" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

06/04/2022

Páscoa 2022 - Horários dos serviços religiosos

 


Pormenores


Apressados, em correria, a olhar para o relógio, para o telemóvel, para as médias e ritmos, tantas vezes passamos ao lado de alguns pormenores, mesmo que com uma lanterna na testa. 

Já nem falo das pessoas com quem nos cruzamos, às quais,  mutuamente, já não cumprimentamos, nem com palavras ou gestos ou olhares. Apenas uma indiferença maquinal.

Deste modo, como o da foto, na maior parte das vezes nem reparamos nos pormenores que nos surgem, como esta pedra na borda do caminho, envolvida por "aleluias". 

Uma pedra escavacada mas que nos diz muito. Foram umas alminhas, certamente, a que por motivos que se desconhecem ou puro vandalismo, retiraram os elementos interiores e porta. Há quantos anos, feita e colocada por quem?

Seja como for, este elemento na borda de uma das ruas na nossa freguesia está ali, para muitos apenas uma simples pedra, para outros, certamente menos, a merecer um olhar atento.  Quem sabe quantas histórias podem estar ali?

Mas queremos saber delas? No geral não! É passar e andar!

04/04/2022

Sobre o meu livro (a caminho)

O meu livro de poesia e contos ("Palavras Floridas"), já em fase final de produção, o qual conto que me seja entregue ainda antes da Páscoa, ou não acontecendo, logo de seguida, não se destina à venda

Será sobretudo para oferecer a familiares e amigos e a outros guisandenses próximos que demonstrem esse interesse pelas coisas da poesia e cultura e, claro, dentro da disponibilidade e da quantidade que mandei imprimir.

Já quanto ao meu futuro livro, também já em preparação adiantada, e que tenho projectado que seja publicado lá mais para o  primeiro trimestre do próximo ano, porque relacionado a assuntos da freguesia e com uma publicação mais onerosa, já que estou a prever que tenha entre 250 a 350 páginas, nessa altura terei que equacionar pelo menos a venda de parte da tiragem, o que a acontecer será sempre a preço de custo. Mas claro que na altura as coisas serão melhor definidas.

Até lá ainda há trabalho pela frente, nomeadamente de composição, grafismo e revisão. Os conteúdos está praticamente definidos faltando seleccionar e complementar.

Entretenimento


Por uma mera casualidade, numa busca online, percebi que há por este país fora vários estabelecimentos escolares de tipologia EB2.3, ou outras, designadas de Viso. Em locais como Vila Nova de Gaia, Porto, Figueira da Foz, Setúbal, Viseu. etc.

É claro que também tivemos a nossa saudosa Escola Primária do Viso, de Guisande. Teve um lindo passado mas um presente ausente e um futuro igualamente sem história. Não existe. Népias. Não fora o seu excelente aproveitamento e integração no Centro Social e provavelmente já o edifício não teria telhado, nem portas nem janelas.

Os motivos são conhecidos de todos e que emanam da baixa natalidade e políticas de centralismo que não se compadecem com lirismos de cada freguesia ter a sua escola. O centrão da educação a pretexto de poupança de recursos e de melhores condições transformou as nossas escolas nuns aglomerados certamente que com muita vida mas pouca ou nenhuma alma.

Nesta razia, vai sobrevivendo o estabelecimento de Fornos, como Jardim de Infância, mas mesmo esse com necessidade de crianças de outras freguesias. E mais coisa menos coisa, poderá seguir o destino dado às escolas da Igreja e Viso.

Por cá, apesar de toda esta fatalidade, do mal o menos porque fecharam a tasca em Guisande e mandaram os clientes para Louredo ou Lobão, relativamente perto, mas no interior do país, e mesmo num interior próximo, o encerramento de escolas foi um sangramento total e as aldeias tornaram-se ainda mais vazias e tristes e a caminho de se tornarem locais fantasmas.

No fundo, para este totobola conta o tal decréscimo da natalidade mas também, em muito, as décadas de más políticas ou pelo menos de desprezo total para com o interior. Por isso, quando por ora se fala em coesão territorial no mínimo, para não chorar, dá para rir.

Mas este é um assunto que diz pouco ou nada às pessoas. Nem na generalidade as preocupa sequer. Veja-se que tendo partilhado no Facebook um apontamento que escrevi aqui sobre a natalidade na nossa freguesia, como ponto de reflexão, não colheu sequer uma única opinião ou reacção. 

No fundo andamos todos por aqui entretidos com outras coisas e coisinhas e quem ousar reflectir e fundamentar sobre temas mais estruturantes ou mesmo mexer em certas feridas, feitas as contas só arranja lenha para se queimar. 

03/04/2022

Natalidade ou falta dela



A propósito do assunto da baixa de natalidade que flagela o nosso país e por conseguinte também da nossa freguesia, que de resto já tem sido por aqui motivo da minha reflexão, a título de comparação com tempos passados, vejamos a diferença:

Em 24 de Abril de 1962, estava eu já em andamento para nascer dali a pouco mais de seis meses, quando o então nosso pároco, Pe. Francisco Gomes de Oliveira respondeu a um Questionário emanado da Diocese em que se pretendia saber o número de crianças em idade  escolar e delas quantas frequentavam a catequese, entre outras questões.

Pois bem, a resposta, conforme fotocópia acima do documento,  foi de que havia 80 meninos e 69 meninas, por isso 149 crianças. Todas elas frequentavam a Catequese, distribuída esta em quatro classes, a qual por esse tempo estava ao encargo de 12 catequistas. Dava, pois, arredondando, uma média de 37 crianças por cada uma das quatro classes e 12 crianças por catequista.

Confesso que na actualidade não sei o número exacto de crianças na catequese, entre os 6 e 10 ou 11 anos) (alguém saberá e responderá) ou em idade do ensino primário (1ª, 2ª, 3ª e 4ª classes), mas obviamente e seguramente que muito longe das 149 crianças referenciadas no referido inquérito. Eventualmente a diferença até fará coçar a cabeça de tão abismal.

As coisas são como são e para aqui não são chamadas as razões positivas ou negativas das quais decorre um decréscimo da natalidade no nosso país ou mesmo na Europa. Apenas uma pura constatação numérica.

01/04/2022

Livros



Não sei quantos livros tenho,

De romance, aventuras, poesia,

Realidade ou simples quimera,

Nem os quero contar, confesso.

Sei quanto deles tanto obtenho,

Como aconchego em noite fria,

Dois braços abertos na espera

Por alguém perdido em regresso


Mas tenho muitos, centenas,

Um oceano de páginas revoltas

Em ondas de prosas e versos

Que fustigam o barco do meu ser.

Mas dez que fossem, apenas,

Seriam aves livres, bem soltas,

Pensamentos densos, dispersos,

Convergentes no impulso de ler.


Não sei, nem saber isso me empenho,

Nem vontade ou  querer me assaltam,

Porque mais que saber os que tenho,

Choro e lamento os que me faltam.


A. Almeida

Nota de falecimento


No passado dia 25 de Março faleceu João Ribeiro da Costa, de 70 anos, com residência no lugar de Estôse - Guisande, mas emigrante em França, onde se encontrava.

As cerimónias fúnebres terão lugar  no próximo Domingo, dia 3 de Abril, pelas 10:00 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.

O velório terá lugar amanhã, Sábado, a partir das 17:00 horas.

A Missa de 7º Dia ocorrerá na igreja matriz de Guisande no dia 8 de Abril, Sexta-Feira, pelas 19:30 horas na igreja matriz de Guisande.

Sentidos sentimentos a todos os seus familiares. Paz à sua alma!