A ter em conta algums intervenções nas redes sociais em torno do custo das pulseiras para a Viagem Medieval 2026, somos levados a supor que vários munícipes sustentam que, dado o evento ter emergido e desenvolvido no concelho, seria justa a criação de um regime de discriminação positiva para os residentes, consubstanciado em descontos, tarifas minoradas ou outras prerrogativas exclusivas. Parece-me um não assunto.
Pessoalmente sobre tal hipótese, considero que deveria custar 100 euros, tanto para os feirenses como para os de Freixo de Espada à Cinta, espanhóis e marroquinos.
Passe a ironia, como é um evento de que não sou adepto nem cliente, a verdade é que é-me indiferente o custo do acesso e se os feirenses devem pagar para frequentar, ou se à borla, como na generalidade das festas e romarias.
Todavia, o que me parece muito mal, isso sim, é que os feirenses que não põem lá os pés, enquanto contribuintes do município através de um preço pornográfico do serviço de água e saneamento, IMI e outros quejandos, tenham de pagar eventuais prejuízos, como aconteceu na edição passada.
Haja, pois, bom senso e acima de tudo que se dê sentido ao velho conselho de que quem quer festas, que as pague. Nada mais justo o conceito de utilizador/pagador. Era só o que faltava que assim não fosse!
