24/09/2025

Eventos? Capacidade de inovação e concretização.

 


À questão lançada pela lista da candidatura do Johnny Deivis Almeida  à eleição para a Assembleia de Freguesia de Guisande, no próximo dia 12 de Outubro"- Que eventos gostava de ver em Guisande?", respondi em comentário:

1 - Corga da Moura: Estamos numa nova realidade com as 4 freguesias separadas. O sítio localiza-se em Gião. Não obstante, havendo um acordo entre as 4 freguesias, com um protocolo bem definido, e com orçamentos bem controlados, e com participações orçamentais com a mesma proporcionalidade que esteve na base da partilha definida pela Comissão de Extinção, concordo que se continue a realizar, porque permite um convívio inter-freguesias e um encaixe financeiro para as nossas associações e grupos.

2 - Mesmo a realizar-se o Corga da Moura, considero que a Junta, à falta de uma associação cultural activa, como seria a "Associação "O Despertar", deve promover uma semana cultural, incentivando à participação de movimento, grupos e movimentos da freguesia e paróquia.Se o Corga da Moura não se concretizar, deve procurar fazer algo, à nossa medida e aproveitando o apoio financeiro que a Câmara atribuí a este evento.

3 - Passeio sénior: Concordo que continue, mas eventualmente em moldes melhorados que possibilitem mais convívio e menos o apenas oferecer um passeio e um almoço.

4 - Face à conquista difícil da nossa independência, deve-se fazer um evento evocativo ao que se poderia chamar de Dia de Guisande, a envolver toda a comunidade.

5 - Promover eventos que possam ligar o passado com o presente, como sessões periódicas ou regulares ou tertúlias onde se possa conciliar cultura com aquilo que é a nossa história local e as nossas gentes.

6 - Promover um evento que a médio prazo possa ser diferenciador e marcante, por exemplo arte de rua.

7 - Promover um evento/programa onde anualmente se distinga uma pessoa ou grupo que tenha merecido destaque, pela sua cidadania, intervencão cívica, social, cultural, desportiva, etc.

8 - Outras mais. Não faltarão boas ideias e cuja promoção e realização não serão custosas mas apenas a depender de vontade e dinamismo.

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Certamente que outros eventos, que também terão de saír da capacidade de inovação e concretização do executivo da Junta de Freguesia, seja lá quem for que vença a eleição. É possível fazer eventos de qualidade, diferenciadores, sem grandes custos orçamentais. Em muito, bastará capacidade de envolver e fazer acontecer. Mesmo sem uma estrutura de raíz, como um Centro Cultural com um auditório, temos e podemos aproveitar o que temos, como o Salão Paroquial, mesmo o auditório do Centro Cívico, o recinto do Monte do Viso, o Rinque Polidesportivo, o campo de Jogos do Guizande F.C., etc. Em suma, todo o território da nossa freguesia, pode e deve ser palco.

Trail do Viso - 2025

 


Está programada para 26 de Outubro de 2025 a 3.ª edição do Trail do Viso, evento organizado pelo Guisande Trail Running, secção do Guizande Futebol Clube.

O ponto de partida e chegada das provas de Trail, com 16 Km, e Caminhada, com 8 Km, será o bonito arraial do Monte do Viso, junto à capela. Os percursos permitem passar por caminhos e trilhos da nossa freguesia.

As inscrições estão a decorrer e os preços das mesmas e outras informações úteis  podem ser colhidas no sítio oficial.

Como nas edições anteriores esperam-se várias centenas de participantes nas duas opções de Trail e Caminhada. A manter-se a sua organização e consolidação, será certamente um evento de importância no contexto da nossa freguesia, pelo que deve merecer o apoio da comunidade e sobretudo da futura Junta de Freguesia.

22/09/2025

Centro Social - Passeio Turístico - 27 de Setembro de 2025

Será já no próximo Sábado, 27 de Setembro, que o Centro Social S. Mamede de Guisande realizará o seu segundo passeio turístico neste ano de 2025.

O percurso escolhido: Guisande, Amarante, Peso da Régua, Lamego, Viseu e Guisande.

O autocarro de 55 lugares já se encontra lotado. O preço por lugar ficou definido em 12,50 euros para os sócios do Centro Social e 20,00 euros para os não sócios.

A saída do autocarro está prevista para as 8:00 horas da Alameda da Igreja pelo que os inscritos devem apresentar-se com a devida antecedência de modo a organizar-se a distribuição dos lugares.

Sondagem / Inquérito às eleições autárquicas em Guisande - 2025 - Segunda análise

Depois  de uma primeira análise aos resultados, então com base em 36 participações, fazemos aqui uma segunda análise, já com base em meia centena de participações e respectivas respostas às questões da nossa sondagem /inquérito sobre alguns aspectos que em teoria podem influenciar ou com importância para a escolha eleitoral para a a Assembleia de Freguesia de Guisande no próximo dia 12 de Outubro: Assim

Perfil do Eleitorado (50 participantes anónimos)

Comportamento Eleitoral:

66% respondem que votam independentemente do partido, priorizando a capacidade dos candidatos sobre a filiação partidária

90% valorizam mais a personalidade e competência dos candidatos do que o partido que representam

92% têm intenção de votar, demonstrando elevado interesse cívico

Critérios de escolha dos candidatos

Factores mais valorizados:

Envolvimento cívico local (74% considera decisivo) - o fator mais importante

Experiência autárquica prévia (54% considera decisiva)

Juventude (70% prefere candidatos mais jovens quando a idade importa)

Factores menos valorizados:

Formação académica/profissional (70% considera não decisiva)

Área profissional específica (76% considera irrelevante)

Idade em geral (76% não a considera fator importante)

Prioridades para a freguesia

Obras necessárias:

Arruamentos (44%) - prioridade clara

Igreja matriz (20%)

Sede da Junta (14%)

Acções Esperadas:

Proximidade e envolvimento (40%)

Obras e melhoramentos (38%)

Inovação e capacidade de realização (50% na questão 12)

Avaliação política actual

Gestão da União de Freguesias em 12 anos:

56% avalia como "mau" o trabalho da União de Freguesias

42% considera "razoável"

Apenas 2% considera "bom" - clara insatisfação

Empenho dos habituais partidos:

60% considera que as estruturas partidárias locais do PSD e PS não demonstram interesse pelas freguesias fora do contexto das eleições

Escolhas dos candidatos dos partidos PSD e PS:

Pelo PSD considera-se que Johnny Almeida foi uma boa escolha mas muito equilibrado com a opinião que havia melhor opção.

Já pelo PS, destaca-se a opinião de que havia uma melhor opção a Celestino Sacramento. Mesmo a resposta de que foi uma boa escolha, perde para resposta de que não havia uma melhor opção.

Divisão sobre as escolhas dos cabeças-de-lista em ambos os partidos

Expectativas futuras

Confiança:

62% confia na capacidade dos dois principais candidatos (Johnny Almeida e Celestino Sacramento)

74% acredita que a freguesia ficará unida após as eleições

Conclusões principais:

Eleitorado pragmático que privilegia competência sobre o partidarismo

Forte descontentamento com a gestão anterior no contexto da Uniáo de Freguesias

Prioridade nas infra-estruturas (arruamentos) e proximidade aos cidadãos

Envolvimento cívico local será o critério mais importante na escolha

Optimismo moderado quanto ao futuro, independentemente do vencedor

Elevada participação eleitoral esperada (92%)

Conclusão geral:

O inquérito revela um eleitorado informado e exigente, que valoriza mais a ligação local e a capacidade de realização do que critérios tradicionais como partido ou formação académica.

Para quem ainda não participou pode continuar a votar, aqui ou no link abaixo:


https://tools2web.live/sond_aut_25/

21/09/2025

A lei e a ética - O que valem?


Eu não sei se é eticamente censurável, com falta de transparência na gestão pública ou se configura nepotismo, a decisão de Emídio Sousa, actual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, enquanto presidente da edilidade de Santa Maria da Feira, de aprovação de uma nomeação por parte do seu vereador da Cultura, para um cargo político de uma sua familiar indirecta, no caso uma sobrinha, para secertária do gabinete do respectivo pelouro. Talvez seja, talvez não!

Talvez o ex autarca se tenha posto a jeito para a censura e para o escrutínio público, mas, de acordo com a lei, e disseram-no os especialistas, a aprovação da nomeação foi legal. De resto, uma nomeação política é isso mesmo, escolher alguém que se conhece e de quem se tem confiança. De resto, Emídio Sous não nomeou mas apenas aprovou, o que poderá dar ao mesmo, ou talvez não. Além do mais, do que conheço e me têm transmitido, a pessoa em causa, há mais de 10 anos que tem exercido a função com qualidade e competência, afinal que o que se espera do respectivo cargo.

A questão essencial aqui será esta? É legal? É ilegal? Se é ilegal, que actue a Justiça, ou deveria ter actuado no tempo próprio. Se é legal, então nada a opor. Se estão em causa questões de transparência, ética e nepotismo e se tal é censurável ou não, mesmo sendo um cargo de confiança política, então que se altere a lei para impedir estas coisas, estas dúvidas, este pasto para chamas, porque este não foi caso único e, de uma forma ou outra, aqui, ali e acolá, é prática corrente. Ademais, custa acreditar que num Estado de Direito, em que se defende a individualidade, alguém possa ser prejudicado no acesso a funções públicas só porque é familiar indirecto do presidente, do vereador ou do director. Terá menos direito que qualquer outro cidadão?

Talvez mais do que isso, é censurável, e mesmo eticamente reprovável, que sob um ponto de vista jornalístico, um assunto que foi público e legal, venha agora a terreiro através de um meio de comunicação social com estatuto de serviço público, quando passado mais de uma dezena de anos sobre o facto. A que propósito, com que objectivo? 

Reitero, o ex-presidente da nossa Câmara pôs-se a jeito, e eu não o faria, mas actuou apenas dentro do que a lei permite. Quanto à ética e aos outros valores que se procuram aqui debater, e se foi ou não censurável ou reprovável, revestem-se de subjectividade e interpretação de acordo com os interesses de quem critica, para além de que tais valores há muito que deixaram de ser considerados, sobretudo no contexto de serviço público e político. Porventura, quem agora defende que faltou ética no caso, é defensor de que um médico quebre o seu juramento e possa praticar o aborto e a eutanásia, ou que um jornalista revele as fontes, ou que um oficial de Justiça quebre o segredo de processos, e que a acção de um criminoso informático, invadindo o foro particular deterceiros, como a sua correspondência, seja elevado aos céus como benfeitor, só poque supostamente em nome do bem público, como se, em consonância, a um advogado seja legítimo revelar a confissão de um seu cliente, admitindo o crime, por mais banal ou hediondo que seja. Além do mais, se há sector da sociedade que há muito perdeu o crédito da ética, é precisamento o da comunicação social e do jornalismo, precisamente o que agora vem a terreiro fazer de juíz. O jornalismo, de um modo geral, não só os dos órgãos conotados com o sensacionalismo, como mesmo o da RTP, tem sido digno de retrete. É disto que se trata, mesmo que fique por clarificar o propósito.

18/09/2025

Os partidos políticos não gostam de partir nem repartir


Muito se fala em participação cívica e em aproximar os eleitores da política. Porém, quando olhamos para as regras do sistema eleitoral português, percebemos rapidamente que a balança está longe de ser equilibrada: os partidos políticos gozam de um claro favorecimento em relação aos movimentos de cidadãos.

Nas eleições legislativas e europeias, o monopólio é absoluto — apenas partidos ou coligações de partidos podem apresentar listas. Os cidadãos organizados em movimentos independentes estão pura e simplesmente excluídos. Nas presidenciais, embora as candidaturas sejam individuais, exige-se um número elevado de assinaturas, o que limita na prática a entrada de quem não tenha já notoriedade pública.

É nas autárquicas que se abre a única porta para a participação directa dos grupos de cidadãos eleitores. Mas mesmo aí as exigências são desiguais: enquanto os partidos apenas precisam de entregar listas, os movimentos de cidadãos têm de recolher assinaturas validadas. E mais: os partidos podem apresentar candidatos recenseados fora da freguesia ou concelho em que concorrem, ao passo que os movimentos de cidadãos são obrigados a que todos os seus candidatos estejam recenseados no território a que a candidatura se destina.

No financiamento e no acesso à comunicação social a desigualdade repete-se. Os partidos com representação parlamentar beneficiam de subvenções regulares e de maior tempo de antena. Já os movimentos de cidadãos só recebem apoio limitado e pontual, proporcional ao resultado eleitoral.

A Constituição define que os partidos são essenciais para a organização da vontade popular. Mas, na prática, essa centralidade transforma-se num privilégio que fecha portas a iniciativas cívicas independentes. O resultado é um sistema que dificulta a renovação democrática e que mantém a política demasiado dependente das lógicas partidárias tradicionais.

Volta e meia faz-se esta discussão mas, em bom rigor, os partidos, e sobretudos os do designado arco do poder, não estão interessados em facilitar o acesso ao poder a grupos de cidadãos. Não gostam, não querem partir nem repartir as benesses. Em muito, também brota daqui o cada vez mais crescente descrédito e desconfiança para com a classe política, o que favorece os movimentos populistas.

Em resumo, a nossa classe política, pelos maus exemplos, há muito que anda a pôr-se a jeito, gerando um cada vez maior número de cidadãos descontentes, sem confiança, sem esperança e por isso revoltados e susceptíveis de aderirem a candidatos extremistas e populistas.

17/09/2025

Campanha & Companhia - Louredo - Debate na rádio


Assisti ao debate entre os candidatos à Assembleia de Freguesia de Louredo, no caso apenas entre os candidatos pelo PS, Roberta Reis, e pelo PSD, Fernando Moreira. A IL esteve ausente.

No geral gostei. Naturalmente que candidatos diferentes, de geração e experiências. Não obstante, em muito concordantes quanto às necessidades e com ideias similares em vários temas, o que de resto tem sido tónica nos debates a que tenho assistido. 

A diferença poderá estar na capacidade e formas de aplicar as ideias e projectos e de dar respostas às necessidades e aí entre a confiança que o eleitorado coloca, ou não, nas diferentes listas. No resto é como nos melões, a qualidade só se verifica depois de se abrirem e provarem.

Todavia, neste aspecto, parece-me que Fernando Moreira e a sua lista partem com clara vantagem, pois o cabeça-de-lista do PSD já foi autarca de Louredo e reconhecidamente tendo feito um bom trabalho, até notável em vários aspectos, considerando a dimensão populacional da freguesia. Joga ainda a seu favor o historial de tendência ganhadora do PSD em Louredo.

Apesar disso, houve um interregno de 12 anos e agora é um novo ciclo e naturalmente que ambos os candidatos pretendem marcar posições e reorganizar a freguesia, que volta a estar por sua conta.

Quanto à forma como decorreu o debate, foi respeitoso e, de algum modo,  proveitoso para os que têm dúvidas na intenção de voto, que, não obstante, acredito que em Louredo sejam poucos. 

Nos comentários nas redes sociais, alguns visitantes queixavam-se de que Fernando Moreira monopolizava o debate mas, a meu ver, sem fundamento. Falou mais, muito mais, mas não porque a candidata pelo PS não o pudesse fazer. De resto admitiu isso quando chamada à atenção pelo moderador. Ou seja, Roberta Reis, falou tudo o que tinha a dizer no tempo e ritmo que quis. Falou quanto quis falar. Simplesmente as suas ideias e propostas foram apresentadas de forma mais genérica e sem grandes considerações ou acrescentos. Podia, naturalmente, demorar mais tempo nas diferentes intervenções, como sugerido pelo moderador. É, pois, injusto, parece-me, que no contexto descrito, se pretenda acusar o candidato pelo PSD de monopolizar o debate. Mesmo que assim fosse, a responsabilidade seria do moderador.

De resto, não deixa de ser paradoxal, que algumas das pessoas que deixaram comentários nesse sentido de vincar a suposta monopolização do debate, tenham, elas própria e à sua conta, dezenas de comentários. Parece-me que não é por uma mesma pessoa estar sempre a comentar e a dar razão a um candidato, que terá mais razão. De resto nem o ritmo nem o número dos comentários têm qualquer influência no debate e na decisão. Mas, nestas coisas como na bancada a ver futebol, há sempre adeptos mais ruidosos, mesmo que isso pouco conte para o que se passa no campo de jogo. Adiante.

Quanto à questão inicial, sobre a desagregação, tal como já aconteceu com a candidata do PS por Gião, que aprecio e tenho como uma excelente opção para os eleitores locais, a Roberta Reis não foi capaz de dizer de forma clara se esteve ou não contra a desagregação. E seria importante fazê-lo, pois o PS na actual Junta e Assembleia de Freguesia, esteve convictamente contra.  E creio que, para o bem ou para o mal, era importante que essa posição ficasse clara para os eleitores. Ao invés, limitaram-se a dizer que isso era passado e que agora é uma nova realidade e é com ela que têm de contar. 

Também neste aspecto, Fernando Moreira não me pareceu muito claro, se era objectivamente a favor ou contra a desagregação, no que pode ter sido interpretado como um "nim". Mas considerou de forma categórica que a União não funcionou, pelo que se pode daí deduzir que considera a desagregação como positiva e de resto foi o PSD quem votou a favor, mesmo com o fundamental contributo e papel do Celestino Sacramento, elemento do PS na Assembleia de Freguesia, como fez referência, e justa, o Fernando Moreira. Sem o Celestino mas também sem a posição favorável e activa do PSD, a desagregação não teria sido possível. Fosse pelo PS e continuaria a vigorar uma União que mostrou não funcionar como tal.

E mais disse, no que pessoalmente também concordo, a União não funcionou porque nos três mandatos da sua vigência, os presidentes eleitos não adoptaram o modelo correcto, que seria manter os esquemas já existentes nas fregueias, que funcionavam bem e que bastaria melhorar e potenciar. Ou seja, eu também defendia isso, que de algum modo, apesar de orçamento geral, cada freguesia deveria, tanto quanto possível, manter a sua dinâmica própria e com os representantes de cada freguesia a terem um papel mais activo e decisivo e com competências, que, no meu caso, nunca foram atribuídas. Mas foi uma vontade inglória porque não aceite pelo presidente.

Ao contrário, não se foi por aí, antes por uma gestão centralista, focada sobretudo em Lobão, porque a maior parcela, e deu no que deu. O facto de em três mandatos o presidente da Junta ter sido sempre da área de Lobão, e voltaria a ser num quarto, quinto ou sexto mandatos, diz muito sobre o falhanço, porque centralista, e, repito, focada na importância e peso de Lobão. Nunca se deveria ter adoptado uma União com freguesias tão desequilibradas em termos de peso eleitoral, potenciando esse centralismo negativo. Acredito que mesmo num cenário de Uniões, poderia funcionar melhor uma com Guisande e Louredo, Louredo e Vale, ou Guisande e Giãoo, ou até mesmo com Gião, Louredo e Guisande, mas nunca com Lobão, porque com um peso superior às demais, por isso já a adininhar-se algum "canibalismo" de preponderância de poder.

Um dos aspectos positivos que se apregoava para a vantagem da União, seria o desfazer das assimetrias, de modo a que todo o território se aproximasse no seu desenvolvimento. Provou ser uma completa falácia já que isso não aconteceu, como até se acentuaram as assimetrias bem como a perda de serviços e proximidade entre eleitores e eleitos, até porque estes foram reduzidos no seu número. 

Em resumo, um debate positivo, este de Louredo, com a identificação das necessidades mais ou menos iguais. No global, pela experiência, Fernando Moreira foi mais incisivo, pormenorizado e realista, com uma visão mais ampla, porque conhecedor das realidades autárquicas, mas também apreciei a postura da Roberta Reis, mesmo que num registo mais minimalista e sem entrar em detalhes quanto à forma como pretende realizar o que propõe. De resto a pecha em quase todos os debates. 

Ideias, projectos, intenções, quase tudo necessário e positivo, mas as dificuldades virão na prática porque entre o querer e o ser capaz de fazer, e como fazer, vai uma enorme diferença. Mas isto tanto para Louredo como para Guisande e demais freguesias, sobretudo as de menor dimensão, porque tendencialmente menos consideradas pelo poder central concelhio.

Para concluir, independentemente dos juízos ou análises, e no caso de alguém que apenas vê de fora, mas que de forma interessada, caberá aos louredenses a decisão no dia 12 de Outubro.