" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

18/05/2018

Sporting

Enquanto o Titanic se afundava, um músico ria e continuava a tocar. Alguém passou por ele e lhe perguntou:
- Estás a rir de quê? Não vês que o barco está a afundar?
- Que se foda...o barco não é meu! - Respondeu o músico.

(comentário num  blogue sportinguista)

Mesmo sendo adepto benfiquista, confesso que tenho uma grande simpatia pelo Sporting. Ora toda esta situação que se tem vivido nos últimos dias, mas de há muito adivinhada, deixa-me triste porque o clube é uma importante instituição com história e honra e custa-me ver estes rios de amargura que nascem na figura e estilo patéticos de um presidente populista, apoiado e escudado por uma cambada de grunhos. 
Costuma-se dizer que cada um tem o que merece, e porventura muitos daqueles que votaram e apoiaram Bruno de Carvalho, estão agora a colher esses frutos de alguém que tem presidido de forma sistematicamente reactiva e emocional, afinal as "virtudes" de alguém que se diz ser um presidente-adepto.
Não sei como vai terminar esta situação, patética e ridícula, para além de outros adjectivos, mas vai dar muito trabalho limpar a sujeira. Quem vier a seguir terá uma tarefa bem dura.

Quando não vale a pena passar à Pena do Vale

Quem passa por algumas das ruas da freguesia do Vale, percebe e compreende algumas das razões de fundo da insatisfação e até mesmo revolta de grande parte da população local face à sua integração na União de Freguesias conjuntamente com Vila Maior e Canedo.  Nesse contexto, os acontecimentos de manifestação anteriores às últimas eleições autárquicas, bem como agora o movimento de recolha de assinaturas para a tentativa legal de reverter a situação administrativa, são apenas  a lógica reacção a uma insatisfação que parece generalizada face a algum ostracismo a que a freguesia tem sido votada, de resto em situação similar à de Guisande.

Se de algum modo há ruas que podem ser emblemáticas e ilustradoras desta realidade, uma delas é a Avenida da Igreja (uma das suas principais) e outra a Rua do Emigrante, sobretudo no troço entre o cruzamento do lugar da Pena em direcção ao lugar de Parada (Louredo) até à ponte do Inha. Estão, de facto num estado lastimoso.

Mas é esperar para ver. Haja vontade, competência e igual paixão pelas "filhas dos outros" para que as coisas se façam. É certo que os mandatos decorrentes das últimas eleições ainda estão no primeiro ano, mas, todavia, depois de quatro anos falhados, já vai sendo tempo de se inverter as coisas. Como dizia, esperar para ver, mas também ver para crer.

17/05/2018

E burra é a salsa?

É bom saber que Guisande ainda tem muita salsa-burra. Felizmente até temos uma passadiço a ladear tão bela plantação. Ora nos passadiços não passam carros mas apenas pessoas, as inteligentes, não as burras, como a salsa dita cuja.
Há que meter os pés à rua e ir à fonte do problema. O problema é que não se vai lá de Mercedes, sob pena de pisar, a salsa-burra, pois claro.

16/05/2018

Nota de falecimento


Faleceu José Carlos Henriques Gomes, de 49 anos, filho de uma guisandense, M.ª Brilhantina Gomes da Conceição (do Serra), esposa de José Henriques Gomes, residentes em Arcozelo - Caldas de S. Jorge. 
As cerimónias fúnebres ocorrem nesta próxima Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, na paróquia de Louredo (terra da esposa), com funeral marcado para as 18:00 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Sentidos sentimentos a todos os familiares. Paz à sua alma!

15/05/2018

Um cachorro para a mesa cinco


Lei é lei, por mais disparatada que seja. Como membros de uma sociedade regida por princípios de legalidade, temos que os respeitar mesmo que discordando no todo ou em parte. 
Neste contexto de pensamento, relativamente à lei que concede aos restaurantes a permissão de entrada de animais de companhia, não tenho muito a dizer, apenas que independentemente de um animal de companhia ser um periquito, gato, cão ou porco, em restaurantes que abram essa possibilidade, eu não entrarei. Tão simples quanto isso e para que não fiquem dúvidas quanto a alguma intolerância, porque gosto muito dos meus, já expliquei esta posição à minha bicharada de estimação, três gatos e um cão, este em tamanho e peso a valer por 40 chiwawas. Este ficou desanimado pois já estava a contar que o levasse um dia destes ao "Pedra Bela" ou ao "Bairradino dos Leitões". Ainda tentei explicar este princípio às galinhas mas, aparentemente na sua mítica estupidez, não me deram ouvidos e continuaram, indiferentes, à cata da minhoca.
Em todo o caso, creio que esta Lei devia ser estendida à Assembleia da República, podendo os deputados levar os seus animais de estimação. Assim como assim, na chamada "casa da democracia" estamos de há muito, na generalidade, entregues à bicharada.

14/05/2018

Veteranos Guisande F.C. - Play-off



A equipa do Veteranos Guisande F.C. recebeu neste última sábado (12 de Maio de 2018) a equipa do Cucujães, em jogar a contar para os quartos-de-final do Play Off de Campeão, tendo empatado a 2 golos, perdendo no desempate em penaltis.
O próximo jogo, no Sábado, 19 de Maio, a equipa auri-negra jogará em Canedo contra a equipa local, uma das derrotadas  da jornada.

Amarelo pálido

Terminou ontem a competição principal do nosso futebol a chamada I Liga Nos. Para além do vencedor que já estava "decidido" desde o jogo Benfica-Porto, ficou  resolvida a questão do segundo lugar, com o Benfica a vencer com dificuldades o jogo caseiro com o Moreirense, e terceiro lugar para o Sporting, face à derrota na Madeira frente ao Marítimo. O Braga poderia ter saltado para o terceiro lugar mas não foi capaz de levar de vencida o Rio Ave em Vila do Conde.

A coisa esteve mais dramaticamente animada na luta pela manutenção. No final sorriram o Feirense, Vitória de Setúbal e Moreirense. Choraram os amarelos do Estoril e do Paços de Ferreira. 

Analisando as reacções pelos comentários nas redes sociais e jornais online, sempre com muito fanatismo e radicalismo, argumentam os adeptos benfiquistas que o Paços de Ferreira já merecia há muito estar nas divisões secundárias depois daquele frete ao F.C. Porto num jogo decisivo numa última jornada, em que tanto o então treinador, Paulo Fonseca como o jogador Josué estavam já de malas feitas para o clube das Antas. A vitória que garantia o título começou com um penalti cometido fora da área com um passe de morte de...Josué, para o avançado portista. Estranho.

Quanto ao Estoril, depois do não menos estranho jogo com o F.C. do Porto, que foi interrompido ao intervalo, quando ganhava por 1-0,  por suposto perigo de colapso de uma bancada que ainda continua bem  firme, a segunda parte desse jogo realizada passadas umas boas semanas, argumenta-se que foi um "esquisito abrir de pernas" para uma reviravolta com goleada. Pelo meio desse longo intervalo houve  ainda um pagamento de uma antiga dívida dos azuis aos amarelos. Azul com amarelo dá verde. Mas outros, ainda, têm uma teoria mais sinistra, argumentando que o destino da equipa capital do móvel ficou traçado desde que há algumas jornadas atrás teve a ousadia de vencer o F.C. do Porto, deixando Sérgio Conceição, no seu estilo habitual de mau perder, em modo agressivo, e toda a estrutura azul e branca, muito crítica pelo anti-jogo dos castores. Terá sido por isso?

Verdade ou mentira, tudo coisas muitos estranhas. Assim sendo, para alguns adeptos rivais da equipa portista, estas duas equipas canarinhas estão bem entregues à II Liga. "...Que andem por lá muitos anos".

Pessoalmente, da jornada de ontem confesso que até nem me incomodaria que o Benfica ficasse em terceiro lugar na classificação final. Porventura seria mais de acordo com a política errada de desinvestimento adoptada numa época que poderia ser de penta-campeonato. Quando se dá avanço aos adversários corre-se estes riscos. As asneiras e erros devem ser penalizadas e o terceiro lugar e a perda de alguns milhões por acesso ao play off da Liga dos Campeões seria um castigo merecido.

Quanto aos jogos de ontem, em rigor, torci apenas para que o V. Setúbal se aguentasse. Por um lado pela sua história no nosso futebol e por outro lado porque simpatizo com José Couceiro, um bom treinador e com algum humanismo, coisa que vai faltando à classe de treinadores. Foi um prémio pelo espírito de sacrifício, seu e do plantel, por  uma época carregada de dificuldades desportivas, directivas e financeiras..

Quanto ao Feirense, por mim fico naturalmente contente que tenha assegurado a manutenção, mas, não sendo de todo sócio adepto ou simpatizante, não perderia o sono pela descida. Mas fico contente que possa continuar entre os grandes do nosso futebol e pelo Nuno Manta, que parece-me um treinador humilde, dedicado e com futuro. Todavia, porventura a II Liga assentaria melhor na realidade estrutural e económica do clube fogaceiro, sendo que no futebol português, não só o Feirense mas todos os clubes em geral, há muito tempo que vivem bem acima das suas reais possibilidades e por isso quase todos tecnicamente falidos, vivendo de direitos televisivos e outros expedientes financeiros, alguns de investidores no mínimo duvidosos.  Quando assim é...