31/10/2017

Nota de falecimento



Faleceu Joaquim Pereira de Almeida, com 68 anos. Vivia no lugar do Viso, nesta freguesia de Guisande. 
O velório terá lugar na Capela Mortuária de Guisande, na quinta-feira, dia 2 de Novembro de 2017, a partir das 10:00 horas. O funeral terá lugar no mesmo dia pelas 15:30 horas e será formado na Capela Mortuária rumo à Igreja Matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local em jazigo de família.
Missa de 7º Dia na segunda-feira, dia 06-11-2017, às 18:00 horas
Paz à sua alma! Sentido sentimentos aos familiares!

Rir e brincar com os outros


Por estes dias, a caminho do trabalho, vinha a ouvir o humorista Nilton numa das suas habituais tiradas, fazendo disfarçadamente um telefonema para uma determinada pensão em Lisboa, mostrando a esta o interesse em que ali ficasse alojada uma estrela musical, no caso Madona, e a sua equipa, supostamente para de forma discreta fugir aos jornalistas e "paparazzi" portugueses enquanto trataria de um assunto de compra de uma quinta.
É claro que com o habitual registo de Nilton somado à aparente surpresa e inocência do dono da Pensão, foram alguns minutos de pura risota.

Mas, apesar disso, questiono até que ponto há alguma legitimidade moral e até jurídica para em nome do humor se brincar com as pessoas para que milhares se riam da situação e à sua custa? Mesmo que à posterior se peça ou não desculpa e se justifique a brincadeira.

Infelizmente, porque nos rimos e achamos piada, afinal foi sempre fácil brincar e rir com os males ou insuficiências alheias, também somos culpados e responsáveis. Pode-se concluir que não será por aí que virá o mal ao mundo e que devemos todos ter sentido de humor e boa disposição porque fazem bem à saúde, mas há sempre o outro lado e é sempre desagradável sermos usados por alguns espertalhões que vão levando as suas vidinhas a brincar e mesmo a gozar com os outros. O Nilton é apenas um e até há quem por essa aldeia global vá vivendo exclusivamente de pregar partidas aos outros, muitas delas de mau gosto e até perigosas, como se pode ir vendo pelo Youtube, já que as receitas dessa gente (ditos youtubers) dependem precisamente do êxito e visualizações que alcançam nas redes sociais. 

De algum modo seria bom que as autoridades estivessem atentas a estas situações, sobretudo as mais abusivas e de mau gosto e que fossem penalizadas em conformidade.

Nota de falecimento


Faleceu Ramiro Rodrigues Soares, com quase 80 anos. Vivia no lugar de Fornos, nesta freguesia de Guisande. O velório terá lugar na Capela Mortuária de Guisande, nesta Terça-feira, dia 31 de Outubro de 2017, com chegada do corpo às 15:00 horas. O funeral será formado na Capela Mortuária rumo à Igreja Matriz de Guisande na Quarta-feira, dia 01 de Novembro de 2017, pelas 14:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Paz à sua alma! Sentido sentimentos aos familiares!

27/10/2017

Mapa de Guisande - 271020171


Recados...



As recentes eleições autárquicas no nosso concelho, para além da normal normalidade, foram contudo marcadas pelos protestos na freguesia do Vale, que não se traduzindo num boicote total como certamente pretenderiam os mentores, saldou-se, todavia, por uma expressiva abstenção. Por conseguinte, o recado foi dado e bem dado e a "carta terá chegado a Garcia". Mas creio que mais do reclamar a questão da independência neste contexto de uma união de freguesias com Vila Maior e Canedo, pretenderam mostrar os valenses a insatisfação por um quase absoluto desprezo no que se refere à realização de obras, melhoramentos e manutenção de aspectos básicos como as limpezas de ruas e tapamento de buracos.

De facto, quem conhece o Vale e por lá passa com regularidade e percorre as suas ruas e lugares, percebe facilmente que durante o mandato que passou num contexto de união de freguesias, efectivamente foi uma terra abandonada, até mesmo desprezada. Atrevo-me mesmo a dizer que comparativamente a Guisande foi ainda mais notória a falta de intervenções já que por parte de Guisande, para mal dos seus pecados, pairou sempre no mandato o ónus da pesada dívida que transmitiu à União, o que, tanto quanto se saiba, não aconteceu com o Vale.

Por sua vez, para além deste recado do Vale, o recado deixado por Guisande não deixa de ser significativo e temos assim a particularidade de uma União de Freguesias em que um partido ganhou com maioria absoluta mas perde, por maioria, numa das freguesias, precisamente naquela que terá sido porventura a mais penalizada com a escassez de meios financeiros com que se debateu a Junta ao longo do curto mandato.
É claro que alguns dos responsáveis partidários assobiam para o ar e passado o relativo interesse que demonstram pelas pessoas e pelas freguesias em período de pré-campanha, obtidos os resultados voltam a ignorar as mesmas pessoas e as mesmas freguesias, o que de resto não surpreende já que para alguns o interesse que aparentam mostrar pelas mesmas é só na justa medida de verem as suas necessidades de cargos garantidas. 

Em resumo, o problema do Vale é o problema de Guisande, ou seja, de freguesias consideradas pequenas integradas em uniões de freguesias desequilibradas e mal amanhadas e que muito longe de resolverem problemas, incluindo a questão dos enclaves de Parada e Arilhe, vieram ampliar as dificuldades numa lógica de submissão às freguesias cabeças-de-cartaz (Canedo e Lobão).

Oxalá, pois, que o actual Governo tenha a coragem para desfazer ou pelo menos criar condições de alteração e ajustar diferenças e desequilíbrios em muitas das uniões de freguesias produzidas a martelo pelo anterior Governo PSD, gizadas por um mau político e que em rigor resultou numa reforma administrativa contra a vontade das pessoas  e das suas freguesias, tudo isso num pressuposto falacioso de poupança e optimização de recursos, o que ainda está por provar.

Até lá, iniciados agora os novos mandatos, vamos ver se os recados do Vale e Guisande terão algum efeito prático ou se, pelo contrário, irá sobrar algum revanchismo ou mau perder, o que, convenhamos, seria um muito mau princípio. Vamos, pois, acreditar que a normalidade na consideração, respeito e proximidade entre eleitos e eleitores seja a norma. Pessoalmente acredito que sim, mas, como diz o outro, "vou andar por aí".

(foto: fonte: Jornal N)

26/10/2017

Mapa de Guisande - 26102017

mapa_guisande_26102017_1

Iniciei este mapa usando a ferramenta Inkscape. Ainda está numa fase inicial pelo que para o que pretendo falta ainda muito tempo a despender na edição. Em todo o caso podem ir vendo.
(clicar na imagem para ampliar)

24/10/2017

24 de Outubro de 1954–Inundação na ribeira da Mota

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Hoje, dia 24 de Outubro de 2017 tivemos um dia quase de Verão, com céu azul e temperatura bem alta. Mas se recuarmos no tempo, mais precisamente 63 anos, por isso a 24 de Outubro de 1954, abateu-se sobre a nossa freguesia de Guisande e freguesias vizinhas, sobretudo do lado sul e poente, como Pigeiros, Caldas de S. Jorge, Fiães e Lobão, uma chuva forte e persistente, designada de tromba-de-água, que em poucas horas, naquele Domingo de manhã, galgou as margens da ribeira da Mota, arrastando dos campos, com a sua impetuosidade, toda a vegetação e medas de palha ou de canas de milho. 

Em resultado, com a pressão da água e dos detritos dos campos e margens arrastados, a ponte da Lavandeira, entre os lugares do Reguengo e Viso, acabou por ceder, desmoronando-se, sendo, pouco depois, edificada a ainda actual ponte. Provisoriamente, como se vê na foto acima, foi realizado um estrado em vigas e tábuas de madeira para assegurar a passagem de carros e pessoas. 

Ainda hoje, as pessoas mais idosas recordam-se desse Domingo chuvoso e daquela que foi certamente a maior cheia da ribeira da Mota de que há memória, o que de resto também sucedeu no rio Uíma

. Mesmo a cheia de 2001 terá sido apenas uma humilde amostra quando comparada com a de há 63 anos.

Neste foto acima vê-se o paredão norte totalmente demolido. Curiosamente percebe-se que o caudal da ribeira era quase diminuto, pelo que se deduz que estivesse a ser desviado pelos regos das levadas a montante, de modo a permitir a intervenção provisória na ponte. Também pode sugerir que essa cheia teve de facto características muito concentradas pelo que logo que passou a tromba-de-água, o caudal voltou ao seu normal.

19/10/2017

De Cimo de Vila aos Clérigos

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Porto – Clérigos, a partir de um terraço na Rua de Cimo de Vila, por detrás da Estação de S. Bento

17/10/2017

Terminado



Ontem, segunda-feira, 16 de Outubro, terminou para mim a responsabilidade de atendimento semanal prestada no polo de Guisande da Junta da União de Freguesias. A partir da próxima semana esse serviço será já da responsabilidade dos eleitos no último e recente acto eleitoral, cuja tomada de posse está agendada para esta sexta-feira, 20 de Outubro pelas 21:00 horas na sede em Lobão. Por conseguinte, a partir desse acto de posse, termina o meu mandato e com ele as responsabilidades ou funções inerentes.

Durante o mandato de três anos, em Guisande o atendimento decorreu todas as semanas, às segundas-feiras entre as 18:30 e 19:30 horas, sendo que com frequência entre as 18:15 e 20:00 horas e mesmo em diferentes dias e horas quando alguém tinha uma situação mais urgente ou inadiável. A todos atendi, mesmo interrompendo afazeres pessoais ou refeições. Em três anos foram por isso mais de 150 horas dispensadas gratuitamente a este serviço que fiz com sentido de voluntariado a favor da população. Atendi pessoas, ouvi pedidos, queixas e reparos, que sempre considerei e transmiti ao presidente. Declarações, atestados, provas de vida, registo e licenças de canídeos, situações referentes ao cemitério, como compra e transferência de sepulturas, reporte de avarias na iluminação pública, entre outras, foram as principais necessidades atendidas ao longo destes últimos três anos. 

Esta é uma observação e informação apenas a título de curiosidade e em jeito de balanço, já que obviamente é um serviço cujo reconhecimento passa ao lado da população por o achar de obrigação (em certa medida verdade) ou muito bem pago (totalmente mentira). 

Em todo o caso, e porque na campanha eleitoral recente alguns partidos concorrentes esgrimiram em forma de promessa a necessidade do alargamento deste atendimento de proximidade, creio que, pelo que pude constatar ao longo do mandato, esta ainda não é justificável já que basta ter em conta que em muitas das horas de atendimento semanal, não apareceu ninguém e porventura a média no mandato terá sido de duas ou eventualmente três pessoas. Por outro lado, tendo em conta que a maior parte dos assuntos tratáveis está centralizada num sistema informático acessível de qualquer polo, ou na sede todos os dias na parte da manhã, não há, pois, uma necessidade extrema para que cada assunto seja tratado exclusivamente na própria freguesia. 
Mas sim, doravante continua a ser importante que se mantenha o atendimento semanal em cada uma das freguesias até por uma questão de respeito à identidade e proximidade, bem como pelo conhecimento mais directo e profundo de cada uma das pessoas, certamente desconhecidas nas demais freguesias se ali se dirigissem, obrigadas por isso a mais perguntas e respostas. Todavia, quanto ao eventual alargamento do atendimento, mesmo não sendo de extrema necessidade, desde que haja vontade e disponibilidade de pessoal, não pecará por excesso.

Apesar das muitas dificuldades e incapacidades em dar respostas e soluções às necessidades das pessoas e da freguesia, desde logo pela irrelevância do meu cargo (vogal) e da inerente falta de poder e competências, está assim terminado um ciclo de cidadania e voluntariado. Mesmo que em juízo próprio, apesar de pessoal e objectivamente desiludido com o rumo do mandato, estou consciente de ao longo do mesmo ter feito o melhor que podia e sabia, porventura imensuravelmente mais do que era suposto fazer-se a troco de 42,00 euros mensais (*) que recebia da Junta, de resto esta verba apenas para pagamento da participação nas reuniões de Junta.
A questão do dinheiro e do vencimento sempre me foi irrelevante, mas refiro-a apenas para informação aos desinformados e porque é um pouco aborrecido quando a este respeito ficamos injustamente com a fama mas sem o proveito.

(*) A este valor mensal somava o valor da senha de presença (21,37 euros) pela participação na Assembleia de Freguesia - quatro sessões ordinárias por ano)

15/10/2017

Outubro vermelho

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Num dia de Outubro anormalmente quente, com baixa humidade e ventos com rajadas fortes e inconstantes, ficou traçado o clima ideal para um Domingo em que Portugal voltou a estar fustigado com incêndios, um pouco por todo o lado, mesmo nos concelhos vizinhos de Vale de Cambra e Arouca.

Mesmo a freguesia de Guisande não escapou a esta fúria, quase sempre com origem em mão criminosa, e os recentes focos de incêndios ocorridos na zona dos Quatro-Caminhos e a poente da Gândara foram novamente reactivados  e empurrados por um vento de sul  depressa se estenderam à zona norte e nascente do lugar, expandindo-se mesmo pelos lugares da Arosa e Teixugueira em Lobão, colocando habitações em risco, valendo a valentia dos bombeiros que, por aqui, centraram os seus esforços a proteger as habitações à face da Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua de Trás-os-Lagos e mesmo na Rua da Zona Industrial, incluindo as instalações da empresa Utilbébé, que correu riscos devido à mata densa na zona frontal poente e lateral norte e a uma pilha de resíduos florestais que negligentemente ali tem estado há semanas, constituindo uma autêntica bomba conbustível.

Esperemos agora que a previsão de chuva já para esta madrugada e para os próximos dias se concretize e  o  clima que tem sido adverso ajude agora a apagar definitivamente muitos desses focos de incêndio.

12/10/2017

Um novo ciclo ou a sua continuação?

Conforme divulgação do edital abaixo, sabemos que terá lugar no próximo dia 20 de Outubro, pelas 21:00 horas, na sede da Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, em Lobão, a instalação/tomada de posse dos dois órgãos de poder local, a Junta, órgão executivo, e a Assembleia de Freguesia, órgão deliberativo.
De acordo com os resultados decorrentes das eleições do passado dia 1 de Outubro, a Junta da União de Freguesias ficará composta por cinco elementos do PSD - Partido Social Democrata e a Assembleia de Freguesia por sete elementos da mesma força partidária e por seis elementos do PS - Partido Socialista. 

Por conseguinte, comparativamente ao mandato que agora termina, o PS ganhou mais um elemento na Assembleia, passando por isso de cinco para seis e por sua vez o CDS deixa de ter representação, o que se lamenta porque enfraquece a Assembleia, já que Fernando Almeida, o anterior eleito pelo partido centrista sempre teve uma postura de conhecimento e intervenção atenta e responsável e era uma mais valia no debate. É, pois, a vontade do povo a funcionar, mas da qual seguramente resulta um empobrecimento da pluralidade. O CDS tem, pois, que analisar e penalizar-se pelas opções tomadas para estas eleições. 

Em suma, apesar de uma vitória sofrida, com cartões amarelos em Lobão e Louredo e um cartão vermelho em Guisande, valeu ao PSD a vitória de um homem sobre o partido, Manuel Oliveira Leite em Gião, o vencedor da noite, que assim renovou de forma surpreendente a maioria absoluta e prepara-se agora para governar um mandato completo e com as contas em dia e a casa quase arrumada. Será por isso um mandato sem desculpas e para compensar o que ficou por fazer.

Quanto ao PS, há alguma dúvida se alguns dos membros agora eleitos irão ou não assumir os respectivos lugares na Assembleia de Freguesia, o que de resto já aconteceu no mandato que agora está a terminar, nomeadamente com a desistência, logo no início, daquela que era a representante de Louredo, um autêntico erro de casting do PS. A sua substituição foi também desastrosa para a imagem do partido e mesmo as sucessivas faltas de alguns elementos, sobretudo na segunda metade do mandato, não ajudaram em nada a uma credibilização que era importante para a futura luta eleitoral (agora terminada).

No meio destas vicissitudes da oposição,  uma palavra de apreço para David Neves que no meu entendimento, sempre cumpriu de forma elevada as suas responsabilidades como líder da oposição, com intervenções assertivas, num contexto difícil porque contra uma maioria que, como todas as maiorias, pouco sensíveis ao aprofundamento, debate e acolhimento de propostas ou críticas da oposição. Este é um mal de que padecem todas as maiorias do nosso sistema democrático uma vez que, regra geral, vão-se alternando os partidos e as figuras mas mantêm-se os vícios e os defeitos inerentes. Não tenho dívidas em reconhecer que David Neves, caso o povo o escolhesse, seria um presidente de proximidade e interessado pelas diferentes freguesias e pelo respeito das suas características específicas. Mas em democracia e em eleições governa quem a maioria do povo escolher e por isso há que dar crédito e confiar em quem foi escolhido.

Seja como for, adivinha-se um mandato de oposição muito difícil para o PS pois se de algum modo teve um bom resultado e ganhou mais um elemento, a verdade é que aquela que se apregoava como uma insatisfação geral da população, não se traduziu na prática numa vitória, sendo que esta evitada  apenas devido à especificidade própria do resultado em Gião.

Agora sendo certo que a partir do dia 20 de Outubro começará um outro ciclo, fica a dúvida se novo ou de continuação. O futuro responderá, havendo, no entanto, condições para que seja um novo ciclo porque, como tenho opinado, o difícil será não fazer melhor.

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