" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

19/04/2026

Livro sobre a capela do Viso e sua festa - Pedido de material

 


Publicado que foi o livro de apontamentos sobre a história do Guizande Futebol Clube, estou já com outro livro em processo de escrita. Desta vez será relacionado à nossa capela do Viso e sua festa.

Naturalmente que já disponho de muito material para pesquisa e conteúdo. Apesar disso, lanço o pedido para que alguém que tendo feito parte da festa, da comissão de festas, ou familiares, e que tenham por casa algum material relacionado, como documentos, fotografias, cartazes, programas, panfletos, contas, etc, etc, será importante que o partilhem comigo até porque ainda há muita coisa em falta, nomeadamente de cartazes com os programas de anos mais recuados. Podem igualmente informar em que ano fizeram parte da Comissão de Festas e quem foram os colegas, nomeadamente quanto às mordomas, pois quanto às mulheres as informações que disponho são menos do que relativamente aos homens. Todas as informações ou memórias relacionadas são importamtes.

Agradeço que partilhem este pedido de modo a que chegue a mais guisandenses e desse modo se aumente a possibilidade de se encontrar informações que possam enriquecer o ivro o qual pretende documentar, tanto quanto possível, estes dois importantes elementos da nossa freguesia.

Pés ao caminho - Pela Freita num dia de Primavera















18/04/2026

84 Primaveras num dia de Primavera



Neste 18 de Abril de 2026, um dia digno de Primavera, completou a minha mãe 84 delas. Uma vida sofrida, dura, sem infância e a ser mãe aos 18, mesmo assim foi sempre mãe coragem, seio de uma ninhada de 8 filhos, 5 rapazes e 3 raparigas, que cuidou com desvelo e amor, mesmo perante muito trabalho. Se mais não deu, mais não tinha. Mas aos 84, mesmo com o raio das pernas a não permitirem um pouco mais de conforto e alegria, mesmo assim, ainda consegue ter a lucidez e um sorriso bastante a agradecer o dom da vida.

A sua maior prenda seria a possibilidade de continuar na sua horta, a mexer na terra, a semear, plantar, regar, cuidar e colher, porque nisso, tal como a muitas outras mulheres da nossa aldeia, se resume toda a vida e viver: Criar, cuidar e colher. Ver nascer e crescer.

Na imposssibilidade física de voltar à horta, ao quintal, ofereceram-lhe as netas uma horta doce, e no meio dela o seu boneco, a cuidar.

Eugénia Fonseca, Deus lhe conserve esse sorriso até quando quiser e que mais primaveras, solarengas, possa contar.

17/04/2026

Caminho das Covas

Caminho do Alquebre - 2


Caminho do Alquebre - 1

O áudio será sincronizado automaticamente ao iniciar.


16/04/2026

Pagar o que não se come


Como muitos portugueses, tenho serviço de telefone, televisão e internet. O básico. Não tenho canais prémium nem Netflixes ou coisas parecidas. A minha carteira não dá para tanto.

Apesar disso, um dos motivos que me levam a não subscrever Netflixes e quejandos é que, por regra, paga-se pelo pouco que se come e pelo muito que não se come. Ou seja, paga-se o menú completo, mesmo que só se comam as salsichas e não se toque nos bifes, no polvo ou no camarão. Do género, não comeu, comesse!

Infelizmente, sem regras de quem as devia implementar em defesa dos consumidores, habitualmente somos todos "comidos de cebolada". Por exemplo, pagamos serviço de televisão e mesmo assim temos que gramar doses exageradas de publicidade. Ora se temos de compreender essa filosofia em televisões de sinal aberto, já em serviços pagos a coisa fica estranha. Não surpreende, por isso, que muitos procurem esquemas ilegais de acesso a esses serviços de televisão e streaming.

Em resumo, quase todos comemos pela medida grande e conforme as coisas estão regulamentadas, de pouco ou nada serve reclamar. E isto não só neste género de serviços fornecidos por empresas, como até em alguns prestados pelo Estado.

É comer e não bufar, até porque quem bufa rapidamente passa por estar desalinhado, por negacionista, ovelha tresmalhada ou coisa do género. 

Num país de gente mansa e alinhada, custa até a acreditar que tenha havido uma revolução.