eleições autárquicas 2017 para o concelho de Santa Maria da Feira apenas no próximo dia 17 de Setembro, pelas 15:00 horas em Santa Maria de Lamas. Por isso, já praticamente na véspera do início da campanha oficial que decorrerá de 19 a 29 de Setembro já que de acordo com o artigo 47.º da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, "o período da campanha eleitoral inicia-se no 12.º dia anterior e finda às 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições".
É certo que em 15 ou 12 dias dias faz-se muita campanha. Mas, seja por estratégia ou por dificuldades nas listas, a verdade é que (principalmente para as freguesias) parece um arranque um pouco tardio e algo misterioso quando se sabe que a principal concorrência há muito tempo que deu a cara e iniciou a pré-campanha.
No que à nossa União de Freguesias diz respeito, até ao momento não se conhecem as pessoas que integram a lista do PS (e já agora do CDS com excepção ao cabeça-de-lista e CDU), ao contrário do que já se sabe em freguesias vizinhas, como nas uniões de freguesias de Caldas de S. Jorge e Pigeiros e Canedo, Vale e Vila Maior e mesmo em Romariz.
Em todo o caso, ainda há muito tempo, mas transparecem sintomas de alguma impreparação e até mesmo de uma máquina partidária desafinada. Tudo isto, porém, terá pouca ou nenhuma relevância se os responsáveis e candidatos socialistas estiveram a fazer contas a "favas contadas" e por isso sem necessidade de uma forte, ampla e longa campanha. Será assim?
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