" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

27/03/2026

Centro Social - Assembleia Geral - 02 de Abril de 2026

 


Na Assembleia Geral do Centro Social S. Mamede de Guisande, agendada para o próximo dia 2 de Abril de 2026, pelas 21:00 horas (Quinta-Feira Santa), devo participar na cerimónia religiosa, a que darei prioridade, pelo que não sei se a tempo de participar na sessão que, entre outros pontos, decidirá pela aprovação do protocolo tripartido para cedência e uso das instalações do Centro Cívico para funcionamento da Junta de Freguesia.

Enquanto sócio (pagante e com cotas em dia) e elemento da mesa da assembleia da Associação, confesso que estou dividido quanto a este protocolo. Desde logo porque no momento desconheço as suas condições e porque, por outro lado, não vejo vantagens significativas para as partes. Talvez os termos do protocolo esclareçam. A ver vamos.

Para além de tudo, parece-me que a utilização das instalações tem andado um pouco ao sabor dos ventos, nem sempre com critérios claros. Tem sido aproveitado mesmo por quem, num passado recente desconsiderou o Centro Social, as suas instalações, e por pessoas que nem sequer são sócias. É certo que as instalações devem estar ao serviço da freguesia, sem dúvida, mas também importa saber qual o papel dos associados. Enquanto sócio pagante, interrogo-me quanto às vantagens dessa condição, uma vez que os demais, que não pagam, na prática e no essencial do dia-a-dia, usufruiem como os que pagam.

Infelizmente, os actuais corpos gerentes, onde estou incluido, estão numa condição muito especial e apenas porque em tempo próprio não apareceram pessoas e listas interessadas em tomar conta do Centro e dinamizá-lo de uma forma mais consistente ou, pelo menos, renovada.

Por conseguinte, andamos todos mais ou menos a fazer fretes, porque nesta freguesia foi quase sempre assim: Uns a fazer, outros a maldizer, uns a pagar e outros a beneficiar. Não há volta a dar.

Em todo o caso, o Centro Cívico, mesmo que ainda sem atender ao seu propósito basilar, o de ser um Centro de Dia,  tornou-se num equipamento indispensável às diferentes dinâmicas da freguesia e paróquia. Parece-me é que, para além dessa importância e utilização, essa situação não produz efeitos práticos, quer ao nível de gente interessada em fazer parte dos corpos gerentes, quer ao nível do aumento de sócios pagantes, antes pelo contrário.  Daí esta minha apreciação cheia de dúvidas e até algum desapontamento, sendo que esperançado que, aos poucos, as coisas se acertem entre a freguesia e a associação.

25/03/2026

O Senhor nos valha.

Democracia, liberdade, igualdade, são ilusões num país onde o Estado dá esmolas e a máquina do governo pertence a uns quantos políticos e banqueiros que, com espertezas de quadrilha, se apoderaram da faca e do queijo.

Mas um país que estende a mão à esmola do Estado, e tem por sonho maior a reforma, também não saberia que fazer com a liberdade e a igualdade, as verdadeiras, as que se ganham à custa de espírito cívico, diligência e responsabilidade social.

De modo que por vezes, o que melhor sintetiza a imagem de um povo é o falso mendigo à porta da igreja, pedindo "pelas alminhas de quem lá tem", ao mesmo tempo que, contente da finura, pisca o olho ao comparsa.

O Senhor nos valha.


[J. Rentes Carvalho]

23/03/2026

Velhos caminhos


Na voragem dos tempos novos

Em que as horas pedem pressa

E as rodas reclamam estradas planas,

Já se perderam tantos caminhos;

Carreiros de gente da minha infância,

A ladear regos de águas cristalinas,

A contornar montes, ladeiras,

Ora a descer, ora a subir.

Ainda os percorro às cegas,

Na memória, num dia claro

Ou na noite mais escura;

Pela sombra de carvalhos

Num dia quente de estio,

Pelo orvalho e geada matinal,

Ou pela lama da invernia.

Mas sim, tantos já perdidos,

Outros barrados, envoltos,

Ambos pelo esquecimento.

Esta perda não é só de uso,

É erosão da memória,

Do canto e encanto,

Dos recantos a que chegavam:

Àquela árvore alquebrada,

Ao trecho do muro velho,

À levada no souto, à cancela,

À presa e moinho antigo;

Até à mina fumegante

nas manhãs frias, a vomitar

um jorro de água pura,

Cantante a correr apressada,

A regar o milho sedento,

A encharcar a erva no merujo,

A matar a sede na jornada,

A engrossar a ribeira.

Velhos caminhos da minha infância,

Ainda tendes as marcas

dos meus pés descalços?

Os sulcos fundos dos rodados

Dos carros-de-bois?

Se sim, guardai-os,

Pois há muito que os perdi.

22/03/2026

Nota de falecimento -Laurinda Gomes da Luz


Faleceu Laurinda Gomes da Luz, minha tia, irmã do meu pai.

Nasceu em 5 de Fevereiro de 1930. Tinha 96 anos de idade.

Segunda de nome, pois antes dela uma irmã nascida em 11 de Dezembro de 1926 faleceu com 16 meses de idade.

Era a última dos irmãos. José, Joaquim, António, Manuel, Delfina e Celeste, já todos falecidos. Fecha-se um ciclo e quebra-se um ramo da frondosa árvore dos Almeidas, com raízes na Casa do Loureiro.

Filha mais nova de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz. Neta paterna de Raimundo Gomes de Almeida e Delfina de Oliveira e neta materna de José Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Conceição de Jesus.

Em 10 de Setembro de 1959 casou com Avelino de Sousa. Tiveram 3 filhos, a Maria do Céu, o Carlos Alberto e a Elsa Maria.

Bem cuidada pelas duas filhas, faleceu serenamente. Graças a Deus pelo dom da vida que lhe concedeu.

Faleceu poucos dias depois da sua colega de catequese, Delfina da Conceição, aproximadamente com as mesmas idades.

De momento ainda não há pormenores das cerimonónias fúnebres, prevendo-se que seja na próxima Terça-Feira. Logo que conhecida data e hora procurarei aqui informar.

Sentidos sentimentos ao filho, filhas, nora e netos.

Descansa em paz, tia Laurinda! Que Deus te tenha ao seu lado!

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Actualização:

Cerimónias fúnebres amanhã, Terça-Feira, 24 de Março, pelas 16:30 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.

Missa de 7.º Dia na Sexta-feira, 27 de Março, pelas 18:30 horas na igreja matriz de Guisande.


19/03/2026

Nota de falecimento - Delfina Gomes da Conceição

 


Faleceu Delfina Gomes da Conceição (Sr.ª Tina), com 96 anos de idade -  06 de Julho de 1929 -18 de Março de 2026-

Vivia no lugar do Viso, viúva de Manuel Alves.

Funeral: Cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, na Sexta-Feira, dia 20 de Março de 2026, pelas 16:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7º Dia na igreja matriz de Guisande na Sexta-Feira, dia 27 de Março de 2026, às 18:30 Horas.

Sentidos sentimentos a todos os familiares.

Paz à sua alma e que Deus a tenha junto a si.

Oração à Senhora da Boa Fortuna

 


18/03/2026

Livro sobre o Guizande FC - Já em mãos

 


Na sequência do que aqui escrevi ontem, aos que têm demonstrado algum interesse pelo assunto, informo de que já tenho em mãos os livros sobre a história do nosso Guizande Futebol Clube. 

Como havia dito, havia sempre uma expectativa em que as coisas decorressem bem mas também alguma apreensão com o natural risco do contrário. Felizmente, e para meu alívio, do que já tive oportunidade de verificar, o trabalho gráfico ficou bem feito e dentro do que era expectável. Um ou outro aspecto que têm a ver com a opção de composição, mas graficamente o trabalho ficou bom. Ainda bem!

Passada esta etapa, segue-se a seguinte com a sessão pública de apresentação que está a ser promovida e organizada pelo clube, que, como já anunciado, será na sexta-feira, 10 de Abril, pelas 21:00 horas no Centro Cívico, no Monte do Viso.

O livro será vendido pelo clube que também beneficiará de todo o resultado da venda.

Entretanto, falarei no dia, mas quero agradecer aos que me ajudaram no processo e tornaram possível este projecto em benefício do clube (eles sabem quem são). 

É, pois, esperar pelo dia 10 de Abril.