05/03/2021

Meter a mão ao saco

Nós, os seres humanos, temos muitas coisas em comum, entre elas o facto de termos os nossos defeitos e as nossas virtudes. Está-nos no sangue, quer pela genética, quer pelo tipo de educação e formação que foram capazes de nos dar e fomos capazes de assimilar. 

Neste contexto e por muitos outros motivos, há aqueles em que as virtudes, talvez por serem mais, se destacam em relação aos defeitos e também o contrário, talvez por estes serem muitos. 

Em resumo, somos capazes do melhor e do pior e mesmo quando tudo fazemos para termos comportamentos correctos e adequados num contexto de vivência e convivência em sociedade, frequentemente e com facilidade deixamos o pé escorregar e lá fazemos o que não devíamos fazer, como quem diz na gíria, "fazer merda" ou "mijar fora do penico". 

Mas quando consideramos e julgamos determinado comportamento como incorrecto e reprovável, há sempre alguém que ainda capaz de cavar mais fundo e mostrar que ainda há margem de manobra para descer mais baixo na espertalhice.

Todo este palavreado para de algum modo enquadrar um situação que, não só eu como, creio, várias pessoas que por ali passam já se aperceberam. Ou seja, no sítio do Ecoponto no lugar da Igreja, um autêntico escarro na freguesia, uma espécie de cagadeira, mais do que entulheira, a que quem com responsabilidade não consegue pôr fim (bem o tentei, sem êxito, quando passei pela Junta, porque quem tinha esse poder não o exerceu), alguém badalhoco e com o tal nível de comportamento cívico nivelado muito por baixo, ali depositou há vários dias uns enormes sacos contendo plásticos diversos.

Pois bem, alguém ainda com um nível mais baixo, percebeu que os sacos, de ráfia, daqueles enormes que habitualmente se usam nas corticeiras para armazenar rolhas, estavam em bom estado e poderiam ter utilidade, vai daí, vaza o conteúdo no chão, complicando a sua recolha, e lá vai à sua vidinha com os sacos na saca.

Como se vê, quando achamos que já vimos de tudo, incluindo um porco a fazer renda, lá vem alguém com mais uma novidade que nos surpreende.

É o circo da vida no seu melhor (pior).

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