" Eu e a minha aldeia de Guisande" "" Eu e a minha aldeia de Guisande

17/05/2021

É tão saboroso pagar IMI

Acabei de pagar a minha primeira de duas prestações anuais do IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis. É tão saboroso pagar este imposto ao Estado, ou, através dele, à Câmara Municipal. No fundo é pagar uma renda de um prédio que não lhes pertence. Mais prosaicamente, é pagar para ser fodido.

Dizem, com razão, que será dos impostos mais estúpidos. Mas, acrescento, também dos mais injustos, e desde logo porque ao edificar-se uma habitação, já se pagou taxas e licenças.

Mas, como diz o outro, mesmo sabendo que é um roubo travestido de legalidade, que lhes faça bom proveito.

Em contrapartida, conheço alguns doutores e engenheiros que estando a viver nas suas belas e boas casas há dezenas de anos, porque, ao arrepio da lei, ainda não solicitaram licenças de utilização, vão escapando a este imposto estúpido, pagando valores mínimos e no futuro sujeitos apenas à liquidação dos últimos quatro anos. Há crimes e ilegalidades que ainda compensam.

Siga, que é Portugal!

12/05/2021

Sporting é campeão

 ...E o Sporting é campeão do futebol maior do nosso Portugal. Merecido. Era um crime que em seu lugar fosse um Benfica fraquinho dirigido pelo mestre das táticas ou um Porto treinado por um arruaceiro e com uma cultura de mergulhos que só esta época lhe valeram quase 20 penaltis, o que contrasta com apenas 1 do Benfica.

Mas para além de tudo, e porque a coisa não passa apenas de futebol, ontem com os festejos da massa adepta verde-branca, ficamos todos a saber que esta treta do distanciamento social e uso de máscara é só para ajuntamentos de meia dúzia. Para largos milhares, bem juntinhos em gritos de alegria, a coisa passa ao lado. 

Nestas coisas e pela amostra, o Estado e as suas forças da ordem dão provas de que são fortes com os fracos e poucos e fracos com os fortes e muitos.

10/05/2021

O Facebook é um filão de sarna

Alguns "amigos" têm estranhado e perguntado pelos motivos da minha ausência na minha página no Facebook.

Para sossegar aqueles que de algum modo eram seguidores frequentes, devo dizer que está tudo bem. Apenas desactivei a conta, para uma pausa e higienização mental. Certamente que é temporária a pausa, e já o havia feito anteriormente, mas de frequentar essa tasca é coisa que para já não sinto falta. Creio que já desde o início de Dezembro último.

É que esta coisa do Facebook tem tanto de importante e interessante, quando usada de forma construtiva, como de estupidificante quando banalizada e apenas como uma câmara de eco dos nossos egocentrismos e vaidadezinhas. E a coisa é como a sarna, pega-se e às tantas estamos a descer aos buracos mais fundos de alguns fundamentalismos, sejam políticos, sejam futebolísticos, ou outros. É um filão de sarna o Facebook. É certo que assim também não posso acompanhar algumas coisas interessantes produzidas por pessoas "amigas" igualmente interessantes, mas como estas são aves raras, o saldo acaba por compensar.

Poderia já ter partilhado fotografias de alguns bons trilhos já percorridos desde Abril, dando a conhecer recantos e encantos de gentes e lugares, mas não se pode ter tudo. Quem sabe, mais daqui a algum tempo quando algumas poeiras assentarem.

Assim sendo, a pausa higiénica e salutar continua e aqueles que têm realmente algum interesse no que vou escrevendo e publicando podem sempre passar por este espaço, o que de resto em média é feito por quase um milhar de visitantes.

04/05/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu  António da Silva Paiva, de 68 anos [13 de Dezembro de 1952 - 03 de Maio de 2021], do lugar das Quintães - Guisande.

O funeral terá lugar amanhã, Quarta-Feira, dia 5 de Maio, pelas 11:30, com missa de corpo-presente na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.

Missa de 7º Dia marcada para o dia 9 de Maio, Domingo, pelas 09:45 horas na igreja matriz de Guisande.

Sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular a sua esposa e filhos.

Que descanse em paz!

Odemirações

O que está a acontecer no concelho de Odemira, em que o Governo procedeu à requisição civil de habitações particulares para albergar trabalhadores agrícolas no âmbito do controlo do surto da Covid-19 , é de todo lamentável, não porque não tenham que ser tomadas medidas, mas porque estes atropelos que alguns especialistas em Direito contestam quanto à sua legalidade, decorrem como consequência da própria inacção do Estado e das suas entidades. 

O próprio presidente da Câmara Municipal de Odemira terá relatado, com tempo, à Polícia Judiciária situações que indiciam esquemas pouco claros no âmbito da actividade de prestação de serviços, imigração ilegal e escravatura e que em muito ajudam a compreender o contexto a que se chegou. Ou seja, o Estado e o Governo não têm actuado, não têm fiscalizado, permitindo este descontrolo e agora, para atalhar, corta a direito atentando contra a propriedade privada.

Entretanto parece que com as crescentes denúncias está a ser feita alguma investigação. Os alvos serão, essencialmente, os pequenos empresários responsáveis pela vinda para o nosso país de trabalhadores estrangeiros, provenientes na sua maioria  do Bangladesh, Nepal e Tailândia, os quais recebem um baixo salário e vivem sem condições, num chiqueiro de insalubridade. No escasso tempo em que não estão a trabalhar nas colheitas nos campos, ficam amontoados em casas que mais parecem pocilgas e que são arrendadas por terceiros e pelas quais pagam entre 100 e 120 euros mensais.

Não vêm para a apanha da banana, mas como este parece ser um país de bananas, torna-se um paraíso para quantos vivem à custa da miséria humana. O nosso Governo, claro, tem deixado que a coisa prospere e não fosse esta situação de pandemia a trazer a coisa à tona do charco e tudo continuaria na mesma.

Vamos ver o que vai mudar mas seguramente não muda que tem responsabilidade.