Confesso que me tenho esforçado para me desligar do fenómeno futebol, pela simples razão de que já não tenho idade nem paciência para me preocupar com banalidades. Tenho-o conseguido, sem dificuldade, diga-se, tanto do meu Benfica como da nossa selecção. Quanto a esta, enquanto o país perdia horas de cama e enchia praças para assistir aos jogos, eu entretinha-me com coisas para mim bem mais importantes. Gostos e opções!
Com isto não significa que não ficasse contente com as vitórias da selecção, mas também não me estristecem as derrotas, como agora a eliminação, sobretudo quando pouco fizeram para o evitar. Uma das vantagens decorrentes de uma certa idade é a de dar a importância relativa ás coisas. Ora nesta fase da vida, perder tempo ou arranjar azias com o futebol não é, de todo, preocupação. Não perco uma hora de sono nem troco um quilo de tomates da minha horta por uma vitória da selecção ou mesmo do Benfica.
Em resumo, enquanto arde o país florestal e o político, um bom balde de água fria ajudou a acalmar o ambiente. Os balões perderam o ar, os deuses e príncipes da bola, com os seus pés de barro desceram à terra e agora vão de férias para locais de luxo e continuar os seus contratos milionários. Os outros, os adeptos, esses têm que continuar a trabalhar para no final do mês terem pelo menos o ordenado mínimo.
Bem-vindos à realidade!












